Notas iniciais
Finalmente um capítulo que nunca foi postado! Capa: @_OwOv_


Zoro tinha escutado as palavras do garoto e ficou extremamente confuso. Uma hora o moleque parecia estar completamente aéreo e fora de si, agindo como uma criança manhosa. Na outra, falava um monte de coisas com bem mais eloquência e que nem o próprio Zoro entendia, com força o suficiente para empurrá-lo porta afora.

O mecânico passou um tempo olhando para o aparelho em sua mão tentando saber o que fazer direito com aquilo. Demorou um pouco para achar onde que poderia fazer o que Sanji havia pedido, mais ainda para escolher entre as opções que havia lá e muito mais para aprender como que finalizava a compra corretamente. Maldita tecnologia.

Mas o tempo que demorou fazendo o pedido não era nada comparado ao tempo que aquele loiro demorou no banho. Não que Zoro não esperasse por isso, do jeito que era fresco, o moleque provavelmente tinha um completo ritual de beleza ou algo ridículo assim. Zoro apenas ficou tediosamente mexendo no telefone do loiro, apenas pensando que ele próprio já poderia ter tomado mil banhos durante aquele tempo todo. Quando recebeu a comida e o café na porta, ouviu o chuveiro desligar, indicando que Sanji finalmente havia terminado.

Como seu apartamento era irritantemente iluminado, o que era algo péssimo para alguém com dor de cabeça, Zoro levou tudo para o quarto e colocou na cama. O loiro ainda demorava a sair do maldito banheiro e Zoro, que não havia comido nada ainda naquele dia, enfiou uma rosquinha na boca e engoliu rapidamente com a ajuda do café que bebia. Havia esquecido de como gostava de um pouco de café bem amargo pela manhã, infelizmente tinha muita preguiça para fazer todo dia.

Sanji deve ter passado uma hora ou mais sentado no chão e sentindo a água quente cair em seu corpo sensível. Provavelmente ficaria com a pele branca mais avermelhada, nem mesmo em seus banhos mais demorados ficava tanto tempo debaixo da água, muito menos imóvel. O banho pareceu o deixar sóbrio depois de algum tempo, mas ainda sentia a dor da rejeição. Era difícil para alguém que nunca nem mesmo foi aceito por seu próprio progenitor, ser rejeitado outra vez, era algo que não sabia como lidar. Precisava superar. Já estava acostumado, desde criança ele sempre foi forte e aguentou aquele tratamento sem chorar, já estava bem grandinho para não ficar chorando como um fraco pelos cantos.

Com esse pensamento, Sanji se levantou e de fato tomou um banho, esfregando seu corpo, lavando seu cabelo dourado e o fato de ter aceitado usar tanto o sabonete quanto o shampoo de Zoro, só provava que ainda não estava em seu perfeito estado, mas bem melhor de quando caiu no bar ou até mesmo chegou na casa do velho.

Ao passar a toalha pelo seu corpo, era como se todo o cheiro do moreno grudasse em si e não era desagradável. Ele não notou, mas depois de secar o corpo esguio, levou a toalha ao rosto e sentiu o aroma gostoso e tão característico, ele poderia reconhecer a quilômetros. Era estranho estar tendo esse tipo de reação ao cheiro de Zoro, talvez a bebida tivesse o deixado com os sentidos mais sensíveis.

O cheiro da toalha não se comparava com o cheiro daquela camiseta. O pobre loirinho sentiu o coração acelerar quando o tecido passou por sua cabeça e ele pôde sentir tão diretamente o cheiro de suor e graxa. Sanji sentiu-se estúpido por não ter percebido antes que Zoro era mecânico, até mesmo sua roupa, supostamente limpa, estava impregnada com o cheiro de uma oficina. Por um bom tempo ele cogitou não colocar aquela cueca, era vergonhoso e uma peça muito íntima e com certeza já usada, mas ao olhar para baixo e ver que a camiseta branca era praticamente transparente e que sua intimidade ficava quase exposta, ele colocou a peça no mesmo instante. Se sentiu um palhaço ridículo por usar uma roupa tão enorme e ao se ver na frente do espelho sorriu de forma boba e virou-se de costas para olhar. A camiseta era enorme e ficava muito bem nele, talvez a roubasse.

Quando Sanji apareceu no quarto, o homem de cabelos verdes praticamente se engasgou com a bebida quente que tomava, derramando um pouco em si mesmo e ganhando algumas queimaduras leves. Ver o garoto com sua própria blusa deveria ser perfeitamente normal ou até um tanto esquisito, mas era lindo. A peça batia nas coxas pálidas de Sanji e ficava tão grande que nem dava para enxergar a roupa de baixo. Zoro não sabia porque estava tendo uma reação tão exagerada a uma blusa, mas ver a peça larga nele e pensar no quanto aquele corpo era menor que o seu deixava seus pensamentos confusos. Talvez porque ele nunca havia visto Sanji de outro jeito a não ser coberto com ternos no corpo inteiro. Mas ele se limitou a desviar o olhar e se condenar por estar pensando coisas ridículas e absurdas.

Sanji não esperava que Zoro reagisse daquela forma, seria impossível não notar o olhar esverdeado praticamente o comendo e isso o fez corar forte e por impulso puxar a camiseta ainda mais para baixo, tentando esconder mais suas pernas. Era vergonhoso ser observado dessa forma por alguém tão próximo, alguém que o tratava de forma diferente de todo mundo e era estranho sentir-se envergonhado apenas por uma observação, era um modelo, ele amava ser o centro das atenções. Sanji desviou o olhar e sentou-se na cama ao lado do maior, roubando o outro copo de café da pequena caixinha.

Zoro podia ver mesmo no ambiente um pouco escuro que Sanji estava totalmente corado, percebendo que sua idiotice tinha deixado o garoto constrangido. Não era sua intenção deixá-lo desconfortável, apenas tinha grudado os olhos no outro mais tempo do que o planejado. O mais velho evitou encará-lo novamente, mesmo quando o loiro sentou ao seu lado abraçando suas próprias pernas no colchão.

— Melhor? — Zoro perguntou enquanto enxugava o café que derramara em si mesmo.

— Mais ou menos… — Sanji respondeu baixo. Abriu a tampa de seu café e bebericou um pequeno gole, sorrindo ao ver que era exatamente o que havia pedido, era uma surpresa Zoro ter conseguido usar seu celular, surpresa maior ainda ter pedido corretamente. Notou a caixa de rosquinhas e soltou uma risada gostosa, aquele idiota tinha paladar de criança? — Não era bem isso a que me referi quando disse pra pedir algo para comer…

Queria dar uma bronca, mas estava em seu momento tranquilo, então só conseguiu sorrir bobo enquanto mordia uma das rosquinhas.

— Ah... — Zoro coçou a nuca um tanto constrangido em explicar que foi a única coisa que conseguiu pedir, não querendo dar abertura para as gracinhas de Sanji sobre ele ser um ancião que não sabe usar tecnologia.

Mas o garoto não parecia que caçoaria dele naquele momento. Mesmo que o loiro tivesse respondido mais ou menos à sua pergunta, Zoro estava contente que ele agora pelo menos estava sorrindo. Seu quarto estava levemente escuro, mas ele ainda conseguia ver os lábios curvados tomando café, era um certo alívio.

— Parece o tipo de coisa que serviam nas competições de kendo. — Zoro disse pensativo. Era bem familiar aquele gosto, o fazendo ficar nostálgico em relação àquela época.

Sanji se sentia observado a todo instante e aquilo era um tanto intimidador, então o jovem só continuava a comer as rosquinhas e beber o café de forma bem mais rápida que o normal, até estar terminado. Deixou o copo no chão e cruzou as pernas ao sentar-se na cama e tirar os pés do chão, não percebendo que dessa forma ficava mais exposto do que deveria, enquanto estava de frente para o mais velho.

Zoro desejava imensamente que aquele garoto tivesse um pouco mais de noção. Quando finalmente voltou a agir normalmente e olhar o moleque enquanto comiam ele sentava daquele jeito mostrando mais do que devia o tempo inteiro, especialmente o discreto volume em sua roupa de baixo, o que fez Zoro desviar o olhar novamente, não querendo repetir o constrangimento de mais cedo.

— Kendo? — Sanji perguntou curioso, com um interesse maior do que o normal. — Isso explica as espadas na sala.

Os olhinhos azuis brilhavam enquanto olhava o maior ainda comendo, como de costume o apetite dele era mil vezes maior que o do loiro. Mas não era por isso que estava sorrindo, estava curioso em relação a vida do outro, mal se conheciam, mesmo que já estivessem conversando há um bom tempo.

Zoro não fazia ideia de que Sanji tinha reparado nas espadas expostas em sua sala de estar, não que fossem discretas, já que era a única coisa que tinha de valor na casa basicamente. Mas o garoto nunca havia mencionado nada e ele também não, já que raramente falava sobre a própria vida.

Sanji parecia estar tentando ocupar o mínimo de espaço possível na cama, diferente de antes que estava se espalhando por todo o colchão. O que era algo bom porque a cama de solteiro era um tanto pequena. Mesmo assim, estavam próximos o suficiente para Zoro notar cada gotícula de água ainda no corpo do outro. Seu cabelo loiro ainda estava molhado e pingava na cama, então Zoro pegou a toalha que estava a seu lado e secou bruscamente a cabeça loira como se fosse um cachorrinho, sabendo que aquilo irritaria o moleque.

Assim que bagunçou todo o cabelo dourado e sedoso que estava perfeitamente arrumado, Sanji não pôde ficar mais irritado e praticamente rosnou ao afastar bruscamente as mãos e a toalha do imbecil de perto de seu corpo. Zoro era o mais idiota de todos.

— Eu juro que vou te matar quando conseguir me equilibrar em uma só perna. — Ele ameaçou em um tom amedrontador que nem parecia o que normalmente usava com o marimo e começou a passar os dedos pelo cabelo em uma tentativa de pentear e voltar a ficar apresentável.

Sanji era fofo. Era impressionante como Zoro não havia percebido aquilo antes, talvez porque tinha que lidar com camadas e mais camadas de chatice, mas até quando ele estava irritado ele era adorável. Como não podia chutá-lo naquele momento, era melhor ainda. Com muita vontade de rir, Zoro apenas observava o emburradinho tentar consertar o estrago que ele fizera em seu cabelo, tentando colocar todos os fios úmidos no lugar certo.

Sanji voltou a encarar o idiota com os olhinhos brilhantes, ainda curioso com a história dele, mas percebendo que a mula... Zoro não entendia o que ele queria, resolveu ser direto.

— Me conta sobre essas competições, idiota.

— Ah... Não tem muito o que dizer. — Zoro olhou para Sanji que parecia que iria matá-lo apenas com o olhar se ele desse só essa resposta. Sanji já estava acostumado com o monossílabismo daquele velho imbecil, só que dessa vez não permitiria que ele fosse uma porta como de costume, então quando notou que ele ia encerrar o assunto sem dar nenhuma resposta convincente, olhou com sangue nos olhos azuis, encarando como se estivesse devorando a alma daquele idiota.

— Basicamente era viajar por aí, perder… Tentar de novo… Perder… — Fazia realmente muito tempo que não falava sobre o assunto, talvez por não ter mais ninguém que se interessava por aquilo em sua vida. Mas era agradável. Sentia uma nostalgia engraçada no estômago e uma vontade de treinar absurda, embora isso já fizesse com frequência até demais.

— Oh... — Sanji disse impressionado, parecia ser uma vida bem interessante ficar viajando e disputando, vencendo e perdendo, conhecendo novos lugares e pessoas, quase como a vida dele, só que provavelmente bem mais emocionante.

— Mas, faz muito tempo que não participo. Desde que consegui o título de melhor do mundo. — Zoro disse com orgulho o suficiente para chamar de arrogância, enquanto retirava os recipientes vazios da cama para arrumar mais espaço para ambos no colchão.

A única coisa que Sanji conseguiu fazer foi revirar os olhos entediado, sem achar que aquilo era verdade, só o outro sendo um velho convencido como de costume.

— Seja menos convencido, velhote. Até parece.

— É verdade, oras. Te mostro o troféu depois, moleque. — Zoro ficou um pouco irritado com o deboche do outro diante da sua conquista e pretendia esfregar aquele título bem na fuça daquele atrevido.

Ao revirar os olhos mais uma vez, Sanji notou que os peitos enormes de Zoro… Que o marimo estava sem camisa, o problema não era ele estar sem roupa e sim que não estava exatamente sem roupa... Seus olhos pervertidos... Curiosos desceram pelo peitoral forte, passando pelos mamilos escuros...

Zoro já se arrependera completamente de chamar o insuportável de fofo. Ficou com a testa franzida e uma cara terrivelmente aborrecida enquanto notava o olhar do outro escaneando seu corpo. Zoro não entendia o motivo, será que ainda estava sujo de café ou algo assim? Mesmo assim desejava que ele desgrudasse aqueles olhinhos perversos de si, já que estava sendo observado tempo demais para ser estranho. Talvez o moleque estivesse apenas se vingando pelo que havia feito mais cedo.

Os olhos de Sanji continuaram a descer até esbarrarem em um tecido verde, esquisito, desbotado, feio e surrado. Ele franziu o cenho, fazendo uma expressão de nojo.

— Que merda horrível é essa? — Sanji passou a mão do peitoral, deslizando até aquele troço horrendo e o puxou, percebendo que era quente e macio. Com um dedo ele puxou uma parte e se aproximou mais do maior para olhar o que ele estava escondendo ali dentro, parecia a bolsa de um canguru.

Mas, como se não bastasse fazer pouco caso da sua maestria com as espadas, o insolentezinho ainda xingava sua peça de roupa favorita. Era demais para Zoro aguentar.

— Isso, seu ignorantezinho... — Zoro falou enquanto dava um tapinha naquela mão atrevida que tentava ver mais do que deveria. — É um haramaki.

— Haramaki? — Sanji arqueou a sobrancelha encaracolada, confuso. Nunca viu coisa mais feia e de mal gosto que aquele trapo. Mas olhando bem, até que combinava com o velho caindo aos pedaços, era bem a cara dele, literalmente, até o tal haramaki tinha que ser verde. O que Zoro tinha com aquela cor, afinal?

— Preferia quando você estava manhoso e quietinho. — O mais velho falou da boca para fora. Na verdade era bom ver que ele estava bem o suficiente para voltar a irritá-lo, mesmo que isso custasse toda sua paciência.

— Preferia quando você estava manhoso e quietinho. — Sanji repetiu, tentando imitar a voz grossa daquele imbecil, mas o que acabou saindo foi bem cômico e ridículo, fazendo ele rir da própria cara. Aquilo claramente era efeito da bebida e da ressaca, em seu estado normal jamais agiria daquela forma infantil, especialmente com o velhote que muitas vezes o enxergava e tratava apenas como um pirralho. Isso o deixava com dor de cabeça. Na verdade era por causa da ressaca, mas era mais prático culpar o outro.

Zoro bufou e fez menção de deitar na cama, mas percebeu que ainda havia um objeto atrapalhando, o celular de Sanji. O colocou no criado-mudo e lembrou-se de outro item que estava ali em cima. Outro dia na oficina, Zoro foi guardar recibos numa escrivaninha e seus olhos bateram em algo que chamou sua atenção. Era um calendário do ano passado com fotos um tanto obscenas de um certo modelo loiro e Zoro levou o objeto consigo para casa para mostrar a Sanji.

Ou ao menos essa foi a desculpa que havia dito a si mesmo. Ele nunca nem ao menos havia realmente gostado daquelas fotos cheias de edição e produção exagerada, mesmo antes de conhecer Sanji. Mas, agora que o reconhecia ali, havia ficado muito desconcertado com o conteúdo, que incluía o loiro quase sem nenhuma roupa no corpo, beijando modelos que sensualizavam para a câmera e fazendo expressões que Zoro nunca havia visto o moleque fazer. Talvez por isso havia reagido tão estupidamente ao fato de ver o garoto só de camisa, porque seu cérebro ficou com aquelas coisas absurdas na memória.

— Eu esqueci de dizer. Descobri de onde te conhecia... — Ele disse entregando o objeto ao garoto, evitando contato visual com ele enquanto o fazia. Em seguida ele deitou na cama, ocupando a maior parte do espaço enquanto mantinha o olhar no teto do quarto.

Ao ver aquele calendário, o loirinho mostrou um enorme e brilhante sorriso, como se estivesse lembrando bem de quando foi aquela sessão de fotos. Tinha acabado de fazer 18 anos e como primeiro emprego adulto, foi convidado para algo mais quente e sensual, em que ele agarrava as damas, mostrando sua magnífica pegada. Em uma foto ele estava com as duas mãos segurando os seios fartos da modelo seminua, em outra a bunda carnuda, outra eles se beijavam e basicamente o foco era nas línguas se tocando... Aquele foi um bom ensaio, sentia-se excitado só de rever. Mas, o fato de se sentir excitado, significava que o objetivo daquele calendário era justamente esse e se o objeto estava com Zoro, então...

— Eu não acredito que você bateu punheta pra mim! — Sanji deduziu facilmente ao lembrar-se da preferência sexual do mais velho. Seu tom não demonstrava nojo ou desprezo, apenas espanto e vergonha, Zoro era um completo velhote tarado.

Seu aumento na voz fez sua cabeça arder, como se estivesse queimando e por reflexo a segurou com força. Mesmo assim continuou irritadinho e jogou o calendário na cara do idiota safado. Estava corado e ao sentir as bochechas quentes fingiu que era tudo culpa da bebida, não de ter acabado de imaginar as mãos fortes e grandes do outro se masturbando e gemendo por sua culpa... Engoliu a seco e desviou o olhar para o chão.

Aquela acusação deixou Zoro mais desconcertado do que deveria. Sim, o calendário havia espantado o pobre homem, mas ele não cogitaria fazer algo assim. Era Sanji. Apenas um pirralho que ia na sua casa de vez em quando e irritava cada nervo em seu corpo. Apenas isso.

— Não! Não é assim... — Zoro disse embora realmente não se lembrasse da época, fazia um tempo considerável. Mas recentemente com certeza ainda não havia feito, então o que dizia era verdade. E queria desmentir aquilo de maneira mais convincente possível. Já não bastava às estranhezas do garoto à sua sexualidade. — Estava na oficina, só peguei pra você ver. É culpa do meu chefe, ele gosta desse tipo de coisa.

Sanji tinha suas sérias dúvidas das palavras do maior. Zoro era um velho, logo, um pervertido. E gay. Sanji era gostoso e não existia nenhuma possibilidade de uma pessoa em sã consciência não achá-lo atraente a ponto de não homenageá-lo algumas vezes. No fundo, ele quis ser desejado pelo outro e não conseguia mais tirar de sua mente a imagem erótica daquele homem se tocando por tesão em seu corpo. Maldita bebida fazendo-o ter pensamentos absurdos e estranhos, ele prometeu a si mesmo que nunca mais colocaria uma gota de álcool na boca.

— Ei. — Zoro chamou baixinho e, quando o mais novo olhou em sua direção, ele deu palmadinhas no pequeno espaço no colchão a seu lado o chamando para deitar. Pelo jeito como segurava sua cabeça Zoro sabia que devia estar com uma enxaqueca e aquele moleque irritante precisava descansar.

Não sabia se Sanji preferia que ele simplesmente o deixasse sozinho enquanto dormia um pouco, mas Zoro não estava com muita vontade de deixar o garoto só.