Don't Call Me Daddy
15 Bathrobe
Notas iniciais

Durante todos os dias que se seguiram, Sanji em nenhum momento conseguiu evitar de pensar sobre o demorado e inocente beijo que ele e Zoro trocaram. O pior é que os pensamentos não eram de nojo ou desprezo e sim do mais puro desejo e vontade de repetir a dose. Era um completo absurdo, afinal, era Zoro e eles eram amigos, além disso o outro era um velhote acabado e feio.
Mas, ao lembrar da respiração quente em contato com a sua, dos lábios grossos pressionando os seus, da mão grande segurando seu rosto e, se pensasse bem, de como os corpos reagiram ao toque do outro, e do momento que sua mão tocou o peitoral largo do maior e sentiu que não era apenas os peitos que estavam duros como também os mamilos, parecia que era o certo a ser feito, estar com Zoro era bom, ele o fazia bem, só não era certo estar beijando aquele velho idiota.
Diariamente Sanji lembrava que seus mamilos também estiveram enormes e vergonhosamente duros e aquilo o fazia se sentir estranho e bem desconfortável. Não era gay, gostava de mulheres, não deveria ficar duro por causa de um beijo entre amigos, aquilo não deveria significar absolutamente nada. Homens não deveriam ter os mamilos duros e sensíveis, Sanji não os tinha e jamais os abusava, quem sentia prazer com esse tipo de estímulo eram viados e o loiro não era um deles.
No meio da semana, teve que fazer uma viagem de última hora para participar de um desfile em outro estado e acabou indo sem nem ver Zoro antes, isso só piorou a situação, se já estava atormentado pelos pensamentos antes, agora estava ainda mais. Ao menos, talvez por estar tão longe, ia esquecer a vontade intensa de beijar aqueles lábios rudes. Com certeza ele iria esquecer.
Enquanto isso, Zoro tinha ideias diferentes sobre aquele dia. Apesar de seu corpo não ter mentido sobre o que sentiu ao beijar o loiro, Zoro continuava com a ideia de que aquilo era apenas uma progressão natural do contato que estavam tendo naquele dia. Não iria ter uma reação exagerada por causa daquilo, era desnecessário. Fora algo inocente e não o incomodava.
O único pequeno receio que tinha era de que perturbaria o garoto, já que ele já havia tido reações bem desproporcionais a coisas ainda mais bobas que aquilo. Mas Sanji era quem parecia mais curioso com aquele gesto para começo de conversa, então deveria estar tudo bem entre eles. Malditos jovens e sua mania de experimentar as coisas por pura bisbilhotice.
Não o viu desde aquele dia tão bizarro e o loiro também não estaria na reunião daquela semana, assim como o alertou em uma de suas conversas diárias por mensagem. Sanji disse para ele ligar caso ocorresse qualquer coisa e Zoro iria fazer exatamente isso. Já que o loiro não poderia estar presente na reunião, pelo menos passar um tempo falando com ele talvez ajudasse.
A reunião havia sido tão normal quanto possível. Algumas pessoas perguntaram a ele sobre o loiro, embora Zoro não entendesse porque ele que deveria saber do paradeiro daquele moleque… Mesmo que soubesse sim. Outras pessoas sabiam exatamente onde Sanji estava graças as suas postagens em redes sociais, aparentemente quase todo mundo já sabia da sua carreira de modelo antes de Zoro.
Com esse pensamento o homem ficou observando o calendário antigo que ainda estava em seu criado mudo e suspirou. Àquela altura provavelmente Sanji já deveria estar de volta ao hotel, já que falou que pretendia voltar cedo e deixar a mala pronta para seu voo no dia seguinte. Então, Zoro foi atrás do número mais frequente em sua agenda e apertou para iniciar a ligação.
— Oi. — Zoro disse ainda distraidamente observando o calendário, agora em suas mãos.
Sanji ouviu seu celular tocar assim que saiu do demorado banho apenas enrolado em um roupão que era mais sexy do que deveria para alguém que estava sozinho. O toque do telefone era aquele programado unicamente para Zoro, então sabia que era ele. Atendeu meio a contragosto, estava pensando em se aliviar e assistir algum bom pornô depois do banho e relaxar depois de um dia estressante, mas teria que se estressar ainda mais com o velhote.
— Ei, marimo. — Ele respondeu de forma mais animada que deveria para alguém que teve sua punheta atrapalhada.
— Perguntaram por você hoje.
— Ah, é? Será que estamos passando muito tempo grudados para eles perguntarem justamente para você? — Sanji fez uma brincadeira que era a mais pura realidade. Desde o segundo dia eles sempre estavam juntos e não se separavam nunca e, por mais que o loirinho fosse a criatura mais sociável de todos, qualquer um que olhasse poderia notar que ele tinha um favorito.
— Sim porque você não sai do meu pé um segundo. — Zoro respondeu exasperado. Era óbvio que as pessoas iriam notar que Sanji grudava nele tal qual um carrapato toda semana.
— Queria ter ido... — Ele disse um tanto melancólico, provavelmente era a pessoa que mais gostava daquelas reuniões e o fato de ter passado a semana sofrendo em desespero por seu vício, mesmo que sua mente estivesse em outra coisa, o fazia desejar ainda mais ter ido.
Sanji ficou um tanto frustrado por não ter ido, sentindo falta das conversas e histórias dos membros, sempre ficava distraído e muito interessado nelas. E pensar na reunião o fazia lembrar que apareceu na casa de Zoro completamente bêbado e fedendo a bebida. Pior ainda, beijou o moreno com aquele gosto de álcool em sua boca, Sanji era terrível. Por mais que tivesse passado um enxaguante bucal que encontrou no banheiro e não quis nem imaginar há quanto tempo estava ali, o gosto de álcool era muito forte e mesmo depois da água quente e várias escovadas ainda ficava óbvio a estupidez que antes estava fazendo. Se estava muito ocupado com os pensamentos sobre o beijo, agora estava com a mente apenas se culpando por completo. Era um completo imbecil.
— Eu sei. — O mecânico sabia como o garoto deveria estar se sentindo. Apenas uma semana atrás havia perdido o controle novamente e Zoro pôde ver perfeitamente a extensão do dano que aquilo havia causado nele. — Mas você pode falar comigo.
Enquanto conversavam, com a mão livre Sanji pegou a revista de moda que estava a seu lado na cama e começou a folhear lentamente, observando as belas modelos em trajes finos e chiques, sorrindo um tanto pervertido quando eram fotos com decotes ou mais provocantes. Desde que iniciou sua vida sexual Sanji tinha um gosto especial por peitos e tratava a todos como a maior maravilhosa do mundo. Sem perceber seu pau pulsou e ao olhar para baixo havia um volume avantajado em seu roupão e um respingo que definitivamente não era água. Sorriu malicioso e abriu a peça, revelando uma ereção enorme e pulsante, que estava bem melada, o fazendo morder o lábio inferior de forma obscena e começar a deslizar os dedos finos pela extensão, coletando o pré-gozo e o levando de volta para a cabecinha rosada.
Zoro permanecia olhando para o calendário, folheando o objeto e franziu a testa algumas vezes ao observar mais atentamente algumas das fotos em que Sanji contracenava com as modelos. Talvez não tivesse reparado antes, mas o ensaio parecia excessivamente sugestivo aos seus olhos. A forma como ele tocava seus corpos era absolutamente desnecessária, por exemplo.
Ele foi interrompido por um gemido manhoso que jurou ter imaginado seguido da pergunta mais infame que já havia recebido em muito tempo.
— Hmm... — Sanji praticamente gemeu, mas tentou se convencer de que aquilo era apenas para chamar a atenção do mais velho. — Você já bateu punheta tantas vezes seguidas que esfolou e machucou seu pau? — Disse sem pensar, não percebendo o quão invasiva e íntima era aquela pergunta, ele só estava demasiado excitado para se importar com limites.
— Não… Sabe, a maioria dos caras não age como cachorros no cio. Mas para um adolescente remelento cheio de hormônios deve ser normal. — Zoro respondeu tentando rir da idiotice do outro, mas tendo uma reação completamente inesperada à pergunta do rapaz.
Sanji estava meio distraído. Seu pau melado pulsava de forma tentadora e os dedos rodeando sua glande, sempre espalhando o pré-gozo atrevido que ousava escapar, o faziam prestar menos atenção na conversa que estava tendo. Ele mordia os lábios várias vezes para controlar qualquer gemido que tentava escapar, mas era tão óbvio que fazia algo indevido. Sua respiração estava mais acelerada, o coração batendo desesperadamente, Sanji era tão fácil que deveria se envergonhar. Ele queria falar com Zoro sim, conversar com ele, desabafar, mas a única cabeça que funcionava naquele instante, definitivamente, era a de baixo.
— Eu fiz... — A voz do modelo saiu bem mais pesada e no meio da frase ele arfou, fechando os olhos e apertando os lábios para se controlar. — Algumas vezes... Na puberdade.
Se Zoro achava que antes havia imaginado, agora só poderia estar delirando. Será que aquele retardado não conseguia se comportar ao telefone? Sanji respirava tão alto que Zoro poderia escutar sem pôr o aparelho no ouvido. E escutar aqueles gemidos já estava fazendo Zoro sentir coisas que ele absolutamente desejava ignorar.
Ele estava olhando diretamente para uma foto do próprio Sanji apenas de cueca naquele calendário e por um milésimo de segundo sua mente péssima o fez imaginar o garoto fazendo exatamente o que descrevera e Zoro quase jogou o calendário pela janela, pois certamente estava ficando louco.
Antes que pudesse descontar sua frustração no objeto, no entanto, reparou em algo peculiar sobre aquela foto de Sanji. Ela era terrivelmente produzida como todas as demais, mas Zoro havia reparado num pequeno erro de edição que acabava a deixando hilária. Tirou uma foto precária em seu celular e esperou que o aparelho colaborasse e enviasse a imagem por mensagem.
Estava difícil para Sanji sequer pensar naquele instante, especialmente após ceder ao desejo e apanhar o pau duro em mãos, apertando-o com vontade e esfregando o polegar na glande molhada. Droga, ele queria desesperadamente gemer e bater uma punheta bem gostosa. Seu corpo estava sensível, parecia que até a voz do mais velho o deixava com tesão... E ao se dar conta do absurdo, Sanji piscou várias vezes. Ele não estava mais olhando a revista, apenas ouvindo a voz de Zoro... Aquela maldita voz grossa que ecoava bem baixa em seus ouvidos. Marimo desgraçado... Sanji não conseguia acreditar que estava com tesão na voz de um homem, era a coisa mais absurda que aconteceu com ele. Parecia estar em transe.
— Ei, Cook. Deletaram sua sobrancelha nessa aqui. — Zoro disse quase rindo enquanto observava o rosto de Sanji, que estava muito esquisito sem aquela sobrancelha enrolada.
Felizmente, para sua própria sanidade, Zoro resolveu ser um completo idiota e acabar com o clima, não que tivesse perdido realmente o clima...
— Você é tão idiota, velhote. — O loiro revirou os olhos entediado, aquele ancião era realmente muito abusado para falar uma coisa dessas. Se estivesse perto, teria dado um belo chute na cara dele. A verdade é que, sequer conseguia ver algo naquela foto enviada, o celular do moreno era péssimo e ele tirava fotos pior ainda. Resolveu provocá-lo, afinal, era seu passatempo preferido.
Abriu a câmera do celular e direcionou a lente para seu rosto, mudando a franja de lado e demoradamente a penteando com os dedos, depois de dar uma bela ajeitada no visual, Sanji tirou a foto e sorriu com o resultado, enviando-a em seguida.
— Não deletaram coisa nenhuma, seu imbecil. — Com a franja escondendo o outro olho, a sobrancelha em espiral ficava com o redemoinho virado para o lado oposto, assim como na foto que o velho mandara. Estava sorrindo de forma presunçosa que poderia irritar qualquer um.
Porém, ao abrir a foto, Sanji notou que acabava de fazer a maior burrada de sua vida. Não só sua outra sobrancelha estava visível, como também um de seus mamilos e ele estava completamente duro e rosa. Não havia notado que seu roupão estava levemente bagunçado e acabava de passar a maior vergonha de todas. Sanji não entendia o que estava acontecendo naqueles últimos dias, sempre seus mamilos reagiam de forma confusa, formigando em seu peito, como se estivessem desesperados e implorando por um toque, que Sanji jamais daria.
Zoro abriu a foto e pensou que realmente o pirralho estava certo, suas sobrancelhas assimétricas e malucas que davam aquela impressão na outra foto. Mas não deixava de ser engraçado, porque era um pouco estranho vê-lo com a franja em outro lado do rosto. Mas, mesmo sendo apenas uma foto tirada com o celular, ele estava bem mais bonito do que qualquer uma das fotos do calendário que tinha em mãos. Muito mais natural, sem aquela edição e poses exageradas, sem aquelas mulheres...
Seus olhos, entretanto, não se concentraram no rosto do rapaz por muito tempo. Ele queria não ter notado, queria ter fechado a maldita foto a tempo, mas agora estava ali observando um minúsculo mamilo rosinha e praticamente babando na tela do celular de tão patético. Talvez não tivesse mais moral nenhuma para ficar irritado quando o garoto insistia em chamá-lo de velho pervertido.
Ainda ignorava as reações do seu corpo àquele moleque idiota, se sentia muito errado para fazer qualquer coisa a respeito. Teoricamente ele havia ligado para ajudá-lo e conversar como fariam na reunião, não se comportar como um maldito adolescente sem controle.
Mesmo assim, seu olho não desgrudava do pontinho minúsculo na foto. Lembrava da semana passada e de ter visto o vislumbre daquilo por baixo de sua camisa branca enquanto estavam deitados bem perto um do outro. E, ao pensar em sua roupa, lembrou-se que o loiro ainda estava em posse dela.
Zoro havia ficado um tempo em silêncio depois de ter mandado a foto, fazendo o loiro estranhar. Não que fosse incomum o velho ficar calado, já que normalmente era ranzinza e monossilábico, mas naquele momento em específico ele definitivamente não deveria ter ficado em silêncio. E tudo piorou ainda mais quando o moreno voltou a se pronunciar, fazendo-o desejar que tivesse ficado em silêncio para sempre.
— Você... — Zoro começou com a voz carregada e pigarreou no meio da frase para tentar consertar seu tom de voz. — Você ainda precisa me devolver minha roupa.
Sanji engoliu a seco ao ouvir a voz do outro, ele sabia bem o que era isso, o que significava, só havia uma explicação plausível, estava tão acostumado a conversar com o mais velho que conheceria uma alteração em sua voz mesmo que fosse um mínimo decibel. Seu corpo todo se arrepiou, seus mamilos formigaram e ele viu a ereção voltar a pulsar e o pré-gozo escorrer vergonhosamente, teve que morder os lábios para não gemer em desespero. Zoro estava alterado e pensar que ele provavelmente estava excitado deixava o mais novo em transe. Droga, ele não sabia quando se tornou tão fácil por aquela voz rouca.
— Não posso. — O loirinho disse tentando parecer sincero, ignorando a ereção e necessidade de tocá-la. — Minha mãe achou que era um pano de chão de tão velha e surrada e jogou fora.
Zoro ficou um pouco decepcionado ao saber disso, não porque particularmente gostasse daquela camisa em específico nem nada, ele realmente não ligava muito para roupas que não fossem seu haramaki. Não queria admitir algo assim, mas talvez tivesse ficado um pouco descontente com a ideia de nunca mais poder ver o garoto com ela, por mais que aquilo não fizesse o menor sentido.
Bom, aquilo que Sanji disse era uma completa mentira, mas Zoro não iria saber jamais. A verdade é que achou a peça tão confortável e que ficava tão bem em seu corpo esguio que pegou para ele, sem a menor vergonha na cara.
Naquele momento, Sanji ouviu alguém bater na porta e sabia que era sua agente, precisavam sair para confraternizar, como sempre e ele já deveria estar lá. Acabou se distraindo na conversa com o velhote e não viu o tempo passar, perdendo a oportunidade até mesmo de se tocar… Não que fosse deixar de lado, em um minuto ele se aliviava. Ele pediu que ela esperasse mais alguns minutos e quando ouviu os passos se afastando da porta, voltou a atenção para o celular.
— Preciso ir. — Ele disse com a voz meio triste, querendo poder ficar o dia todo em contato com o amigo. Lembrou-se de algo que fez na semana anterior e poderia ter irritado ou chateado o moreno e não era isso que queria fazer com ele… Bem, era, mas não sobre seu vício. — Desculpe por… Sabe, ir bêbado na sua casa… Eu fui tão idiota e não relacionei seu vício com meu estado deprimente.
Estava sendo estranhamente sincero, o que chegava a irritá-lo. Mas sentia que era necessário. Sanji ficaria bem chateado caso o moreno aparecesse fumando em sua casa, especialmente se tivesse o beijado por tanto tempo.
Zoro esperava por aquilo. Era óbvio que aquele garoto iria se culpar por ter feito algo assim, mesmo que não fosse nada grave. Só não realmente esperava por uma desculpa tão sincera vinda do moleque.
— Ah não... Não tem problema, cook. — Zoro disse tentando tranquilizar o garoto. — Não vai interferir em nada na minha sobriedade você aparecer bêbado na minha casa, eu não sou tão fraco assim.
O loiro deveria se sentir aliviado com a resposta. Mas, para Sanji, aquela conversa implicava no outro problema. O beijo. Suspirou pensando bem se deveria tocar no assunto ou apenas agir normalmente e fingir que nada aconteceu, até que esquecessem o assunto. Isso provavelmente era sua mente covarde tentando fugir das consequências de seus atos. A primeira vez que beijou Zoro foi bem diferente e durou um segundo, só pressionaram os lábios e então ele fugiu. O mais recente foi totalmente diferente. Passaram horas em contato e se beijaram de verdade, lenta e calmamente, sem línguas, o que não fazia ser menos um beijo. Sabia que era só um consolo e não aconteceria de novo, mesmo que ele quisesse…
— Eu… Devo me desculpar pelo beijo também? — Ele soltou tudo de uma vez, nem percebendo que não era um pedido de desculpas e sim uma pergunta. Não poderia se importar menos. Não era algo pelo qual ele queria se desculpar.
O beijo. Zoro havia preferido nem chamar o que aconteceu de beijo em sua mente na maioria do tempo, porque nem ele sabia direito como interpretar aquilo. E agora também não sabia o que pensar sobre a interpretação de Sanji sobre o ocorrido. Talvez na cabeça do garoto aquilo fosse apenas outra forma de Zoro consolá-lo, apenas um carinho. Talvez ele tivesse detestado completamente como da primeira vez. Mas, pelo que perguntava agora, parecia que se achava responsável pelo que aconteceu.
— Não. — Zoro respondeu assim que o loiro terminou a pergunta. Desta vez não tinha nenhum discurso a fazer, nenhuma justificativa, só que aquela era a resposta e pronto. O moleque não havia feito nada que Zoro não quisesse e muito menos havia feito sozinho.
O problema é que de novo um silêncio estranho seguiu a sua resposta, do mesmo modo que acontecera depois de receber a foto indecente, ou pelo menos indecente aos seus olhos, do rapaz. Talvez falar sobre como haviam se beijado não era um tópico de conversa ideal.
— Então… Até mais, moleque. — Ele disse sem saber ao certo como terminar aquela conversa. — Tenha juízo por aí e cuidado ao ficar na rua até tarde, é perigoso.
Era a coisa mais quadrada que tinha dito em muito tempo. E hipócrita. Zoro tinha noção de tudo isso. Mas, depois do garoto ter aparecido em sua casa naquele estado, ele achava que tinha o direito de ficar minimamente preocupado com o imbecil sozinho numa cidade desconhecida.
— Tá, tá, Daddy. — Como sempre, Zoro se preocupava muito e o irritava, fazendo-o franzir o cenho em uma expressão raivosa.
Sanji revirou os olhos. Sonhava com o dia em que o outro parasse de tratá-lo como uma criança, era irritante e há muito tempo já não precisava de um velhote enrugado para cuidar de sua bunda. Ao menos Zoro não estava bravo ou com nojo daquele beijo e saber disso o deixava mais feliz do que deveria.
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