Notas iniciais
Esse site é morto, então se você gosta dessa história por favor considere ler e apoiá-la no wattpad : https://www.wattpad.com/story/211942733-don%27t-call-me-daddy Capa: Shionigai

— Bruxa dos infernos. Eu já falei para não entrar assim na minha casa. — Zoro disse exasperado, deixando transparecer um biquinho que quase nunca fazia em seus lábios grossos porque olhou para Sanji e ele já estava se recompondo, a ruiva tinha completamente cortado o clima deles. E Zoro agora tentava alcançar uma almofada para cobrir sua ereção. Maldita. — Ele é, mas você não tem nada a ver com isso. Bruxa.

— Não trate uma dama assim, maldito. — Sanji chutou a coxa do moreno, tentando agir normalmente naquela situação vergonhosa. A discrição de Zoro em esconder o pau duro era impressionante, tão sutil como uma baleia rosa com bolinhas amarelas.

Nami poderia ter aparecido em qualquer um dos dias em que Zoro estivera ali sozinho, mas claro que a ruiva escolheu a hora mais inconveniente de todas para chegar em seu apartamento como se fosse dona dele abrindo a porta daquele jeito. Claro que antigamente ela realmente era a dona dele, Zoro ainda lembrava o tempo sofrido em que tinha que pagar o aluguel todo mês àquela ex-modelo mercenária.

Felizmente, havia conseguido juntar o suficiente para pelo menos comprar aquele lugar modesto e, na verdade, a ruiva até o ajudou um pouco. Mesmo que fosse com um empréstimo muito suspeito e cheio de juros. Mas ela era sua amiga de qualquer forma. Eles se xingavam e gritavam um com o outro sempre que se viam, mas não era tão diferente do que fazia com Sanji. Bom, era um pouco porque Zoro geralmente era enganado e obrigado a fazer tudo que a megera queria. Mesmo assim, era uma das poucas amizades que ele havia cultivado durante todos aqueles anos, ainda que não se vissem mais com tanta frequência.

— Eu jamais imaginei te encontrar aqui, Nami Swan! — Sanji disse tentando se recompor. As mãos juntas na frente do peito, o sorriso enorme e encantado com a bela dama que desde sempre admirou. — É uma honra conhecer alguém tão maravilhosa.

— Haa? — Ele ouviu a voz rude de Zoro e deu outro chute, dessa vez na canela.

— Zoro falou de mim? Ora, concordo com todas as coisas boas que ele disse. — Nami disse convencida, fazendo o loiro sorrir ainda mais apaixonado. Que mulher mais perfeita!

— Como se eu fosse falar algo bom de você. — Zoro murmurou, levando um cascudo da ruiva. Estava cansado de ser agredido de todos os lados aquela noite.

— Não, esse marimo idiota jamais disse que conhecia a beleza em forma humana. — Sanji olhou feio para o moreno e mostrou a língua. Como aquele desgraçado conhecia o amor de sua vida? A mulher perfeita que sempre sonhou em dividir uma capa de revista ou só de encontrá-la uma vez já seria o suficiente.

Quando viu ele estava ajoelhado e beijando a mão dela, que fora estendida sem nenhuma vergonha ou hesitação, na verdade parecia até ter estendido antes do loiro se ajoelhar.

— Pelo amor de deus, pivete, se levanta e para de fazer papel de trouxa. — Se Zoro estava irritado antes, agora havia uma veia saltando de sua testa de tamanha indignação. Será que não existia um pingo de dignidade naquele loiro quando se tratava de mulheres? Já havia presenciado muitos homens babando pela amiga e sua costumeira falta de roupas, mas ver o cozinheiro fazer o mesmo era irritante. E ridículo. E idiota.

Mesmo com sua repreensão foi como se o mais novo nem tivesse dado ouvidos, continuando a elogiá-la incessantemente, dizendo que ela era ainda mais estonteante pessoalmente, uma deusa, uma fada, uma rainha. Que colecionava cada revista sua, até as antigas de começo de carreira, mas não que a perfeita Nami Swan fosse velha, óbvio, mesmo que ela tivesse exatamente a mesma idade que Zoro...

— Pode esquecendo qualquer ideia estúpida que tenha nessa sua cabecinha porque a bruxa só curte mulher e já é casada, seu idiota. — Zoro perdeu a paciência com aquilo, como se não tivesse perdido antes, e esbravejou para o loiro, o rosto completamente retorcido numa feia carranca denotando o quão incomodado estava com aquele comportamento ridículo.

— Você realmente acha que eu não sei? — Sanji afirmou ofendido pela insinuação de sua falta de conhecimento da vida de uma ídola. — Casada há exatos quinze anos, três meses e vinte e dois dias, com a estonteante Vivi Nefertari. Se conheceram em um ensaio promocional no país da linda e bela Vivi...

Sanji continuou por alguns minutos contando sobre a vida de Nami, demonstrando que sabia detalhes que até mesmo a ruiva havia esquecido há muito tempo. E ele teria continuado, se a bela dama jovial não tivesse segurado em seu queixo, os dedos finos e macios passeando por seu cavanhaque e mostrado o sorriso mais angelical do universo. Ele só não desmaiou para não perder aquela visão perfeita.

Os dedos de Nami deslizaram para sua bochecha e ela deu um rápido beijo naquela parte que começou a queimar ao sentir o toque. Sanji estremeceu e sorriu envergonhado, tocando o local e desviando o olhar constrangido.

— Você é uma graça, mas não consigo te levar a sério com esse pau duro apontado nesse shorts apertado, Sanji querido. — Nami disse de forma graciosa e definitivamente o loiro morreu.

— Com... Com licença! — O pobre loirinho vergonhoso colocou as mãos na frente da ereção que fora inevitável não crescer ainda mais depois daquele toque e correu para o banheiro, se trancando no local e gozando quase de imediato ao abaixar a cueca.

— Vejo que aprendeu bem como controlar seu ciúme, Zorinho. — Nami disse sorrindo provocante ao se sentar no sofá do lado do amigo, também conhecido como objeto de divertimento e provocação.

— Não enche, mulher. — Zoro ainda estava encarando a amiga como se quisesse pegar uma de suas espadas e fatiá-la ali mesmo, juntamente com o imbecil que estava no banheiro se tocando com certeza. E ao olhar de relance para a ruiva exibicionista a seu lado Zoro podia ter uma ideia de no que exatamente Sanji estava pensando naquele momento. Irritante. Como se não bastasse ter aparecido justamente naquela hora.

— Tá caidinho pelo garoto, é? — Ela empurrou com o ombro o braço moreno, fazendo os enormes seios quase pularem da roupa justa.

— Eu... Não....

E antes que pudesse terminar a frase ele ouviu Nami fazendo uma imitação estúpida e nada parecida da sua voz dizendo Não sei do que está falando. Era uma maldição que a amiga o conhecesse tão bem assim.

Nami conhecia Zoro o suficiente para saber que a sua provocação era a mais pura verdade. Ele não sabia ser discreto, não conseguia mentir ou esconder, só que era a primeira vez que o viu agindo de forma tão vergonhosa com alguém. Especialmente quando Sanji estava em seu colo, todo manhoso, gemendo daquele jeitinho indecente e fofo. Zoro claramente estava enlouquecendo aquele garoto que parecia amar o tratamento bruto. Mas se fosse apenas isso seria aceitável, por mais que soubesse que o amigo não sentisse muita atração ou desejo sexual por outras pessoas, uma ou duas vezes o viu se relacionando com alguns babacas e jamais o viu com aquele olhar idiota. Muito menos explodindo de ciúme. Zoro apenas... Nunca se importou.

— Tem algum motivo para você ter aparecido? Além de me irritar, claro. — Zoro bufou e finalmente deu o braço a torcer e se virou de lado para conversar com a ruiva.

— Só estava passando por perto e resolvi fazer uma visita ao meu amigo rabugento preferido para que admirasse minha estonteante beleza, como o seu pequeno garoto mesmo disse. — Nami disse brincando, talvez nem tanto, e riu de sua própria piada, divertindo-se com a cara de poucos amigos do outro. — Mas eu realmente estou impressionada que esteja com alguém. Fazia o quê, quinze anos que não transava? Nunca esperei que fosse começar a ter interesse em novinhos. Ou será que o interesse é tipo o meu? — Os olhos gananciosos da ruiva brilharam. Conhecia Sanji das revistas, até mesmo de alguns comerciais, sabia bem que ele era bem afortunado e do tipo que ela daria em cima apenas para tirar uma casquinha monetária.

Sanji estava voltando do banheiro quando ouviu a conversa e por instinto, ou talvez curiosidade, parou antes de denunciar sua presença e acabou ficando de tocaia por alguns segundos ouvindo. A pergunta de sua deusa parecia vaga, mas ele estava bastante ciente do que ela se referia, infelizmente. Ele pensou por um momento se realmente queria ouvir a resposta.

— Você sabe muito bem que nunca liguei para dinheiro. Não estou com o garoto por uma merda dessas... — Zoro disse irritado com a sugestão da amiga, mesmo sabendo exatamente que ela estava falando aquilo com o propósito de deixá-lo bravo. Nami limitou-se a apoiar a mão no queixo e continuar o olhando com aqueles olhos felinos e aquele ar de superioridade insuportável, como se esperasse que Zoro argumentasse contra ela apenas para se divertir ao vê-lo tentar.

— É só que... — Ele nem sabia como colocar aquilo em palavras direito e odiava quando Nami era assim. Irritantemente intrometida. Embora ele soubesse que a ruiva se preocupava em algum nível com ele... E, claro, odiava ser excluída de alguma fofoca, então iria sempre pressioná-lo a falar mais do que ele gostaria. — Mesmo ele sendo a criatura mais insuportável da face da terra, é a minha criatura insuportável.

Zoro teve que se controlar para não levar a mão à nuca ao dizer aquilo, mas a bruxa deve ser percebido seu reflexo vergonhoso antes que ele pudesse se impedir. Estava com um sorriso triunfante de quem descobriu o segredo do universo, ou talvez estivesse apenas se divertindo às custas de sua vergonha. Ou, talvez... Zoro poderia jurar que havia apenas um vestígio de algo mais gentil, um tipo de sorriso que Nami certamente nunca dirigia a ele, nem a nenhum homem em geral, quase como se ela estivesse feliz por ele de alguma forma. Bruxa esquisita.

— Você realmente tá de quatro por ele, Zoro. Vergonhoso. — Nami afirmou com o maldito sorriso com a intenção de provocar o amigo ainda mais, como se já não fosse o bastante todas as provocações anteriores.

Sanji sentiu todos os pelos de seu corpo se eriçarem ao ouvir a estupidez vergonhosa que Zoro estava falando. Se tivesse um espelho a seu lado, veria o quão enorme seu sorriso estava, como um idiota. E por mais que odiasse aquilo, ele não conseguia negar o quão verdadeiras aquelas palavras... Aquela declaração indireta e imbecil era. Vergonhoso. Zoro era um retardado que só sabia falar merda quando abria a boca gostosa. Desgraçado idiota. O loirinho envergonhado não conseguiu voltar para a sala, então passou direto até a cozinha. Droga, estava tão feliz como um idiota, era só o marimo, céus!

Ele queria gritar de felicidade, era um estúpido mesmo. Como encarar aquela planta depois de ouvi-lo falar algo tão constrangedor? Além disso, quem disse que ele era dele? Estava mais claro que era exatamente o contrário, Zoro que era dele! Exato. Iria provar para aquela alga sem cérebro quem é que manda. Suas mãos se moviam automaticamente enquanto preparava um chá de laranja para sua deusa perfeita e tentava organizar seus próprios pensamentos e ignorar a existência do mato burro, por mais que já fosse impossível. Quando terminou o chá, viu que havia preparado café para o idiota e se arrependeu por agir como de costume. Suspirando, ele tomou todo o café sozinho apenas para não dar nada ao marimo que achava que mandava em alguma coisa. Tsc.

— Nami Swan.~~~ — Sanji voltou para a sala tentando fingir que não estava afetado ou que ouviu a declaração tosca de Zoro, ignorando a presença dele e se concentrando na mais bela dama de todas. Sua voz cantarolava o nome dela, romântico e sedutor. — Preparei um chá para a mais bela flor desse jardim.

Ele entregou a xícara nas belas mãos perfeitas e delicadas de sua amada, sorrindo bobamente encantado com tamanha beleza. Sentou-se a seu lado e ficou por muito tempo encarando-a com a mesma expressão apaixonada que havia dirigido quando ela chegou. Era como se Zoro não existisse e por mais que fosse normal agir assim com alguém tão perfeita, ele estava se forçando para ignorá-lo já que estava morrendo de vergonha e se o encarasse não conseguiria manter contato visual.

Zoro estava irritado pelo moleque ter dado motivo para aquela bruxa ficar ali ainda mais tempo do que o necessário com aquele chá idiota. E ainda mais irritado pelo garoto continuar a babar em cima dela, pior do que fazia antes, se é que era possível. Zoro fuzilava a amiga com o olhar, esperando inocentemente que ela se intimidasse, mas Nami, claro, apenas achava graça de tudo. Ela não sentia o mínimo de pudor em ser tratada como uma rainha, e se Sanji queria fazê-lo com certeza não seria ela que impediria.

— Queria que algumas pessoas parassem de me visitar sem serem convidadas. — Zoro bufou em voz alta de braços cruzados no sofá.

A princípio, pensou em reclamar apenas de Nami, mas quando abriu a boca já estava falando dos dois. Claro, seria uma completa mentira dizer que ele odiava quando o garoto aparecia de surpresa ali. Mas, se aquele pirralho estava sendo o pior e agindo como se ele não existisse para ficar babando aquela bruxa velha, então ele também agiria assim.

— Parece que certo alguém não consegue lidar quando não é o centro das atenções. — Nami começou e com um sorriso ardiloso ela encarou o loirinho que entendeu a deixa e sorriu tão horrivelmente quanto ela.

— Que infantilidade, marimo. — Sanji continuou, balançando negativamente a cabeça como se estivesse repreendendo o outro.

— Não é? Acho que ele também quer receber mimos, o que acha de dar pra ele, Sanji? — A voz de Nami estava completamente maliciosa, tanto que o loirinho corou forte e desviou o olhar para o canto da sala.

— Algas burras não... Merecem serem tratadas como realeza... — O pobre loirinho que achou que a armadilha era para o moreno, acabou caindo como patinho e sendo quem mais sofreu as consequências da brincadeira. Ele ficou inquieto no sofá depois disso, olhando a maior parte do tempo para as próprias pernas... Ainda que várias vezes seus olhinhos ligeiros fossem até as coxas da ruiva ou aos seus peitos...

— Olha o que você tá dizendo... E eu que sou infantil. — Zoro balançou a cabeça em resposta às provocações da ruiva, mesmo que estivesse apenas um pouquinho envergonhado. Mas, não era tão ruim, já que agora Sanji quem tinha ficado desconcertado com aquilo. Bem feito. Zoro observava o moleque pelo canto do olho e o loirinho parecia estar esperando que o sofá se abrisse e ele afundasse completamente nele, nunca mais precisando encarar nenhum dos dois na vida. Exagerado como sempre.

— A culpa é sua por confiar nela, pirralho. — Zoro disse e suspirou, colocando uma mão morena na coxa do garoto para chamar sua atenção e confortá-lo um pouco da sua vergonha. A mão ficou lá, apenas parada na perna do menor, fazendo uma pressão suave. — Eu avisei que era uma bruxa.

Sanji ficou ainda mais tenso ao ser tocado tão repentinamente pelo moreno, especialmente pelo pervertido ir direto em sua coxa exposta, fazendo-o sentir vontade de nunca mais usar uma roupa tão curta. Achou que não teria problema, já que estava calor e só ia direto de sua casa para a do marimo. Ledo engano, o maior problema se encontrava justamente em seu destino.

Nami poderia ficar apreciando o quão os dois eram estúpidos e vergonhosamente apaixonados, mas ela era uma mulher muito atarefada e tinha mais o que fazer do que ser vela.

— Certo, certo, pombinhos, agora eu preciso ir porque ser vela não trás dinheiro. — Ela disse quando Sanji começou a reclamar e agredir Zoro repetindo que ele não deveria tratar damas assim ou qualquer coisa irritante que ela sem dúvidas não prestou atenção.

— Eu te acompanho, minha deusa. — E novamente o loiro ignorou a discussão calorosa com Zoro para se levantar e voltar a ser capacho da ruiva, que sorriu e concordou, para desespero do marimo.

— Tchauzinho, Zoro. Vê se melhora essa cara feia com alguns produtos de beleza. — Nami disse acenando e sorrindo maldosa, enquanto o loirinho a seguia como se estivesse hipnotizado. E os dois saíram do apartamento.

Zoro queria ter tido a oportunidade de xingar um pouco mais a ruiva, mas ambos saíram tão rápido que a única coisa que se limitou a fazer foi resmungar para si mesmo enquanto levava a xícara que Nami usou até a pia. A odiava duplamente por ter que lavar aquilo mais tarde. E odiava o pivete idiota por ter feito chá para começo de conversa. Zoro notou que na pia havia ainda uma xícara de café e passou a mão entre os fios verdes e grisalhos, tentando não arrancá-los de sua cabeça.

Segundos depois, após colocar a maravilhosa rainha no elevador, Sanji lembrou que havia esquecido algo importante e voltou até a porta do apartamento que ainda estava aberta.

— Ei, marimo. — Ele chamou colocando metade do corpo para dentro e ficando em meio a porta.

— Hm. — Zoro respondeu sem realmente usar palavras, indo até a porta e cruzando os braços. — Achei que fosse embora também.

— Eu vou. Mas vim aqui pra te convidar a ir comigo na minha formatura. — Sanji disse meio envergonhado, com as bochechas terrivelmente quentes. — Quer ir?

O loirinho inocente colocou a mão no peitoral que sempre estava exposto já que era uma planta exibicionista e ficou circulando os mamilos escuros com os dedos sem coragem de encarar o olho alheio.

— Ah... — Zoro disse ainda com os braços cruzados e honestamente ainda um pouco irritadinho com o comportamento anterior do garoto. Que agora dava atenção ao seu peitoral, já que antes estava mais ocupado babando em outra coisa. — Eu passo.

O mais velho realmente não tinha o menor interesse em festas normalmente. Muito menos em festas cheias de pirralhos. Talvez há vinte anos ele achasse aquilo uma boa ideia, já que festa para ele era sinônimo de encher a cara, mas obviamente não era mais assim. Só ficaria desconfortável e se sentindo estranho no meio de toda aquela gente desconhecida e emperiquitada.

— Hnn... Imaginei que você falaria isso... — Sanji disse meio triste, forçando um sorriso e descendo ainda mais seu olhar até seus pés. Suas mãos pararam de circular o peitoral alheio ao ser recusado e talvez aquilo tudo fosse uma forma de chantagem, por mais que parecesse bastante real.

A pose indiferente de Zoro derreteu completa e pateticamente ao ver o sorriso triste de Sanji. O garoto tinha uma expressão como se tivesse depositado seu coração em suas mãos rudes e Zoro tivesse o esmagado em migalhas com seu jeito ogro e desajeitado. Talvez Zoro estivesse apenas amolecendo com a idade, mas não conseguia aguentar aquilo. Descruzou os braços imediatamente e beijou o garoto.

— Não é que eu não queira. — Zoro começou sem saber ao certo como consertar sua recusa inicial. — É que, eu nem tenho roupa, sabe?

— Idiota. Não se preocupa com isso, eu dou um jeito. — Sanji sorriu como se aquela fosse a melhor resposta de todas e roubou outro beijo rápido dos lábios do moreno. A mão voltou a tocar a pele tão quente e deslizou pelo tronco musculoso, enquanto seus olhinhos atrevidos secavam cada gominho do abdômen, até chegar na bermuda horrível do outro. — Hmm...

Ele gemeu obsceno ao se lembrar de como estavam antes de Nami chegar, do quão gostoso estava sendo tocar a bunda do moreno, ter o corpo enorme pressionando o seu contra o sofá, com seus mamilos sendo devorados. Passou lentamente a língua pelos lábios ao se lembrar do volume gostoso que estava escondido pelo tecido, então puxou de leve o elástico como se fosse dar a visão que desejava. Sua boca estava salivando de tanto desejo, como sempre esquecendo da vergonha para dar espaço a perversão.

— Amanhã depois da festa você vai me fazer gozar bem gostoso só chupando meus mamilos... — Sanji disse com o sorriso mais inocente de todos, provando que quando o assunto era putaria ele não se constrangia nadinha. — E eu vou te enlouquecer mamando apenas suas bolas até dar uma boa esporrada na minha boquinha safada.

O pequeno colocou a língua para fora, que pingou saliva no chão de tão sedento que estava. Zoro quase não registrou as palavras que Sanji dizia. Quase. Mas, a mão habilidosa se esgueirou por dentro da bermuda e apertou o saco do moreno com vontade e força, do jeitinho que sempre o enlouquecia. E era óbvio que ele estava completamente fisgado. Era sempre tão fácil e ele nunca conseguia reagir com antecedência, sempre pego de surpresa pela perversão do garoto em todos os momentos possíveis. Mesmo quando estava fazendo pose de tristinho, fingindo que era tão inocente e meigo, Zoro não sabia porque ainda se surpreendia que tudo sempre virasse uma grande obscenidade nas mãos daquele loiro.

— Você vai me matar. — Zoro disse, sua voz saindo evidentemente carregada, seu corpo respondendo imediatamente às provocações daquele diabinho, que apenas sorriu como se fosse um anjo de novo e o soltou, entrando no elevador e acenando para ele.

— Bye bye. — Sanji sorriu vitorioso e quando as portas do elevador se fecharam, ele começou a rir descontrolado, divertindo-se com o quão fácil e safado Zoro era.

Zoro entrou no apartamento e se amaldiçoou por cair na provocação de Sanji tão absurdamente fácil. Agora estava sozinho e de pau duro, as mãos já desabotoando a bermuda o mais rápido que conseguiam e seu cérebro insistindo em continuar lembrando do que o garoto disse, em imaginar e ansiar por aquela promessa indecente.

Vou te enlouquecer mamando apenas suas bolas.

As palavras depravadas ecoavam em sua mente.

Até dar uma boa esporrada na minha boquinha safada.

Sanji não tinha um pingo de vergonha na cara. Mas Zoro já devia saber disso, já que ele já havia chegado em sua casa naquela noite falando em mamar seu pau. Talvez Zoro devesse ter feito exatamente isso. Feito o garoto depravado ajoelhar-se e fazer jus à sua boca pervertida, ao invés de congelar sem reação e ter que cuidar do problema sozinho.

Pouco antes de sair do elevador e reencontrar a deusa de sua vida, Sanji teve uma ideia genial, lembrando-se da foto que havia tirado mais cedo no banheiro de seu quarto. Pegou o celular, digitou uma rápida mensagem e a enviou junto com uma foto sua. A língua rosa para fora cheia de algo viscoso, assim como a mão melada que estava em frente aos lábios, escorrendo sêmen. Era daquela manhã, quando acordou excitado e se tocou na cama, de frente para o espelho, se observando agir de forma tão safada. Ele precisou tirar uma foto para depois mostrar a Zoro o quão lindo ele ficava depois de um orgasmo, com as bochechas coradas, o cabelo bagunçado, a expressão totalmente satisfeita e um sorriso depravado. Sanji definitivamente era o pior e mais indecente mesmo.

"Material para sua punheta, velhote pervertido. Aprecie.

Espero ser muito bem recompensado com sua bela bunda enorme por esse orgasmo."

Zoro teve um susto assim que seu celular vibrou no bolso no meio da sua punheta, como alguém que é pego fazendo algo muito errado. Claro, era só uma mensagem, mas ao abri-la a sensação de ter sido flagrado apenas aumentou depois que leu o que estava escrito nela.

Olhou para os lados como se quisesse ter certeza que estava sozinho mesmo no apartamento e se odiou por ser tão previsível a ponto do garoto idiota saber exatamente o estado no qual o havia deixado. Mas ao mesmo tempo talvez estivesse grato por isso, já que obviamente gostou de ter recebido aquela imagem. Gostou a ponto de gozar em pouquíssimo tempo, imaginando-se bagunçando aquele garoto do mesmo jeito que estava na foto. Pior. Arruinando Sanji totalmente. Zoro ficou jogado no sofá se recuperando e ainda olhando para a imagem, percebendo o quão lindo o loiro ficava tão corado e satisfeito.

O sorriso depravado de Sanji ainda estava enorme quando as portas do elevador se abriram e deu de cara com Nami, que estava ali o esperando com o mesmo sorriso como se tivesse ouvido o que ele acabava de digitar.

— Foi dar uma rapidinha? — Ela falou com a voz maliciosa, fazendo-o travar e desviar o olhar constrangido.

— Não, eu...

— O que você viu naquele velho sem graça? — Nami insistiu na provocação, fazendo-o se envergonhar ainda mais, se é que era possível.

— Honestamente, minha deusa... — Sanji suspirou e deu o braço para a dama, que o aceitou enquanto era conduzida até o próprio carro. — Eu me faço a mesma pergunta todo dia.

Nami riu de sua cara e indicou onde o carro de luxo dela estava estacionado. Sanji abriu a porta e abriu passagem para que entrasse, tomando o lugar do motorista que não pareceu ficar muito satisfeito com aquela atitude abusada do garoto. A deixou sentada no banco de trás e fechou a porta, se encostando no vidro recém-aberto.

— Foi um prazer indescritível conhecê-la. — Sanji disse beijando delicadamente a mão estendida em sua direção e sorrindo bobo apaixonado. — Mande lembranças à belíssima Vivi!

— Talvez um dia possamos jantar juntos. Claro, você paga.

Sanji concordou com a cabeça e começou a falar que ele mesmo teria a honra de cozinhar para ela e todas as baboseiras galantes de sempre, como o bom otário pau mandado que era.

— Você é um bom garoto. Cuide bem do Zoro. — Ela falou parecendo realmente se importar com o amigo, por mais que não tivesse dado isso a entender durante toda a visita praticamente.

— Qualquer coisa por você, minha amada!

Bom, não só por ela. Nami foi embora e Sanj chamou seu próprio táxi, pensando que deveria urgentemente comprar um carro e terminar logo as aulas de direção, já que era sem condições deixar Zoro ser o motorista. Assim que entrou no carro, ele pegou o celular indo direto na conversa com o marimo.

"Que milagre pedir foto de outra coisa além do meu pau.

Mas a resposta é a mesma de sempre.

Não.

Por que não vai olhar as tetas caídas daquela bruxa que você passou a noite inteira babando?"

Foi o que Zoro digitou como resposta assim que se recuperou de seu orgasmo e do feitiço que aquela imagem tinha colocado sobre ele. O garoto nunca parava de insistir para que mandasse fotos suas, o que era extremamente irritante já que Zoro não fazia esse tipo de coisa, não era como aquele pirralho que gostava de tirar milhões de fotos de si mesmo todos os dias. Além do mais, não pôde deixar de transparecer novamente seu desgosto pelas atitudes do mais novo. Não era como se Zoro estivesse com ciúme. Mas aquilo era irritante. Só isso. Muito irritante que aquele idiota tenha passado o tempo inteiro endeusando a ruiva e ainda o ignorado enquanto estavam com ela.

Sanji não pôde deixar de sorrir ao ler a crise de ciúme do outro, achando fofo o quão besta ele era. Seu coração estava mais acelerado, como se fosse algo bom aquela reação de Zoro e realmente era, só provava que as palavras de antes não eram brincadeira, ele realmente queria que Sanji fosse apenas dele. Então que assim seja.

"São as suas tetas que eu quero não só olhar como também chupar."

Ele sorriu ainda mais pervertido quando enviou aquela mensagem, se perguntando onde havia conseguido reunir coragem para algo tão obsceno. Bom, não que fosse totalmente verdade, já que se Nami desejasse... Bem... Detalhes. No momento ele só queria se enfiar no meio dos peitos enormes de Zoro e mamá-lo tanto quanto mamava seu pau.

"A propósito, rola uma fotinho?"

Sanji ria ao ver o quão sem vergonha era. Não fazia cinco minutos que fora rejeitado e já estava lá persistindo em suas tentativas de criar um álbum com cada parte do corpo delicioso do moreno.

Zoro queria estar irritado de verdade com a insistência de Sanji pelas fotos, mas, ao contrário do que queria passar, um pequeno sorriso surgia no canto dos lábios com as besteiras daquele garoto. Talvez Zoro realmente fosse idiota por gostar daquele tipo de interação cheia de provocações imbecis.

"Pare de chamar de tetas.

Se você fosse um bom garoto eu até cogitaria mandar."

Claro que provavelmente na visão de Sanji ele já se achava um bom garoto. Mas Zoro discordava completamente. Era péssimo. O pior.

"Hmm..."

Sanji precisou se conter para não ter uma ereção dentro do táxi, e ainda mais para não gemer igual naquela mensagem. Olha as coisas que Zoro mandava, definitivamente o mais safado. E mais ainda, ele se forçou a não chamá-lo de daddy naquele momento, porque seria de forma completamente sexual e não era assim que funcionava aquela brincadeira. Então preferiu mudar o tópico da conversa, jogando todo o constrangimento no colo do outro.

"Não me disse se gostou do meu presente inocentinho."

Inocente. Claro. Sanji adorava fazer isso, fingir inocência e pureza, quase como se fosse um ser imaculado e casto. Às vezes, pessoalmente, ao ver seu sorriso, Zoro até caía nisso.

"Gostei. Você sabe exatamente o quanto eu gostei.

Mande outra quando chegar em casa."

O pobre loirinho havia se esforçado tanto, mas tanto, para nada. Seu pau endureceu imediatamente ao ler a mensagem safada do moreno e precisou morder o lábio para não arfar necessitado. Velho maldito.

"Desgraçado. Te odeio."

Sanji enviou a mensagem juntamente com uma foto do volume marcado no shorts curto e apertado que estava usando. Péssima ideia usar algo assim em público. Ainda mais ficar atiçando o moreno quando sabia que era quem menos tinha controle naquela relação. Ele jurou que não se tocaria pensando em Zoro quando chegasse em casa, mesmo sabendo que era uma completa mentira e até gemeria pelo moreno ao gozar.

"Não acredito que está sendo indecente em público.

Eu disse que não era um bom garoto."

Zoro mordeu o lábio com força ao ver a foto, já que mesmo de roupa aquele shorts deixava muito pouco à imaginação... Dava para ver exatamente o contorno do pau de Sanji naquele tecido, desesperado por atenção, provavelmente melando toda sua cueca embaixo. E Zoro só queria estar naquele táxi com ele.