Domadores de Dragões
22 Akay Ichiro - 17 anos
Notas iniciais
Akay montou em Gorny e observou o reino flutuante chegar perto.
– Prepare-se Gorny. Temos meia hora.
– Acalme-se. Sabemos onde ele estará daqui um mês.
– Mas daqui um mês, Yue vai estar de volta na floresta.
Gorny revirou os olhos e rugiu. Ele levantou voou e foi o mais rápido que podia. Alcançaram o reino por pouco. O sol já estava no horizonte, portanto as luzes da cidade estavam acesas, o que dava ao reino um ar mágico. Akay sorriu e desceu do dragão. Encontraram um hotel perto do porto de dragões e lá ficou Gorny. Akay vestiu seu vestido mais festivo – e prático também – e correu pelas ruas do reino.
Ao chegar em uma casa de pedras brancas com uma horta no lugar do jardim, Akay sorriu. “Ele não tem jeito”. Ela atravessou a horta e bateu na porta. Yue a abriu e olhou para Akay com um sorriso no rosto.
– Bem vinda! – Ele beijou de leve a testa da garota e a deixou entrar. – Lilu acabou de sair.
– Sério? – Akay observou a casa enquanto tirava a capa e a pendurava. – Posso encontrar ela mais tarde. Afinal, você é mais importante.
– Jura? – Ele abraçou Akay por trás. Ela riu e tentou escapar. – Então vai se arrepender de dizer isso.
Eles se beijaram. Akay se apoiou na parede enquanto Yue beijava delicadamente seu pescoço. Alguém bateu na porta e os dois se afastaram rapidamente. A porta se abriu e Lilu entrou. Ela observou os dois por um tempo. Logo que percebeu o que estava acontecendo, ela ficou totalmente vermelha e virou de costas. Akay riu da amiga.
– Desculpem! Desculpem!
– Está... – Akay riu. – Esta tudo bem, Lilu!
– Pois é, Lilu... – Yue olhou para Akay e depois riu. – Você tem sorte de ter chegado no começo.
Lilu encarou os dois e ficou mais vermelha do que já estava, fazendo o casal gargalhar. Akay apoiou as mãos nos ombros de Lilu e segurou o riso.
– Lilu. Você sabe que a gente nunca faria isso aqui! – Ela respirou fundo segurando o riso, mas as risadas de Yue no fundo não ajudavam. – Pare de pensar besteira.
– Eu realmente não consigo imaginar o que vocês fariam ou o que vocês não fariam sozinhos em uma casa. – Ela fechou os olhos e balançou a cabeça. – O festival já ai começar, vocês vêm?
– Adoraria! – Akay se virou para o namorado e sorriu. – Vamos?
– Tudo bem. Espere eu só... – Ele pegou a tiara que havia caído no chão e a colocou na cabeça. – Pronto. Vamos.
– Nunca participei de um festival! Deve ser tão bonito!
– Nunca? – Lilu e Yue olhavam para Akay incrédulos.
– Me desculpem se eu nunca morei em uma capital.
– Akay! Você perdeu a magia que é um festival de primavera.
– Até mesmo os elfos fazem!
– Vocês fazem tudo! – Akay cruzou os braços. Yue deu um leve beijo em sua cabeça, deixando-a vermelha.
– Bom... – Lilu prendeu o cabelo e começou a prender o de Akay. – Um dos costumes desse reino é prender o cabelo durante os festivais.
– Por quê? – Perguntou Akay enquanto entregava para Lilu um prendedor.
– Eu não sei. – Lilu deu de ombros. – Apenas fiquei sabendo durante essa semana.
Akay deu a mão para Yue e os dois andaram juntos na frente de Lilu. “Estou de vela esta noite...” Ela pensou, enquanto observava Akay e Yue dividindo um sorvete. Yue puxou Akay para uma barraca onde havia desafios. O desafio era pescar um peixe de madeira que estava no fundo de um pequeno lago artificial. Yue ganhou e entregou seu prêmio (um dragão de pelúcia) para Akay, que sorriu e chamou o dragão de Mini-Gorny.
A noite passou rapidamente. No fim do festival a família real fez um discurso sobre o reino e como ele havia prosperado conforme os anos. Então, uma chuva de pétalas de flores caiu sobre o povo enquanto lanternas flutuantes com o símbolo do reino eram soltas. Akay observou o espetáculo com os olhos brilhando “Passei todos esses anos perdendo esse espetáculo maravilhoso?”. Ela sentiu o olhar de Yue e se virou para ele.
Então, naquela chuva de flores, eles se beijaram. Lilu se virou para eles naquele exato momento e sorriu. “Eles são tão fofos...” Ela pensou. “Preciso de um namorado igual a ele urgente!”. Akay encarou Yue com os olhos brilhando.
– Eu te amo. – Ela disse. Ele sorriu radiante.
– Eu te amo. – Os dois sorriram. No fundo, Lilu sorriu e observou o casal. “É a primeira vez que eles dizem isso em voz alta!”. Ela deu pulinhos de alegria e mordeu o lábio para evitar estragar o momento. Yue colocou a mão no bolso e tirou um bracelete com o brasão de sua família. – É para você. Já está na hora de ser “oficial”.
– Sim.
Ele piscou para ela. Akay colocou o bracelete e sorriu.
– É lindo. Muito obrigada.
Alguém tocou no ombro de Yue. Ele se virou e deu de cara com um outro elfo. Yue congelou ao reconhecer o elfo que o encarava.
– Taiyo? – Ele pegou a mão de Akay e a afastou do elfo. – O que faz aqui?
– Venho atrás de você. – Ele bagunçou o cabelo e alisou a pedra de seu colar. – Nossos pais solicitam sua presença no baile de primavera desta semana.
– Nossos pais? – Ele olhou com raiva e desconfiança para Taiyo. – O que ganho com isso?
– Nada. Apenas honra e respeito. Não quer que nossos pais fiquem com o respeito partido no meio.
– Nos vemos no baile. – Yue virou as costas para Taiyo e puxou Akay de volta para casa.
– Quem era ele? – Akay perguntou.
– Meu irmão. Taiyo é o caçula dos cinco irmãos. – Ele bufou. – Precisava estragar o festival?
– Você vai ao baile?
– Sim. – Ele se virou para Akay e tirou sua tiara. Yue colocou-a em sua namorada. – E você vai comigo.
– O quê?!
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