Dollhouse

3 Porta mágica


Notas iniciais
NA VERDADE EU NUNCA FUI ESCOTEIRA. Então a palavra de escoteiro não valeu dessa vez gente, foi mal mesmo pela demora :'0 Mas na moral cara, o universo conspirou contra mim. Claro que a culpa também foi minha, mas tenho que admitir que perder todas as três páginas que eu tinha escrito antes porque a bateria do meu computador é uma vadia ajuda na perda de motivação. MAS eu tenho que dizer, foi tão mágico voltar e ver todos esses novos comentários :'D Vocês são demais! *abraça forte e dá um cookie de lembrancinha*. Ah, e para você que está confuso quanto ao período que se passa a história, lembre-se que a fic NÃO é situada na Idade Média. Estamos falando da segunda metade do século XIX, o século das invenções, com a Revolução Industrial, fábricas se espalhando por toda Europa, aqueles carros zoados, armas de fogo, etc. Inclusive, o papis da Rin é rico justamente por ser um empreendedor dono de várias fábricas e tudo mais. Agora sim, finalmente vamos a história!

Rin se jogou na cama no momento em que entrou no quarto. Enfiando a cara no travesseiro, ela tentou abafar as lágrimas e toda a humilhação de antes.

Ela não sabia nem o que a fazia mais desconfortável. As duras palavras de SeeU ou o fato de Leon, a pessoa que a tinha convencido a mudar para a mansão em primeiro lugar, ter agredido a própria filha daquele jeito. A mãe de Rin nunca a submetera a castigos físicos, então ver um pai batendo na filha daquele jeito a horrorizou, ainda mais expressando tamanha calma e na frente de todo o resto da família.

Se o Senhor Kagamine fizera aquilo à própria filha, o que faria ele a Rin, uma mera bastarda, se algum dia ela cometesse um deslize?

Bastarda... Essa foi a palavra que SeeU usou para descrevê-la, entre outros adjetivos feios que faziam Rin derramar mais lágrimas só de lembrar. Se fossem mentiras, Rin não teria se afetado tanto. Ela já tinha aceitado o fato de que seria tratada como intrusa na casa, mas talvez no fundo ela tivesse esperanças das coisas serem diferentes. Ela não podia negar que a ideia de poder interagir com irmãos de sua idade a tinha empolgado um pouquinho.

E falando em irmãos... O que diabos foi aquilo com Len? “Olhos de gelo”? “Príncipe de contos de fadas”? Rin estava tão envergonhada de seus próprios pensamentos e das suas ações naquela hora que desejou arrancar seu cérebro e cortar fora as partes dele que a faziam agir assim.

Mas antes que pudesse se suicidar de vergonha, uma batida rápida soou na porta, seguida pela entrada de Gumi equilibrando uma grande bandeja prata nas mãos.

“Senhorita Rin...!” Disse com preocupação, enquanto colocava a bandeja em cima da mesa.

“Ah, Gumi.” Rin sentou-se envergonhada, limpando o mais rápido que podia as lágrimas das bochechas.

Gumi ajoelhou-se ao lado de Rin para entrar em seu campo de visão.

“Ei, você está bem? O Senhor Kagamine mandou que eu trouxesse algo para você comer aqui mesmo. Ele imaginou que você não estaria... muito disposta para descer.”

“Ah, sim... Obrigada...” Rin corou. Ela não queria nem imaginar o que eles deviam estar pensando dela agora.

Gumi pareceu não perceber o desconforto de Rin, e começou a arrumar a mesa do café da manhã alegremente.

Rin começou a comer, e o silêncio pairou entre as duas. Depois de tomar um gole de chá, ela respirou fundo e soltou a pergunta que tanto queria fazer.

"...Gumi, você sabe se isso acontece muito por aqui? Quero dizer, o Senhor Kagamine...” Rin deixou a pergunta no ar.

Gumi engoliu em seco e desviou os olhos. “A-ah, desculpe Senhorita, eu realmente não sei... trabalho nessa casa a pouco mais de dois meses...”.

Rin compreendeu o significado da resposta da empregada nas entrelinhas. Gumi não queria se envolver em nada complicado, provavelmente com medo de perder o emprego, e Rin logo entendeu que dela nenhuma informação ia sair.

Suspirando, Rin despachou a garota e continuou a encarar seu chá, mil e um pensamentos na sua cabeça.

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Lembrou-se da primeira impressão que tivera dos Kagamine. Uma família perfeita, linda e talentosa. Como numa casa de bonecas.

Rin nunca teve bonecas para brincar em sua infância, mas ela se lembrava de apreciar de longe algumas de porcelana artesanais que eram vendidas próximas de sua antiga casa. Ela sempre pensou que eram bonitas, e distantes.

Às vezes ela se perguntava o que poderia estar se passando pela cabeça daquelas bonecas, se elas pudessem de fato pensar. Elas tinham um sorriso perfeito demais, Rin tinha percebido. Falso.

Mais tarde, quando Rin desceu para jantar após passar o dia trancada no quarto (ela não teve coragem de sair, e preferiu comer o almoço lá mesmo), medo e ansiedade era pouco para explicar o que estava sentindo.

Como será que eles iriam tratá-la depois daquele escândalo? E ela teria que encarar SeeU, também...

Mas depois de se sentar, Rin ficou chocada. Todos estavam jantando normalmente, e SeeU falava com Lily, gesticulando bastante e com um tom alegre.

Como se nada tivesse acontecido. Como se todo aquele episódio de manhã tivesse sido apenas um sonho.

Leon puxou assunto com Rin, perguntando coisas triviais. Len e Ann comeram calados, e SeeU e Lily conversavam como duas melhores amigas.

Será que todo mundo vai fingir que nada aconteceu?

Gumi serviu o prato de Rin, e Rin questionou-a com os olhos. Gumi deu de ombros discretamente com um meio sorriso.

Talvez Gumi soubesse que isso iria acontecer. Talvez fosse normal que todos os problemas daquela casa fossem ignorados e esquecidos. Talvez fosse por isso que os Kagamine sempre pareciam tão perfeitos... Tudo falso. Fachada. Como numa casa de bonecas, todos com um sorriso fixo no rosto mesmo quando não sentiam nenhuma emoção.

Rin se perguntou o que mais acontecia naquela casa que passava despercebido.

Ela não notou a marca roxa coberta com maquiagem na face de SeeU.

“Essa semana,” Leon chamou a atenção de Rin “Você vai começar suas lições com a tutora particular que contratei. Ela ensinou Lily quando mais nova. Ela vai lhe educar e lhe dar aulas de etiqueta”.

Rin reprimiu um calafrio na parte das “aulas de etiqueta”. Ela podia sentir o olhar zombeteiro de Lily e SeeU voltado para ela.

“Aulas de música.” Inesperadamente, Ann entrou na conversa. “Ela vai pegar aulas de música e de artes também. Afinal, habilidades culturais são importantes! E se uma mulher desprovida de beleza também não possuir nenhum talento, ela certamente acabará na miséria. Afinal, nenhum cavalheiro de respeito desejaria casar com uma dama assim”.

As palavras atingiram Rin como um golpe. Ficou óbvio para todos quem era a “mulher desprovida de beleza” de quem Ann estava falando.

“Bom, de qualquer forma,” Lily começou, encarando Rin com seriedade. “É melhor você levar essas aulas a sério. Quero tudo perfeito para meu baile!”

“Isso.” Disse Leon ao ver o rosto confuso de Rin. “Lily terá uma festa para comemorar seus dezoito anos. O baile deve acontecer em mais ou menos um mês, e será um evento muito importante para ela e para essa família, então é bom que estejam preparados.”

Rin engoliu em seco, e o resto do jantar prosseguiu sem maiores incidentes. Os acontecimentos do café da manhã continuaram sem ser mencionados.

Quando acabaram de comer, todos subiram para seus respectivos quartos para mais uma noite de sono.

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No dia seguinte, Rin conheceu sua nova tutora. Por algum motivo, ela tinha imaginado uma mulher velha e ranzinza, mas para sua surpresa, a mulher a esperando na sala era jovem e bonita.

O nome dela era Luka, e ela explicou que nessa manhã iria acompanhar Rin para comprarem algumas roupas.

Luka era da família Megurine, de descendência nobre, mas que tinha tido sua fortuna arruinada ao longo do tempo (Rin tinha escutado Gumi comentar sobre o assunto). Talvez por isso aquela jovem dotada e extremamente inteligente tinha acabado como governanta, no lugar de uma posição mais lucrativa e reconhecida na sociedade.

Apesar da falta de fortuna, Luka certamente se portava nobre como seu título. Ela andava sempre com a postura perfeita e queixo empinado, sua altura intimidante e beleza fria fazendo as mulheres se sentirem inferiores, e os homens atraídos.

Luka também era muito exigente, e Rin logo percebeu que ela não ia poder relaxar com ela por perto. Nos primeiros cinco minutos de convivência, Luka já tinha criticado a postura de Rin e o comprimento de seu cabelo, dizendo que ela se parecia com um menino de rua. O que surpreendentemente não ofendeu Rin, porque, bem, não era como se Luka não estivesse falando a verdade.

E essa era somente outra coisa para adicionar na lista de coisas intrigantes sobre Luka. A forma com que ela sempre era tão contida, só maneiras boas e suaves, mas quando via algo que não a agradava e precisava ser corrigido virava uma fera e revelava seu temperamento de verdade – altamente agressivo e mandão.

“Que o Senhor me ajude,” Luka estava dizendo naquele exato momento, encarando o vestido que Rin estava experimentando com desaprovação. “Mas todos os vestidos ficam largos em você! Vou ter que mandar ajustar o busto de praticamente todos que vamos comprar.”

Rin corou, e se perguntou pela décima vez naquela tarde se Luka era assim tão sincera com todas as pessoas que acabara de conhecer. Provavelmente não, considerando que ela parecia agir com extrema delicadeza e classe perto dos outros... Talvez ela estivesse sendo assim logo de cara com Rin por saber que a garota seria sua pupila por muitos anos, e que de um jeito ou de outro iria acabar conhecendo o lado mais exigente de Luka.

Enquanto Luka ia procurar mais vestidos, Rin se olhou no espelho mais uma vez. Ela quase não conseguia acreditar que estava vestindo uma roupa tão bonita, feita a mão por alguma costureira talentosa. Rin já tinha tirado as medidas, e sabia que depois roupas novas e ainda mais bonitas seriam feitas especialmente para ela.

Muitos vestidos depois, Rin e Luka finalmente pararam para almoçar. Luka a levou para um estabelecimento quieto e agradável, onde pediram uma refeição saborosa – que Rin nem conseguiu aproveitar direito, pois Luka ficava criticando e tentando corrigir suas maneiras à mesa o tempo todo.

“Então, Senhora Megurine,” Rin perguntou, desesperada para mudar de assunto e distrair Luka de sua aparente obsessão com correção dos hábitos alimentares dos outros. “Você dá aulas de música também?”

“Sim,” Luka disse com uma pontada de orgulho na voz. “Eu ensino piano, canto também. Você em breve deve pegar algumas lições com Lady SeeU e Lady Lily.”

O estômago de Rin apertou nessa última frase, e de repente ela não tinha mais vontade de comer.

Luka pareceu perceber o desânimo de Rin, mas só franziu a testa e não disse nada.

Depois que acabaram de almoçar, andaram por mais algumas lojas e voltaram para casa. Rin de início não sabia, e ficou surpresa ao descobrir que existia uma parte da mansão onde moravam os empregados da casa. Luka morava lá também, apesar de ter um quarto melhor que dos outros serventes (ela era a governanta da casa, afinal).

Com o resto da tarde livre, Rin não sabia exatamente o que fazer. Luka disse que só amanhã elas começariam com as lições, e que hoje ela iria finalizar a preparação dos materiais.

Rin contemplou ficar trancada no quarto igual no dia anterior. Mas ela já estava cansada de não fazer nada, e além disso ela não conhecia ainda nem metade daquela imensa mansão. Com uma coragem inesperada, o senso de aventura de Rin despertou e ela resolveu explorar a casa.

Passando pelos corredores com cautela máxima, como se estivesse sendo seguida, ela começou a espiar pelas frestas das portas, mas não teve coragem de abrir as que estavam fechadas. Deus sabe se ela iria acabar entrando no quarto de alguém.

Ela se deparou com vários tipos de salas e alguns quartos vazios, nada de muito chocante. Sentindo-se levemente desapontada, ela já ia subindo as escadas para voltar para seu quarto quando viu um corredor mais discreto no fundo que ela não se lembrava de ter passado.

O corredor era curto e dava numa porta dupla, gigante e mais elegante que as outras da mansão que Rin tinha visto. Essa era dourada e ornamentada com as figuras dos perfis de duas corujas. Animada pensando no que poderia ser, ela empurrou as portas e entrou num lugar como nunca tinha visto antes. Sua respiração oscilou e ela olhou admirada para o cenário ao seu redor.

Uma biblioteca gigante, com colunas gregas que iam até o teto, livros de todas as cores e tamanhos espalhados pelas paredes. Lustres decoravam o local e cada mesa tinha uma luminária própria.

Rin caminhou quase em transe para perto de uma das prateleiras. Deixou suas mãos passarem lentamente pelos livros, sentindo suas texturas com fascinação.

De repente uma emoção tão forte atingiu Rin que quase trouxe lágrimas aos seus olhos. Ela se lembrou de noites de sua infância, em que passava aninhada nos braços da mãe, escutando alguma história de contos de fada que a fazia sonhar acordada no outro dia.

Livros eram caros e obviamente nunca estiveram em fácil acesso para Rin. Ela não desenvolveu muito o hábito de ler por causa disso, mas mesmo assim ela sempre adorou histórias. Ficção era uma das maneiras que ela encontrava, além de tocar violino, de esquecer por alguns momentos de sua realidade dura e pobre.

Agora, vestida em roupas caras e em uma biblioteca dourada de livros, ela se deu conta mais uma vez de como sua vida tinha mudado drasticamente.

Ainda com aquele persistente sentimento de nostalgia, Rin passou os olhos pelos livros até achar um volume bem grosso e colorido no meio da estante.

Curiosa sobre o que seria, ela o pegou sem hesitar. Viu na capa algo escrito em uma linguagem estrangeira que não entendeu. Franzindo a testa, Rin fez um movimento para devolvê-lo, mas no momento em que olhou pelo espaço vazio na estante ela quase acabou derrubando o livro no chão.

Pela fresta na estante, Rin viu Len. Tentou se mutilar mentalmente por não ter percebido antes ele sentado em uma das mesas, a apenas alguns metros dela e da barreira de livros que separava os dois. Agarrando com força o livro contra si e agora com as costas viradas para Len, Rin agarrou seu colar e tentou se acalmar, enquanto usava a estante gigante como um esconderijo.

Por alguma razão, ela sempre se sentia muito autoconsciente perto de Len. Talvez pelo fato do garoto sempre ficar calado e nunca ter mostrado como se sentia em relação à chegada de Rin, diferente dos outros que já tinham deixado bem claro que não estavam nem um pouco contentes. Pelo menos com esses ela sabia o que esperar.

Invocando sua coragem, ela espiou pela fresta da estante e observou seu meio-irmão. Len estava debruçado sobre um livro, concentração máxima em suas feições. Outros dois livros bem grossos repousavam na mesa, e Rin se perguntou se era ali na quietude e solidão da biblioteca que Len passava suas tardes livres.

Ela viu fascinada ele passar as páginas lentamente, o modo que seus olhos pareciam brilhar com interesse ao ler cada linha cuidadosamente e a forma com que seus cabelos caíam na lateral de sua face como ouro líquido.

Engolindo em seco, ela recolocou o livro na estante do jeito mais discreto que pôde. Por alguma razão, Rin realmente não queria que Len soubesse que ela estava lá. Perto daquele garoto, ela sentia uma vontade inexplicável de fugir e se esconder num canto escuro. Uma sensação que ela parecia ter, bem, com mais da metade dos habitantes daquela casa.

Fechou os olhos e se inclinou sobre a estante. Se ela pelo menos fosse mais corajosa. Talvez assim ela pudesse ir até Len, conversar com ele, quem sabe até formar uma amizade. Era estranho imaginar que duas pessoas pudessem ser tão próximas no sangue, mas tão distantes na realidade...

“Procurando por alguma coisa?”

Rin se virou assustada e encarou o dono da voz que tinha acabado com seu devaneio. Ali estava Len,de braços cruzados e encostado na lateral da estante, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ou Rin tinha ficado muito tempo perdida em seu devaneio ou Len se movia rápido como um ninja, porque ele definitivamente a pegara de surpresa. De qualquer forma, Rin, por algum motivo, sentiu como se tivesse sido pega no flagra fazendo alguma coisa errada. Mas tecnicamente, ir para a biblioteca de sua própria casa não era ilegal, certo?

“Ah...” Rin respondeu de uma maneira não muito inteligente, sem conseguir fazer contato visual.“E-eu acabei aqui por acidente... Não sabia que tinha uma biblioteca nessa casa.”

Len deu de ombros. “Bom, nós temos.”

Um silêncio desconfortável pairou sobre os dois, e Len não parecia disposto a ser o primeiro a quebrá-lo.

“Então... Você passa muito tempo aqui?”

Rin quis se bater pela pergunta idiota, mas ela com certeza não aguentaria mais nem um minuto daquele silêncio.

“Sim, quando estou em casa esse é o lugar que mais gosto de passar tempo.” Os olhos de Len se desviaram de Rin para a estante, e ele pareceu pensativo por um momento, até pegar um dos livros e olhar para ele com apreciação.

“Justamente o que eu estava procurando!” Ele se virou para Rin mais uma vez. “Bom, senhorita, divirta-se no melhor cômodo da casa.”

Len se virou para sair, mas pareceu se lembrar de alguma coisa. Ele parou e virou a cabeça para Rin, um sorriso maligno brilhando em seu rosto.

“Só se lembre de ser mais discreta da próxima vez que for tentar espionar alguém.”

E com essa última frase zombeteira, ele deixou Rin de boca aberta e sozinha na biblioteca.

Por Deus. Ele tinha visto Rin o espionando pela estante. Ela poderia ter morrido depois dessa.

Com as bochechas em chamas, ela tentou apagar a memória vergonhosa de sua cabeça enquanto andava pela biblioteca procurando alguma coisa que a interessasse.

Ela passou pela mesa de Len, e viu que ele tinha deixado lá os livros que estava lendo antes. Curiosa, ela parou e viu um livro de ciências, e outro cheio de figuras de animais e explicações com nomes em latim.

Mas o que realmente chamou sua atenção foi o terceiro livro, no canto da mesa: Romeu e Julieta.

Rin levantou uma sobrancelha para o título. Len não parecia do tipo que lia romances, mas não era como se ela o conhecesse bem o suficiente para saber de todos os seus gostos.

Pegou o livro e o folheou, percebendo que a edição era realmente velha. Rin nunca tinha lido a obra, e pensou que pudesse ser interessante, se até Len tinha pegado uma parte de seu tempo para lê-la.

Ela pegou o livro e o segurou carinhosamente, saindo da biblioteca com o primeiro sorriso verdadeiramente feliz desde que chegara naquela casa.

Notas finais
Isso Rin, curta suas horas de felicidade. /ELAS PODEM ACABAR DURANDO POUCO/. E Len... Escrever você desse jeito me fez corar. Sério gente, tem alguma coisa mais sexy que um cara que gosta de ler? Bom, pelo menos eu acho hot. E ele terá outros talentos também ;)) E olha a Luka aí! Yay, personagens novos são sempre divertidos. Ainda tenho que encaixar outros na história, planejo em fazer outros casais além de RinxLen. Esse capítulo não foi lá essas coisas, mais introduzindo cenários e personagens que vão me ajudar a desenvolver conflitos mais pra frente. Tipo o baile da Lily, estou armando altas tretas muahaha. Beijinhos a todos, e *momento emoção, insira música do Titanic aqui* OBRIGADA NOVOS LEITORES! Espero contar com vocês daqui pra frente.