Doki Doki

11 Medo - Capítulo 10


Notas iniciais
A dor não supera a tristeza de perder que nunca havia partido...
O clima era de total falta de lucidez naquele crepúsculo resplandecente ao raiar de uma noite numa aurora torrencial.

A surpresa em seus olhos, em meus olhos, em nossos olhos... A pergunta que estava engasgada saiu como em um conto de fadas muito mal contado.

_Vocês não haviam morrido? — pergunto prontamente Era descrente do que seus olhos juravam ver.

Ding deu um passo à frente e começou a falar:

_Tudo no mundo é feito por um propósito minha cara, tudo está incluso em um plano maior.

Dong tomou a vez à frente do amigo cientista, chegando perto de Era tocando-lhe a face sua face tão próxima a ela que a mesma podia sentir o hálito, o bafo, a podridão de seus dentes num odor que até mesmo os urubus não suportariam — pena que por trás de mentes tão brilhantes há sempre uma mulher — disse prontamente vencido pelo fato.

_Ordens são ordens — conclui o pequeno bebê subindo até o colo de Era, tocando-lhe os seios em busca de seu alimento preferido...

A silhueta de um ser havia se formado enquanto estes conversavam e a medida que aproximava-se o rosto era visível.

Era olhando atentamente sentiu seu ser sucumbir, uma cantiga de ninar, um aconchego em noites frias, um sorriso escondido, uma lágrima visível, um acorde que há muito tempo não escutara... Após tanto tempo seu \'coração\' não esquecera aquele sentimento, uma lembrança oculta e presa em suas entranhas.

_Isabella! — gritou o homem grisalho com uma feição tão feliz que um sorriso que procurei esconder se fez presente a cada segundo daquele momento, lembro-me do quanto ele chorava enquanto corria para os braços de sua amada por toda a vida e após a morte, aqueles segundos foram os mais felizes de toda a nossa existência.

Não me toque reles humano! — gritou a figura de cabelos negros e compridos, olhos fundos de um verde tão escuro, surgiu um meio sorriso em um canto de seus lábios, um olhar malicioso se fez presente ao olhar três cientistas — vocês fizeram um ótimo trabalho, mas... — um olhar de reprovação ao olhar o homem e a moça que estavam parados a sua frente era fácil de desvendar — acho que fui bem precisa em dizer que eu quero todos os moradores dessa cidade chinfrim mortos, então por que vocês continuam parados ai?

_Isabella, porque tu estás falando tal blasfêmia? — confusão e tristeza preenchiam as emoções do senhor de idade.

_Oh, tu não sabes o porquê de eu estar fazendo isso meu \'amado\' Edward? — disse sarcasticamente — então vou lhe contar meu pequeno segredinho — sorriu.

Continua...

Notas finais
A decepção é o modo mais cruel que alguém acha de nos machucar, ainda mais quando somos culpados...