Doki Doki
12 Final
Era um dia frio em Oxford, do céu caiam cinzas do vulcão inativo há tantos anos. O dia em que tive que morar nessa cidade sem nenhum atrativo e sem chances de sair da pobreza.
Até que eu vejo do outro lado do rio, com cara de cão chupando manga um tal de Edward Coller, acabei por fim de saber que ele era um carinha trilhardário dono de um viveiro de cavalos marinhos, por fim descobri o motivo de nascer e minha missão na terra: Apossar-me da sua riqueza e ser feliz, sem ele é claro, para sempre – risada maléfica.
Depois de enganar aquela família de monstros e matá-los envenenados com sonífero de bebê, ainda tinha que me livrar daquele songo-mongo do Coller, que lastima.
Foi então que tive a maravilhosa idéia de pedir para um dos meus bofes do exercito simularem um ataque e por fim eu pude sumir dessa vida medíocre e de fingir “amar” aquela aberração – olhou para Coller com ar de repudia – vejo que ainda continua com o mesmo sem cor, sem vida e sem graça de tempos atrás, mas não se preocupe, pois terminarei com isto agora.
Isabella puxou uma alavanca que se encontrava a seu lado e um balde de tinta guache branco caiu por cima de Coller.
_ Enfim descobri seu segredo, só mesmo a tinta com o branco mais puro poderia tirar a sua vida, ou sua morte, quem vai saber o que você é criatura dos daemons – gargalhou e gargalhou sem se importar com os olhares para ela apontados.
_ Porque você fez isso? – gritou histericamente Coller enquanto seu corpo deteriorava.
Um triste fim para um pobre moribundo, penso eu, um dia eu te amei, desde o teu nascimento, mas também acho que um monstro como você não deveria andar entre os vivos, adeus meu amor.
_ Bem minha pequena – Agora os olhos de Isabella eram fixos em Era, um olhar maternal, de uma afetividade que meus tímpanos pareciam querer estourar – no mundo só pode haver uma soberana – aconchegou-se nos braços de Era dando-lhe um abraço tão carinhoso, que eu mesma nunca tinha sentido algo tão confortável – e com certeza não pode ser você!
Apertando o botão debaixo da nuca de Era, Isabella deu um beijo em sua testa – boa noite minha amada filha, eu te odeio.
A única frase que saiu dos lábios mortos de minha doce amiga, a única frase que ela pronunciou fez meu coração bater mais forte e isso me deixa triste, louca, pois eu não tenho coração. Tudo que pude ouvir da minha doce menina renascida dos mortos enquanto seus olhos perdiam a “vida” em uma voz robótica:
_ End transmission...
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