Dois mais Dois

1 Voltando para casa


Colocou a última roupa na mala e fechou o zíper, não estava preparada para voltar para casa. Já fazia sete anos que morava ali naquele apartamento em New York, se dera bem como artista na cidade mais badalada do mundo, se casou uma vez e logo que sua filha nasceu o ex-marido Enzo fugiu com uma modelo italiana. Deixada pra criar a filha sozinha, ficou famosa mundialmente pela sua paixão pelas tintas, telas e cavaletes. Todo dia recebia várias ligações diferentes para sua agente e amiga Katherine que ficava muito contente com isso, não tanto agora já que ela ficará encarregada de lhe dá uma notícia que envolvia a família que vivia na cidade de New Orleans, onde também viveu parte da sua infância. Seu avô estava morrendo e pedia incansável para sua mãe arrastar a neta para vê-lo.

Caroline não podia culpar o avô por ter saudade dela, mas ele não sabia da sua linda garotinha Jo, desde que se casou com Enzo não tinha coragem de ligar para a família, todos a alertaram sobre ele, sobre como ele não servia para ela, e no final sua mãe estava certa, ele não a amava, depois dele acabar com seu coração, resolveu que não precisava do julgamento de ninguém para se sentir pior, então perdeu o contato e aprendeu a se virar sozinha. Agora a situação era outra, seu querido avô estava morrendo e essa poderia ser a sua última oportunidade para pedir perdão. Estava pronta para ser julgada pela família, pelo menos tiraria um peso das costas.

– Mamãe eu posso levar o panda comigo? — Jo mostrou a minhoca verde de pelúcia. — Será que eles vão gostar de mim?

Pegando Caroline de surpresa, ela sempre dizia a filha desde os três anos que um dia elas viajariam para um lugar chamado New Orleans, onde estariam sua avó e seu avô, sua tia, um primos e seu bisavô, e que nenhum deles tinham conhecimento da sua existência, mas que quando a visse a amaria da mesma maneira que ela o fazia.

Ela se abaixou na altura da menina de cinco anos e a abraçou. Não queria colocar sua menina no meio do fogo cruzado que se formaria quando sua família soubesse que tinha mentido por seis anos.

– Eles vão amar você meu amor! — disse ela em voz alta tentado convencer a si mesma daquilo. — Pode levar o panda, ele sempre esteve com você, não é?!

Jo retribuiu o abraço e a soltou olhando para a única mala em cima da cama já fechada.

– Vamos ficar lá por quanto tempo? — ela o encarou a mãe curiosa. — A senhora sempre que viaja leva suas coisas de pintura quando vamos demorar!

– Não vamos ficar por muito tempo, meu anjo! — afirmou firme. — Apenas uma semana! Quando vermos já estaremos de volta!

A menina acenou afirmando com um sorriso, Jo sabia que o pai tinha ido embora com uma modelo da revista, e nem ligava pra isso já que tinha a melhor mãe do mundo. Pegou a minhoca verde e correu pela casa até seu quarto.

O quarto dela era decorado com o desenho dos padrinhos mágicos que toda manhã ela assistia, enquanto sua mãe preparava o café da manhã, mas ao chegar dentro do quarto sentiu que demoraria a voltar para lá. Caroline ajudou a pequena Jo a arrumar a mala dela com as coisas que ela mesma escolheu para a viagem.

Depois de tudo pronto, mandou Jo para o banheiro tomar banho e vestir uma roupa bonita. Assim que a menina entrou no banheiro alguém bateu na porta, ela saiu do quarto e foi abrir.

– Aqui estão as passagens! — a agente entregou as duas passagem para ela. — Você tem certeza que não quer que eu fique com a Jo? Eu posso ficar com ela já lhe disse isso!

– Está tudo bem Katherine... Acho que chegou a hora de acabar com essas mentiras... — Caroline a convidou para sentar no sofá. — E você merece um descanso, afinal tem três anos que nenhuma de nós tem férias forçadas...

– Eu não me importo com férias, até porque o Elijah só vai receber as dele daqui a cinco meses! — ela se lamentou. — Como você sabe essa coisa de advogado é complicada...

Katherine estava noiva de Elijah já há um ano, eles se amavam e Caroline não conseguia ver um sem o outro. Sempre apoiou sua amiga com o romance, mas ultimamente ela estava muito estranha com o noivo, até mesmo a pequena Jo tinha percebido.

– É e você também está estranha com ele, até a Jo notou. — ela relembrou da filha dizendo que a tia Kath não tinha beijado o tio Elijah no final de semana que ficaram com a menina.

– Ela é mesmo filha do idiota do Enzo? — Katherine questionou em dúvida brincalhona. Caroline sorriu concordando.

– Ela é às vezes mais esperta que eu! — ambas riram. — Mas Katherine ela tem razão, vocês estão com problemas?

A agente ficou quieta, tinha seus problemas, mas não iria encher a amiga com eles, Katherine sabia que quando contasse era até capaz da amiga adiar a visita a família para ajudá-la.

– Quanto tempo acha que vai ficar por lá?! — tentou mudar de assunto, para fugir dos seus.

– Não sei, no máximo uma semana... Pretendo voltar para terminar a pintura do barão. — endireitou a coluna. — Mas você não vai fugir do assunto, diga-me o que há?!

– Tudo bem! — sabia que a amiga a tinha encurralado. — Estou grávida do Elijah e estou morta de medo de contar e ele me largar... Quando Enzo te deixou você passou o inferno pra criar a Jo, conciliando a pintura com ser mãe, eu acho que eu não conseguiria!

– Deixa de bobagem Katherine, pelo amor de Deus, ele te ama coisa que o Enzo não fazia comigo, e além do mais Elijah nunca deixaria a mãe do filho dele sozinha, meu Deus Katherine o que estou dizendo, olha como ele fica feliz em cuidar da Jo, acha mesmo que ele não amaria um filho com a mulher que ama?

Katherine pensou por um momento, sua amiga tinha razão, mas o medo a dominava, Elijah nunca disse algo relacionado a ter crianças, e ainda nem tinham se casado.

– Foi tão inesperado! — reclamou irritada.

– Conte a ele e tudo vai dar certo! — Caroline a puxou para o abraço. — Não esqueça de me chamar para ser madrinha!

– Claro que não... Onde está a Jo?

Como se a menina adivinhasse que a madrinha dela estava ali, saiu do quarto toda arrumada e cheia de glamour indo em direção a tia lhe deu um beijo.

– Onde minha princesa pensa que vai tudo chique assim? — questionou Katherine.

– Estou indo conhecer os parentes da mamãe, tenho que estar bela! — a menina colocou a mão no queixo. — Além do mais adoro estar na moda!

Mostrou a ela as botas de couro, a pulseira de brilhante que ela tinha ganhado do tio Elijah, os brincos que sua mãe havia lhe dado, a jaqueta de couro a blusa branca e calça jeans. Os grandes olhos azuis realçava todo o look.

– Sua mãe tem gastado muito dinheiro com você hein? — todas riram. — Imagina quando você tiver idade de sair com os garotos... A senhorita vai nos enlouquecer!

– Meninos são nojentos! — ela fez cara de nojo.

– Continue pensando assim até os 30! — Caroline fez cara de séria.

– Pode ficar tranquila mãe, eu só sou do tio Elijah. — a menina sorriu animada.

– Meu Deus o que o Elijah anda te dizendo? — perguntou Katherine.

– Que meninos são nojentos e que eu sou só dele! — sorriu para Katherine. — E da tia Katherine!

Conversaram por mais meia hora, Katherine se foi, prometendo ligar para Caroline quando contasse para Elijah, Caroline confinou avisando que voltaria em breve.

Tomou banho e se arrumou, não tanto quando sua menina, porque essa lado charmoso da filha ela tinha praticamente roubado do pai.

Aos poucos Jo dormiu deitada na cadeira dentro do avião. Caroline sabia que ninguém sabia da sua ida, não haveria ninguém esperando por ela. Sua mãe tinha ligado para Katherine, afirmando querer falar com a filha e que era importante, naquele dia Caroline tinha pedido para ficar sozinha pintando, a agente até levou a sobrinha para poder deixá-la sozinha, sua mãe deixou o recado mesmo com Katherine pedindo para que ela avisasse a filha que voltasse para casa porque seu avô não estão bem.

Ela ficou a viagem inteira pensando em como encarar sua família depois de tanto tempo. Viu o avião posar e o dia clarear, quando desceu do avião sentiu o aroma familiar de casa, definitivamente estava em New Orleans.

Acordou a sua menina que dormia tranquila, quando ela acordou se desesperou pensando que não estava em casa, mas Caroline a acalmou dizendo que logo estariam em casa.

Esperaram por quinze minutos para a liberação de seus pertences, quando os pegou caminharam para fora, avistaram o táxi parado em frente ao aeroporto.

– Por favor, nos leve nesse endereço! — Caroline lhe entregou o papel com o endereço que sua mãe tinha deixado com Katherine no telefone.

O taxista a olhou de cima a baixo, depois olhou para a garotinha ao seu lado, por sorte se lembrou imediatamente do tempo em que estudou na escola.

– Caroline é você?! — ela sentiu o mundo ficar pequeno, puxou na memória pessoas que a conhecesse ali, e então se tocou.

– Matt?! — perguntou incrédula. — Quanto tempo!

– Eu que o diga! Você está maravilhosa! — a beijou na bochecha. — Entrem vou levá-las...

O caminho foi muito animado, Matt contava como todos os amigos daquela turma tinham se dado bem ou se dado mal como ele, mas estava feliz e casado com a Rebekah que também estudavam com eles na adolescência. Mesmo sabendo disso nada a deixava mais calma, a cada vez que reconhecia algum dos lugares que passavam, o medo a preenchia.

Matt parou, e Caroline sentiu toda sua autoconfiança se esvair, olhou pra sua garotinha brincando com a minhoca verde, naquele momento arrependeu de ter vindo, sua menina não merecia passar por aquele sofrimento, desde que Enzo se foi ela não queria que Jo sofresse como ela sofreu.

– Seus pais moram aqui agora, a sua irmã é quem está morando na sua antiga casa com os dois filhos e o marido. — Matt sorriu, notando o desconforto dela.

– Obrigado Matt... — entregou para ele uma nota de 50 dólares. — Foi bom rever você!

Ela abriu a porta do carro, Jo saiu junto com ela, juntas carregaram suas malas até a porta da casa. Se sua mãe a expulsasse, ligaria para Katherine dizendo que já ia embora, mas não tinha tanta certeza, já que foi sua mãe que a procurou. Levantou as mãos e bateu na porta hesitante, esperou por alguns segundos, então a porta se abriu.

– Pois não?! — quando seu pai a olhou de novo, podia ver uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Eles ficaram em silêncio.

– Oi papai... — os olhos de Caroline estava na mesma situação.

– Minha flor! — ele a puxou para o abraço, a apertou tanto que ele não conseguia imaginar sua princesa de volta em casa. — Você voltou!

– William quem está aí?! — ela ouviu sua mãe vindo das escadas.

Os olhos azuis da sua mãe brilhou ao enxergar a filha mais velha ali, quando tinha ligado para a agente, pensava que ela não iria perturbar a famosa Caroline Forbes artista, com drama familiar, achava que a sua menina não queria ter contato, estava tão ocupada com a carreira.

– Oi mamãe! — elas trocaram um abraço desajeitado.

Eles não tinham reparado na garotinha ali quieta e acanhada, com medo das pessoas que sua mãe abraçava emocionada. Caroline então se virou para a filha.

– Mãe, pai essa é a Johanna minha filha! — os dois se olharam e depois olharam a menina.

Ficaram chocados com a garotinha, sabiam que essa omissão da filha mais velha foi porque eles não a tinham apoiado anos atrás quando ela os apresentou o noivo. Will e Liz se culpava por ter perdido tanto tempo da vida da filha por orgulho. A princesa deles estava ali depois de tantos anos com uma filha que eles nunca conheceu.

– Oh Caroline ela é tão linda! — sua mãe saiu para fora da casa para tentar pegar a menina no colo.

Jo se afastou com medo, ela nunca foi de estranhar as pessoas, mas ela se agarrou as pernas de Caroline e se escondeu. Liz se afastou e todos viu uma lágrima escorrer do seu rosto, mas ela logo tratou de limpá-la. Vendo que aquilo afetou os pais e a Jo, Caroline a abraçou, levantando a menina no colo.

– Vamos entrar! — insistiu o pai. — Por quanto tempo vão ficar? O quarto de hóspedes seria ótimo pra vocês.

Ele pegou as malas das duas enquanto Liz as conduziam para a sala, ela estava triste por sua neta não gostar dela, mas não cabia de felicidade por sua filha está de volta em casa.

– Vocês querem algo pra beber? — ela olhou diretamente para Jo nos braços da Caroline.

Jo olhou para a mãe como se pedisse permissão para falar com a mulher na sua frente. Caroline se virou para a mãe e sorriu.

– Um suco, estamos cansadas da viajem! — a menina nem olhou para Liz, e começou a se divertir mexendo com os cabelos loiros de Caroline.

Quando viu a mãe desaparecer, colocou Jo no chão e observou a sala, tinha várias fotos de sua infância com sua irmã Hayley, com seu avô Jonathan, e algumas deles todos em família, tinha também fotos de dois garotos que ela supôs ser os filhos de sua irmã. Quando ouviu seu pai descer as escadas viu uma pintura das suas que foi leiloada a alguns meses atrás, era exatamente o quadro da antiga casa deles. À princípio não queria vender aquela pintura, mas alguém ligava incansável para Katherine querendo aquela pintura que a mesma se irritou e a convenceu a vendê-la.

– Mamãe quando vamos embora? — Jo perguntou.

Ela se aproximou dela, colocando os cabelos loiros atrás da orelha da menina, não entendia essa repentina vontade dela de voltar.

– Já te disse que é apenas uma semana, quando você vê já vamos estar de volta. — ela sorriu para a Jo.

Mas nenhuma das duas percebeu que William estava na escada ouvindo tudo. Ele se lamentava por ter acabado de rever sua filha e ela já estava com planos pra ir embora. Que estrago eles tinham feito para aquilo?

– Então... — ele terminou de descer as escadas, chamando atenção das duas. — Onde está o seu marido, querida?

Caroline sabia que ele não tinha perguntado por maldade, ele nem sabia que seu ex-marido a tinha deixado sozinha para criar sua neta. O sangue dela gelou quando viu sua mãe voltar da cozinha com os sucos e algumas bolachas.

– Podemos falar disso depois? — ela olhou para o pai mostrando a filha.

Jo sorriu para o avô, ela não gostava da avó porque uma vez quando a tia Katherine conversava com a mãe ela sem querer a ouviu dizer que ela não iria gostar da neta porque era filha do Enzo.

Quando Liz foi servir o suco para ela, Jo pegou meio hesitante, olhou várias vezes para a mãe.

– O que houve meu amor, você sempre foi espontânea... Ela é a sua avó que te falei naquele dia, você até me perguntou quando você iria os conhecer! — a menina sorriu mais fechou a cara lembrando do que tinha ouvido da tia.

– Eu só quero voltar pra casa mãe! — aquilo quebrou o coração da Liz.

Não estava acreditando que a menina os odiava, então se lembrou que não tratou nada bem o noivo da filha, e ele deve ter dito isso para a criança, e agora a menina os odiavam.

– Eu prometo que vou te mostrar um lugar bem legal, aí você vai querer ficar aqui pra sempre! — Caroline entregou o suco para ela.

Mais tarde quando Caroline levou Jo para descansar da viagem, ela ficou toda dengosa pedindo colo, Caroline estranhou porque se tinha uma coisa que Johanna não fazia era manha.

– Jo?! — ela chamou. — Porque você não está gostando daqui? Você sempre me perturbava dizendo que queria conhecer seus primos, conta pra mamãe porque você mudou de ideia?

– Lembra quando a tia Katherine disse que a sua mãe tinha ligado? — Caroline balançou a cabeça pedido para a filha prosseguir. — Eu não fui tomar banho, eu fiquei ouvindo vocês conversarem...

– Jo o que eu já falei sobre ouvir minha conversa com a tia Katherine? — ela a repreendeu.

– Eu sei... Mas a tia Kath disse que a vovó não iria gostar de mim porque eu era filha do Enzo. — agora tudo ficou claro na mente dela. Não estava entendo aquele comportamento estranho da sua filha.

– Ela não te odeia por ser filha do Enzo, ela gosta bastante de você, a vovó não gostava do Enzo, você é totalmente diferente. – Jo sorriu. – Você ainda quer voltar?

– Vamos ficar só mais amanhã, tá? – os olhos azuis pidões a encarou.

– Tá, agora durma! — Caroline a cobriu entregando a minhoca verde para ela. — Mais tarde te trago alguma coisa pra comer, tudo bem?

Quando voltou a cozinha pode ouvir sua mãe e seu pai conversando sobre elas.

– Foram sete anos Will... Sem saber nada da minha filha, não me diga que ela já planeja ir! — Liz fungou o nariz. — Eu não vou suportar isso... E ainda por cima a Johanna me odeia!

– Não diga isso Liz, ela não nos conhece! — Caroline viu o pai tentar abraçar a mãe. — Acha mesmo se elas nos odiasse ela teria trago a filha? Por favor, Liz...

– Mãe, pai podemos conversar?! — ela entrou na cozinha fazendo ambos se calar.

Liz se recompôs e deu o seu melhor sorriso, William a olhou preocupado, será que pelos pedidos da menina elas resolveram ir embora mais cedo que uma semana. Foram para a sala, lá Caroline ficou olhando para o quadro que ela mesma tinha desenhado no dia do aniversário de casamento dos pais, ela nem estava acreditando que o quadro chegou nas mãos deles. Ela virou e encarou o olhar curioso dos pais.

– Eu não estou com o Enzo. — soltou de uma vez. — Ele fugiu com uma modelo italiana assim que a Jo nasceu.

Caroline poderia sorrir e da cara espantada dos pais, sua mãe não tinha palavras para expressar o que estava sentindo naquele momento. Nunca tinha aprovado aquele união entre sua filha e o vigarista britânico, mas foi por esse motivo que perdeu a filha por longos sete anos. Não cometeria o mesmo erro duas vezes.

– Mas que filho da... — Will se irritou. — Ele te largou sozinha para criar a Jo?!

Will estava incrédulo com aquele situação lamentável, e depois se culpou por ter sido tão pouco maleável com o noivado da sua filha, era a felicidade dela, e ele deveria ter ao menos apoiado.

– Sim largou, eu e a Jo estamos muito melhor sem ele. — sorriu lembrando do dia em que Jo nasceu.

– Caroline... — a mãe tentou pedir desculpas.

– Está tudo bem mãe, você sempre esteve certa sobre ele, não precisa dizer que me avisou... — Caroline sorriu. — Aliás desculpe por ter sido minha agente que tenha atendido sua ligação. É que depois que meu trabalho ficou conhecido, ela sugeriu que eu não desse meu telefone para contato.

Era verdade, quando as pessoas o tinham, ela não tinha paz, toda vez que saia com a Jo alguém ligava, e quando estava pintando, não tinha mais sossego, Katherine foi muito inteligente fazendo esse trabalho.

– Está tudo bem, meu anjo. O importante é que você veio, seu avô vai ficar tão feliz em saber que você voltou... E que tem a Jo! — Liz sorriu.

– Sobre a Jo... Ela está tentando acostumar com essa nova coisa de família, afinal sempre foi só eu e ela, espero que vocês a entendam... — foi a vez de Caroline sorrir.

Os dois voltaram a abraçar a filha que a tanto tempo não viam. Ali no aconchego do abraço dos pais Caroline sentiu que poderia começar de novo...

Notas finais
hey, jovens sangues bons, se gostaram comentem, favoritem, acompanhe, dance e cante.kkkk inte a próxima