Notas iniciais
Aqui, marcará o início da tragédia pessoal de Silver, isso irá refletir ao decorrer da história...

Esperei todos irem tomar banho e deitarem antes de mim; eu não sabia o porquê, mas gostava de ficar sozinho.

Apanhei uma toalha, e abri a água do chuveiro, passei sabão, escovei os meus dentes, passei um hidratante no meu cabelo e assim que estava ensaboado me enxaguei e desliguei o chuveiro.

Quando me sequei, fui até a cozinha para tomar um pouco de leite, talvez isso me ajude a descansar.

Minha visão estava ficando um pouco turva, sentia tontura e vontade de gorfar; certamente, estava cansado e o que eu mais queria, era dormir bastante naquela cama.

Subi as escadas e me aprontei para pegar no sono, quando deitei, a janela me mostrava a luz do luar e suas estrelas, aquilo me fascinava e me deixava calmo, sempre me perguntava se alguém sentia o mesmo que mim, e se existisse, queria pelo menos me tornar amigo dessa pessoa.

Comecei a fechar os olhos, por causa da tonteira e adormeci.

—Tock-

(Um som)

Hahahahahahaha!

(uma risada)

Acordei e quando olhei em volta, avistava as coisas completamentes vermelhas, enquanto minha visão se distorcia.

Eu ouvia um barulho de tremor constante e aquilo me pertubava, olhei para o lado, no relógio, e ví o tempo marcado em 6:66; me assustei e tentei dormir de novo.

Foi quando... escutei uma voz chamando o meu nome:

— Silllllllveerrr, Silllllllveerrr. É falta de educação não responder quando te chamam.... Hahahaha — disse.

A voz era rouca e assustadora, mas quando o olhei, fiquei sem voz para poder falar alguma coisa plausível.

— Surpreso? Hahahahaha, não deveria estar.... — disse.

Era alto, magro, possuía cachos brancos, olhos vermelhos, usava um moletom preto e possuía uma cicatriz no rosto que dividia a sua boca.

— Prazer, sou Revils — ele riu.

—Você, so..u... eu?

—Perguntei àquela versão grotesca minha.

— Como adivinhou? uhm?teve a ajuda de algum psicólogo?Hahahahahaha -Ironizava e zombava de mim.

—Que diabos... eu te destruí, você não deveria estar aqui!- o respondi.

— Não estou aqui para brigar, vim só para te avisar que caso precise de companhia, eu posso fazê-la. E tem mais, nunca fui destruído,suas angústias, seus traumas, sua furia, me alimentam — respondeu com a cabeça virada, me observando.

— Caí fora! não preciso da sua companhia, peguê-a enfie no seu....

Ele pulou em cima de mim e quando levantou a faca para me

matar....

—-------------X--------------

— Eu....acordei? — me perguntava.

Eu estava soando frio, e ainda, não conseguia respirar direito.

— Mas que merdah foi aquela? — me perguntava assustado, levantei da minha cama, com as mãos tremendo e fui ao banheiro para tomar banho, não podia pensar muito naquilo, pois papai iria me levar até à escola.

~Na cozinha~

— Querido, precisamos conversar sobre o Silver... — Mãe disse.

— O que houve? — Pai, perguntou.

Sabe, ele não tem sido o mesmo desde que chegou a esse lugar... — Mostrava-se preocupada e olhava fixamente para o chão.

— Não esquenta, vou conversar com ele, quando levá-lo a escola. Não se preocupa, dê um tempo a ele, logo conseguirá se adaptar a esse lugar. — acalmando a esposa.

— Obrigada, querido! — mãe respondeu.

—------------X--------------

Desci as escadas para comer algo e...

— Não esquenta, vou conversar com ele, quando levá-lo a escola. Não se preocupa, dê um tempo a ele, logo conseguirá se adaptar a esse lugar — pai disse.

— Drogah! ele vai conversar comigo de novo, não quero falar sobre isso — pensava.

-Oi, bom dia!- falei, sorrindo como se estivesse bem.

— Bom dia! — responderam assustados

— Bem...vamos para a escola logo?não quero me atrasar.. — fui saindo de lá.

— Oh, ok. O Akyra já foi para lá mais cedo, vou te levar de carro. — papai ficou surpreso.

— Então bora logo! — respondi, e ele se levantou para me levar e se despedir da minha mãe.

—Tchau, amor!!! SE CUIDA! SE TIVER UMA BARATA AQUI, NÃO TENTE MATÁ-LA, VAI QUE VOCÊ TENTE INCENDIAR A CASA DE NOVO — papai falou e saiu correndo na minha frente.

— O que?! mas eu nunca incendiei alguma casa.... — mamãe falou com vergonha.

—------------X--------------

— Sabe filho? sua mãe me falou que você tem andado estranho últimamente, tem algo de errado? — papai tentava puxar assunto.

— Não pai, estou bem — respondi de forma seca, pois queria voltar a ouvir minhas músicas.

— Bom, depois que o psicólogo Marcos te ajudou, você não teve mais aquela crise de personalidade, não é? você tem se sentido bem? apagou aqueles traúmas? — ele perguntava.

—Mais ou menos — pensava.

E quando me dei conta, lembrei daquela versão grotesca minha.

Eu queria falar, mas tinha medo dele não me entender...

~Estacionando o carro~

— É, parece que chegamos, olha o Akyra alí — pai apontou para o meu irmão.

Olhei e ví ele conversando com outros alunos, ele sempre teve facilidade com amidades.

-Ok, pai, valeu pela carona!-

me despedi dele, pois só queria entrar na minha sala logo.

— Filho..toma cuidado, ok?

principalmente do seu irmão mais novo, sei que repetiu de ano em relação à depressão que você possuía, mas, tente seguir em frente — ele respondeu.

Olhava para ele falando, e logo, ele ligou o carro e foi embora do estacionamento dos professores.

— Hey! Silver! — Akyra acenava para mim, enquanto se aproximava.

—O que foi? — perguntei.

— Somos da mesma classe, vamos! te levo até lá! — Akyra me empurrava.

Comecei a observar tudo ao redor, a escola era incrível, na entrada possuía inúmeras árvores decorarativas que mostravam o nosso caminho; paredes de tijolos vermelhos expostos; janelas muito brancas como se tivessem pintado ontem; hávia

uma fonte no jardim, onde se encontravam diversos casais; e entre os arredores, estavam os populares, os nerds, os bagunceiros, os playboys e as líderes de torcida.

No salão, dentro, hávia uma longa escada à nossa frente e do lado dela, embaixo, uma porta na esquerda e outra na direita; além de um enorme lustre que iluminava todo o recinto.

As entradas levavam os alunos para lugares distintos. A da esquerda iria até as salas de aulas e aos banheiros; enquanto a da direita levava ao refeitório, quadra, biblioteca, enfermária, piscina, porão, a sala de produtos e a sala de documentos.

Meu irmão me ajudava a não me perder naquela escola e disse que havia inúmeros livros de ficção científica, estudo das estrelas e do universo, terror. Tudo o que eu mais queria!

Entramos na nossa sala de aula, sentei próximo à janela para observar o lado de fora, e Akyra, sentou-se do meu lado e logo baixou a cabeça, começando a descansar, pois não hávia ninguém na sala.

-------------X--------------

O primeiro sinal tocou, e como uma onda, a sala lotou-se rapidamente.

Estavam todos lá em seus grupos já organizados, no fundo

estavam os bagunceiros e os playboys; no canto direito da sala, as populares e as líderes de torcida; no lado da janela, próximo de mim e Akyra, estavam os nerds; logo no meio, estavam pessoas que pareciam ter a mesma personalidade que a minha...

— Que azar! por quê eles foram sentar logo alí? — me perguntava.

Quando olhei, ví uma colega bonita, ela lia um livro sobre as estrelas, e possuía cachos dourados e escuros, extremamente incríveis!

senti minhas púpilas se dilatando e..

— Ei! Silver, acorda! o professor já está aqui! — Akyra puxava meu moletom.

— Quando ele chegou? acho que durmi demais ao olhar para aquela garota.. — pensei.

— SEJAM BEM VINDOS! AO INFERNO ! HAHAHAHAHA! -gritava, enquanto apontava para o nada — sou o professor Teacher, e serei o filosófo de vocês! — disse.

—Teacher? sério isso? que diabos de nome é esse? — pensei.

— Pois bem, vamos à aula — Teacher respondeu.

—-------------X--------------

~O sinal estava tocando~

Saímos todos da sala e acompanhei Akyra até o lado de fora da sala.

— Silver, você tem que tentar prestar mais atenção na aula.. -ele falava com um tom de decepção.

— Você sabe que matemática não é o meu forte, cara — respondi, com os braços atrás do meu pescoço.

— Você deveria me pedir ajuda — disse Akyra.

Apenas concordei, balançando a cabeça, não queria continuar aquela conversa. E então saímos do corredor, logo me afastei do Akyra e fui para outro canto.

— Ei, tá indo para onde? — ele perguntou.

— Você me conhece..gosto de ficar um pouco sozinho..- falei, esbanjando preguiça.

— Qual é, vamos Silver, você tem que tentar conversar com alguém! — Akyra me puxava pelo braço.

— Pra que? eles não vão me deixar? não é sempre assim que acontece quando tento fazer amizades? — perguntei, olhando para o nada.

— Você..ainda não superou esse traúma, não é? — ele olhou para mim preocupado.

— Esquece, pode ir, vou ficar bem. Além do mais, preciso conhecer esse lado da escola — respondi, forçando um sorriso.

— Ok, mas se precisar de mim, me procura! — Akyra se despediu e foi até o grupo das líderes de torcida.

— Uhm, por onde eu começo? — pensei, e olhava totalmente perdido para o lugar.

Essa parte de trás da escola era outro nível; havia múltiplos bancos de praça naquele lugar; uma fonte pequena para pássaros; uma casinha para colmeias de abelhas; maçieiras e abacateiros; balanços e duas quadras. O lugar era cercado por uma parede enorme, do mesmo tamanho que a escola, acho que igual à um prédio de 10 andares.

Encontrei um banco perto de um jardim e sentei lá para relaxar um pouco, estava cansado das 3 primeiras aulas.

— Ufi, finalmente estavámos no intervalo, pois tivemos um show de apresentações hoje, Teacher (o filosófo), Mariana (a química) e Eduardo (o matemático), espancaram os nossos neurônios, até dizermos chega! — pensava.

Olhava aqueles grupos se divertindo, tocando violão ou conversando sobre coisas aleatórias, me sentia sozinho, mas preferia ignorar o sentimento, pois a culpa era minha, dos meus traúmas anti........

~Tun,tun~

Escutei o meu coração bater duas vezes com uma força impressionante e minha visão há via dado dois zoons, não sabia o que era aquilo, mas eu tinha sentido uma sensação de perigo.

Foi quando eu ví,

..........Akyra?

Notas finais
Uíííí, oléo o pau quebrando......preparem-se!