Dois Lados: Surgimento de Um Psicopata
1 Nova Vida
Notas iniciais
Sou Silver Woods, tenho cerca de 16 anos, sou o filho mais velho, possuo apenas 1 irmão e sou de classe média.
Passámos cerca de 10 anos na nossa antiga cidade, erámos bem conhecidos por sermos uma família gentil e humilde à todos que estavam alí presentes.
Teriamos que se mudar com minha família para DarkWoods, por questões de negócios lá, eu teria de recomeçar tudo de novo, e assim... todo o meu psicológico estava prestes a desmoronar...
A vida é engraçada, acontece tanta coisa rapidamente, que até nos atrapalhamos para aceitar essas mudanças.
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Estávamos no carro do papai, indo a uma casa antiga da nossa família, ninguém morava lá a cerca de 127 anos e decidimos aproveitar a ocasião de usá-la.
Mamãe, uma mulher humilde e alegre que gostava de fazer os outros felizes, e papai, um homem sério, mas que sabia dividir os humores; contavam sobre a mansão e até faziam histórinhas para tentar me assustar.
— A mansão do vôvô é mesmo assombrada? — perguntou, enquanto levantava a sombracelha.
— Aquela casa pode ser assombrada...... BUUH! Ha!Ha!Ha! — meu pai respondeu.
— BUUH! Hahaha! — minha mãe entrou na onda.
— Ué, o Akyra não acorda, tô preocupada com o sono desse garoto... — fazia bico.
Akira, meu irmão mais novo, uns 2 anos de diferença, possuía um cabelo longo e liso, estilo vaso, parecia um Todoroki dá vida; era o filho mais "tanto faz", mas também era o mais engraçado entre nós.
Esse, estava dormindo e roncando igual a um carro morto do meu lado, e diferente de mim, conseguia fazer muitos amigos.
— Olha só.... — meu pai interrompeu o meus pensamentos.
— Já consigo vê-la daqui — ele apontou para os pinheiros.
Era uma casa enorme, e isso à tornava possível de ser vista de longe.
~O carro estacionou~
— Chegamos! olha que casa maravilhosa! — Mamãe esticava os braços, alegre com o que olhava.
— Wtf? — pensei, que mansão "maravilhosa" era essa que tanto falavam lá na nossa outra casa?
As janelas estavam cobertas de poeira; os telhados eram obscuros e parecia que aquilo estava alí à uns 200 anos; e a porta fazia um barulho horrível ao abrir, chegava a ser assustador. Aquela casa, era realmente grotesca, não sei como pensei em querer vê-la.
— Éhhh....vamos entrar logo? está frio aqui fora... — Papai perguntou querendo mudar de assunto, deve ter pensado o mesmo que mim.
— Ok, mas acorde o Akyra para ele te ajudar a levar as bagagens — ela apontou para o morto no carro.
— Certo, certo... — Papai concordou.
— Ei, Akyra, acorda! já chegamos — estava empurrando-o.
— Hein?Hãn? — Akyra parecia não entender nada.
— Certo! vamos, vocês vão me ajudar a colocar essas coisas lá dentro, então, não enrolem! -colocava a mão na cintura e estava com uma das sombracelhas levantadas, fazendo um bico bobo.
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— FINALMENTE EM CASA! — Papai gritou bem alto.
— Não precisa gritar isso a cada hora que entramos aqui...- respondi, cruzando os braços e virando o meu rosto para o lado.
— Rum! cade o seu espírito esportivo, garoto! — ele fez um joinha.
—Espírito esportivo?-
perguntei, descruzando os braços e me aproximando dele — Acabamos, DE NOS MATAR! ENQUANTO EU E AKYRA CARREGÁVAMOS AS CAIXAS SOZINHOS, VOCÊ MARCHAVA NA NOSSA FRENTE NOS DANDO "FORÇA"- gritei, apontando o dedo na cara dele.
— E então, já cansou? MELHOR SE PREPARAR MANÉ,QUE HOJE EU TE QUEBRO, CARAAAA! HAHAHAHAHAHA! — ele estava zombando de mim e com os dois braços levantados pra esquerda.
— EU NÃO FALO ASSIM CARA! -
gritei, caindo no joguinho dele.
— Aham.... — ele colocou a mão no queixo como se fosse o "Pensador" e fez um bico.
— Ei, parem de brig... — Akyra parou de falar, assustado, pois o meu pai e eu o encaramos.
— NÃO SE META! QUE ESSA CONVERSA NÃO CHEGOU AO SEU BARCO! — gritamos com Akyra, e sem perceber, olhamos um para a cara do outro rindo; Akyra não estava entendendo mais nada...
~Interrompeu as risadas~
— Vocês estão prontos, crianças? — Mamãe falou atrás de nós com um sorriso no rosto.
— Hey...querida que roupa é essa? — Papai perguntou assustado com o que olhava.
Ela estava vestida 100% para ocasião, usava botas e luvas de borrachas; uma touca para o cabelo não atrapalhá-la; e um
baude com um rodo dentro dele.
— Não está na cara? Hihihihihihihi! vamos limpar esse lugar, querido — mãe respondeu com um sorriso sádico na cara.
— Essa não, cara...
— nós dois, respondemos,
menos Akyra, ele não estava ligando muito para aquela situação.
— ISSO, ESSA NÃO, HAHAHAHAHA! — mãe ria de cabeça levantada e com as mãos abertas.
Eu, Akyra e o papai, olhavámos assustados com aquela versão psicopata da minha mãe, nunca arregalei tanto os meus olhos...
— Tá, parei, vamos decidir como limparemos essa casa, ok? — perguntou ela.
— Ok — responderam os três infelizes com o que teriam que fazer.
—------------X--------------
— Bom, vamos recapitular tudo,
o combinado de limpar a casa ficou:
— Silver e Akyra, limparão os quartos do segundo andar e o banheiro de lá;
—Enquanto eu e seu pai, cuidaremos da sala de estar,
da cozinha e das escadas;
— Temos só 6 horas até o anoitecer, por isso, Akyra e Silver, trabalhem juntos para terminar o mais rápido que puderem, logo que terminarem, desçam as escadas e venham jantar — disse mamãe.
—Ok, mãe! — respondi "entusiasmado".
Akyra olhou para mim,
—Certo, vamos começar?- perguntou.
—------------X--------------
E assim logo iniciámos, limpavámos rapidamente os quartos e organizavámos as camas, abajures, lençois e estantes.
Comecei, esfregando as janelas e logo passei a limpar os armários; Akyra, jogava água no chão e esfregava com a vassoura.
Depois que o chão secou, ele cuidou de arrumar a cama e organizar as fronhas.
Enquanto ele fazia isso, eu passava para o outro quarto e ía fazendo o mesmo, assim, quando ele chegava, eu não teria que pisar no chão molhado.
Terminamos os quartos em apenas 3 horas, mas ainda restava o banheiro..
— Para a nossa alegria! — Akyra tinha uma feição de "ânimo" impagável.
Ao chegarmos, o local estava infestado de téias de aranha, e logo eu e Akyra, que temos aracnofobia, deveriamos limpar aquele banheiro. Sem opções, jogamos água em todo o banheiro e matávamos as aranhas com as vassouras e produtos anti-insetos.
Tiramos as teias, tremendo muito, mas logo pudemos limpar o chão, a pia e o vaso, não foi fácil, aquele banheiro parecia uma caverna. As janelas possuíam ferrugens; o vaso estava um pouco quebrado; a pia era uma recepção de carcaças de insetos; e o espelho tinha manchas de tinta permanentes.
Akyra, estava soando muito e mostrava um rosto totalmente cansado.
— Cara, eu tô morto, vou passar esse pano no meu rosto.... — disse Akyra.
— NÃO PASSA ISSO NO SEU ROSTO, TEM ÁGUA SANIT....
— Hãn? — Akyra passara o pano no rosto.
Esse soltou um berro, que deve ter sido escutado a 19 km.
— OS MEUS OLHOS!!! — Akyra gritava como uma mulher em um filme de terror.
Depois daquele incidente, conseguimos terminar de limpar o banheiro, organizamos as escovas, colocamos as pastas de dentes, o sabão, a bucha; e terminamos de guardar as roupas nos armários de cada um.
Estavamos mortos, acho que não tinhamos pegado muito pesado em questão de limpeza.
Descemos as escadas e logo fomos à cozinha, onde estava o meu pai e a mãe, sentados na mesa. Lá havia, uma panela de arroz e feijão, um conjunto de macarrão e carne moída; suco de uva e salada de maionese.
Minha mãe nos viu e se surpreendeu, quando viu que o olho de Akyra estava vermelho:
— O que diabos aconteceu com você, Akyra? — mãe perguntava.
— O Silver não me avisou que tinha passado produtos químicos em um pano, e eu acabei passando-o no meu rosto... — respondeu Akyra.
— Que burro, hahaha..ha..... — disse papai, mas parou de rir quando mamãe o encarou.
— Que filho da puta! — Exclamei ao ver a mentira que Akyra havia contado.
—Que boca é essa Silver, enlouqueceu!? — Mamãe mostrava-se irritada comigo.
— Desculpe, mãe.- falei me sentindo um babaca por causa daquilo.
~A mesa ficou em silêncio durante um tempo ~
— Hey, como foi? ele berrou igual uma menininha? Hihihihuhuehue — papai falou tentando puxar assunto.
— Eu não gritei... — Akyra estava sentindo-se envergonhado.
— Realmente, você não gritou...
você berrou! hahahahaha! — interrompi Akyra para zoar um pouco.
— Uhum — mudando de assunto -sabia que o papai caiu da escada, enquanto tentava limpar a estante? — minha mãe estava com um sorriso sádico.
— Não foi bem assim não... — Papai respondeu envergonhado.
— Tal pai, tal filho... hahahaha! -Mamãe estava rindo do rosto envergonhado dele.
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É Aquela foi uma longa noite,
conversamos muito, rimos, contamos histórias de terror e até esquecemos de comer, pois fizemos guerrinha de comida.
Ví meus pais, cantando e dançando na sala de jantar, enquanto eu e Akyra estavámos lavando os pratos e dando risadas.
Claro que, quando terminamos, nós dois que não sabiamos dançar, entramos no meio só para zoar um pouco com o clima deles dois.
Logo que paramos com as nossas brincadeiras, todos começaram a se despedir, um por um daquela noite, acho que no fim... esqueço que tenho a minha família ao meu lado.
Eu não deveria me sentir sozinho.....
NÃO....
deveria....
MESMO.....
—Hahahahaha!
Notas finais
e tem o que repercutir não é mesmo?
que voz era aquela..e por quê, Silver se sente tão só?
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