Doctor Who: O Gatilho do Tempo

1 Um estranho acontecimento


Mais um dia na história do Doctor, ele está em sua Tardis relembrando várias de suas aventuras e com isso contando quantas vezes ele já salvou algum planeta.

— Oh, eu já salvei cada planeta do universo aproximadamente vinte e seis vezes, é muita coisa para uma só pessoa, eu deveria me aposentar! Quem sabe virar curador de um museu?

Então, eis que algo de estranho acontece, ocorre uma turbulência na Tardis, o Doctor, desesperado, começa a correr em volta do controle central puxando alavancas, apertando botões, girando manivelas, ligando e desligando chaves, acionando válvulas, mas tudo em vão, logo em seguida as luzes se desligam e o Doctor vê a Tardis se desmaterializando ao seu redor, deixando-o desprotegido no que ele acredita ser o Vórtex temporal, mas logo ele percebe estar em um local diferente do habitual.

Enquanto isso, no reino de Guardia em 1000 DC, Crono está prestes a demonstrar ao público e a sua mais nova amiga Marle que a invenção da Lucca, o teletransporte, realmente funciona, ele então se posiciona no terminal a sua esquerda e espera que o pai de Lucca, Taban, acione o mecanismo que o faz desaparecer diante de todos e logo em seguida reaparecer no outro terminal, impressionando a quem está presente. Marle fica entusiasmada com a demonstração e deseja testar também o maravilhoso equipamento.

— Você tem certeza disso, jovem?— Perguntou Lucca.

— Sim, tenho absoluta certeza!— Respondeu a confiante Marle.

— Senhoras e senhores, vejam essa corajosa jovem lhes fazer mais uma demonstração do teletransporte!— Anuncia Lucca ao público.

Marle, por sua vez, se posiciona no terminal e espera Taban acionar o mecanismo, mas enquanto o mesmo está sendo ativado, o pingente dela começa a brilhar de uma forma estranha. Antes que possa esboçar alguma reação, a máquina começa a emitir grandes arcos de eletricidade entre seus terminais e um grande buraco psicodélico surge no ar, para onde a agora desmaterializada Marle vai parar, então ela desaparece para dentro dele e de lá vem um sujeito estranho a todos.

— O que aconteceu aqui? O que você fez? Onde está Marle? Quem é você?— Pergunta Crono assustado com tudo aquilo.

— Marle? Quem é Marle? Eu não fiz nada com ninguém!— Responde o sujeito

— Ora, seu... Eu não acredito em você! Diga logo o que fizeste com a Marle!

— Acredite em mim, eu sou o Doctor!

— Doctor Quem?— Pergunta Lucca desconfiada.

— Doctor, apenas Doctor, e eu não fiz nada a ninguém. — O Doctor tira do bolso sua chave de fenda sônica e com ela analisa o espaço onde antes tinha o buraco por onde ele veio.— Oh, o que temos aqui! Parece algum tipo de portal, minha Tardis deve ter se chocado com o caminho dele.

— Sua o quê?

— Tardis, minha nave de onde eu viajo pelo tempo e espaço, você a viram? Uma grande caixa azul que tem "Police call the Box" escrito.

— Não, não vimos nada do tipo por aqui, mas o que é esse portal? Para onde foi Marle?

— Portal é tipo uma porta meio wibly wobly que interliga tempos diferentes.

— Então quer dizer que a Marle está em um tempo diferente? Oh, céus! Então temos que ir atrás dela.

— Não, não, não, essas coisas podem ser muito perigosas!

Enquanto Doctor e Lucca estavam falando, Crono havia pegue o pingente que havia sido deixado para trás e pedido para Taban acionar novamente o teletransporte. Quando eles percebem, já é tarde, o arco elétrico já havia aberto novamente o portal e Crono já estava entrando nele, com o intuito de salvar Marle.

— O que você está fazendo? Não ouviu que isso pode ser perigoso?— Grita Doctor ao destemido jovem.

— Mas é o único jeito de salvá-la!

O portal se fecha. O Doctor volta e novamente analisa com sua chave de fenda sônica e tem uma ideia!

— Se eu poder rastrear a energia que esse portal deixou como rastro talvez poderemos criar uma espécie de chave para abrirmos o portal novamente e trafegar com segurança através dele! Mas afinal, como era essa jovem, a tal Marle?

— Hum... Ela não me é estranha. — Lucca põe a mão no queixo e se põe em posição pensativa para fazer a descrição.— Ela é uma moça mais ou menos da minha altura, cabelos loiros e lisos, olhos verdes e um nariz afilado...

— Como aquela imagem ali?— Interrompe o Doctor apontando para um cartaz em uma das tendas próximas.

— Sim! Como aquela imagem, mas como foi ter uma imagem dela ali?

Eles então se aproximam da tenda e perguntam à atendente de quem é aquela imagem.

— Essa é a rainha Leena, que reinou Guardia durante a guerra contra os místicos há 400 anos, essa praça foi nomeada em homenagem a ela, dizem as histórias que ela foi raptada pelos místicos e depois encontrada em uma igr. — Há uma interrupção, ao redor a luz se distorce, como se estivesse passando por uma onda de calor, então ela continua.— ...encontrada nas montanhas, onde hoje é aqui.

Doctor e Lucca se entreolham, então ela percebe que Marle na verdade é a princesa Nádia, atual sucessora ao trono, enquanto ele percebe a distorção temporal causada por algum paradoxo. Eles então correm de volta para a máquina de teletransporte e com sua chave de fenda, o Doctor desmonta algumas peças e as recompõem em uma espécie de pequeno bastão com uma gema do reator incrustado na ponta.

— Doctor, algo está errado, o Crono e a Marle podem estar correndo muito perigo!

— Assim como todos nós, esse portal deve ter criado uma espécie de paradoxo! Precisamos ir!

— Mas como?

— Com isso! — Responde o Doctor.

Ele então ergue o bastão e o portal se abre novamente, então Lucca segura na mão do Doctor e ambos correm em direção ao portal e pulam nele gritando:

— Gerônimo!!!