O Doctor e a Lucca estão passando pelo portal, é como se fosse um túnel iluminado cheio de cores alternantes entre claro e escuro onde se cai para frente ziguezagueando até que se encontra um fim.

— Onde estamos agora, Doctor?

— A questão não é onde, é quando.

— Mas aqui não se parece mais com a Praça de Leena.

— Ora, paisagens mudam e muito com o tempo, agora vamos sair daqui e procurar pelo Crono e pela Marle.

Ambos descem o desfiladeiro e vão para uma taverna ali perto, onde encontram um sujeito chamado Tomas que ao custo de uma bebida, lhes conta que a rainha Leena tinha sido raptada, mas que já está tudo bem, uma vez que a encontraram no morro perto dali.

— O desfiladeiro ao norte daqui? — Pergunta o Doctor enquanto ele aponta para o norte.

— Sim, aquele mesmo.

— É de onde Viemos, Doctor! — Diz Lucca — Deve ser a Marle! Onde estará ela agora?

— Ora, minha jovem criança, onde as rainhas ficam? No castelo daqui! Deve ser o mesmo de seu tempo.

— Mas e Crono?

— Se ele tiver seguido as mesmas pistas que a gente, deve estar lá também, vamos!

Eles se encaminham para a Floresta de Guardia, por onde se deve atravessar para chegar ao castelo, mas Lucca se confunde no caminho e acaba por leva-los a uma catedral que ela nunca ouvira falar antes, eles decidem entrar lá. Quando chegam, encontram algumas freiras em oração e uma madre próxima ao órgão, ao chegar perto delas, o Doctor percebe algo de estranho e acha melhor sair de lá e voltar a procurar o castelo. Ao chegar lá, eles são abordados por um guarda.

— Alto lá! Quem vem?

— O Doctor e a Lucca.

— Doctor quem?

— Isso mesmo! Viemos trazer uma mensagem importante para a princesa... — Lucca o interrompe.

— Rainha, rainha Leena!

— No momento ela deve estar ocupada, um amigo de cabelos estranhos veio visitá-la, mas podem entrar. — Responde o guarda.

— Deve ser o Crono. — diz Lucca ao Doctor.

Ao entrar, perguntam a um guarda onde fica os aposentos da rainha e antes de chegar lá, encontram Crono.

— Crono! Você a encontrou? Cadê ela? — Lucca pergunta afoita.

— Ela sumiu! — Responde Crono assustado.

— Mas como assim ela sumiu? — Responde Lucca mais assustada ainda.

— Uma hora ela estava lá na minha frente e pouco depois ela simplesmente desapareceu ante meus olhos!

— Oh, eu entendo... Sim! Não... Será? Claro que sim — Fala o Doctor, revolto em ideias — Ela deve estar presa em um paradoxo!

— Mas como assim?! — Respondem Crono e Lucca, confusos.

— Simples, já que Marle faz parte da família real e... — Crono logo o interrompe.

— Como assim a Marle faz parte da família real?

— Descobrimos logo assim que você saiu em busca dela que na verdade ela é a princesa Nadia em nosso tempo. — Responde Lucca.

— Sim, já íamos lhe contar isso, mas deixe-me continuar. E já que nesse tempo a rainha foi raptada e depois resgatada, logo ela teve descendentes e dentre eles, a nossa Marle, Nadia, como for. Já que a encontraram e pensaram que ela era Leena, logo se acabaram as buscas por ela e ela deve ter perecido em seu cativeiro. Sem Leena, sem descendentes, sem Marle!

— Mas e o que acontece com ela? — Perguntou a sempre curiosa Lucca

— Não sei! Eu nunca conheci alguém que tenha ficado preso em um paradoxo antes, talvez ela não saiba de nada ou então, ela tenha ficado presa em algum lugar entre os tempos...

— Então, o que estamos esperando, vamos salvar a rainha! — Diz o agora energético Crono.

— Sim, vamos procurar por pistas! Olhe, ali deve ser o Chanceler, talvez ele nos conte algo sobre o rapto da rainha Leena! — Diz o Doctor.

Vendo que o nosso grupo de heróis está se aproximando, o chanceler se retira para a torre oeste, então eles o perseguem, quando o alcançam, ele diz para não o perturbarem, nesse momento o Doctor percebe algo estranho nele, algo que ele já havia percebido antes, mas não sabe exatamente onde. Continuando a procurar por pistas, eles encontram algumas camareiras que estão a falar algo sobre a Rainha não estar usando seu querido Broche de coral, objeto que ela guarda com a própria vida.

— O que há de errado com o Chanceler? — Pergunta Crono a uma delas.

— Errado com ele? Nada, ele é uma ótima pessoa! De uns tempos pra cá ele começou a frequentar bastante a Catedral de Manolia.— Responde a moça.

— A Catedral de Manolia? Mas aquele lugar é meio esquisito. — Replica a outra.

— Eureca! — Exclama o Doctor — Agora eu lembrei porque eu tinha achado algo de estranho no Chanceler, ele de alguma forma lembra as freiras que vimos naquela Catedral na floresta!

— Então vamos, ela deve estar por lá! — Diz Crono enquanto se direciona rapidamente para a saída.

Lucca e o Doctor o seguem em direção ao local que eles haviam encontrado anteriormente e pelo jeito Crono também, afinal ele ia à frente com muita determinação. Ao chegar na catedral, Eles se encaminham à Madre, porém algo chama a atenção de Lucca em frente ao altar, um pequeno broche de coral com o símbolo real de Guardia gravado.

— Deve ser o broche perdido da Rainha, sobre o qual aquelas camareiras falavam. — Disse o Doctor.

— Mas se o broche da Rainha está aqui então onde está a... — Ia dizendo Crono.

Ele então foi interrompido ao ver diante de seus olhos, as antes pacatas freiras parecerem furiosas e com uma macabra chama azul, seus hábitos serem queimados e revelando a verdadeira natureza delas: Nagas! Seres míticos meio mulher, meio serpente, as quais poderiam encantar até mesmo a mais feminina das mulheres fazendo a todos hesitarem em seus movimentos. Tão logo elas se revelam, o ataque acontece, Crono se defende com sua Katana enquanto Lucca usa sua Arma de pressão contra esses seres, o Doctor por sua vez se detém a apenas desviar com maestria dos golpes delas e contra-atacar usando golpes de caratê, rapidamente eles as derrota.

— Essas freiras nos atacaram, a Rainha deve estar aqui em algum lugar, a julgar pelo broche que ela deixou cair aqui. — Comenta Lucca.

Nesse momento, mais uma Naga surge por detrás do Doctor, pronta para lhe atacar, quando um vulto a corta ao meio, com um único golpe de espada.

— Baixe sua guarda e deixe o inimigo entrar. — Diz o vulto.

Eles olham para ele e encontram um sapo antropomórfico, de botas e luvas azuis e uma capa verde esvoaçante, empunhando uma espada digna de um guarda real.

— Vocês vieram salvar a Rainha? — Pergunta a criatura.

— Mas, mas... Você é um sapo! — Retruca Lucca, com um semblante de quem vê algo asqueroso.

— O que é isso, minha cara Lucca? — Disse o Doctor percebendo a repulsa que seu salvador causara nela — Não acabamos de aprender que as aparências enganam?

— Sim, mas, mas... Tudo bem, eu só não quero ter que pegar, digo lidar com ele. — Respondeu envergonhada a Lucca. — Você quer se juntar a nós nessa busca, Sr. Sapo?

— Frogg, podes me chamar de Frogg. — Diz ele enquanto alegremente exibe seus músculos. — Vamos, nesta sala deve haver algum tipo de passagem secreta, vamos procurar em cada canto!

Crono, Lucca, Frogg e o Doctor começam a procurar por frestas na parede, botões escondidos, alavancas, qualquer coisa que se assemelhe a uma passagem. O Doctor então encontra um ponto oco na parede, e usa sua chave de fenda sônica para rastrear um mecanismo a partir deste ponto até o órgão da catedral, então ele se senta e toca as seguintes notas:

E então uma pesada parede se desloca para trás e se abre para os lados, revelando uma porta Secreta.