Doces Palavras
9 Capítulo 9 ஃ "Duas verdades universais... Três"
Notas iniciais
Capítulo — 9 Duas verdades universais… Três
Certo, estava errado. Contraditório, porém real.
Dionísio podia até imaginar um universo alternativo onde Nicolai Werner era sim o amor de sua vida, mas quando a realidade o atingia, a tendência era se lamentar por ser tão estúpido a ponto de criar várias cenas e casos com o escritor. Que patético! Mas era muito o seu Teenage dream, e ele nem estava falando sobre Katy Perry.
O fato é que duas verdades universais se apresentaram diante de seus olhos naquela manhã. A primeira e tão conhecida por aqueles que o rodeavam, era que ele não deixaria tão facilmente de sonhar acordado e de se iludir. Uma lástima, mas um fato incontestável. A segunda era melhor, muito mais atraente por sinal; Werner ficava ainda mais gato naquelas roupas despojadas. Santa calça jeans!
— Me deseje sorte. — Sibilou para o amigo emburrado no balcão. Ele não precisava usar telepatia para saber exatamente o que Leonel estava pensando a seu respeito. No momento, não eram as melhores coisas e não envolvia amizade, afinal, suas orelhas estavam queimando e era justamente por esse motivo. Que mau juízo ele fazia de sua pobre alma…
Com a caderneta em mãos, afinal, ele fez questão de ir atender os clientes recém-chegados, caminhou até a mesa com uma calma que não sentia no momento. Calma era um sentimento que não combinava muito com seu espírito animal e tão inquieto. Já havia aceitado que não poderia ser diferente, mas poderia ao menos ser comedido. Tentar.
E tudo o que desejava era não passar vergonha ou dizer bobagens frente aos conhecidos. Suicídio social era algo que ele tinha mestrado e queria muito mudar isso.
“Aja normalmente, Dionísio, você consegue. Não deve ser assim tão difícil. Todo mundo consegue.” Se pensasse naquela frase como um mantra, talvez surtisse algum efeito.
— Adorei as calças.
Ah…
A primeira coisa que saiu dos lábios não foi das melhores, mas estava somente elogiando e sendo sincero, antes mesmo de cumprimentar qualquer um naquela mesa. Céus, que raios estava fazendo? O desconforto foi visível no semblante quando desviou os olhos e deu o maior sorriso amarelo que conseguia.
— Não que eu estivesse reparando, eu só gostei da cor. — Era melhor deixar bem claras as suas intenções. — Não tem nada a ver com o fato de eu ter achado muito sexy esse tipo de roupa em você, não tem mesmo… A sua bunda… — Quê? — Ela só… As calças! Ficam muito bem em você. — Que ótima maneira de desejar bom dia.
Nicolai o teria cumprimentado de maneira formal, mas Dionísio foi mais rápido e soltou logo uma frase peculiar sobre a maneira que escolheu se vestir naquele dia e sobre algo que ele preferia não dar muita importância. Por um momento, ele pensou em algo para dizer, mas acabou sorrindo de maneira gentil ante o desconforto e o rubor no rosto do mais novo. Tão expansivo!
— Você também. Fica muito bem com o uniforme.
É claro que Werner era somente um homem educado que não queria ver seu fã passando mais vergonha do que os limites permitiam, Dionísio sabia disso. Porque além de charmoso, culto e com uma beleza que o deixava parcialmente sem fôlego, o bonitão ainda era de uma aristocracia invejável. Certamente se aquele fosse um romance de época, Nicolai seria um daqueles misteriosos nobres que faziam as mocinhas suspirarem a cada olhar. E mesmo sabendo sobre esse detalhe – maravilhoso, diga-se de passagem –, ele não conseguiu não ser ele mesmo.
Que som era aquele? Seriam os sinos da igreja anunciando o mais recente casal? Porque depois daquela declaração, eles só podiam mesmo é ir para o altar!
— Bom dia, Dionísio!
Os olhos azuis desviaram-se dos castanhos do escritor e encontraram o rosto de Túlio e um sorriso mais que sugestivo nos lábios carnudos. Aquilo era constrangedor, porque era óbvio que estava ali flertando com o cliente em vez de atender os outros. Bem, ele deixaria para sentir vergonha depois. No momento faria a egípcia e estava tudo bem.
— Bom dia, pessoal! — Acabou sorrindo também, fazendo as covinhas marcarem as bochechas. — E então? O que vão querer?
— Tudo parece tão gostoso. — Túlio avaliou o cardápio, fazendo uma expressão indecisa. Gostava de doces, mas queria provar de tudo. E precisava de açúcar, pois seu humor não era dos melhores ao ter sido interrompido de uma divertida manhã com o namorado.
— Eu só vou querer um expresso. Não sou muito fã de café. — Lillian era sempre rápida e decidida quando o assunto era pedir o que comer ou beber. Havia aceitado sair porque era um tédio ir a uma cidade e nem sequer retirar a bunda do sofá para ir conhecê-la, mas não era nem de longe a mais animada do grupo. Talvez porque tivesse discutido com um certo ex-namorado...
— Se vocês me deixarem escolher, garanto que não serei alvo de arrependimentos. — Afinal, se havia uma coisa da qual entendia, essa coisa chamava-se café. O líquido dos deuses, claro.
— Bom, eu vim experimentar o seu famoso café. A propaganda foi tão boa que fiquei curioso.
Ao fim da fala, Werner sorriu. E esse sorriso fez as pernas de Dionísio fraquejarem e virarem gelatina. Claro, não era nada demais. Era somente seu amor platônico o elogiando, sorrindo e querendo se afogar em seu café. Só isso. Mas Dionísio tinha umas ideias muito melhores do que podiam fazer e todas elas terminavam em casamento.
— Você pode experimentar muito mais do que o café… — Murmurou ao morder o lábio. Ele usaria um terno branco com detalhes azul bebê e aqueles sapatos incríveis e lustrados que—
— Dio?
A voz de Nicolai o trouxe de volta a realidade. Droga! Não estava com trajes de casamento. Não gostou. Preferia divagar sobre o escritor o carregando no colo e na chuva de arroz que jogariam nos recém-casados.
Ele já havia deixado claro o quanto gostava daquela voz maravilhosa o chamando pelo apelido? Porque ele realmente gostava.
— Já aviso que meu café causa dependência. — Um riso cheio de pretensão surgiu junto ao leve arquear de sobrancelha e notou que Werner sutilmente o desafiou com o olhar. Não o deixaria duvidar por muito tempo, mas ainda havia alguém. — Tenho uma coisa especial pro Raffa. — Piscou para o garotinho e não deixou de pensar no quanto o pai dele era um mau caminho por completo. — Com licença. — Deu as costas aos clientes e respirou fundo. Oh, céus! Que nervoso!
— Só falta o café ir com uma cobertura de chantilly e um toque especial de baba.
O comentário de Leonel o fez rodar os olhos, mesmo que soubesse que aquilo era realmente o que faltava acontecer.
— Talvez eu deva usar algum ingrediente especial. — Deu de ombros. — Mas meu café já é altamente apaixonante. Assim como eu, é claro.
Era engraçado como a autoestima de Dionísio funcionava. Ela pendia do mastro de uma imponente bandeira até o fundo do poço em questão de minutos. Ao menos o amigo estava mais leve e até mesmo controlado. Gostava de vê-lo assim. Só não gostava era de vê-lo quebrar a cara toda vez que idealizava qualquer sentimento romântico com quem não lhe dava a mínima. Que ele continuasse com aquele humor por mais de duas horas, amém.
— Vai fazer um coração pra enfeitar? — Implicou enquanto o ajudava. Ele ia comentar sobre o tal Werner não ser tudo aquilo o que o amigo pintava, mas pensou que se fizesse isso, Dionísio surtaria e seria dramático o suficiente para protagonizar uma cena estilo novela mexicana ali mesmo. E sendo sincero, a mulher ao lado do garotinho, essa sim era bonita!
— Eu até poderia, mas ficaria muito na cara, sabe. E eu sou tão discreto. — Dio ironizou a própria falta de discrição. Nicolai jamais poderia sonhar que era seu príncipe montado em um belo cavalo-branco.
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Akane envolveu os braços no pescoço de Yuri quando foi puxada pela cintura e beijada como se estivessem em um final feliz e bobo de algum filme. Não que ela se importasse, era ótimo começar a manhã assim e o que fez foi retribuir. Dava aquele incentivo a mais para mergulhar nos livros e cadernos.
No entanto, a cena fez com que o cenho de certo alguém se franzisse em desagrado. Aqueles dois adoravam ser o centro das atenções. No momento, o casal do século não se importava de estarem se agarrando justamente na entrada do colégio, atrapalhando os alunos que tinham que desviar para não trombar nos pombinhos.
— Típico. — Anthony comentou ao passar por eles e estalar a língua.
Yuri deixou de fazer o que mais o animava antes de entrar para a sala de aula e mirou os olhos azuis nos verdes do garoto ruivo. O que era aquilo? Ele era algum tipo de inspetor de beijo ou algo assim? As regras eram claras, e não que ele se importasse, mas estava beijando a garota com quem saía fora do colégio e não dentro.
— Quer participar, é isso? — Perguntou sem filtro, somente para implicar, é claro, mas o intrometido merecia. E talvez ele quisesse mesmo participar...
Uma das sobrancelhas arqueadas, as roupas chamativas, o topete ridículo e a pose de James Dean do século 21 eram uma mistura mais que estúpida. Anthony pensou nos vários mil e um motivos para dar as costas ao “anos 50 feelings”, mas também havia outros tantos para continuar e iniciar o que faziam tão bem: brigar. E por que não jogar as insinuações previsíveis e idiotas em cima de quem se achava também uma versão alternativa de Elvis Presley?
— Isso foi um convite, Topete Boy? — Ele bem que queria erguer uma sobrancelha como o colega de classe fazia, mas se contentou em soar sarcástico e em ser tão insinuante quanto Yuri havia sido. — Vai ver descobriu que tem o mesmo gosto pra companhias que o seu irmão.
— As definições de como ser um babaca foram atualizadas. — Yuri ironizou ao rolar os olhos. — Se eu gostasse de homens, o que não seria problema algum, você nem mesmo estaria na lista das opções de “companhia”. — Rebateu. Cara chato e mais insuportável!
Tinha uma veia que sempre saltava no pescoço do Cooper quando ele ficava irritado. Yuri sorriu quando ela ficou bem visível, mesmo que ele nem tivesse feito nada, afinal, seus punhos coçavam para acertar as contas com o rosto sardento do tipinho preconceituoso, mas continuava no mesmo lugar; calmo.
— Ah… Você queria uma resposta positiva? — Coçou a nuca, fingindo-se de moço tímido. — Você ia querer esse cara entre a gente? — Olhou para a japonesa que foi tão teatral quanto ele.
— Nem que me pagassem. — Akane olhou o ruivo com desdém, da mesma maneira que ele olhava para o irmão de Yuri. — De babaca já me basta você. — O sorriso cínico veio com um beijinho de despedida. — Se comportem, meninos. — Piscou para os dois antes de caminhar para dentro do colégio.
Ela era mesmo uma abusada. Essa foi a conclusão dos dois.
— Mesmo não suportando olhar pra essa sua cara feia, temos trabalho hoje depois da aula. — Tony fez questão de lembrar daquela infelicidade. E nem se dignaria a responder aquela estupidez sobre querer se enfiar no meio daqueles dois nojentos.
Mas pela expressão de Yuri, sua fala não seria levada a sério e as provocações continuariam.
— Isso tudo é saudades, Cooper? — Yuri novamente arqueou a sobrancelha. Anthony era meio óbvio ao ficar implicando e logo depois soltar aquele papinho de trabalho juntos. — Quer que eu recite Shakespeare pra você? — Continuou. — Aposto que esse é o seu sonho erótico, seu safado.
Antes que as intenções do ruivo se concluíssem com o punho dele perfeitamente encaixado em seu rosto, Yuri se abaixou e teria debochado da lerdeza do golpe se não tivesse ouvido um chiado de dor logo atrás de si.
— Senhor Carter…? — Anthony arregalou os olhos ao ver em quem seu soco havia acertado. Merda! Agora estava ferrado!
— O senhor 'tá bem? — Yuri perguntou ao segurar no ombro do professor. Que socão aquele! Bem, antes em qualquer outro rosto do que no seu.
— Pra direção! Os dois! — O professor esbravejou enquanto ainda segurava o nariz ferido. Havia uma aglomeração de alunos ao redor e isso o deixava ainda mais nervoso.
Os dois? Yuri ia contestar, mas não era como se não tivesse provocado aquele idiota. E bem, teria tempo para continuar o discurso na detenção.
Porcaria de infelicidade a de Tony ter acertado justo um dos responsáveis. Ah, mas ele ainda arrancaria o topete daquele garoto dos infernos. Mesmo que tivesse que ficar de suspensão.
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A expectativa era mais que reconhecível nos olhos azuis que acompanharam o movimento feito pela xícara até os lábios do escritor. Que inveja daquela xícara!
Todos tinham experimentado suas recomendações e aprovado, como todos os clientes da Doce Aroma costumavam fazer, mas ele queria ouvir Werner dizer o quanto havia amado seu café. Aquela era uma cena já muito pensada em vários de seus devaneios, mas estava prestes a acontecer e isso o deixava nervoso. E a estranha certeza de que Nicolai estava simplesmente enrolando para dar um veredito, fez com que os dedos se apertassem no avental. Que abusado!
Mas sim, aquele homem podia ser abusado e outras coisinhas mais com ele. Não reclamaria disso jamais.
— E então…? — Decidiu perguntar, entortando levemente a cabeça. — Aprovado?
Nicolai bebeu outro gole, como se estivesse degustando um vinho, saboreando as notas e tentando descobrir o sabor de todos os ingredientes. Havia algo que não conseguiu decifrar, algo que tornava o sabor tão distinto quanto gostoso.
— Você tem razão. — Todo aquele suspense, somente para dizer algo que já imaginava. — É o melhor café que eu já provei.
Ah não! Aquele homem queria acabar com suas estruturas, não era possível. Aquele era só mais um dia normal de trabalho, mas depois da clientela tão distinta, não conseguiria sequer dormir tamanho a euforia que estava sentindo.
— E ainda tem muito mais pra experimentar. — Soltou a pérola, cheio de satisfação, mas buscou se corrigir na próxima fala. — Muitos outros sabores, claro.
— Eu estou bem ansioso para provar esses outros sabores.
Não havia nenhum duplo sentido naquelas palavras, mas seria uma coisa de doido se Werner estivesse pensando em outras coisas além da bebida. Doce ilusão.
— É uma pena que em breve voltaremos para casa.
Ele estava sentindo pena em voltar para casa? Era isso mesmo, produção? Que Deus o ajudasse, pois Dionísio ia ter uma síncope naquele instante.
— Ah… É mesmo uma pena. — Lamentou-se. Como poderia viver sem aquele homem por perto? Bem, voltaria às revistas, aos vídeos de entrevistas e aos livros. — Sabe, se você quiser, nós podemos fazer um tour pela cidade. É uma despedida, claro, mas tenho certeza que te daria muita inspiração. — Na verdade, ele queria mesmo era dar outra coisa, mas se contentaria com o que pudesse ter do escritor. Dar para o escritor. Inspiração e uma despedida decente, é claro.
Como negar algo ao rapaz tão simpático e divertido que havia salvo a vida de seu filho? Não, não havia como e Werner sequer pestanejou para responder:
— Não vejo porque não. Estou mesmo precisando me inspirar. — Confessou, saindo momentaneamente da pose tão profissional que sempre carregava.
— O Dionísio deve ter muitos jeitinhos de inspirar o nosso Werner. — Lillian comentou, mas Dio não soube dizer se ela estava sendo maliciosa ou somente confiando em sua aura inspiradora. Provavelmente a segunda opção.
— Eu também quero! — Rafaello entendeu que o pai teria um encontro com Dionísio e queria participar, afinal, o moço da cafeteria era bem divertido.
Claro! A paixão platônica vinha com um filhote. Dio voltou ao balcão, pegou um dos muffins decorados e se aproximou do menino. Não havia sido muito legal com ele, apesar de ter impedido que um acidente horrível acontecesse.
— Sei que é o seu favorito. — Abaixou-se ao lado dele e entregou o doce. — Tem uns lugares bem legais que eu quero mostrar pra você.
Bem que o pai podia levar o garoto de avental para casa onde moravam, mas Rafaello comentaria sobre aquilo mais tarde. Ganhar doces e sair para passear parecia muito mais divertido do que as coisas que a babá fazia.
Leonel, do balcão, suspirou com a cena. Lá estava Dionísio compadecido do garotinho que não tinha mãe. Que cena mais fofa. Conquistando a criança para traçar o pai. Fofo!
— Então! — Dio se levantou muito rápido. Mais rápido do que deveria e acabou se atrapalhando com os pés.
Ele teve a certeza de que alguém havia gritado “Madeiraaaa!” como nos desenhos animados. Droga, levantou-se tão rápido que a pressão e a coroa tinham caído. Outra verdade universal, – eram três – é que ele não poderia terminar aquele encontro sem ser o rei da vergonha. Porém, seu anjo da guarda o impediu de estatelar o belo rosto no chão e o fez cair no paraíso… Bem, no colo de Nicolai, que no fim era a mesma coisa.
No. Colo. Do. Werner.
Se aquele não era o melhor dia de sua vida, ele não sabia qual era.
Todos pararam para observar a cena tão inusitada e olhares foram trocados entre ambos, mas Dionísio pouco se importou com qualquer piada ou risinho, ele somente estava no lugar mais confortável de todos os lugares confortáveis.
— Está gostando? — Nicolai perguntou em tom claro de deboche, afinal, o rapaz não fez menção de sair de cima.
— Muito! — Não havia resposta mais sincera que aquela. Um de seus braços estava sobre os ombros do escritor e sim, ele estava bem confortável ali. Dava para sentir aquele perfume maravilhoso e até a textura dos cabelos, já que seus dedos os tocaram sem querer. — E você?
Werner arqueou as sobrancelhas, buscando por um traço de sarcasmo na expressão do garoto, mas não encontrou nada, nenhuma linha. Acabou rindo da espontaneidade e de toda a falta de noção.
— Não me recordo de ter ido a lugares onde os garçons servem café no colo dos clientes.
Com a fala do escritor, Dionísio deixou de encarar os olhos incríveis e castanhos e olhou para sua atual condição: Sentado sobre as coxas do homem! Sobre… Oh, céus!
— É claro que eu estava só… — Se ergueu ainda atrapalhado e com o rosto em chamas. — Só brincando! Quer dizer, eu adorei ficar aí e é bem óbvio que essas coxas maravilhosas foram feitas para abrigar a minha… — Respirou fundo novamente antes que completasse a frase mais descabida de todas as frases descabidas. O prato do dia era não passar vergonha, mas estava ali, sendo um verdadeiro palhaço.
— A sua o quê? — Rafaello perguntou. Estava curioso oras! E estavam falando de seu pai.
— Nada importante… Desculpe por isso. — Dio sibilou para Werner. Que fiasco! — Desculpe por ter me aproveitado, claro, mas eu realmente gostei. Gostei de não ter batido com as fuças no chão. Foi isso.
Werner acompanhou com os olhos Dionísio retornar ao balcão, mas logo voltou a xícara vazia. Talvez devesse pedir uma dúzia para a viagem.
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