Doce sorriso

5 Parte V – De olhos verdinhos


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Quem ficou surpresa com a Maria, levanta a mão!! E isso é só o começo. Comentem!! Quero agradecer todas as leitoras pelos comentários, mas em especial a Princesa Das Sombras, que anda comentando em todas as minhas fics! Sua linda!! Esse capítulo vai para vocÊ!

— Santa mãe de Deus! – Gritei ao ver um par de olhos verdes bem acima da minha cabeça. – Maria! O que foi que conversamos sobre isso? – Perguntei, enquanto ela revirava os olhos, se atirando ao me lado na cama.

— Não é legal olhar as pessoas enquanto dormem? – Declarou em tom de pergunta.

— Exatamente. Então por que você estava fazendo isso?

— Eu estou com fome. E você é o cozinheiro de nós dois. – Explicou, cutucando minha barriga, me fazendo revirar os olhos. – E a propósito, você está sem leite.

— Não, não estou. Jasper foi ao mercado ontem. – Retruquei.

— Eu bebi o último gole e estou dizendo: você está sem leite. – Rebateu se levantando. Ela ainda vestia a minha camisa da faculdade.

— A caixa estava fechada, Maria.

— E daí? Eu estava com sede. – Respondeu amarrando seu cabelo para cima.

— Está bem. – Respondi rindo e me levantando. – Jasper pediu para que você vestisse alguma coisa, a propósito.

— Por que eu estou sem roupas agora? – Questionou olhando para a camisa que vestia. – Acho que ele não tem o hábito de ver muitas garotas assim, não é?

— Apenas vista alguma coisa, está bem? – Pedi, mas ela saiu do quarto, cantarolando alguma música.

— Vou tentar me lembrar disso, maninho.

Me levantei, pegando minhas roupas e seguindo em direção ao banheiro, quando ouvi Jasper gritando outra vez. Aquilo seria apenas o começo.

— Pelo amor de Deus, garota! Já que você vai assaltar nossa geladeira, use uma vasilha. Está espalhando os germes pelo pote.- Ele reclamou outra vez e eu sabia o que viria a seguir. Minha irmã nunca levava desaforo para casa.

— Você não pareceu se importar com meus germes na minha última visita, cara de cuinha. — ela retrucou, levando a colher a boca e saindo comendo pela casa, enquanto dançava ao ritmo da música dos fones.

Estava parado no corredor, quando o olhar de Jasper se voltou para mim. Corri rapidamente para o banheiro, não querendo ouvir as reclamações. Eu já tinha muito com o que me preocupar.

Passei a noite planejando uma forma de me aproximar dela outra vez. Dessa vez sem elevadores quebrados, eu esperava.

~*~*~*~*~*~*

Estava chegando no prédio, quando a vi. Bella estava abaixada, ajudando Anne com seus sapatos.

— Edward! – Anne gritou ao me ver, fazendo sua mãe erguer os olhos na mesma hora, arregalando seus olhos.

— Olá, pequena. – Toquei sua bochecha, a fazendo sorrir.

— Bella? – Uma garota a chamou. – Não apresenta seus amigos, garota? – Perguntou com um sorriso malicioso.

— Não somos amigos. Eu explico depois. – Declarou rapidamente, se virando para a pequena. — Anne, querida. Pode ficar com a tia Rose um minuto?

— Mas nós vamos assistir a Barbie, mamãe! – A pequena resmungou, e sua mãe afagou seus cabelos.

— Eu vou em um minuto, querida.

— Edward pode ir também? – Perguntou e eu estava prestes a responder, quando ela me interrompeu.

— Acho que ele tem outros planos, querida. Prometo que vou perguntar, está bem? – Perguntou e a menina assentiu, saltitando em direção a Bella.

— Eu não me importaria de assistir a Barbie com ela. – Declarei sem pensar.

— Sobre ontem, eu não quero que você pense que eu...[

— Não pensei. – A interrompi. – Quer dizer, estava realmente quente lá dentro. Muito quente. – Acrescentei sorrindo.

— Não me olhe assim, Cullen. – Ela declarou estreitando os olhos.

— Assim como?

— Com esses seus olhos verdinhos. Como se fosse inocente.

— Eu sou inocente. – Respondi e ela revirou os olhos.

— Por que está me perseguindo? – Perguntou me pegando de surpresa.

— Não estou te perseguindo. Minha irmã está passando uns dias e ela come mais do que uma garota normal. Precisei reabastecer meu estoque. Mas te encontrar aqui, me fez lembrar de uma coisa.

— E o que seria? – Perguntou.

— O pai da Anne. Onde ele está? – Perguntei diretamente. – Quer dizer, não vi um anel na sua mão e desde que te conheci, não a vi com ninguém.

— Não que seja da sua conta, mas Anne não tem pai. – Ela respondeu caminhando em direção ao prédio e eu a segui rapidamente.

— Divórcio?

— Inseminação. – Rebateu sem nenhuma vergonha. Por aquela eu não esperava. E tenho certeza de que ela viu o choque em meus olhos. – O que? Não era o que esperava? Eu queria um filho e não encontrei o cara certo. Então dei um jeito sozinha.

Suas palavras me deixaram sem ação. Eu definitivamente não esperava por aquilo. Fiquei tão chocado que só percebi que ela havia entrado no elevador, quando as portas se fecharam, me deixando do lado de fora.

Chamei o elevador, mas ela já não estava mais nele. Ao entrar no apartamento, ouvi novos gritos.

— Eu acho que os conceitos de limpeza e organização não são tão altos para você, mas nós temos regras. — Ouvi Jasper reclamando para Maria. — E deixar suas coisas... Ei, onde você vai.

— Deus, Edward? Que bom que você voltou! Faça ele parar, isso dói! – Ela resmungou e eu ergui meu olhar.

— O que dói? – Perguntei guardando as compras.

— O som dele reclamando. – Declarou, voltando apontar para Jasper. — Você está pior do que nossa avó. Seu sermão me cansou, está bem? Eu vou tirar um cochilo. — Ela respondeu caminhando em direção ao quarto, o ignorando completamente, mas derrubando seu fone de ouvido no chão e se abaixando para pegar, caminhando em direção ao quarto logo em seguida.

— Jasper? — o chamei, ainda pensando no que Maria havia dito.

— O que é? — murmurou, lavando a louça que minha irmã havia deixado.

— Está aproveitando a vista?- perguntei apenas para confirmar. Por que ele claramente estava, pelo tom de vermelho que seu rosto assumiu.

— E-eu — Gaguejou derrubando o prato. — A culpa é sua, sabia?

— Como você estar secando a bunda da minha irmã é minha culpa?- Perguntei.

— Você não deveria deixa-la andar vestida daquele jeito.

— Daquele jeito?- perguntei curioso. Desde que consigo me lembrar, Maria odiava usar calças dentro de casa. E sempre que tinha uma chance, acabava roubando uma de minhas camisas. Mas não havia nada de mal nisso.

~*~*~*~*~*~*~*

— Uh! Quem é ela? – Maria perguntou, tomando o desenho de minhas mãos.

— A vizinha. Não é nada demais. – Respondi olhando para o teto, enquanto Maria ainda olhava para o desenho que eu havia feito.

Desde garoto, sempre adorei desenhar. E modéstia parte, era muito bom naquilo.

— Ela é gata. – Minha irmã respondeu. – Já ficou com ela?

— Não. Ela não gosta muito de mim e além disso, odeia chocolates.

— O que? – Ela gritou tão chocada quanto eu. A única pessoa que eu conhecia, que gostava tanto daquela maravilha doce, era minha irmã.

— Foi a minha reação também. Ela tem os motivos dela.

— Que motivos fariam uma pessoa não gostar de chocolate? – Questionou se sentando no chão.

— Ela tem uma filha. Anne tem diabetes e não pode com nenhum tipo de doces.

— Bem, nesse caso, é bastante nobre. Não acho que conseguiria ficar sem.

— É. Eu acho que também não – Respondi, apoiando as mãos na nuca, olhando para o teto, ainda pensando no que ela havia dito sobre Anne. Ela ter mencionado a inseminação não deveria ter me chocado, mas eu só conseguia pensar na aposta que havia perdido para Maria, alguns anos atrás.

— Ei! – Gritou, chutando minha perna. – Terra chamando, Cullen! Eu disse que tenho uma novidade.

— Claro. O que é? – Perguntei.

— Arrumei um emprego. Não paga bem, mas meu patrão é um gatinho.

— Por favor, não durma com ele. – Pedi e ela revirou os olhos.

— Olhar não custa nada. Além do mais, eu já arrumei uma companhia para essa noite.

— Alguém que eu conheço? – Questionei, mas mudei de ideia em seguida. – Quer saber? Não quero saber de nada. Apenas tome cuidado.

— Eu sempre tomo; — Piscou para mim. – O que temos para comer? – Voltou a perguntar. Ela era o que? Um poço sem fundo?

~*~*~*~*~*~

Uma semana havia se passado. Maria ainda estava nos visitando. Pensei que ela estava feliz com o emprego, já que fazia planos de alugar um apartamento na cidade. O que estava deixando Jasper completamente surtado, mas minha irmã era assim. Uma caixinha de surpresas.

— Edward, posso fazer uma pergunta?- declarou e eu sabia o que viria a seguir. — Por que raios sua irmã está estirada na minha cama? — Perguntou olhando para o relógio. — As nove e meia da manhã? Ela não deveria estar no suposto emprego?

— Ah, sobre isso- respondi coçando a nuca. — ela pode ou não ter sido demitida. Então acho que ela vai passar uns dias com a gente até arrumar grana para o próprio apartamento.

— E por que ela foi mandada embora dessa vez? – Perguntou curioso.

— Acho que ela dormiu com o chefe dela e depois o chutou, mas é só um palpite. — Declarei e pude ver seus olhos sobre saltados, antes que ele saísse xingando baixo em direção ao seu quarto, onde minha irmão dormia. Isso acabaria muito bem ou muito mal.

Eu só podia torcer para o melhor.

Notas finais
Maria completamente louca!! Será que rolou um ciumes aí?? Sim!! Anne não tem pai. Bem, mais o menos hehehe. Quem me conhece, imagina o que vem por aí!! Comentem!!