Doce sorriso

4 Parte IV - Verde , acobreado e branco também


Notas iniciais
Demorei, mas aqui estou. Não postei ontem porque não estava com clima para comédia. Mas aqui estou eu. Capítulo dedicado a minha Portuga, que recomendou a fic. Comentem!!

As luzes se acenderam quando tudo que eu mais queria, era ficar ali e desvendar seus mistérios. Mas para minha sorte, as portas continuaram fechadas.

— As luzes se acendem, as portas já deveriam ter sido abertas! – Ela gritou, quase histérica. Sua blusa era ligeiramente apertando, então podia ver seu peito subindo e descendo, em uma respiração descontrolada.

— Olha só, gritar não vai ajudar. – Estava dizendo, quando a maluca começou a tirar a blusa. Sim, eu sou um cara, mas antes disso sou um cavalheiro. — Ei, o que está fazendo?- Perguntei, chocado e curioso ao mesmo tempo.

— Está quente como o inferno aqui! – Ela retrucou. — E eu não consigo respirar, então estou tirando essa coisa!- ela gritou de volta, se livrando de sua blusa. A garota não tinha vergonha nenhuma. Nem parecia uma mãe de família.

Se bem que um pai nunca foi mencionado nessa história. Talvez ela fosse mãe solteira e...

— O que? – Indagou, ainda tentando respirar.

— Essa coisa se chama blusa. — Respondi sem conseguir desviar o olhar. – A maioria das garotas costuma ficar com ela na presença de estranhos.

— Somos adultos aqui e isso é uma emergência. Além do mais, você parece o tipo de cara bem educado. Não acho que vá me atacar ou algo assim.

Eu realmente era, mas aquela garota mexia comigo de um jeito que não sabia explicar.

O elevador deu um solavanco, fazendo com que ela caísse em cima de mim.

— Você tem olhos bonitos. – Ela murmurou docemente. – São verdes. – Acrescentou, me fazendo sorrir. – Mesmo que seu cabelo seja laranja.

— Acobreado. – A corrigi. – Vejo que você e Anne conversaram bastante sobre mim. – A provoquei.

Ela ainda se mantinha sobre mim, quando sem poder me controlar, me inclinei sobre ela. Suas mãos foram para meu peito e seus olhos se arregalaram.

— O que... ?

— É só meu chocolate, mas se continuar me provocando assim, pode virar outra coisa, Isabella. – Murmurei, mordiscando sua orelha.

— Ah, que se dane! – Ralhou, me empurrando para longe, mas surpreendentemente, montando em meu colo. E eu pensando que estava maluco!

Suas mãos estavam em meus ombros, apertando, enquanto movimentava seu quadril.

— Caralho. – Xinguei, incapaz de me controlar.

— Foi você que provocou isso. – Respondeu levando suas mãos até o zíper da minha calça.

Sua mão trabalhava com velocidade, mas firmeza ao mesmo tempo, tirando o pouco controle que me restara.

— Ah, cara! Na sala não! – Acordei assustado com um grito.

— Por que você gosta de gritar tanto de manhã, Japer? – Perguntei abrindo os olhos.

— Nunca pensei que teríamos que ter essa conversa, Edward. Esse é o tipo de coisa que se faz no quarto, pelo amor de Deus! – Resmungou cobrindo seus olhos.

Eu não fazia ideia de que diabos ele estava falando. Não até me mover e sentir que havia algo diferente.

— Minha santa mãe! – Resmunguei cobrindo uma certa área de mim.

— Não envolva Esme nisso. – Retrucou ainda de olhos cobertos. Agora eu me lembrava de como havia parado ali e sabia o motivo dos gritos de Jasper e principalmente o sonho que eu estava tendo.

Não exatamente um sonho e sim uma lembrança. Ok, está certa de que apenas a parte que ela tirava a blusa era verdade, mas quem se importa? Eu parecia a porra de um adolescente descontrolado. Havia uma certa parte mim que eu podia ou não estar tocando, totalmente inconscientemente, mas estava.

— Eu não quis dizer minha mãe de verdade, está bem? Olha só, eu acabei de acordar e...

— De um sonho muito bom, eu aposto. Aposto também que a odiadora de chocolates está envolvida. Eu ouvi o nome dela.

— Quando foi que você ficou tão irritante? É por que minha irmã está vindo para cá? Você fica especialmente irritante quando ela nos visita.

— Isso é porque sua irmã é uma mala.

— Ela não é uma mala. Você que é implicante.

— Ah sim, aquela conexão estranha entre gêmeos. Eu me esqueci. Vocês se amam e vocês se defendem. – Murmurou revirando os olhos. Eu parecia mais refeito, então tirei a almofada e me levantei.

— Qual o seu problema com ela? – Perguntei enquanto recolhia as almofadas que estavam jogadas. Alguém tinha que manter a ordem.

— Eu não tenho problemas com ela. Está mais para os problemas que ela arruma quando vem para cá.

— Ela é minha irmã e pode vir sempre que quiser. – Retruquei.

— Não é isso, Edward. Eu sei que você a ama, mas você tem que admitir! Essa garota arruma problema por onde passa. E eu sei que ela te apóia em tudo.

— E isso é ruim por quê...?

— Porque nem todas as decisões que você toma, são certas.

— Não são certas? – Indaguei descrente. Como ele ousava? Eu sempre tinha as melhores idéias.

— Tentar fazer um boneco de neve dentro do apartamento. – Apontou.

— Se tivéssemos um ar condicionado, Eliot ainda estaria aqui. – Defendi revirando os olhos.

— Colocar pó de suco na fonte do prédio. – Citou. Aquela tinha sido ideia da minha irmã. Eu achei genial, mas o sindico ficou furioso.

— Teria dado certo se tivéssemos calculado a quantidade certa de suco. Eu não sou de exatas. – Respondi e ele revirou os olhos.

— Perseguir a nova vizinha. – Acrescentou a lista.

— Perseguir é uma palavra muito forte. – Expliquei, me sentindo ofendido.

— Se não está perseguindo está fazendo o que?

— Eu apenas tenho interesse em saber, porque alguém não daria chocolates para uma criança. E agora eu sei. – Acrescentei.

— Ah, claro. O que nos leva direto para mais uma de suas idéias geniais. – Sério, eu adorava meu amigo, ma as vezes ele parecia uma velha reclamona. Santo Deus, como reclamava. – Quando você disse que daria o doce para a menina, eu pensei que você teria o bom senso de pedir a autorização da mãe!

— Se eu fizesse isso, ela nunca teria concordado. – Me defendi.

— E com razão! A menina não pode comer doces, Edward! Você pensou nisso?

— Anne. – Exclamei e ele me olhou confuso. – O nome dela é Anne.

— Certo, Anne. Existe uma razão para que Isabella proibisse Anne de comer doces.

— Eu quero fazer uma pergunta. – Constatei o interrompendo. – Você é bastante divertido, mas sempre que minha irmã está para vir para cá, você fica meio surtado. Existe alguma relação ou é só uma grande coincidência?

— Não sei do que você está falando. – Retrucou baixando os olhos. Estranho, muito estranho. Mas eu não estava exatamente em posição de questionamentos agora. – E não mude de assunto.

— Eu não estava... – Comecei, mas ele me interrompeu. Aquele mal educado.

— E se o elevador não tivesse parado? Se você tivesse dado o chocolate para a menina? Você pensou nisso? – Perguntou em tom de repreensão. Cara, eu odiava aquele tom. Era como falar com o meu pai.

— Não, Jasper. Nunca pensei que Anne pudesse ter diabete. Nunca teria levado aquele doce se imaginasse que essa fosse a razão.

— Esse é a questão, meu amigo. Você já é adulto. Precisa ser mais responsável e sua irmã, por melhor pessoa que ela seja, não é uma boa influencia para você. – Discursou e eu assenti. Se ele imaginasse os planos que havíamos feito, seu sermão seria ainda mais longo.

Jasper ainda estava com o discurso de “ você precisa crescer” e o “ seja mais responsável”, quando a campainha tocou.

Me levantei do sofá, correndo até a porta, a abrindo.

— Olha só quem chegou! – Ela gritou sorrindo, me fazendo sorrir também.

— Maria! – Gritei, erguendo minha irmãzinha e arrastando para dentro do apartamento, enquanto via Jasper fechar a cara.

Aquele seria um longo final de semana.

Notas finais
Sim!! Maria é a irmã doida do Edward. E essa implicância toda, hein? Algumas partes ( como ela tirando a blusa) aconteceram e o resto a mentee fértil do Edward imaginou. Mas não quer dizer que não vá se tornar real. Chegamos ao meio da FIC. Comentem!!7 PS: Pra quem quiser entender os títulos do capítulo, leiam os títulos todos juntos hehehe