Doce sorriso

2 Parte II - Um olhar marcante, cabelos rebeldes, sorriso torto e afins.


Notas iniciais
Como prometido, vamos de um por dia hahaha. Aproveitem que estou animada. Comentem que eu continuo postando!!

— Por que eu acho que não vou gostar do que você está pensando? – Jasper perguntou, enquanto eu andava de um lado para o outro do nosso apartamento.

— Você não sabe no que estou pensando. – Respondi, voltando a andar.

— Eu aposto que a vizinha odiadora de chocolates tem a ver com isso.

— Que tipo de pessoa não gosta de chocolate? – Questionei, finalmente colocando aquilo para fora. Que tipo de pessoa não gostava daquela maravilha?

— Eu sabia! – Ele se levantou apontando para mim.

— Primeiro, abaixe esse dedo. Sua mãe te deu educação, e você sabe que não é educado apontar para as pessoas.

—E perseguir alguém porque ela não gosta das mesmas coisas que você é?

— Eu não estou perseguindo ninguém. – Retruquei.

— Então você não está pensando em voltar lá? – Perguntou revirando os olhos. As vezes era um saco que meu melhor amigo me conhecesse tão bem.

— Não, Jasper. Eu estava apenas pensando em dar uma volta.

— Edward, eu não acho... – Começou a dizer, mas sai correndo antes que ele terminasse.

— Eu não demoro! – Gritei, correndo para fora do apartamento.

Peguei o elevador e segui para o pequeno parque que havia no prédio. Era um lugar tranqüilo e eu gostava de me sentar no banco para pensar as vezes. Havia alguma coisa naquela garota. Alguma coisa que havia chamado minha atenção.

Eu estava deitado no banco, apreciando o sol e o vento batendo em meu rosto, quando senti algo bater em minha cabeça.

— Mas o que...? – Parei de falar ao ver a garotinha de cabelos castanhos, correndo em minha direção.

— Desculpa, moço! – Ela pediu, apanhando a bola. Suas bochechas estavam coradas, como se ela estivesse com vergonha.

— Não foi nada, pequena.

— Eu não sou pequena. – Retrucou, erguendo o queixo.

— Não, você não é. Mas não deveria estar sozinha aqui. Onde está sua irmã? – Perguntei, pensando na garota mais velha. Aquela que não saia da minha cabeça.

— Eu acho que a bola te acertou com força, não foi, moço?

— Eu me chamo Edward. – A corrigi e ela assentiu.

— A bola te acertou com força, Edward? – Perguntou e eu a olhei confuso.

— Por que está dizendo isso? – Questionei, mas quando ela ia responder, ouvimos um grito.

— Anne! Venha jogar, querida.

— Eu tenho que ir. Você quer jogar com a gente?

— Claro. Mas eu tenho que dizer, eu sou incrível nesse jogo. – Sussurrei, fazendo a pequena gargalhar, jogando a cabecinha para trás, fazendo sua trança balançar. Era uma verdadeira risada de criança. Pura e deliciosa de se ouvir.

— Você nem sabe que jogo estamos jogando, seu bobo. – Ela respondeu e eu revirei os olhos, a pegando no colo.

— Não importa. Eu sou incrível em todos os jogos, sua danadinha. – Retruquei lhe fazendo cócegas.

— Seu cabelo é engraçado. – Ela disse entre risadas. – É laranja. – Acrescentou, voltando a rir, mostrando um sorriso com uma pequena janelinha.

— Ei, ele não é laranja. É acobreado. – Me defendi.

— Parece laranja para mim. – Retrucou. – Mas você tem olhos verdes. Iguais aos....- Começou a dizer, mas parou, colocando a mãozinha no queixo, parecendo pensar.

— Iguais aos seus. – Declarei e ela sorriu assentindo.

— Mas seu cabelo ainda é laranja. – Declarou, me fazendo voltar a fazer cócegas, mas parando ao ouvir uma voz familiar.

— Anne, porque está demor... – Ouvi Bella dizer e paralisei na mesma hora. – Posso saber porque você está com ela no colo? – Questionou em tom sério.

— Só estamos brincando, mamãe. – A menina respondeu, me deixando ainda mais branco. A garota era mãe da menina.

— Mamãe? – Perguntei, ainda com Anne em meu colo.

— Sim, agora você pode colocar a minha filha no chão? É Edward, certo? – Perguntou e eu assenti, ainda sem resposta. – Sempre pega crianças no colo?

— O que? Não. Nós só estávamos brincando. Olha só, acho que não começamos muito bem. Eu estava aqui deitado, quando uma bola me acertou. Então nos encontramos e eu estava apenas brincando.

— E então você a pegou no colo? Sem nem ao menos conhece-la? Ela podia ter caído se machucado, sabia? – Ela perguntou, enquanto eu apenas a encarava. – Anne não é como as outras crianças.

— Para as mães super protetoras, elas nunca são. Anne me parece uma criança bastante normal. – Retruquei sem pensar. O que é que havia dado em mim? Por que raio de motivo eu estava batendo boca com uma mulher que eu mau conhecia? Não fazia ideia, mas não conseguia parar.

— Super protetora eu? Só porque eu não aceitei seu chocolate, isso não faz de mim super protetora. Que tipo de pessoa sai distribuindo essa coisa melequenta? Quer saber? Olha só, você não nos conhece e não sabe do.... – Eu queria poder dizer que aquilo foi tudo. Que eu mantive o controle e a boa educação que Esme, a senhora minha mãe me deu, mas ela chamou meu precioso chocolate de abre aspas “ coisa melequenta” fecha aspas. Meu bom senso acabou ali.

— Coisa melequenta? É chocolate! Que tipo de pessoa controladora nega chocolate a uma criança em plena páscoa?

— Controladora? Escuta aqui, seu...

— Edward! – Ouvi alguém gritar meu nome e já imaginava o que viria a seguir. – O que eu disse sobre perseguir a odiadora de chocolates?

— Odiadora de chocolates? – Ela questionou olhando para meu amigo boca grande, enquanto eu tampava os olhos.

— O que é chocolate, mamãe? – Anne perguntou, fazendo meu queixo cair.

Como diabos ela não sabia o que era chocolate? Era o que eu estava pensando, até ver o olhar da odiadora de chocolates sobre mim. Parecia que aquela confusão estava apenas começando.

Notas finais
Eita que ela não é fácil! Como assim a Anne não sabe o que é chocolate?