Doce sorriso
1 Parte I - Coelhinho Cullen o que trazes para mim?
Notas iniciais
— Edward, eu acho melhor você se apresentar primeiro. – Japer e alertou, enquanto eu apertava o botão do elevador. – Ela pode ter uma ideia errada sobre seu presente. Além do mais, você nem sabe se ela gosta de chocolate.
— É chocolate, Jasper! Todo mundo gosta de chocolate. – Respondi indo até a porta do apartamento.
— Olha, eu acho muito legal isso de você dar chocolate para todo mundo, mas...
— Não tem um mas. Todo mundo merece ganhar um ovo de Páscoa. – Expliquei, me lembrando de quando tinha sete anos. Meu amigo Tony me viu abrindo meu ovo do Supermen, mas eu não vi nenhum ovo em suas mãos naquele dia. Quando cheguei em casa, minha mãe me disse que nem todos os pais podiam dar ovos para as crianças. Aquilo na era certo. Era chocolate! Todos deviam poder comer o quanto quisessem.
— Quando eu crescer, vou dar um ovo de Páscoa para todos os meus vizinhos. Ninguém mais vai ficar sem. – Disse para minha mãe, que sorriu, passando as mãos pelos meus cabelos.
— Esse é meu menino.
E foi o que eu fiz. Estudei muito e trabalhei ainda mais, mas hoje tenho uma vida estável e cumpri minha promessa de infância. E ali estava eu, mais um ano, com a cesta de ovos.
— Ela não pode ser tão ruim assim. – Respondi para Jasper, enquanto tocava a campainha do 3B.
— Edward, meu menino! – Dona Dolores saudou, apertando minhas bochechas, enquanto Jasper se mantinha a uma distancia segura. Aquele traidor. – E como vai meu coelhinho da Páscoa Cullen?
— Muito bem, senhora. Como vai Henry? – Perguntei ainda envergonhado pelo apelido.
— Ele vai como sempre. Emily vem nos visitar no sinal da semana e ele está ansioso. Talvez você possa conhece-la? – Perguntou com um sorriso.
Emily era a neta deles. Fazia semanas que ela queria me apresenta-la.
— Talvez ela possa ser sua coelhinha? – Declarou, fazendo Jasper gargalhar.
— Eu agradeço, Dona Dolores, mas eu não acho que....
— Dolores! Quem é na porta? Emily já chegou? Onde foi que você colocou minhas calças? Eu não posso atender a menina sem minhas calças! – Ouvi Henry gritar e aquela era minha deixa. Não queria vê-lo sem calças. Não outra vez.
— Bem, eu só vim entregar os ovos de vocês. Não vou tomar mais seu tempo.
— Não toma meu tempo, querido. – Respondeu se virando, com os ovos nas mãos. — Elas estão onde você as deixou, Henry! Se você nãos as tirasse toda hora, nãos a perderia, pelo amor de Deus! – Gritou, se virando para nós.
Jasper mordia a boca, tentando abafar a própria risada, enquanto eu o rebocava em direção ao elevador.
— Foi um prazer revê-la, Dona Dolores. Feliz Páscoa para vocês!
— Feliz Páscoa, querido. – Respondeu, fechando a porta e voltando a gritar para que Henry vestisse as malditas calças.
— Cara, eu nunca me canso disso. – Declarou, recuperando seu fôlego.
— Ela é uma boa pessoa, Jasper.
— Isso não está em discussão, meu amigo. E agora? A garota do avental? – Perguntou com um sorriso malicioso.
— Pode ser diferente esse ano. – Respondi, sabendo que ele tinha razão.
— Diferente? Certo, quer dizer que dessa vez ela não estará com uma regata, um shorts e um avental? Eu aposto minha coleção de moedas que essa garota nem sabe cozinhar.
— Por que eu iria querer sua coleção de moedas? – Perguntei, tocando a campainha do 3C.
— Ei, algumas garotas acham interessante.
— A baixinha de cabelos curtos acha? – Retruquei, vendo-o corar.
— Você me pegou. Eu gosto dela, mas não acho que ela se interesse por isso.
— Talvez você descobrisse se parasse de ga-ga-guejar perto dela. – Brinquei, o vendo bufar.
— Ela me deixa nervoso, o que quer que eu diga?
— Você sempre fica tão a vontade com as garotas. Só não entendo porque com ela é diferente.
— Ela é diferente, está bem? E se ela não gostar de mim? – Questionou.
— Como seu melhor amigo, eu tenho que dizer, que ela seria louca de não gostar. Agora me da esse ovo. – Tomei um dos ovos de sua mão, tocando a campainha.
— Não sei se acredito em você. Você não é exatamente um exemplo de relacionamentos. Todos os seus relacionamentos não duraram nem seis meses.
— Não é minha culpa se as garotas não gostam de chocolate.
— Não. Elas apenas não gostam de chocolate como você! Ninguém gosta.
— Essa não é minha prioridade, está bem? – Retruquei tocando a campainha,vendo a porta sendo aberta em seguida.
— Olha o que o coelhinho da Páscoa me trouxe! – Tânia declarou com um sorriso malicioso. Seus olhos não eram nem um pouco discretos e como sempre, ela vestia uma camisa, um shorts e um avental.
— Olá, Tânia. Como vai? – Perguntei educadamente, fugindo de seu toque.
— Agora muito melhor. Você disse que viria experimentar meus bolos, mas não apareceu, coelhinho Cullen.
— É, coelhinho Cullen, você não apareceu. – Jasper debochou, me fazendo fuzila-lo com os olhos.
— Eu tenho estado um pouco ocupado, Tânia. Bem, eu só vim trazer seu ovo. Enfim, tenho que entregar os outros então...
— Eu queria outro tipo. – Ela murmurou, me deixando extremamente vermelho. Ela podia ser mais explicita?
— Bem, Feliz Páscoa então. – Murmurei, já correndo para o elevador. Ainda bem que só haviam mais três.
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— Cara, nós temos os vizinhos mais loucos que eu conheço. – Jasper declarou se atirando em meu sofá.
— Você está exagerando. Eles não são tão ruins. – Os defendi.
— Sim, estou. Eu estou exagerando na parte do senhor das calças, a garota que queria outro tipo de ovos ou a maluca do gato? – Perguntou. – Será que ela realmente divide o ovo com os gatos?
— Todos tem alguma peculiaridade. Agora levanta essa bunda daí que não acabamos.
— Eu acabei. – Respondeu sorrindo. Eu disse a você, Edward. Alice foi a ultima. Eu não vou chegar no apartamento da vizinha nova. Ela pode ter idéias erradas e chamar a polícia.
— É apenas um ovo de Páscoa. Eu não vou atacar a garota.
— Ainda acho um erro. – Resmungou, mas pelo menos se levantou.
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— Se ela chamar a polícia, eu vou fingir que não te conheço.
— Você é meu melhor amigo por que mesmo?- Perguntei, enquanto tocava a campainha.
— Por que eu sou incrível. – Retrucou com um sorriso convencido, quando a porta foi aberta. Mas no lugar de uma mulher adulta, encontrei uma criança.
— Quem é você? – A menina perguntou, me olhando com curiosidade.
— Me chamo Edward. Sou seu vizinho. Sua mãe está em casa? – Perguntei curioso. Uma criança não devia abrir a porta.
— Anne, o que foi que eu disse sobre abrir a porta! – Uma mulher gritou. Ela estava enrolada em uma toalha de banho azul, mas quando nos viu, seu rosto ficou extremamente vermelho.
— Olá, eu me chamo Edward. Sou seu vizinho.
— Me chamo Bella. E essa não é a melhor das recepções.
— Eu discordo. – Jasper resmungou, e eu lhe dei um tapa na nuca.
— Ignore meu amigo. Ele é meio idiota as vez, mas é uma boa pessoa. Olá, pequena. – Me abaixei para ficar na altura da garotinha. Ela tinha os mesmos olhos de Bella. Talvez fossem irmãs.
— Oi. – Respondeu envergonhada e eu voltei a olhar para a mais velha.
— Bem, é Páscoa, e eu sempre presenteio os vizinhos com chocolate. Então, eu trouxe um para vocês. – Expliquei estendendo o ovo, mas vi Bella franzir o cenho e puxar Anne para trás.
— É Edward, certo? – Perguntou e eu assenti, ainda como o ovo estendido. – É muita gentileza, Edward, mas não podemos aceitar.
— Eu tentei avisar. – Jasper sussurrou, mas eu o ignorei.
— Não quero que pensei que tenho alguma intenção. É apenas um presente.
— Novamente, eu agradeço, mas...
— Se não quer aceitar por você, tudo bem, mas pense na pequena Anne. – Apontei para a garota, que nos olhava com curiosidade. Mas ao dizer aquilo, Bella parecia estar perdendo a paciência.
— Cara, ela já disse que não quer. – Jasper tentou dizer, mas o ignorei.
— Mas pense na...
— Olha só, eu agradeço, mas nós não gostamos de chocolate, está bem? Passar bem. – Respondeu, fechando a porta em minha cara.
Quem era aquela garota? E o mais importante, que tipo de pessoa não gostava de chocolate? Era o que eu pretendia descobrir, ou não me chamariam de coelho Cullen.
Foi o que pensei, enquanto Jasper me olhava, esperando meu plano.
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