Doce obsessão
20 Capítulo 20: A garota mais feliz da noite.
Notas iniciais
Brittany P.:
Permaneço abraçando Santana, com um medo terrível de soltá-la e ela nunca mais voltar. Ela possivelmente me acha uma estúpida agora. Uma completa idiota sem noção.
Santana me deixou frustrada ao questionar o motivo pelo qual eu estava supostamente sendo egoísta. Bem, eu na verdade não estava sendo, mas o fato de ela duvidar disso me agonizou internamente.
Ainda assim não a culpo por nada. Assim como não a acho egoísta. Ela não é! Santana não tem obrigação alguma comigo. Ao contrário do que ela pensa, ela não faz nada de errado. Sou eu quem o faço. Eu me deixei apaixonar por ela e fui eu quem fez tudo acontecer. Eu facilmente poderia ter aceitado apenas sua amizade. Eu iria aprender a lidar com isso. No entanto, tudo o que fiz foi ir contrário a isso. Fui eu quem esbarrei nela na piscina para depois tirar proveito disso. Eu que fazia o possível para estar no mesmo ambiente que ela e assim iniciar uma amizade incrível. Eu quem a beijei e tratou isso com mais intensidade do que deveria. A culpa do meu próprio medo é toda minha.
Ouço Santana suspirar e ficar em silêncio, como se não soubesse o que me dizer. E realmente não deve saber. Sinto agora uma imensa vontade de chorar e posso garantir que meus lábios estão se projetando para frente num bico de choro, como uma criança. Sou patética.
Aperto mais meus braços ao redor da cintura dela, não querendo soltar devido o sentimento de vergonha e medo. Além de estar perfeitamente confortável aqui, sentindo o cheirinho incrível da San. Não quero sair.
– Brittany, olha para mim, sim? – Pede, colocando as mãos nos meus braços, como se pedisse para eu soltar.
Faço que não com a cabeça e tento me esconder ainda mais em seu pescoço, o que é um pouco difícil levando em conta que ela é mais baixa que eu e que preciso me abaixar um pouco para conseguir de fato esconder meu rosto.
– Ei, você não pode ficar aí para sempre. Vamos, está tudo bem. – Esclarece, tentando me transmitir tranquilidade.
– Eu me sinto uma estúpida. – Digo, chateada.
A ouço dar uma leve risada e logo dar dois passos para trás, se afastando um pouco de mim e, tendo assim, a liberdade de olhar meu rosto envergonhado.
– Você não é... Mas, bem, eu estou surpresa. Você me tirou um pouco do meu eixo. – Comenta ela, parecendo refletir sobre algo.
Abaixo a cabeça, lamentando por tê-la feito se desestabilizar.
– Desculpe. Apenas esqueça, tudo bem? Esqueça esse momento e tudo dará certo. – Peço enquanto observo minhas unhas dos polegares com o esmalte descascando. – Agora eu acho melhor irmos. Já ficamos tempo demais aqui.
– Ei, espera. Temos muito o que conversar. Não me venha com essa de esquecer! – Indigna-se com minha sugestão, me olhando como se achasse minha proposta a coisa mais absurda que já pôde ouvir.
– Eu tenho que ir para a casa, San. Talvez façamos isso depois. – Digo, querendo chegar logo em casa.
– Eu já deveria saber que você fugiria... É o que você costuma fazer, não é? – Questiona, de repente se tornando sarcástica e irritada.
Fico a olhando, magoada com sua constatação. Ela praticamente me chamou de covarde. Bem, dói ouvir isso, ainda mais quando tudo o que você espera é compreensão de alguém importante.
Decido ignorar. San certamente está se sentindo perturbada e eu não quero agravar ainda mais isso. Mesmo que no momento eu seja a culpada por seu humor ácido de agora.
– Bom, eu vou indo. Aconselho você a fazer o mesmo. – Aviso, arrumando a alça da mochila no meu ombro. – Nos vemos em breve, San.
Ela continua me olhando incrédula. Na verdade, parece que a qualquer momento ela irá começar a me estapear. Eu sinceramente espero que ela não o faça.
– Eu tento ser legal, sabe? Eu estou me esforçando, Brittany. Realmente quero que as coisas deem certo. Mas aí você não colabora comigo e eu não consigo seguir sozinha assim. Não vou me esforçar a toa. – Desabafa, de repente parecendo cansada.
– Santana, você não entende que isso que você chama de esforço, é na realidade pena de mim? E eu não quero sua pena. Por favor, vamos esquecer isso, okay?
Santana não diz nada. Ela apenas me observa sem expressar qualquer coisa que seja. Ela vagarosamente balança a cabeça como se concordasse e olha para algumas pessoas que acabaram de chegar ao ponto de ônibus.
– Tudo bem. Façamos do seu jeito, então. Vamos para casa, certo? Até breve, Brittany. – Ela se despede, sem grandes emoções. Nada mais que um aceno.
Respiro fundo, sabendo que ela provavelmente não concorda com meu modo de pensar e sem duvidas está chateada agora.
Vou caminhando para casa, com a esperança de que consiga ter paz quando chegar.
Abro a porta da frente e ouço o barulho da televisão na sala e da panela de pressão na cozinha. Me dirijo até a sala e encontro Rose deitada no sofá, dormindo enquanto na televisão passa algum desenho do canal infantil. Dou-lhe um beijo da bochecha e tiro seus sapatos, desligando a tv em seguida.
Me encaminho para a cozinha e encontro minha mãe fazendo a comida.
– Oi, mãe. – Cumprimento-a.
– Olá, querida. Como foi a aula, hoje? – Pergunta ela interessada.
Conto a ela tudo o que me ocorreu. Inclusive o quanto sou estúpida. Ela apenas me olha, como se tivesse indecisa entre me apoiar ou dar razão a Santana.
Ela suspira e finalmente diz:
– Brittany, você não pode fugir dela, meu bem. Não é assim que se resolve os problemas. Santana está certa quando diz que vocês duas precisam conversar.
Olho para minha mãe como se dissesse: "Mãe, já me decidi. Esqueça isso. Não iremos conversar". Porém, antes que eu possa lhe dizer isso, ela me interrompe.
– Não quero que você fique tristinha, Brittany. Sei que, como você mesma disse, a Santana pode estar apenas sendo caridosa, mas querida, como você vai saber se nem a deixa conversar com você?
– E por que eu faria isso? No final ela estará com o Noah, de qualquer modo.
– E você irá apoiá-la, porque é isso que bons amigos fazem. – Ela diz, passando a mão no meu cabelo e voltando aos seus afazeres. Suspiro frustrada, me sentindo ainda mais ridícula.
–~*~-
Quinta e sexta-feira passaram lentamente. Santana não falou comigo em nenhum dos dias e eu me senti péssima. Ela vai mesmo me ignorar? Eu não fiz nada de errado. É ridículo esse silêncio dela.
É sábado e a certeza de que não iremos mais sair hoje aumenta a cada minuto do dia. Já está começando a escurecer. Talvez eu deva mesmo conversar com ela e deixar e ser covarde. Dois dias sem sequer falar com Santana e eu já estou sofrendo terrivelmente.
Ligo o computador e entro na minha rede social. Procuro por Santana e vejo que ela não está online. Suspiro frustrada. Ela deve estar com o namorado. Ou com Quinn e Dani. É o que as pessoas fazem num sábado: saem para namorar ou para curtir com as amigas, não é?
Penso em mandar uma mensagem ou até mesmo ligar para ela, porém, se ela estiver mesmo ocupada, não irá perder tempo me atendendo.
Fico mexendo no mouse enquanto espero que, por um milagre divino, Santana fique online.
Ouço a porta abrindo e a vozinha de Rose dizendo:
– Pronto, San. Ela está aí dentro, olha.
Olho na direção da porta e observo quando Santana agradece a Rose, que sai correndo em seguida. Santana entra um pouco tímida e me encara.
– Não está pronta ainda? – Pergunta ela, com um pequeno sorriso e apontando para minhas roupas. É um pijama. Que vergonha. Enquanto isso ela está linda e perfeita.
– San, o que você está fazendo aqui? – Indago, me levantando totalmente sorridente.
– Bem, achei que tínhamos marcado algo para hoje.
– Eu... eu achei que você não quisesse mais.
– Mas eu quero. Aconselho você a ir trocar de roupa. Está frio lá fora e esse seu pijama não cobre suas pernas. – Ela avisa, olhando para minhas pernas e me deixando encabulada.
Peço-a para esperar enquanto dou um jeitinho no visual. Queria ter tempo para revirar meu guarda-roupa em busca da roupa perfeita. Mas além da falta de tempo, eu ficaria constrangida por Santana ver meu desespero para ficar bonita.
Ela fica sentadinha na minha cama e eu me dirijo ao banheiro.
Não demoro muito a ficar pronta e logo volto ao quarto, encontrando Santana olhando alguns dos meus livros.
Passo por ela e pego um perfume, espirrando em mim em seguida. Viro para o local onde Santana supostamente estava e me assusto ao vê-la próxima a mim.
– Hum... que cheirinho bom, Britt. – Comenta, se aproximando do meu pescoço e o cheirando. Me sinto arrepiar e dou um passo para trás.
– É... acho, acho que já podemos ir San. – Digo, inconformada.
Santana está absolutamente estranha e diferente. Na quarta-feira eu achei que tudo tinha ido por água abaixo. Ela nem ao menos falou comigo os dois dias seguidos. Eu também não o fiz e com certeza não imaginei ela fosse vir até mim.
Mas aqui está ela, me surpreendendo e me fazendo a garota mais feliz da noite.
Descemos as escadas e encontramos mamãe e Rose na sala. Peter também. É sábado e como ele não trabalha aos sábados, não tem essa desculpa para sair de casa. Uma pena. Na verdade é ridículo, pois sabemos que ele não é tão dedicado assim ao trabalho para passar noites lá. É simplesmente patético.
– Mãe, San e eu vamos sair, tudo bem? – Aviso.
– Sim, querida. Só não volte tarde. Qualquer coisa me ligue, sim? – Permite ela, sorrindo carinhosamente para mim, como se dissesse: "É a sua chance de conversar com a garota. Use isso para consertar as coisas".
Santana respeitosamente se despede e eu a puxo porta afora, ouvindo Peter dizer algo sobre mamãe dar liberdade demais para mim e que eu não deveria ficar saindo assim com qualquer uma.
– Desculpe pelo Peter. Ele é um pouco inconveniente. – Digo, envergonhada por morar com um ser humano como ele.
– Não esquenta. Posso ignorá-lo facilmente.
Balanço a cabeça concordando e começamos a andar. É uma pena eu não poder e nem saber dirigir. Gostaria de levá-la para sair sem a necessidade de fazê-la andar. Bom, pelo menos posso pagar um táxi, já que o lugar é relativamente longe.
Durante o caminho conversamos bobagens. Nada muito relevante. O clima estava bem leve e agradável. Eu sei que Santana irá querer conversar quando chegarmos. E eu também quero. Não vou fugir e ser uma covarde dessa vez.
O táxi para no local desejado e, por insistência de Santana, cada uma paga metade do preço cobrado.
Entramos e o ambiente é aconchegante e charmoso. É bem iluminado e com mesas escuras espalhadas. Não é frequentado apenas por adultos ou só por jovens. É bem diversificado e até divertido.
Sentamos mais ao fundo, onde está um pouco mais quente e passamos a discutir sobre o sabor de pizza que iremos querer. Chegamos a uma escolha e fazemos o pedido.
Santana se balança ao som de Home — Edward Sharpe & The Magnetic Zeros e eu apenas a observo, admirada por sua beleza. Ela percebe que eu estou olhando e sorri para mim, cantarolando a música.
Ain't nothing please me more than you (Não há nada que me agrade mais do que você)
Abro um sorriso, totalmente encantada. Santana consegue me ganhar facilmente.
Nossa linda e deliciosa pizza chega, juntamente com nossas bebidas não-alcoólicas. Começamos a comer em silêncio, mas decido que esse é um bom momento para conversarmos.
– Eu pensei bastante esses dois últimos dias, San. E acho que fui uma tola por fugir de você. Sinto muito, eu só...
– Queria um tempo? – Pergunta ela me interrompendo.
– Isso.
– Eu também pensei, Britt. E peço desculpas por ficar pressionando você. Me senti terrível por ter agido com tamanha infantilidade. Não vou esquecer de nada, como você propôs, porém posso respeitar seu espaço e não vou forçar você a nada. – Diz com uma expressão arrependida.
– Fico muito agradecida, San. Mas eu fui mesmo covarde. Eu apenas fiquei com medo da sua reação e não pensei que talvez você esteja tão perdida quanto eu. – Revelo, lhe enviando um olhar consolador que diz que a entendo perfeitamente.
– E eu estou! Terrivelmente perdida, Britt. Quando eu disse que você me tirou do eixo, eu estava sendo sincera. Não sei mais o que está acontecendo com meus sentimentos. – Fala ela, suspirando em seguida. – Eu tentei por dois dias te ignorar. Apenas dois dias, Brittany. Isso é pouco demais para o tamanho da saudade que eu senti.
– Eu também senti sua falta, San.
– E agora eu não sei o que fazer. Eu tenho um namorado perfeito e eu adoro estar com ele. Mas você não me sai da cabeça e eu também adoro estar com você.
– Desculpe por fazer você se sentir assim. Por te colocar no meio da minha confusão.
– A culpa não é sua, querida. Decidi que isso de culpa não existe. Não entre nós, ok? É só que eu não quero me afastar de você. Mas ao mesmo tempo acho injusto tudo isso estar acontecendo e o Puck não saber de nada, entende?
– Eu te entendo, San. Não queria te colocar nessa situação. Ainda mais magoar o Noah. Ele é um garoto incrível.
– Sim, ele é. Mas já pensei bastante e vou conversar com ele assim que possível. Vou contar tudo e verei o que fazer depois disso.
Fico em silêncio, pensando na possível reação do Noah. Ele ficará muito chateado e isso aperta meu coração. A culpa da mágoa dele me abraça e eu sinto vontade de chorar. E depois? E se ainda assim ele quiser ficar com a San? Pois, de todo modo, foi uma traição, não é? Ele pode não querer mais namorar com ela. E então? Como será? Suspiro, perdida de um modo perturbador.
– E Britt, eu... eu de fato demonstrei estar com pena de você. Mas eu tenho certeza absoluta de que não é isso que eu sinto. – Esclarece ela.
Balanço a cabeça, tentando aceitar o que ela disse.
Continuamos a comer e de certa forma deixamos do jeito que está, apenas esperando alguma surpresa que o futuro está planejando.
– San, por que Noah mudou de escola? – Pergunto, de repente me lembrando dessa minha curiosidade.
– Ele precisava de atividades extra-curriculares e a única coisa que sabia fazer era jogar e o time da antiga escola era quase inexistente e muito ruim. Além disso, já não passávamos mais tanto tempo juntos justamente por causa da escola. Então foi só juntar o útil ao agradável.
Faço uma expressão de "Ah, tudo bem então" e dou de ombros. Já terminamos de comer e estamos apenas conversando. Está ficando tarde e o lugar cada vez mais vazio. Decidimos ir embora.
Assim que passamos pela porta, o vento gelado nos atinge, me fazendo tremer de frio.
Santana da risada e eu a olho. Ela está soltando 'fumacinha' pela boca, parecendo uma criança. Solto uma risada também, a achando adorável.
– O que acha de irmos a pé, Britt? Para esquentar. Minha casa é mais perto, então vamos para lá e você dorme comigo. – Ela diz, de repente parando para analisar sua ultima sentença e soltando uma gargalhada juntamente a mim.
– Eu vou ligar em casa avisando, então. – Digo, andando um pouco mais devagar para poder conversar melhor com minha mãe.
Ela permite que eu vá dormir na casa da San e demonstra sua felicidade por tudo ter dado certo. E claro, pede que eu me cuide e não faça nenhuma besteira.
– Tudo certo? – Pergunta Santana quando a alcanço. Afirmo com a cabeça e seguimos andando rindo de algumas coisas.
– Nothin new is sweeter than with you (Nada novo é mais doce do que você) – Cantarola ela, feliz.
Santana está inteiramente animada e anda parecendo uma criança, virando de costas algumas vezes para falar comigo. Dou risada e olho para ela fascinada, a achando a pessoa mais especial do mundo.
Sorrio para ela e canto de volta:
– And in the streets you run afree/Like it's only you and me/Geeze, you're something to see. (E, nas ruas, você corre livre/Como se só houvesse você e eu/Jesus, você é algo de se ver)
Santana sorri e me puxa em direção a porta da casa. Finalmente chegamos.
– Seus pais estão dormindo? – Pergunto sussurrando, temendo acordá-los enquanto ela acende a luz da sala.
– Eles não estão. Foram se divertir hoje a noite. – Comenta sorrindo maliciosa, me fazendo arregalar os olhos e ficar vermelha.
Ela passa na cozinha para beber água e logo em seguida subimos para seu quarto. Ela me entrega um pijama e me dirijo ao banheiro do quarto para colocá-lo e escovar os dentes. Saio e ela já está sob os cobertores, toda enroladinha.
Me aproximo e deito com ela, me enrolando também. Não está muito tarde e nenhuma de nós duas está com sono, então apenas ficamos aqui, nos encarando.
– Foi muito boa a noite com você, Britt. Sua companhia é sempre muito agradável. – Ela diz, sorrindo docemente.
– Eu que deveria dizer isso. Adoro a sensação de segurança que sinto quando estou com você. – Digo encostando a cabeça em seu ombro e aspirando seu perfume, sentindo ela arrepiar.
Santana vira, se colocando de lado e tirando assim a minha cabeça de seu ombro. Com essa nova posição, ela toma a liberdade de colocar sua mão esquerda sobre minha cintura e acariciá-la suavemente.
Fecho os olhos, apreciando o carinho que definitivamente não sei quanto tempo durou. Sinto a respiração leve de Santana em meu rosto e sei que ela está ainda mais próxima. Não abro os olhos, com medo de novamente fazer algo que abale nossas estruturas. Deixo que ela faça o que achar melhor.
Não demora muito e sinto seu nariz acariciando o meu. Não contenho o suspiro e o sorriso apaixonados. Me sinto boba e feliz, com meu coração batendo de maneira rápida.
Sua boca encosta na minha após provavelmente alguns minutos apenas aproveitando a proximidade. A beijo de volta, simplesmente sentindo seus lábios pressionados aos meus e adorando a sensação de estar 'matando a saudade'.
Dou intensidade ao beijo, não contendo a vontade enlouquecedora de sentir sua língua.
Santana de prontidão corresponde, apertando minha cintura. Ela puxa meu lábio inferior entre os dentes e a puxo de volta pela nuca, me apertando a seu corpo. Ela passa a deslizar sua mão na região da minha cintura e da barriga, me fazendo quase enlouquecer. Aperto os fios de cabelo de sua nuca, sentido ela se afastar alguns poucos centímetros de mim.
Ela logo volta a me beijar, desta vez me empurrando levemente e se deitando parcialmente sobre mim. Volto a sentir sua mão me acariciando e suspiro, sabendo que eu devo retribuir.
Coloco uma de minhas mão por baixo de sua regata e a outra vou descendo até encontrar seu bumbum. Santana aspira o cheiro do meu pescoço e deixa um beijinho em cada partezinha que encontra. Ela coloca uma das mãos por baixo da blusa do meu pijama e solta um pequeno gemido ao encontrar meu seio esquerdo. Tento conter a vontade de gemer seu nome, mas falho ridiculamente.
– Hum, Sanny... – Suspiro pela provável centésima vez. Ela passa a língua em torno da minha boca e chupa sensualmente meu lábio inferior.
Fecho os olhos, imaginando ela fazendo isso em outro lugar. A imagem é perfeita e não evito apertar a bunda de Santana.
Ela, que beijava meu pescoço, o morde, lambendo em seguida. Sinto sua mão voltar à base da minha blusa e puxá-la para cima, tirando-a do meu corpo. Santana levanta um pouco seu corpo, olhando para meus seios expostos. Sinto meu rosto corar e a timidez me dizer "oi". Eu nunca me relacionei seriamente com alguém, então a situação toda é seriamente estranha.
Santana parece notar meu pequeno desconforto e sorri de maneira doce, se abaixando e aplicando beijinhos por todo meu rosto.
– Talvez seja melhor pararmos, hum? – Pergunta ela, pegando o cobertor que havíamos deixado de lado e nos cobrindo novamente. Concordo com a cabeça e coloco minha blusa, deitando de lado para poder olhar o rosto bonito da garota na minha frente. Ficamos nos encarando por algum tempo, apenas aproveitando a companhia uma da outra.
– Eu ainda não sei o que está acontecendo, Britt. Ainda está tudo confuso aqui dentro, mas dessa vez vamos mesmo ajudar uma a outra, tudo bem? Sem esconder nada.
– Você tem razão. Devemos ser sinceras uma com a outra. E, San...?
– Sim?
– Você pretende mesmo dizer ao Noah, não é? Eu não quero ficar escondendo algo assim dele. Ele não merece. – Digo, sentindo-me repentinamente mal por ficar cobiçando a mulher alheia.
– Sim, eu vou. Me sinto péssima por de certo modo estar enganando-o. – Afirma, colocando o braço por cima dos olhos.
– Já pensou na possibilidade de ele ainda sim querer continuar o relacionamento? – Questiono preocupada.
– Já e, sendo assim, eu terei que tomar uma decisão: Ficar com ele e sermos apenas amigas ou ficar com você. – Olho para ela, com uma diversidade de emoções. Mas principalmente feliz por ela considerar a possibilidade de ficar comigo.
Me viro na cama, de modo que eu fique de frente para o teto o observando. Sinto uma vontade de suspirar apaixonadamente, porém me contenho. Independente da escolha de Santana, hoje eu sou a garota mais feliz da noite. Tudo aconteceu perfeitamente bem e me fez querer fazer as coisas certas. Além disso, me deu a tranquilidade necessária para aceitar qualquer decisão que ela tomar e ainda assim querer ficar ao lado dela, a apoiando sempre que for preciso.
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