Doce obsessão

23 Capítulo 23: Muito sensível.


Notas iniciais
Olá gente!! Muito obrigada pelo comentários. Espero que gostem e desculpem qualquer erro. :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Já em casa, tento brincar com Rose para me distrair. Santana disse-me que iria conversar com Noah e eu estou um pouco ansiosa para saber o resultado disso.

– Britt-Britt, presta atenção. A Lolinha caiu da cadeirinha. – Cutuca-me Rose referindo-se a zebra de pelúcia que agora está jogada no chão.

– Ah, desculpe Rose. Estou um pouco distraída.

– É por eu ter contado dos seus beijinho com a San? Mamãe disse que foi muito feio o que eu fiz. – Ela diz com um carinha triste de dar dó.

– Está tudo bem. Só não fique contando tudo aos outros. Principalmente quando eu pedir segredo, sim? – Rose balança a cabeça concordando e eu me levanto, passando a mão em seus cabelos e os bagunçando. – Agora eu vou descer e conversar com a mamãe.

Coloco Lolinha na cadeira de volta e saio do quarto, descendo as escadas e encontrando minha mãe na sala costurando uma roupa.

Sento-me ao seu lado e olho rapidamente para o programa que passa na televisão.

– Como foi na escola hoje, querida? – Pergunta ela ainda costurando tranquilamente.

– Ah, foi um pouco estranho. Noah e eu conversamos e, apesar de ele não demonstrar raiva, eu sei que ele irá querer se afastar de nós. E eu entendo. É o mínimo. De qualquer modo, eu esperava alguma reação explosiva dele.

– Ele é um ótimo garoto pelo que pude notar. Eu deveria te repreender por quebrar a confiança dele, mas sei que você já é grandinha o suficiente para entender o que é certo e errado sim? – Concordo com a cabeça um pouco envergonhada. – Ele poderia ficar extremamente irritado e ainda assim seria compreensível. Ele ama aquela garota, Brittany. Você entende o quão errado foi ter traído a confiança dele?

Mamãe olha para mim seriamente, agora pousando a agulha numa almofadinha em seu braço. Concordo novamente com a cabeça, sentindo-me ainda pior.

– Não faça essa carinha. Não estou brigando com você. – Esclarece ela ao ver minha expressão. — Só quero que você tenha consciência do que faz. Sei que não foi por maldade.

Dou um pequeno beijo na bochecha dela, como se estivesse agradecendo por ser tão carinhosa e compreensiva.

– E como foi na escola de Rose? – Questiono lembrando da reunião. Vejo um sorriso lindo nascer no rosto da mulher na minha frente. Fico curiosa.

– Foi muito bom. Rose não tem dado trabalho algum e é muito esforçada. Talvez tenha roubado um pouco da sua timidez, mas nada que a prejudique. – Explica ela.

– Sempre achei que Rose iria ser mais desinibida que eu. Principalmente na escola. – Dou de ombros, percebendo que acabei me precipitando quanto a isso. – Mas esse seu sorriso não parece ser apenas pelo sucesso escolar de sua filha mais nova.

Mamãe abre ainda mais o sorriso.

– E não é. Sabe, a escola de Rose precisou fechar temporariamente a sala de leitura. A Sra. Perkins deixou o cargo e não tem previsão de volta. – Ela comenta e me olha com expectativa, como se eu tivesse entendido tudo. Faço uma cara confusa, mostrando que na verdade ainda não sei onde ela quer chegar. Ela revira os olhos para minha lentidão. – Conversei na escola e consegui o emprego, querida. Sei que não é grande coisa, mas ainda assim é ótimo. Eu organizarei os livros e lerei para as crianças.

E com esse resumo eu me sinto muito orgulhosa por ela.

– Que ótimo, mãe. E é grande coisa sim. Não menospreze essa conquista. – Ela sorri um pouco tímida. Sei que ela se sente um pouco insegura, mas foi a melhor atitude a ser tomada e fico feliz por ela.

–~*~-

– Ele disse que está chateado demais comigo para me dar uma segunda chance. Para qualquer coisa, entende? Ele estava sério e evitava olhar em meus olhos. – Santana me conta sobre a conversa que teve com Noah com uma expressão triste.

– Ele não está errado, de qualquer forma. Só podemos esperar, agora. Deixar ele pensar e ver no que dá.

– Eu sei. – Ela concorda. – Mas é tão estranho esse clima chato entre a gente, entende? Eu sei que fui uma idiota por desrespeitá-lo e que não posso cobrar nada, mas ainda assim é difícil.

– E você disso isso a ele? – Pergunto.

– Eu disse. Na verdade eu disse tudo que era necessário. Fomos muito sinceros um com o outro. Ele também não quer agir como um desconhecido comigo. Mas por enquanto ele prefere se manter distante. Às vezes eu tinha a impressão de que ele poderia facilmente gritar comigo, no entanto se controlava.

– Ele não seria estúpido com você. Independente de qualquer coisa. Ele não me parece o tipo de cara que gosta de extravasar quando está irritado.

– Ele é silencioso. Não sei se isso é bom ou ruim.

– Não importa. É o modo dele lidar com as coisas. – Ela concorda e fecha seu armário.

Já estamos no fim do período de aula e nos encaminhamos para a saída tranquilamente. Alguns alunos mais apressados passam esbarrando em nós, mas não nos importamos e continuamos a andar a passos lentos.

– Sabe, eu conversei com a Quinn hoje no almoço. – Comenta ela mudando de assunto e me fazendo olhá-la curiosa. – Ela disse que não é nada sério entre ela e a Berry. Na realidade, ela disse: "Bem, somos gostosas e estávamos curiosas. Não é nada demais, relaxa".

– Ah meu Deus, ela disse mesmo isso? – Pergunto e Santana balança a cabeça confirmando. – E desde quando elas têm um interesse pela outra?

– Essa é uma ótima pergunta. Achei esse critério da Quinn um absurdo. Eu obviamente sou mais sensual que a Rachel. – Diz ela cruzando os braços e empinando o nariz numa expressão absolutamente arrogante.

– Você está querendo me dizer que a Quinn deveria ter escolhido você para anular a curiosidade dela? – Indago levantando uma sobrancelha.

– Ei, eu... eu não disso isso. – Ela responde um pouco assustada, porém logo colocando um sorriso estranho no rosto. – Mas digo que você está com ciúmes.

Sinto meu rosto corar e viro o rosto, um pouco envergonhada. Balanço a cabeça negativamente.

– Não estou não.

– Mesmo? Pois eu tenho certeza que esse biquinho aí é de ciúmes. É só admitir. – Diz rindo, apertando meus lábios com o polegar e o indicador.

– Não sinto ciúmes algum, idiota. – Nego virando a cabeça para o outro lado e colocando a mão sobre os olhos para tentar protegê-los do sol quando finalmente saímos do prédio da escola.

Ouço a risada da Santana e não evito o sorrir junto. Sinto ela passando seu braço em torno do meu e continuamos nosso caminho.

– Tchau, Britt. – Ouço Artie se despedir timidamente quando passamos por ele. Aceno em sua direção com um sorriso no rosto.

– Tchau, Artie. Até amanhã. – Vejo-o adquirir um tom rosado nas bochechas e ele acena de volta.

Volto minha atenção para meus passos e sinto Santana largar meu braço e cruzar seus próprios. Olho para seu rosto e vejo suas sobrancelhas franzidas e seu maxilar tensionar.

– Digo que você está com ciúmes. – Comento passando a mão entre suas sobrancelhas numa tentativa falha de desfazer sua expressão irritada.

– Não seja ridícula. Eu não tenho motivos para sentir ciúmes de um aleijado. – Ela responde estressada e revirando os olhos.

– Santana, isso foi muito rude. Ele é um garoto adorável. Não seja cruel.

– E eu estou mentindo? – Pergunta ela maldosa.

Paro no meio do caminho a fazendo parar também.

– Está mesmo tendo uma opinião tão preconceituosa de alguém como o Artie? – Questiono.

Ela apenas eleva uma sobrancelha, como se estivesse dizendo: "Sim, algum problema?".

– Isso é ridículo, Santana. – Digo irritada.

– Ah, por favor, Brittany. Ele nem ao menos ouviu.

– Esse não é o ponto. O ponto é que você está sendo uma insensível só porque está com ciúmes.

– Eu já disse que é ilógico eu ter ciúmes desse quatro olhos. – Repete ela revirando os olhos novamente. – E eu não sou insensível. Talvez você é que seja muito sensível.

Respiro fundo e decido não discutir. Mas não mudo minha opinião de que Santana é insensível.

Seguimos em silêncio. Dessa vez um pouco menos confortável que o de costume.

– Você pode desfazer esse bico irritado, se quiser. – Ela pede após alguns minutos com uma voz doce que em nada se parecia com o tom ríspido de antes.

– Mas eu não quero. – Informo cruzando os braços.

Ouço-a suspirar e não digo mais nada.

– Sério. Tira isso daí.

– Não sou obrigada. Os lábios são meus e eu faço o bico que eu quiser.

– Ah é? E quantos anos você tem? Cinco? – Suspiro irritada e aumento ainda mais o bico.

Continuamos a andar lado a lado voltando ao silêncio e eu e olho para ela vendo-a pegar o celular e digitar algo.

– Hoje eu fico por aqui. Não poderei te acompanhar. – Comunica ela após alguns minutos.

– E onde você vai? – Indago sem conseguir conter a curiosidade.

– Combinei de sair com a Dani.

– Hum... certo, então. – Ficamos nos olhando, não sabendo o que dizer.

– Certo, eu vou indo.

– Isso, certo. – Confirmo.

Ainda assim ela não vai. Continuamos nos encarando.

– Você não vai? – Pergunto.

– Oh. Sim, eu vou. Certo, isso mesmo, vou indo. – Concordo com a cabeça.

Ela me olha como se estivesse esperando algo, mas eu simplesmente não darei o braço a torcer.

Ela suspira e olha em volta e se aproxima de mim, dando um rápido beijinho em meus lábios. Dou um sorriso feliz e aceno para ela, dessa vez a vendo partir para a rua a nossa esquerda.

Continuo meu caminho para casa e não retiro meu sorriso feliz dos lábios até ver algo realmente patético e humilhante: Peter bêbado vomitando numa moita do jardim de alguém. Sem contar o fato de que ele tenta cantar enquanto isso.

Respiro fundo sem saber se ignoro e vou para casa ou se o ajudo e o levo para casa comigo.

– Por que as pessoas bebem? E por que eu sou tão idiota, hein? – Questiono para mim mesma, passando a mão no rosto e indo ajudá-lo. Talvez eu seja mesmo muito sensível.

Notas finais
E é isso por enquanto. O que acharam?? Se algo ficou estranho, errado, confuso ou algo assim, digam-me, por favor. Espero que tenham gostado e bom restinho de semana para vocês. Até o próximo. Bjo bjo :*