Doce obsessão

14 Capítulo 14: E fazer com que tudo dê certo.


Notas iniciais
Olá gente!! Primeiramente me perdoem por essa demora. O plano era ter postado antes, porém tive problemas com a internet e enfim... finalmente consegui õ/ Agradeço pelos comentários lindíssimos e por quem está aí acompanhando a fic. Preciso agradecer também à Stefany pela incrível recomendação. Obrigada mesmo. Espero que gostem do capítulo. Desculpem-me pelos possíveis erros :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Eu me sinto exatamente como um zumbi deve se sentir. Devo estar com olheiras incríveis. Um perfeito urso panda.

Passei praticamente a madrugada inteira pensando em Santana e como nós íamos nos comportar no outro dia, ou seja, hoje. Eu ainda não sei como me sinto de fato a respeito da noite passada. Ainda posso sentir o frio na barriga de nervosismo. O mesmo frio que se sente quando se vai em parques de diversão com brinquedos muito altos. É uma ansiedade sem o menor controle.

Quando finalmente consigo dormir, o alarme soa, me fazendo acordar para ir para a escola.

Me arrumo no completo automático e desço logo em seguida, encontrando todos sentados a mesa, inclusive Peter, que como sempre tem feito ultimamente, está discutindo com minha mãe.

Chego por trás de mamãe e Rose e lhes dou um beijo na bochecha, sentando em seguida para tomar meu café da manhã.

Peter me encara sério, me olhando como se eu fosse a pessoa menos educada do mundo. Ele espera que eu o cumprimente, mas eu não quero fazer isso.

– Não vai me dar um bom dia, Brittany? – Ele pergunta, me encarando.

– Bom dia, Peter. – Sorrio, sarcástica.

Ele me olha incomodado e logo se levanta, pegando suas coisas e antes que se retire, apenas bebe um último gole de café e passa a mão na cabeça de Rose, saindo de casa após isso.

Olho para minha mãe, que está de cabeça baixa, olhando pensativa para sua xícara. Pouso minha mão sobre a sua e lhe ofereço um sorriso, que é retribuído com um olhar agradecido.

Termino meu café e me despeço de Rose e da minha mãe, indo para a escola.
Chego lá e todos meus amigos já chegaram. Ficamos conversando enquanto a primeira aula não dá seu início. Olho em volta e avisto Santana ao lado de Noah, que abraça sua cintura. Ela me olha, mas logo desvia sua atenção novamente para seu namorado.

A olho indignada. Ela não vai me evitar, vai? Essa seria coisa mais infantil que ela poderia fazer. Santana não é assim e eu não a deixarei fugir.

Olho determinada em sua direção e peço licença aos meus amigos. Vou em sua direção e paro em sua frente, com um sorriso.

– Oi Noah, oi San. – Os cumprimento, sorridente.

– E aí, Britt. – Me sorri Noah, simpático. Santana apenas me olha e me oferece um pequeno sorriso.

– Santana, será que eu posso falar com você mais tarde? No intervalo, talvez? – Indago, aproveitando o silêncio que havia se formado.

Santana me encara, indecisa.

– Eu tenho algumas coisas para fazer, Britt. Estarei com Quinn e Dani durante o intervalo. Quem sabe depois. – Esclarece, dando de ombros. Balanço a cabeça, chateada.

Santana está um pouco retraída e decididamente está sendo infantil e egoísta. Ainda é perfeita, de qualquer modo.

A olho irritada ou acho que aparento estar irritada e saio, me dirigindo para a escola, para o início das aulas.

Chego na sala de aula junto com Mercedes, que me conta sobre como será romântico o encontro dela com Sam no final de semana. Ela está quase certa de que ele irá a pedir em namoro. Torço por isso.

– Você precisa de um namorado, Britt. Urgente. Você está sempre conosco e nunca se diverte. – Comenta ela, pensativa.

Bom, eu na verdade gostaria sim de namorar uma pessoa, mas a tal pessoa pelo que parece não corresponde aos meus interesses. É mesmo muito lamentável essa coisa de não ser retribuído. Claro que não contarei nada disso para Mercedes. A alegria dela não merece ser ofuscada pela minha própria confusão.

– Ah, não vejo tanta necessidade assim, Cedes. Eu estou legal com isso, não se preocupe. – Tranquilizo, sorrindo.

Passo o restante das aulas tentando me distrair com meus amigos. Cada um tem algo novo para contar e me fazem absolutamente feliz por estarem comigo todos os dias. Hoje em especial. Estou ansiosa e quero conversar com Santana, mesmo que ela não o queira.

O intervalo chega e como sempre foi e é de meu costume, procuro Santana com os olhos por todos os lugares que minha vista alcança. Não a vejo, porém vejo outra pessoa que pode me fornecer informações. Quinn.

– Olá, Quinn. – Cumprimento, sorridente.

– Oi, Brittany. O que houve? – Pergunta, enquanto guarda algo em seu armário organizado.

– Você viu a Santana por aí? Ela disse que estaria com você e Dani nesse horário.

– Acho que ela mudou de ideia então. Ela disse que gostaria de passar mais tempo com o namorado e aproveitaria esse tempo para isso. – Explica ela, calma. Ela rapidamente tranca seu armário e me sorri, se retirando logo em seguida.

Como assim Santana quis passar mais tempo com o namorado? Ela deve estar me sacaneando, não é possível.

É óbvio que ela está arrumando um jeito de fingir desinteresse no nosso beijo, como se ficar beijando o Noah fosse fazê-la esquecer.

Isso é errado. Deveria ser considerado crime, sei que deveria. Ela correspondeu e me deu esperanças. As pessoas não podem fazer isso com as outras.

Fico tentando imaginar onde eles poderiam estar. Independente do lugar, devo alcançá-los com facilidade. O intervalo se iniciou a menos de cinco minutos, eles não devem estar muito longe.

Decido enviar uma mensagem de texto (sim, agora eu tenho até mesmo seu número de celular, não é incrível?) ao invés de andar desvairada pela escola a procura de alguém.

San, podemos conversar agora? Sei que você não está com a Dani ou com a Quinn. Não me ignora, não. -B

Espero algum tempo e nada de receber uma resposta. Suspiro frustrada. Eu não quero que Santana de repente diga estar apaixonada por mim. Apenas desejo que ela aja com maturidade e encare o fato de que temos que conversar e esclarecer o que aconteceu.

Tudo bem, você conseguiu Brittany!! Me encontra nas arquibancadas daqui a cinco minutos. -S

Sinto meu coração se agitar ao ler a mensagem enviada por Santana. Deus deve ter ouvido minhas preces, pois é a única explicação.

Sinto saudades de olhar seu rosto bonito e ficar observando as covinhas se formarem quando ela sorri. O modo como seus olhos me encaram curiosos. Sinto falta da Santana o tempo todo e ela fugir de mim faz com que eu sinta que estou regredindo aos poucos. É uma sensação apavorante.

No entanto, agora vou me encontrar com ela e isso por enquanto é mais que suficiente.

Chego nas arquibancadas o mais rápido que consigo. Santana está lá, no lugar em que costumamos ficar. Ela me olha e sorri, chegando um pouco para o lado.

Sento ao seu lado e ficamos em silêncio, apenas observando ao nosso redor. Não sei ao certo como começar. Santana me deixa nervosa, pois sei que ela espera que eu diga algo no mínimo decente. Respiro fundo, reunindo coragem para ser direta.

– Por que tem corrido de mim? Eu fiz algo errado, San? Não quero que fique uma situação estranha entre nós. Me desculpe por ontem, não foi minha intenção te aborrecer. Simplesmente aconteceu e eu... eu não sei. – Desabafo. Santana me olha, em silêncio, para em seguida dar risada. Qual é a graça?

– Britt-Britt, já lhe disse o quanto a acho adorável? Eu não me irritei com você, juro. Eu só fiquei assustada e confusa. Eu ainda me sinto assim na verdade. Por que você me beijou? Aliás, por que nos beijamos? – Ela questiona, confusa, olhando para suas mãos que estavam reunidas em seu colo.

– Eu poderia dizer que foi apenas devido a aproximação do momento, mas não foi, San. Eu gosto de você. Não sei definir bem o que sinto, mas se eu te beijei, foi porque eu quis aquilo. Eu não quero que você se afaste por isso, por favor. Somos amigas e quero que continue assim, apesar de tudo. Podemos fingir que nada aconteceu, se assim você preferir. – Digo, aproveitando a coragem que sentia e despejando tudo o que até então eu poderia dizer.

Santana fica me olhando, séria. Parece tentar entender tudo o que eu disse antes de dizer qualquer coisa. Como se estivesse escolhendo as palavras.

– Sabe Britt, eu também gosto de você, mas sei que não é do mesmo jeito. Eu sinceramente não quero afirmar nada quando não tenho certeza alguma. Você é tão especial, querida. Não posso ser inconsequente. Não com você. – Esclarece, pousando sua mão esquerda no meu rosto e o acariciando, delicada.

Fecho meus olhos, apreciando o carinho e sua sinceridade.

Não posso e não quero cobrar nada dela, apenas sua honestidade. O que me resta é respeitar qualquer decisão e vontade que ela tenha, me conformando com suas escolhas.

– Eu não me importaria que você fosse inconsequente comigo, San. Eu só quero estar com você. – Afirmo, sem abrir os olhos. O paraíso estava em suas mãos nesse momento, me acariciando com seu calor humano e com uma delicadeza divina.

– Por favor, não faça isso comigo, Britt. Não quero que no final algo dê errado. Você consegue entender isso? — Balanço a cabeça, confirmando. Suspiro e deito minha cabeça em sua mão, segurando-a com a minha, finalmente a olhando.

Santana parecia implorar para que eu a compreendesse, para que eu não forçasse algo tão incerto. Eu sei que existem diversos fatores que nos impossibilitam de um relacionamento estável. E muitos outros fatores que implicam que no final tudo vai dar errado. Mas sinto no coração, e não, não é puro impulso influenciado pela emoção e curiosidade, que talvez possa dar certo. A esperança parece novamente me completar, me permitindo criar expectativas ainda maiores.

– Nada irá dar errado, San. Fica comigo, me faça uma garota feliz. Só por hoje. – Praticamente imploro, vendo logo após, a cara desesperada de Santana. Ela certamente não quer isso. E eu só posso aceitar e a respeitar. Não vou empatar sua vida com isso.

A olho abalada e me levanto, lhe oferecendo um sorriso compreensivo.

– Quer saber? Esqueça tudo isso, San. Está tudo bem entre nós, não vou estragar nada. Não se preocupe com isso. – A tranquilizo, abaixando e dando-lhe um beijo na testa. Santana me olha e desvia o olhar para baixo. Ela não expressa nada a não ser um balançar de cabeça, concordando com o que eu disse.

– A próxima aula começa daqui a pouco, melhor irmos. – Aviso, começando a caminhar.

Ouço Santana se levantando e continuo a andar, esperando que ela me acompanhe, mas ela não o faz. Santana não dá um passo sequer. Eu apenas ouço sua respiração no meio do silêncio do campo. Eu paro de caminhar, ainda sem me virar, esperando por alguma reação dela.

Passo a ouvir seus passos delicados vindo até mim, com extrema lentidão. Ela finalmente me alcança e para logo atrás de mim, em silêncio por alguns segundos.

– Britt... – Ela chama, com a voz baixa.

Respiro fundo e viro, esperando o que quer que seja que ela queira falar.

Santana me olha, como se tentasse adivinhar meus pensamentos. A encaro da mesma forma, imaginando o que se passa por sua mente.

Ela se aproxima, passando sua mão direita por meu rosto, prendendo em seguida meu cabelo atrás da orelha. Santana se aproxima e me dá um curto beijo nos lábios. Não me parece o suficiente, mas de qualquer modo eu decido esperar e ver o próximo passo que ela dará.

Santana me olha, próxima. Desliza seu nariz pelo meu rosto e para com o nariz encostado ao meu, ainda me olhando.

– Eu não sei o que estou fazendo. – Comenta, baixinho. Não digo nada, nem ao menos me mexo. Apenas sinto o calor humano que emana dela.

Santana continua a me encarar e, decidida a não enrolar mais, ela me beija. Não como o pequeno beijo anterior. Mas o tipo de beijo que eu estive esperando desde que a conheci.

Não é como se estivéssemos tímidas, apenas decidimos indiretamente que temos tempo o suficiente para curtir o carinho da outra. Aproveitamos o beijo como se fosse o primeiro e último de nossas vidas. Simples assim.

Não quero dessa vez ficar acanhada ou temer assustá-la. Santana pode estar confusa, mas quer tanto quanto eu. A beijo com um pouco mais de intensidade, recebendo em troca sua língua incrível.

Perfeito. É a melhor sensação com toda a certeza.

Se não estivesse tão bom, eu certamente sairia pulando e suspirando apaixonada.

Não que esse beijo vá ajeitar as coisas entre nós, porém é um passo enorme na nossa relação. Eu não sei como iremos prosseguir, no entanto, não me imagino desistindo de Santana.

Seguro a nuca de Santana, não querendo a soltar nunca mais. Nos separamos por alguns centímetros e a olho, encantada. A beijo novamente, realmente não a querendo largar.

– Poderia fazer isso para sempre, Sanny. – Afirmo quando a solto, certa do que digo. Santana sorri, concordando. Logo ela volta a ficar séria.

– Eu não sei o que estamos fazendo Britt. O mundo poderia ficar invertido que ainda assim eu estaria menos confusa que agora. E tem o Noah... E eu realmente sinto algo por ele, não posso seguir com isso sem mais nem menos. – Comenta ela, com pesar.

– San, eu não quero que você fique chateada ou preocupada com isso. Podemos resolver depois e eu juro que respeitarei qualquer escolha que você tomar. Só não quero deixar de ser sua amiga. Promete que não vai se afastar? – Peço, estendendo meu dedo mindinho. Santana ri e junta seu dedinho ao meu, me puxando em seguida para um abraço.

– Eu prometo, Britt-Britt. – Ela sussurra, próxima ao meu ouvido e logo se afastando. — Acho que temos que voltar. Estamos perdendo aula. Vem.

Santana me puxa pela mão e eu me deixo levar, suspirando feliz.

Independente da escolha de Santana, me sentirei feliz por ao menos ter estado com ela e por vivermos momentos tão maravilhosos. Não vou repreender qualquer sentimento que esteja a me acompanhar. Talvez eu me decepcione, entretanto é o que eu quero e preciso. Criar esperanças e fazer com que tudo dê certo.

Notas finais
E é isso... O que vocês acharam? Me desculpem novamente pelo atraso. Espero que tenham uma boa semana. Até o próximo. Bjo bjo :*