Doce Vingança
7 Capítulo 7
Depois de finalmente retornar para casa da minha mãe, ajudei minha irmã no dever de casa e fui para o jardim, pois precisava ficar um pouco sozinha enquanto Leah assistia televisão.
Sentei no tronco de uma árvore que ficava lá no jardim e peguei meu celular, mandando mensagem para o Aiden:
SALLY: Oi Aiden, tudo bem? Tô com saudades!
Poucos segundos depois, ele visualizou a mensagem e respondeu.
AIDEN: Oi. Tudo bem sim, e você? Também tô com saudades de conversar com você.
Abri um sorriso largo quando li a resposta dele, que ótimo que o sentimento era recíproco.
O Sr. Clifford queria me comer? Quem vai é o filho dele pra deixar de ser babaca! — falei comigo mesma, baixinho, enquanto voltava a digitar.
SALLY: Sabe, você e a minha irmã estavam bem juntos na escola. Me deixou com ciúmes sabia? Tava todo bonitão!
AIDEN: Ela é uma graça! Encontrei ela no intervalo e puxei um assunto. Gostei demais de conversar com ela. E você também estava muito bonita, qual o segredo?
SALLY: Ela é tímida, não tem muitos amigos. E bem, respondendo sua pergunta, não tenho nenhum segredo, mas obrigada!
AIDEN: Sério? Uau!
SALLY: Sabe... Eu tava aqui pensando: Você foi a pessoa que eu mais gostei de cuidar até hoje, nunca me deu trabalho, é um adolescente legal e gato. Então, já que eu não sou mais a sua babá, podemos virar outra coisa, talvez amigos coloridos... Com benefícios, sabe?
AIDEN: Amigos coloridos? O que é isso?
Apesar da resposta não ter me surpreendido ele não saber, decidi atiçá-lo mais um pouco.
SALLY: Esquece, deixa pra lá.
AIDEN: Não! Me conta! Agora fiquei curioso!
SALLY: Pesquisa na internet então.
AIDEN: Tá bom, a minha mãe chegou. Vou pesquisar e te falo.
SALLY: Ok lindo, divirta-se! Beijo!
Mandei emoji de beijo para ele e guardei o celular, logo entrando em casa mais uma vez.
Demorou algumas horas, eu já estava ficando preocupada pois minha mãe não tinha dado notícias e eu tinha recebido um pedido de um cliente conhecido que tinha um filho de dois anos, só que eu não podia deixar Leah sozinha e precisava do dinheiro.
Aquela situação estava me deixando preocupada, mas finalmente minha mãe chegou em casa.
Oi filha, como foi o dia com a Leah? — perguntou ela, entrando em casa.
-Oi mãe, você demorou, tava preocupada! — respondi, levantando do sofá.
-Desculpa, um capotamento na estrada me atrasou toda.
-Ah que bom, porque eu tenho que ir cuidar de um menino agora.
-Mas já? De quem?
-O Paul. O filho daquele casal perto da minha casa.
Ela pareceu tentar se lembrar, mas logo assentiu.
Está bem filha, que pena que não pode ficar, mas outro dia tenta tirar um tempo pra vir ficar comigo e sua irmã — pediu ela.
-Ficar tipo, o dia todo? — perguntei.
-Isso mesmo.
-Eu vou adorar, mas agora tenho que ir.
-Está bem filha, vai lá.
Me despedi dela e de Leah, em seguida, fui para o meu carro e entrei no mesmo indo na direção da casa do pai de Paul.
Ao estacionar, sorri e desci do carro tocando a campainha.
Olá Sally — sorriu o marido, abrindo a porta com sua esposa.
-Olá senhor e senhora Butler — sorri amigável.
-Bom te ver novamente, querida — respondeu a esposa dele.
Sorri para ambos concordando e logo eles me deixaram entrar. Paul estava brincando como qualquer criança da idade dele.
-Lembre-se de colocar o ar condicionado no mínimo em 24 graus quando ele for dormir. Ele tá meio gripado e não pode ficar em ambiente muito frio — pediu a mãe.
-Pode deixar, vou lembrar disso. Ele já comeu? — perguntei.
-Ainda não, mas logo ele vai ficar com fome — respondeu o pai.
-Ok, vou fazer a comida favorita.
-Obrigada, boa noite.
Sorri e logo comecei a cuidar de Paul. Demorou um pouco mais do que o esperado, mas ele finalmente jantou a comida que fiz pra ele. Como sempre, uma criança dando trabalho, mas não me importei, todo trabalho tem seu lado chato.
Quando já eram quase dez da noite, Paul adormeceu no sofá, então eu o coloquei na cama e escutei o meu celular apitando, mostrando que recebi uma mensagem. Fiquei surpresa quando vi que era de Aiden.
AIDEN: Eu aceito aquela proposta, se você ainda quiser.
Abri um sorriso vendo a mensagem e logo o respondi.
SALLY: Pesquisou na internet?
AIDEN: Sim. Me desculpe não ter entendido antes, é que eu nunca tive amizade colorida com ninguém.
SALLY: Você ainda é novo, eu entendo não ter entendido logo de cara.
AIDEN: Que bom que entendeu, pensei que ia me achar uma criança.
SALLY: Jamais acharia isso, você é um adolescente, é normal.
AIDEN: Menos mal
SALLY: Então você aceita? Mesmo eu sendo mais velha que você?
AIDEN:Não vejo problema nenhum a nossa diferença de idade.
SALLY: Mas os seus pais não irão apoiar muito isso.
AIDEN: Nunca me apoiam em nada mesmo. Pior ainda é o seu namorado.
SALLY: Eu já te falei que eu e ele demos um tempo.
AIDEN: Achei que tinham se acertado.
SALLY: Não. Pra falar a verdade, nem pretendo.
AIDEN: Uma pena, mas que bom, um problema a menos.
SALLY: Quer vir amanhã aqui em casa?
AIDEN: Gostaria sim, vou direto da escola para aí.
SALLY: Combinado então, agora vai dormir que já tá tarde.
AIDEN: Você não é mais minha babá!
Soltei uma risada fraca com a mensagem dele e entrei na brincadeira.
SALLY: É força do hábito, principalmente porque seus pais falariam a mesma coisa e agora estou na casa de um cliente.
AIDEN: Está bem, você venceu. Vou dormir. Até amanhã.
SALLY: Boa noite, até amanhã!
AIDEN: Até amanhã!
Deixei o celular de lado e sorri vitoriosa, não porque estava feliz pelo que estava prestes a acontecer, mas porque a vingança estava se concretizando. É cruel? Talvez um pouco, mas o Sr. Clifford tá merecendo.
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