Acordei no dia seguinte bem cansada após a noite longe que tive. Ele era uma das crianças que mais me dava trabalho e tornava tudo mais exaustivo, mas eu acreditava que valeria a pena no final de tudo.

Após receber meu pagamento, peguei o carro e fui direto pra casa. O cansaço era tanto que eu só tive forças para tomar banho e trocar de roupa antes de capotar de qualquer jeito na cama, tanto que quando acordei já eram dez horas da manhã. Assustei-me, se Aiden realmente não esqueceu do combinado ele certamente estava mandando mensagens para confirmar. Rapidamente peguei meu celular para ver se ele tinha mandado mensagem, mas não. Bem, o jeito era esperar.

Para não ficar esperando sem fazer nada, levantei e fui tomar café, o dia todo eu iria passar sem fazer nada mesmo, então fiz tudo sem pressa nenhuma. Após tomar café, decidi passar o tempo arrumando a casa; havia tempo que não fazia isso e iria me ajudar a passar o tempo.

Quando finalmente terminei, já era meio-dia, Aiden devia estar saindo da escola e se estivesse a caminho, não poderia me ver daquele jeito, então fui rapidamente tomar um banho que só demorou uns cinco minutos. Quando saí do banho, sequei meus cabelos e ouvi a campainha tocar. Animada pensando ser o Aiden, fui atender e agradeci mentalmente por estar usando um vestido branco com rosas, pois era Matt quem estava lá.

— O que está fazendo aqui? — perguntei, confusa.

— Ué, eu vim te ver, não tá com saudades? — disse ele,

— Eu tõ esperando uma pessoa.

— Ah é? Pois eu cheguei primeiro.

— Pára Sr. Clifford, por favor.

— Só vim aqui avisar que o nosso encontro hoje será às oito e meia, ok? Eu te busco aqui para a gente ir — afirmou.

Puta merda, o nosso encontro, eu tinha quase esquecido. Ainda bem que o Aiden está vindo à tarde, pois assim posso ter bastante tempo e ele não desconfiará de nada.

— Ok, eu estar esperando — disfarcei e ele nem percebeu.

— Isso se a tal pessoa não demorar muito né? — bufou ele.

— Não, que nada, quem tá vindo para cá é o Aiden e não vai demorar.

— O Aiden? O que ele vai vir fazer aqui?

— Ele tá com dificuldade em matemática. E como eu não sou nerd, mas entendo bastante do que ele tá na dúvida, ele vai vir aqui para eu ajudá-lo a aprender... Ou tentar.

— Uau, além de linda é muito inteligente.

— Obrigada, mas assim, como isso pode demorar um pouco já que eu não sei o quão difícil é pro Aiden e quanto tempo vamos levar pra terminar a tarefa dele, que tal deixarmos o encontro para amanhã à noite? Assim eu fico com a cabeça menos cheia e você fica menos corrido — sugeri e ele sorriu.

— Pra mim tá perfeito!

— Ótimo, até amanhã à noite — sorriu.

— Até amanhã.

Logo ele saiu da minha casa me deixando mais aliviada, acho que ele não desconfiou de nada, o que era um bom sinal.

Voltei me sentando no sofá mexendo no celular, até que, meia hora depois, a campainha tocou novamente.

Levantei e fui atender, era Aiden com a minha irmã, o que me assustou um pouco.

— O que está fazendo aqui? A mãe deve tá preocupada com você! — falei a olhando.

— Relaxa irmã, só vim trazer o Aiden, ele não sabe o caminho direito — explicou ela, me deixando mais aliviada.

— Ah sim, obrigada. Como foi a aula Aiden?

— Foi ótima! — respondeu ele, sorrindo.

Educadamente dei um rápido "tchau" para Leah e dei espaço para o Aiden entrar.

— Fica à vontade tá? — falei o vendo entrar.

— Obrigado, gostei da casa — sorriu ele, tirando a mochila das costas e colocando no sofá.

— Obrigada, como moro sozinha, é pequena.

— Mesmo assim eu gostei.

— Que bom, tá nervoso? — perguntei, me aproximando dele.

— Um pouco, mas logo vai passar — respondeu ele, me olhando.

— Ótimo.

Sem muita pressa, mas também sem perder muito tempo, acabei com a distância que existia entre nós e comecei um beijo em seus lábios. Começando um beijo lento, calmo, sem pressa, enquanto minha língua explorava devagar a sua boca. Pude sentir suas mãos segurando firmes minha cintura, colando nossos corpos, a sintonia que nossas línguas se moviam era incrível enquanto eu acariciava seu rosto.

Depois de alguns segundos, parei o beijo com selinhos para olhá-lo nos olhos.

— Tá tudo bem? — perguntei.

— Claro, por quê não? — disse ele, sorrindo.

— Nada.

Voltei a beijá-lo, agora com mais intensidade do que antes. Com uma mão, o empurrei levemente até o sofá para o fazer sentar e me sentei no seu colo, sem parar o beijo, enquanto sentia suas mãos percorrendo pelos meus cabelos com suavidade e nossas línguas brincavam.

Ao parar o beijo novamente, acariciei seu rosto enquanto o olhava.

— Tá gostando? — perguntei novamente.

— Muito. E você? — ele sorria.

— Muito também. Você beija bem.

— Também gostei do seu beijo.

Sorri levemente o olhando.

— Você já transou alguma vez? — perguntei e ele deu um longo suspiro, fechando os olhos.

— Não né? Nenhuma garota vai querer fazer isso com alguém que precisa de uma babá na minha idade.

Apesar de não ter sido a resposta que eu queria, curiosamente eu não fiquei surpresa.

— Eu entendo que por você ter tido uma babá nessa idade tenha sofrido bullying, mas achei que tivesse feito antes. Os adolescentes da sua idade hoje estão perdendo mais novos que isso — suspirei o encarando.

— Sim, mas a oportunidade nunca veio — ele deu de ombros — Até agora.

Sorri para ele.

— Eu não sou acostumada com homens virgens, ok? Então vamos no seu tempo, quando você quiser a gente faz — falei sincera.

— Como eu disse, eu quero fazer, só você me ensinar — respondeu ele.

— Você quer isso mesmo?

— Quero sim, tenho certeza.

— Tudo bem então — concordei e dei um selinho demorado — Eu vou te ensinar tudo então.

— Vai?

— Claro que sim.

Sorrimos um para o outro, tirei sua camisa e então comecei a beijar seu pescoço por um tempo. Sentir sua pele se arrepiando foi muito bom, então levantei do seu colo e o puxei pela mão até o meu quarto. Fechando a porta, o encostei na mesma e voltei a beijá-lo intensamente, passando as mãos nos seus cabelos, mas logo passei as mãos pela sua barriga, o guiando até a cama, o que foi um pouco difícil, pois apesar de eu ser doze anos mais velha, ele tinha um e setenta de altura enquanto eu apenas um e cinquenta.

Depois de colocá-lo sentado na cama, parei o beijo e tirei meu vestido, ficando só com a roupa de baixo que destacava bem o meu corpo. Enquanto me ajoelhava, percebi que ele estava fascinado com a visão.

— O que foi? Gostou do que tá vendo? — perguntei, já sabendo a resposta.

— É a coisa mais fantástica que já vi na vida... — respondeu ele, meio aéreo.

— Que bom.

Sorrindo, não perdi tempo ao me ajoelhar, tirar o resto da sua roupa e masturbá-lo por alguns segundos para que ele ficasse só um pouquinho mais rígido. Quando senti que estava bom o suficiente, coloquei na boca começando a fazer os movimentos devagar, aumentando a velocidade aos poucos enquanto só ouvia os gemidos dele que iam ficando mais altos à medida que eu aumentava a velocidade. Não demorou muito e ele logo teve seu orgasmo na minha boca. Dei um beijinho na cabeça do seu membro e sentei ao seu lado.

— Foi seu primeiro orgasmo? — perguntei, curiosa.

— Esse é o nome desse líquido? Sim, é o primeiro — disse ele, depois de recuperar o fôlego e me deixando surpresa.

— Então você nunca se tocou? Se masturbou?

— Não que eu me lembre, por quê?

— Uau, primeiro adolescente que eu conheço que nunca fez isso — comentei, impressionada.

— É... Acho que sou mais inocente do que eu pensava — ele suspirou e eu também.

— Muito inocente. Tô começando a me sentir culpada de ser eu que tô te levando para o caminho do sexo — confessei.

— Não sinta, pelo menos tá me levando para o caminho de uma coisa boa — respondeu ele.

— É... Verdade. Pelo menos gostou?

— Sim, muito. Pode fazer de novo? — ele sorriu suplicante.

— Já quer de novo? Posso fazer quantas vezes você quiser — arqueei as sobrancelhas.

— É que eu gostei pra caramba...

— Eu percebi.

Ele não parava de olhar para o meu corpo.

— Pode me tocar — falei.

Ele não perdeu tempo e logo começou a massagear meus seios por cima do sutiã, mas logo o ajudei a tirar e ele voltou a massageá-los lentamente, me fazendo arfar baixo. Quando o autorizei a tirar minha calcinha, ele se ajoelhou na minha frente e o fez com facilidade, então se ajoelhou e ficou me olhando com dúvida.

— Não precisa fazer se não quiser — o olhei.

— Quero sim. Só me diz como faz — pediu ele.

— Usa bastante a língua e os lábios. De preferência, feche os olhos e use a imaginação.

Seguindo tudo o que eu falei, ele começou a fazer bem lentamente, mas aos poucos ia pegando o jeito e eu gemia como aprovação, até que ele estava indo bem para quem nunca fez. Depois de uns segundos, tive o orgasmo também e olhei para ele, que limpava a boca com as costas da mão.

— Desculpa pelo orgasmo na sua boca. Na primeira vez nem sempre é bom — eu disse, o olhando.

— Tudo bem, não é tão ruim — sorriu ele, se sentando ao meu lado novamente.

— O nome disso é sexo oral. Coisa que todo casal faz antes de começar o sexo para valer.

— Pra quê?

— Para dar uma aquecida, sabe?

— Legal, gostei disso — ele sorria.

— Ok, para o próximo e último passo, você tem que ficar rígido de novo.

— E como eu faço isso?

Voltei a masturbá-lo por alguns segundos até ele ficar rígido e ereto mais uma vez. No ponto certo, parei e o olhei colocando uma camisinha nele, já que eu não precisava ser gênia para saber que ele não conseguiria colocar e me sentei sobre ele, fazendo ele entrar dentro de mim e logo começando a quicar. No começo, os movimentos eram lentos para que ele se acostumasse, mas aos poucos foram ficando mais rápidos e fortes, fazendo nossos gemidos ficarem mais altos.

Eu já estava sentando com bastante força, arranhando suas costas, suas mãos apertavam meu corpo todo, quando logo tive outro orgasmo e esperei a vez dele. Ao ouvir seu gemido rouco, parei os movimentos.

Ofegante, saí de seu colo e me deitei ao seu lado na cama, ele também deitou, exausto.

Depois de alguns segundos, o olhei:

— Então? Gostou da sua primeira vez?

— Muito. Foi melhor do que eu imaginava... — ele sorriu.

— Que bom — sorri também — Você também foi bem para a sua primeira vez.

— Claro, você foi uma ótima professora.

— Obrigada. Melhor a gente se vestir.

— Ok.

Nos levantamos e então coloquei novamente a lingerie e o vestido.

— Nunca pensei que estaria nua em uma cama com você após fazer sexo — confessei.

— Nem eu nunca esperava isso.

-Se seu pai souber disso ele me mata — bufei.

— Vai ser nosso segredo então — garantiu ele.

— Ótimo.

Então ele se levantou, colocou a cueca e a calça e foi para a sala pegar a camisa que estava no sofá.

— Tá tudo bem? — perguntei enquanto o observava.

— Sim, só estou ainda sem acreditar — ele riu, colocando a camisa.

— Eu também estou surpresa.

— A diferença é que era eu fazendo pela primeira vez.

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— Sim, eu sei. Mas foi bom né?

— Muito — ele sorriu mais ainda.

— Então é melhor ir para sua casa, logo seu pai chega e vai ficar preocupado — suspirei.

— É mesmo. Nem almoçar eu almocei ainda — revelou — A gente vai fazer isso de novo?

— Sério que ainda não almoçou? Meu Jesus amado! — falei, chocada, mas logo me recompus com sua pergunta — Sim, vamos fazer de novo se você quiser.

— Quero sim. Vou pesquisar novas posições para a próxima vez.

— Ok, só não conta nada para os seus pais da gente, tá bem?

— Tá bem.

Sem pressa, ele pegou a mochila, colocou nas costas e eu o levei até a porta.

— A gente vai se falando pelo whatsapp, tá? — garanti.

— Certo — concordou ele, me dando um selinho demorado de despedida que eu retribuí e logo saiu de casa.

Ao fechar a porta, sorri triunfante. Agora, precisava pensar em como fazer o Matt pegar nós dois na cama, por isso, logo fui para o quarto pensar nisso.