Doce Vingança
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Luna caminha de um lado para o outro se sentindo ansiosa e aflita. Não havia visto Matteo desde que ele trouxe seu almoço e tão pouco voltou para trazer o lanche da tarde. Não que ela sentisse fome, pois mesmo almoçando comeu sem sentir fome e se forçou a comer tudo para não se arrepender mais tarde, só que após comer sentiu seu estômago pesado incapaz de conseguir comer mais por outra hora.
A noite havia caído e não sabia que horas seria... Ligou a TV para ver se havia algum canal que lhe desse a indicação... Seis e meia da noite e nada... Nada dele voltar. Acreditava que ele viria pelo menos se despedir e fazer amor com ela pela ultima vez, mas não... Nem a olhou nos olhos quando esteve pela ultima vez naquele quarto. E Luna começou a acreditar que sem saber como deveria ter feito algo que Matteo não gostou.
Matteo só fazia esse tipo de coisa quando estava bravo com ela, e muitas vezes esse tipo de reação quando tinha lhe punido dolorosamente por tê-lo desobedecido. Mas a questão era que ela não sabia o que teria feito... Fez uma nota mental de tudo o que aconteceu entre eles antes dele aparecer por aquela manhã dizendo que a libertaria... Lembra que no dia anterior eles tiveram momentos deliciosos na praia, depois voltaram e curtiram a companhia do outro sem qualquer problema, e a noite como sempre acontecia dormiam juntos depois de fazerem amor outra vez.
Depois disso, acabou dormindo nos braços dele e disse algo que ela nem lembra mais, mas acredita que não tenha sido nada que o fizesse tomar a decisão de liberá-la e tão pouco de trata-la com desprezo.
— Eu deveria ficar feliz e não assim. – ela diz em voz alta para si mesma. – Vou ver meu pai novamente, Amanda, Ramiro, Daniela, Nina, meu namorado...
Ao se lembrar da ultima pessoa sentiu um nó em sua garganta... Como seria rever o seu namorado? Será que Simón ainda a esperava ou terá encontrado outra namorada? Seja qual for a opção, a melhor opção é que seja a segunda... Não que não sentisse a falta dele, mas sabia que não seria a mesma coisa e com certeza não conseguiria levar a diante o namoro dos dois depois de tudo o que passou.
Ainda sim, está se sentindo atormentada pela atitude de Matteo.
A porta se abre e Luna olha em direção não contendo a reação decepcionada em ver Âmbar ao invés de Matteo. A loira ergue a sobrancelha percebendo o quando a morena está aflita e decepcionada por não ser quem queria. Isso provava que Matteo havia dito a verdade e Luna estava completamente apaixonada por ele. Sendo assim, não haveria outra forma da loira ter que obedecer às ordens do chefe.
— Decepcionada por me ver? – Âmbar provoca sutilmente para ver a reação da garota.
Luna fica sem jeito por ter sido tão obvia, mas tenta reverter à situação.
— Não, é que pensei que fosse o Matteo. Ele não voltou depois que levou a louça do meu almoço. E onde ele está?
Âmbar da de ombro e como entrou no quarto trazendo uma bandeja com o jantar, se limitou em deixa-la em cima da mesa antes de responder.
— Matteo já foi embora e me encarregou de ficar com você até a hora de te levar. – a loira olha com um semblante tranquilo para Luna que não consegui conter a tristeza em seu rosto. Âmbar ignora a principio pelo que ver e a chama para comer. – Então. Trouxe o seu jantar, venha comer antes que esfrie.
Luna nega se sentando na cama com olhar cabisbaixo.
— Não. Não estou com fome. Ainda sinto o gosto do que comi no almoço.
Fingindo desentendida, Âmbar se aproxima da garota sentando-se ao lado dela e a tocando no braço. Luna não esquiva somente olha no rosto da loira.
— Entendo que não queira comer. Está ansiosa para voltar pra casa... Também ficaria assim em seu lugar. Mas... – ela se detém como se fosse abordar outro assunto. – Sabe que terá de enfrentar muitas coisas com sua volta, como por exemplo... Ter que depor a policia, dar explicações a seu pai, entre outras coisas que vão te sufocar. Mas tem que ser forte, porque não irá querer decepcionar a si mesma e muito menos Matteo. Se acusá-lo, sabe que coisas ainda muito piores podem acontecer. Sabe muito bem que escolhas erradas, as consequências são terríveis.
Luna percebe a conotação de ameaça nas palavras de Âmbar, mas não se importava com nada... Já tinha tomado a sua decisão e não iria votar atrás.
— Eu sei... Matteo já havia me dito sobre isso. Não se preocupe que vou lidar com tudo...
Âmbar sorri vendo que Luna realmente dizia a verdade pela maneira decidida que respondeu.
— Isso é ótimo. – disse por fim. – Então... Recomendo que coma um pouco... Não é nada pesado, só uma sopa... Pelo menos coma três colheres e depois eu levo.
Luna viu que não adiantaria negar, então assente se levantando e indo até a mesa e se sentando para tomar a sopa. Âmbar se levanta, mas não vai até ela, somente sai do quarto a deixando sozinha, porém não demora voltar.
Luna não pode deixar de notar que assim que a loira entrou novamente no quarto tem em mãos uma muda de roupas e um tênis e os colocando na cama. Com a testa franzida, a morena não hesita em perguntar.
— Para quem são essas roupas?
Âmbar olha em direção dela com um olhar tranquilo e responde.
— São para você. Quando sairmos à noite estará um pouco frio e fora que são roupas que não vão chamar muita atenção para você caso esbarramos no caminho com alguém. Não se preocupe, é só por segurança.
— Mas o certo não era eu voltar com as mesmas roupas que sumir? – Luna questiona.
Âmbar pondera as palavras por alguns segundos, mas volta a falar.
— Não seria uma má ideia de fato. Porém suas roupas já estão no lixo, porque Matteo a rasgou toda, então...
Luna não fala nada somente assente lembrando que quando acordou ali estava nua coberta por um lençol e volta a comer... Âmbar dar as costas por um segundo para a morena para arrumar a roupa que trouxe para Luna em cima da cama, mas logo volta a olhá-la e se aproximar.
— Que bom está conseguindo comer. — ela disse mostrando satisfeita.
— Er... Está boa...Não tem porque desperdiçar. – a resposta de Luna sai um tanto desanimada e isso atrai mais atenção de Âmbar para ela.
Não poderia mais enrolar, tinha que fazê-la logo parar de sofrer por um amor que não existe.
— Luna... – ela fala puxando a cadeira que havia outro lado da mesa e colocando numa posição em que ficasse de frente a Luna, e se senta em seguida. – Preciso dizer algo muito importante e que me escute atentamente.
Luna encara a loira vendo que não havia um sinal de ameaça e muito menos zombaria. Então deixou a colher de lado e se ajeitou na cadeira para olhar Âmbar e fazer o que pediu.
— Pode falar. – ela disse calmamente.
Âmbar da um mínimo sorriso, mas volta a ficar seria com entonação preocupada e começa a falar.
— Desde a ultima vez que nos vimos, eu notei algo que me intrigou e ao mesmo tempo me preocupou. No começo achei que fosse uma impressão, mas assim que coloquei os pés nesse quarto tive a certeza absoluta.
Luna da um sorriso confuso e pergunta.
— Do que está falando?
A loira respira fundo e fica seria, mas não demora responder.
— Estou dizendo que você está apaixonada por Matteo. Não sei como, mas você o ama mesmo não querendo admitir para si mesma.
Luna nega.
— Não. Não... Eu não estou...
— Está sim. Não precisa mentir. – a loira interrompe a morena. – E não precisa muito menos confessar, até porque isso vai passar.
A garota ficou ainda mais confusa... De uma forma ou de outra realmente está apaixonada por Matteo, mas não estava disposta a confessar para si mesma quanto mais fazer para Âmbar.
— Âmbar. Acredite em mim, eu não estou apaixonada por ele, eu só... – ela se detém como se continuasse a mentir engasgaria.
Com olhar compreensivo e amigável, a loira toca a sua mão na de Luna a segurando como se fosse confortá-la. Luna não se afasta com o toque e observa o que ela diria em seguida.
— Luna, não precisa dizer nada. Eu entendo, mesmo... É normal acontecer em seu caso... Não muito normal, mas não é impossível de acontecer.
— Eu ainda não estou entendendo. O que quer dizer com isso? Aonde quer chegar?
— Estou dizendo que essa paixão que está sentindo, não é uma paixão comum semelhante a quando se apaixona por alguém da maneira casual. É uma paixão cometida pelo estado psicológico particular em que uma pessoa submetida a um tempo prolongado de intimidação, e que no seu caso foi o que viveu com Matteo, passa ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. E isso tem nome, que se chama síndrome de Estocolmo.
— Espere... Está me dizendo que estou apaixonada por Matteo porque é resultado desse negócio de síndrome de Estocolmo? – Luna parecia um tanto incrédula.
Âmbar não se contra diz e mantem firme em seus argumentos.
— Sim, exatamente. Além do mais, a prova disso é você não conseguir admitir que o ama.
Luna nega.
— Não, eu estou negando porque não sinto nada por ele. Já disse...
A loira respira fundo, vendo que Luna jamais admitiria, ainda sim deixaria ela convencida de que realmente adquiriu a síndrome para que em um momento de auto admissão acredite que seu sentimentos seja por conta do que havia lhe explicado.
— Seja como for. Não posso te deixar ir sem estar ciente do que realmente significa o que está sentindo. Até porque não é certo que volte com esse sentimento no peito que possa te magoar e impedir que siga em frente... Além do mais, seu pai vai obviamente querer que você se trate com algum psicólogo quando ver que está resistindo a contar o que aconteceu... E não é certo que um profissional venha descobrir e atrair certas suspeitas, ainda que não muito sólidas.
Luna engole a seco, não gostando do rumo daquela conversa, ainda sim não interrompe as palavras de Âmbar que prossegue.
— Sabe Luna... Eu como a pessoa que conhece muito bem o Matteo, não posso deixar de dizer uma coisa para que possa lembrar um dia caso sinta mal por esse sentimento que tem por ele. Matteo não é homem para você. Não que ele seja melhor ou algum tipo sentindo superior, mas sim porque ele jamais conseguiria amar uma mulher, almejar ter uma família e o tipo de coisas que acontece quando um homem ama verdadeiramente uma mulher. E agora que ele conseguiu realizar sua vingança as coisas continuaram para ele como estão... Ele não te ama, e nunca irá te amar... Você só foi à peça que precisava para atingir o seu pai, e agora que conseguiu você não tem mais utilidade. Não se sinta mal, não é você. É ele que se perdeu quando ainda era pequeno e viu a morte dos pais, e você sabe disso... Mas fique feliz, pelo menos ele decidiu dar um fim em que você pode voltar a sua vida normal, ou tentar e com vida.
Nesse momento Luna não conseguia conter as lagrimas e chorou. Âmbar em um momento solidaria a puxou para um abraço e ficaram assim por um tempo até que a loira se afasta limpando o rosto da garota e dizendo.
— Vamos, não chore... Tudo vai ficar bem. Mesmo que não pareça agora, mas vai... Bom. Acho que está na hora de se preparar, vá tomar um banho e escove os dentes e vista a roupa que está na cama. Te darei um tempo para se organizar... Ainda falta uma hora para sairmos, e ainda sim chegaremos ao seu destino pela madrugada.
Luna assente e se levanta para atender rapidamente as ordens da loira. Não queria ficar mais ali com ela e muito menos remoendo o que ela acabou de lhe falar.
Não queria sentir o que sente, mas de alguma maneira ela tem certeza de que não é nenhuma síndrome... Mas não estava disposta a rebater, porque seja o que for esse sentimento que sentia por Matteo, uma hora ela saberá se é verdadeiro ou não... Só torcia para que não fosse para seu próprio bem.
Tempo depois Luna termina de colocar a roupa que Âmbar lhe trouxe só faltando por o tênis, assim que começa a por a loira entra novamente no quarto com um sorriso animado como se as duas estivessem a sair para uma festa. Luna não se esforça em sorri somente se limita em terminar de por o tênis.
— Pronta? – Âmbar pergunta.
Luna não responde em seguida somente se levanta primeiro para encarar a loira.
— Agora sim.
Satisfeita, Âmbar vai até uma das gavetas que Luna nunca havia aberto retirando um casaco e entregando para ela.
— Pra que esse casaco? Não está frio...
Âmbar rolou os olhos.
— Eu disse que não pode chamar atenção. E na ida iremos por água e faz frio... Não quer passar frio ou quer?
— Não. – Luna fala pegando o casaco e o coloca, havia um capuz bem grande nele.
— Assim que entrarmos na lancha coloque o capuz e só retire quando estiver no portão de sua casa...
Luna assente, então Âmbar volta a sorrir dizendo.
— Vamos?
Minutos depois as duas já estavam dentro de uma lancha bem luxuosa, Luna se acomoda no assento que há ali, Âmbar parecia pegar algo que Luna não prestou atenção, somente nas estrelas que iluminam a noite... Por um momento ela se sentiu leve olhando aquela constelação brilhante no céu.
Porem sua atenção foi tomada novamente pela loira.
— Tome. Coloque isso. – Âmbar começa a por algo nos olhos de Luna.
— O que é isso, Âmbar?
— Uma venda... Não quero arriscar que veja o caminho que estamos seguindo e só retire quando eu mandar, ok?
— Mas está tudo escuro... Como vou memorizar o caminho?
— Não importa. Não quero arriscar. — ela não espera Luna falar novamente apenas coloca ela mesma a venda.
Luna não reluta e tão pouco argumenta, somente deixa a loira fazer o que acha melhor. Sem poder enxergar nada, sente as mãos de Âmbar em seu rosto e pelo hálito soprando em seu rosto pode perceber o quanto estava próxima.
— Consegue enxergar? – ela pergunta em um sussurro ainda próximo ao rosto da morena.
— Sim. – é tudo o que Luna responde.
—Ótimo. – Luna sente Âmbar colocar o capuz de seu casaco e dizer por fim. — Não retire o capuz.
— Certo.
O resto do caminho ninguém falou mais nada, Luna somente ficou atenta ao som a sua volta. Não queria pensar muito, muito menos em Matteo e tentou em se concentrar em como será a sua volta. Será que realmente sua via se tornará um inferno de tanta gente lhe incomodando querendo saber o que aconteceu? Fingir amnesia implicará também a sérios tratamentos com psicólogos e fora que Luna não quer viver seus dias sendo tratada como doente ou ficando sufocada... Começou a pensar que talvez se estivesse morta seria melhor, mas por outro lado nunca saberia o que seria o final de tudo...
Não tinha como negar que ainda enfrentaria um grande desafio pela frente, mas ainda sim faria o que fosse preciso...
(***)
Horas depois...
Âmbar olha para o banco do carona de rabo de olho observando a morena. Já havia saído do barco e agora dirigia o carro na direção onde entraria na estrada que levaria a uma parte segura para que Luna prosseguisse a pé. Havia estudado varias maneiras para deixa-la a salvo em um lugar para que voltasse a sua casa sem trazer suspeitas.
No entanto, nenhuma palavra foi dita entre elas desde que saíram da ilha. Luna parecia perdida em pensamentos e nenhum pouco nervosa porque faltava pouco para está de volta em casa. Porem, Âmbar também não queria dizer nada, pois tudo o que precisou falar já deixou claro, por outro lado, começou a se dar conta de que talvez Luna ame de verdade Matteo. Ilógico isso, mas não impossível e se arriscaria também em dizer que Matteo também lhe ama, além do mais não existia mais entre eles brigar, ameaças e tortura da parte de Matteo a ela. Parecia que estavam vivendo um romance intenso e só acabou porque Luna declarou sem se dar conta a Matteo. Como conhece o seu amigo, ele não é o tipo de pessoa que reagem bem ao amor... Como se esse sentimento fosse ainda pior que o ódio.
A loira apesar de tudo queria ver Matteo feliz apesar de que ele é uma peça quebrada, e que não significa que ele não possa ser concertado. No entanto, para Matteo ser feliz teria ele mesmo superar o que impede para que ame verdadeiramente deixando o passado para trás.
“Talvez ele já esteja pagando por tudo que fez em nome de sua vingança, amando uma pessoa que fez tanto mal e que seria impossível para ele em todos os sentidos.” – ela pensa.
Tempo depois a loira para o carro no lugar que poderia deixar Luna. Não havendo nenhum carro passando por ali, nenhuma câmera de controle para gravar a saída suspeita de Luna, ela olha para a garota dizendo.
— Pode tirar a venda, chegamos.
Luna parecendo volta a realidade fica meia hesitante em obedecer, mas faz no fim. Retirando a venda, Luna pisca seus olhos tentando recuperar a claridade de sua visão. Quando consegue olha para a loira.
— O que faço agora?
Âmbar respira fundo e da um meio sorriso dizendo.
— Segue reta essa estrada. Já deva conhecer apesar de está de madrugada.
Luna ergue a sobrancelha surpresa por ainda pensar que seria ainda cedo. Seus olhos vão até o painel do carro em que está o som e lá mostrando hora. Já se passava das duas da manhã e teria que caminhar até sua casa. Não questionou até porque Âmbar já se arriscava ali, então faria o que mandou fazer.
Ela olha para a estrada diante dela, e como já passou muitas vezes ali de bicicleta ou carro, não haveria problema... Dali até sua casa seria mais ou menos quarenta minutos a pé ou uma hora...
Luna abre a porta do carro mantendo o capuz cobrindo sua cabeça, antes de sair ela volta a olhar para Âmbar dizendo.
— Adeus.
A loira sorri, como se aquilo fosse impossível de ser, mas se limita em responder.
— Adeus, Luna. Se cuida.
A morena assente e sai do carro fechando a porta.
Luna caminha para outro lado da estrada, mas escuta o carro que Âmbar a levou sendo ligado e manobrado e se distanciar no lado oposto. Não olhou para trás, somente tentou se controlar para a emoção que começou a fervilhar dentro dela não a fizesse cair e chorar no asfalto.
Mas não se permitiu a isso, precisava ser forte e chegar em casa, mas de alguma maneira sabia que ali não seria mais o mesmo. Exatamente quarenta minutos depois ela via a silhueta do portão da sua casa e seus passos começaram a ficar lentos.
Luna cogitou se o certo fosse voltar, mas por outro lado se não enfrentasse o que estivesse por vir a faria uma covarde e nunca saberia se conseguiria superar tudo o que passou até esse amor que sente agora por Matteo.
Em frente ao portão, ela caminha mais um pouco até ficar menos de meio metro de distancia. A casa está escura e somente uma luz no segundo andar, ficou ali parada sem saber o que fazer. Se chamava, entrava direto, ou somente ficaria ali até amanhecer e alguém a visse até lá...
Luna optou em ficar, mas antes que sentasse escutou alguém lhe chamar na direção de dentro da casa vindo até ela...
Agora não tinha mais volta. É tudo ou nada.
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