Doce Vingança

17 Capítulo 16


Notas iniciais
Oi gente, desculpem a demora... Como já não bastava fui cometida pela gripe. Mas o importante é que estou aqui postando mais um capítulo ´´par vocês , certo? OBS: leiam as notas finais por favor. Bjs e boa leitura *--*

Luna acaba de sair enrolada na toalha do banheiro se deparando com o que parecia ser o seu café da manhã recém-posto na mesa que há dentro do quarto. Estranhou por não ver Matteo ali para tomar café com ela ou pelo menos que estivesse só presente. Quando havia acordado não o viu ao seu lado embora tivesse certeza de que havia dormido em seus braços depois de fazerem amor.

No entanto, como já não era estranho que já tenha acordado sem ele na cama, ainda sim estranhou porque fazia dias que vinha dormindo com ela e acordando, seja ali no seu quarto ou no dele. Ela respira fundo, tentando entender porque Matteo havia posto o seu café da manhã ali ao invés de esperar que ela descesse para comer com ele como está fazendo... Por outro lado, entendeu que se fez isso deva ser porque não a quer fora do quarto, então como Luna vem se mostrando obediente não sairia se assim quisesse.

Sem demora Luna foi até onde estão sempre as roupas limpas para vestir. Ultimamente ela sempre estava usando vestidos, mas hoje optou pelos shorts e camiseta. Pronta ela coloca a sapatilha e volta até o banheiro na intensão de deixar a toalha por lá e pentear seus cabelos. Pronta, voltou até o quarto para tomar o café.

Ficou ali sozinha degustando da omelete e frutas sem nenhum momento Matteo reaparecer. Não entendia o que poderia está acontecendo, até porque ultimamente ele parecia mais associável com ela e sempre estando ao seu lado, mesmo que sempre por fazer amor varias vezes ao dia...

Sem saber ou obter uma resposta termina e de comer e vai até o banheiro escovar os dentes. Depois de terminar a higiene volta para o quarto, mas se detém na porta ao ver a figura de Matteo sentando a beira da lateral de sua cama com um semblante serio e pensativo. Quando notou que ela estava ali diante dele não fez se quer um movimento dizendo que a queria em seus braços.

Luna mordeu seu lábio inferior e engoliu a seco. Vendo a hesitação da morena em se aproximar ele a chama.

— Vem. Sente-se. Preciso falar algo com você.

Se não houvesse aprendido a controlar suas emoções, Luna sabia que naquele momento já estaria tremendo feito vara verde temendo pelo que aconteceria. Em sua mente milhares de coisa se passavam, mas nenhum com logica o suficiente para conseguir adivinhar o que seria que Matteo lhe quer dizer. Então sem mais hesitação, ela faz o que ele pede e sentando ao seu lado na cama, mas se postando de frente para ele.

Matteo não a toca, seu olhar é gélido, mas ao mesmo tempo não lhe dava medo. Luna não fala nada somente se perguntou por que ele não havia lhe beijado assim que se sentou ao seu lado. Não havia como ela mentir que ansiava por um beijo, mas a forma como ele a olhava a fez pensar melhor se tomasse a iniciativa para beijá-lo como sempre fazia quando queria.

— Bem, sei que não tem a noção de tempo, mas hoje faz três meses que te trouxe aqui. – Luna abre os olhos surpresa por realmente não ter imaginado que havia se passado tanto tempo, apesar de agora ela pensar que era muito pouco tempo.

— Isso... É... Bom? – a morena não sabia por que havia feito aquela pergunta, mas foi o suficiente para que Matteo erguesse uma de suas sobrancelhas.

— Não relevante. – responde secamente. – Mas o suficiente para conseguir o que queria. Me vingar do seu pai, e consegui. Agora já não preciso lhe manter aqui presa enquanto ele sofre...

Luna engole novamente a seco, mas pergunta tentando sustentar sua coragem.

— Então você vai me matar? – não sabia por que novamente seguiu por aquele tipo de pergunta, pois pelo que poderia ver Matteo não tinha essa intenção, ou pelo menos tenha se enganado.

Ele a observa detidamente por uns segundo, mas responde por fim.

— Não irei te matar. Não há necessidade... Sei que não irá falar nada para o seu bem.

Luna com aquelas palavras sentia seus olhos arderem em desejo por chorar. Isso deveria ser pelo o resultado de estar feliz por finalmente se livrar dele e voltar para sua casa, seu pai, seus amigos... Mas a verdade era que não é por essa razão... Seu desejo de chorar é porque depois que fosse não o veria mais, não estaria mais em seus braços, não fariam mais amor com ele...

Querendo ou não, Luna sente que o ama. E mesmo por essa razão ela controla o desejo de chorar e dizer a Matteo o quanto o ama... Pois jamais poderia admitir sentir algo assim por ele, mesmo que nos últimos dias tem se entregando a ele de corpo e alma. Mas apesar de corresponder seus desejos e anseios, Matteo nunca se mostrou ter os mesmos sentimentos... E agora ele dizia que já não precisa mais dela e que a libertaria em troca de mantê-la viva por seu silêncio. É claro que ela jamais o delataria ainda que mereça, pois esse amor que sente por ele a faz ser leal, a faz sentir vergonha por estar amando ele, a faz odiá-lo por ter feito ela o amar daquela forma se somente ela não passava de um objeto pela qual usou para seus interesses de vingança. Por outro lado não poderia culpa-lo porque Matteo jamais lhe deu esperanças, ela mesma foi à culpada por ter sido deixa a ser levada por momentos intensos com ele... Sem dizer mais nada e partilhando da mesma seriedade que ele, Luna responde.

— Quando irá me libertar? – perguntou não querendo chorar, e sim passando a frieza da aceitação.

Matteo parecia incrédulo com a forma que Luna lidava com aquela noticia, mas não iria questioná-la. Precisava se livrar dela o quanto antes, pois jamais poderia admitir nutrir ou estimular os sentimentos que ela sente por ele, já que nunca poderá ser o que ela deveria esperar dele.

— Será esta noite. Âmbar a levará de volta... Seguirá as instruções dela e não cometa nenhuma imprudência.

As palavras dele é uma ordem e Luna não estaria disposta a desobedecê-la. Não agora que se verá livre dele. Não iria chorar, nunca iria chorar por ele, e ainda que sentisse esse amor queimar dentro dela, usaria toda a sua força para esquecê-lo aproveitando que jamais voltaria a vê-lo novamente.

— E até lá o que eu faço?- perguntou não questionando o que ele ordenou.

Matteo respira fundo se levantando, mas antes responde olhando em seus olhos.

— Fique aqui até que Âmbar venha te buscar e não saia até lá. – ela assente e Matteo começa a caminhar até a porta.

Luna sente o seu coração ficar apertado.

— Matteo. – ela o chama na intenção de perguntá-lo se viria se despedir dela ou estaria presente quando ela fosse embora, mas desistiu de perguntar quando ele virou para olha-la com a mão na maçaneta da porta.

— O que foi? – ele perguntou suavemente e não irritado.

— Só queria saber se irá trazer as minhas refeições já que não posso sair.

Luna mentiu e se sentiu ridícula pela pergunta, mas Matteo respondeu paciente.

— Claro que sim... Não te deixei passar fome desde que veio para cá, porque faria em seu último dia?

Ela somente assente ainda sentindo idiota, mas observa ele sair sem ao menos da um beijo nela.

Durante o restante do dia, ficar naquele quarto foi como a pior tortura que teve. As duas vezes que Matteo levou suas refeições do dia foram as piores, porque ele não olhava em seus olhos e tão pouco se mostrava disposto em tocá-la. Luna não ousou a tomar a iniciativa, pois não sabia o motivo por ele estar assim... Obviamente de tanto fazer sexo com ela, tenha enjoado.

Triste por esse fato, as lágrimas ainda insistiram em sair, mas Luna não permitiu que saísse de maneira que a deixasse de olhos inchados. Conseguindo controlar o desejo de sucumbir às lágrimas, ela fixou seus pensamentos no desejo de rever as pessoas que amam. Por outro lado ela se deu conta de como seria sua vida de agora em diante.

“Um inferno” – ela crê.

Sabia que assim que posse os pés em sua casa seria bombardeada de perguntas, polícia querendo o seu depoimento, repórteres e jornalistas querendo falar com ela já que seu pai divulgou o seu desaparecimento aos quatro cantos do mundo, ele insistindo que ela fosse examinada por médico e psicólogos... Cogitou em sair do quarto e implorar para que Matteo levasse para um lugar bem longe de sua casa, ajudá-la a simular sua morte e viver em outro lugar com outra identidade ainda que não fosse ficar com ele. Mas de alguma maneira Matteo lhe negaria e além de que apesar de não se sentir mais a mesma Luna que foi antes de ser sequestrada não queria ser covarde...

Daria seu jeito para persuadir e fugir de todo o sufoco que sofreria com sua volta. Se suportou estar em um lugar estranho sendo violentada de várias formas e ela ainda está ali, viva, com seu corpo intacto, e que não bastasse amando o homem que foi um monstro para ela, conseguiria lidar com a nova etapa em sua vida.

Não deixou de pensar como seria olhar para o seu pai e de certa maneira não odiá-lo por ele ter tido escolhas erradas, por outro lado como poderia criticá-lo quando ele cometeu o mesmo erro que qualquer ser humano poderia cometer? Não teria sido o primeiro em afetar a vida de outras pessoas por escolhas erradas, e como tudo o que se faz se paga, ele deveria já está pagando. Então Luna preferia não crucificá-lo.

De certa forma ela sabia de uma coisa. Poderia não odiá-lo por ter sido o causador do ódio de Matteo, mas seria o motivo de ódio dela por conhecendo bem o seu pai voltaria a agir como um louco superprotetor, e isso ela não irá suportar.

(***)

Já havia chegado a tarde e Matteo observava pela janela o sol desaparecer por entre as arvores enquanto terminava de beber seu uísque. Havia feito suas malas com tudo o que havia levado para ficar ali por um tempo e as deixou no meio da sala para assim que Âmbar chegasse e desse as ordens a ela, iria embora sem olhar para trás.

Ele não poderia definir o quanto teve de resistir o desejo de ir até o quanto de Luna e não tomá-la novamente como sua, não pegá-la e levá-la para bem longe onde ninguém os conhecesse e vivesse com ela como sua mulher... Por outro lado, ele sabia que nunca poderia ser feliz com ela, não porque a morena não fosse capaz de fazê-lo feliz, mas a questão é que ele não consegue, jamais conseguiria se perdoar por tudo que fez a ela... Ele sabia que Luna o amava, e mesmo assim quando lhe deu a noticia que a libertaria, não chorou, não reclamou, somente aceitou...

As únicas vezes que levou a comida para ela, não se deu ao trabalho de olhá-la, pois sabia que se a olhasse poderia perder a cabeça, e isso ele não queria... Em todo caso, Matteo a esqueceria e tudo voltaria normal... Afinal, ele é Matteo Balsano, o homem frio e calculista que não ama.

— Você vai me contar o que aconteceu. – Matteo olha para trás a encarar Âmbar que havia acabado de chegar diretamente proferindo aquela pergunta em tom de ordem.

A loira olhava para as malas no meio da sala com um olhar incrédulo e avaliativo, mas se deteve olhando para ele. Matteo bufa, mas responde indiferente.

— Porque acha que aconteceu alguma coisa? Cansei de ficar aqui com essa garota... Já curti o bastante e sei que alcancei o meu objetivo com Miguel Valente.

— Não. Você não finalizou. Não se libertá-la com vida. — Âmbar rebateu com o tom de voz frio.

Matteo hesita com aquela resposta, mas toma o seu ultimo gole da bebida para falar.

— Não vou matá-la. Vai viver e o resto que se dane... Luna já está domada e não vai abrir o bico, e se abrir sabe que no fim irá morrer.

Âmbar rola os olhos, mas se Matteo queria daquela forma não iria desrespeitá-lo e até mesmo porque sabe que ele não a libertaria sem ter a certeza de que Luna não iria delatá-lo a polícia.

—Tudo bem. Só que sei que alguma coisa aconteceu para você decidir soltá-la em menos tempo do que planejou. E obviamente não é porque se casou dela...

Matteo bufou novamente pela insistência da loira, mas não iria mentir até porque precisaria que soubesse se por acaso tivesse a intervir.

— Eu já disse... Me cansei de ficar fodendo-a que nem casalzinho, e isso já estava caminhando para uma relação. Sabe que não sou homem desse tipo de coisa, então é melhor parar. – ele pensa um pouco antes de dizer. – E tem o fato de que Luna, não sei como está apaixonada por mim.

Âmbar franziu a testa, não que fosse impossível alguém se apaixonar por Matteo, mas na situação que está se apaixonar pelo homem que mandou a sequestrar e lhe estuprou varias vezes mantendo prisioneira... Não é coisa normal...

— É serio? – Âmbar pergunta ainda duvidosa, mas Matteo confirma.

— Sim, mas não acho que possa ser amor verdadeiro. Acredito que ela adquiriu a síndrome de Estocolmo, até porque tem tudo para ser. Uma garota violentada e em algum momento seu estuprador começa lhe tratar bem e ela receber o tratamento de bom grado, pois está carente de afeto e carinho e não há outra pessoa que lhe de o que precisa naquele momento, somente aquele que lhe fez sofrer.

Âmbar dá de ombros, porque de fato isso pode acontecer. Matteo por outro lado se fixava em acreditar naquela justificativa para Luna o amar, até porque seria mais fácil para ele não se atormentar pelo que está sentindo por ela e esquecê-la rapidamente.

— É eu até concordo... – Âmbar fala concordando, mas havia um tom de descordo em sua voz. – Mas e se ela realmente estiver apaixonada por você?

Matteo não queria pensar e tão pouco aceitar, então olhou friamente para a loira respondendo.

— Você terá tempo para convencê-la de que não está apaixonada por mim e sim que não passa de um trauma.

Âmbar sorri em sinal de nervosismo achando absurdo tendo de fazer.

— E como acha que vou fazer? Perguntar a ela?

— Você sabe quando terá a deixa... Mas faça o que disse.

Vendo que não adiantava negar, Âmbar aceita as ordens e veria o que poderia fazer.

Matteo deixa o copo que bebia o uísque em um canto e vai em direção onde estão suas duas malas as pegando.

— Você já está indo?- Âmbar perguntou curiosa.

Ele se detém.

— Sim. Não tenho mais nada o que fazer... Leve Luna até um lugar seguro sem atrair atenção a vocês e a deixe ir...

— Ok. Farei perfeitamente. – ela assente.

— Ótimo. Nos vemos em breve em Buenos aires .

— Até breve. — foi tudo o que Âmbar o vendo partir sem olhar para trás.

Âmbar ficou ali sozinha com pensamentos confusos... Ela conhecia Matteo muito bem e sabe que ter uma garota apaixonada por ele não era razão suficiente que o faria parar com seus planos e ir embora... Começou a desconfiar do que poderia ser, mas não iria especular enquanto não tivesse outra chance de está com Matteo e se certificar por si só a confirmação ou negação de suas suspeitas.

Notas finais
Ai gente, até eu mesma estou com raiva dessas duas antas. Luna por mais que tenha se declarado para Matteo, não se deu conta do que fez por ter sido um momento bem... Em fim, mesmo o amando ela não aceita esse amor. Já Matteo, esse dai nunca conheceu o amor e ainda sim mesmo se negando, acredita não ser capaz de dar o amor que Luna precisa , ainda mais depois de tudo o que ele fez a ela... Não o julguem, mas a vida é assim para pessoas orgulhosas. Antecipo que a fanfic entrará numa fase que os dois irão ficar separados, mas é importante isso para que finalmente entendam o que sente e não importa as coisas ruins que levaram a ficarem junto e conhecer o amor, por que no final amor é amor, e vão se entregar de corpo e alma. Bem, mudando de assunto. Acho que algumas leitoras já tenham visto essa notificação que lhes darei em outra fanfic, mas ainda sim, quero mencionar novamente. Devido ao meu curso na faculdade não terei como postar os capítulos da minhas fanfics duas vezes ou três durante a semana, pois como estou tendo duas matérias diárias não posso dar muita atenção as fanfics. E quando chegar as provas pode ser que nem nos finais de semana conseguirei postar. Então peço a vocês que não bandone a fanfic ou mande recado me cobrando pela demora. Deixo claro que prevendo essa situação nas ferias escrevi toda a fanfic para não deixar vocês na mão ou achando que desistir, isso não... Não mesmo. Posso demorar, mas finaliza-las isso eu farei. Okay? Então, sábado ou domingo serão atualizadas, tudo bem? Caso não, já sabem que tive algum imprevisto ou a faculdade que requer minha atenção. Bjs e obrigada por tudo *--* #Lutteo