Doce Vingança
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Luna está sentada distraidamente lendo um livro no escritório enquanto Matteo revisava alguns papeis que Âmbar lhe trouxe referente às construtoras, ainda sim ele não deixava de observar a morena que parecia alheia a tudo a sua volta. Sabia o quanto se arriscava porque ali é o único lugar que ela jamais poderia estar, no entanto Matteo decidiu conferir se realmente Luna está domada assim como Âmbar havia mencionando.
Fazia horas que estavam naquele escritório sem ao menos dizer uma palavra se quer para o outro. Matteo se incomodava com o silêncio dela, mas não esboçava o que sentia. Por outro lado ficou admirado por ela em nenhum momento fazer menção a demonstrar olhares atentos para aprontar algo. Ele até foi mais além, a deixando por alguns minutos ali sozinha, mas Luna nem sequer se moveu de onde estava somente se mantendo atenta ao que estava lendo.
Luna sentia que estava em uma prova de fogo, não que estaria tentada de fazer algo para denunciar Matteo, já que ali naquele cômodo havia duas coisas para ela entrar em contato com a policia ou seu pai, mas ainda sim não queria fazer nada. Não mais por querer provar a Matteo que poderia acreditar nela e que jamais o delataria, e sim porque queria ficar ali com ele, mesmo não querendo admitir.
Cansado de ficar ali trancado com ela, Matteo guarda os papeis e levanta da sua poltrona indo até a morena.
— Ei. – ele disse chamando atenção dela com a mão estendida em sinal para que vá com ele. — Vem comigo.
Ela franziu a testa olhando por um segundo a mão dele estendida, mas seus olhos foram de encontro ao dele.
— Para onde? – perguntou fechando o livro e deixando ao lado no sofá e na sequencia pegando na mão de Matteo.
De pé, Matteo responde dando de ombro.
— Só um lugar que quero te levar.
Luna não diz nada a principio já imaginou que poderia ser outro lugar que ele usaria para testa-la. De certa forma isso já estava lhe incomodando, até porque não queria mais provar nada, pois acreditava que Matteo já poderia ter percebido que ela não faria nada do que ele temia e que o ameaçava. No entanto, Luna se limita em assentir e seguir com ele aonde quer que a leve.
Saíram do escritório e em seguida da casa, Matteo a conduz em direção a qual ela sabia não ser o lugar que deveria estar. E travou sua caminhada atraindo a atenção de Matteo por sua hesitação.
— O que foi? – ele perguntou com a testa franzida.
Luna possui uma expressão duvidosa, mas o responde.
— Está me levando em direção à praia. Não acha que sei lá, alguém possa passar por perto e nos ver?
Matteo sorri achando irônico ela não querer ser vista. Justo ela que está ali como prisioneira.
— Não se preocupe que te levarei numa parte que podemos ficar a vontade sem que ninguém nos veja. – ele respondeu tranquilamente.
E Luna somente assente, pois se Matteo dizia que estava tudo bem, não iria questioná-lo ainda mais que o mesmo não se arriscaria.
Eles voltam a caminhar, e em poucas passadas chegam ao local que Matteo mencionou. Luna se encanta com a beleza do lugar, uma parte da praia com rochas enormes, a areia branquinha e a água do mar tão azulzinha que poderia ver o fundo.
— Nossa, é lindo... — ela disse admirada.
Matteo a observa e sente o seu coração se aquecer ao ver o sorriso lindo que Luna possui ao olhar o pequeno paraíso diante deles. Ele é tomado por um súbito desejo e a puxa para um beijo. Luna não resiste apenas leva seus braços em torno do pescoço do moreno e o corresponde com o mesmo desejo.
Ela sente as mãos de Matteo passearem por seu corpo mostrando o quanto ele a quer. Luna esfrega seu baixo ventre na altura em que o membro coberto está e vendo o quanto já está duro. Gemeu em excitação e isso foi o sinal para que Matteo começasse a tirar a roupa dela. Luna não protestou, somente o deixou deixá-la nua e como também o ajudou tirar as suas. Completamente nus, eles deitaram em cima de suas próprias roupas e fizeram amor...
Gemidos e sussurros incoerentes em conjunto com o barulho das ondas eram as únicas coisas que quebravam o silêncio daquele lugar. Luna cavalga lentamente em cima do quadril de Matteo deixando ser guiada por ele... Não conseguindo se conter, mudou de posição ainda mantendo-se encaixado nela e dessa vez tomando o comando e aumentando suas estocadas.
— Uhmmm, mais... –Luna pediu que ele fosse ainda mais fundo e Matteo atende o seu pedido.
Seus corpos se movimentavam numa sincronia perfeita até que finalmente alcançam o clímax ao mesmo tempo. Ficaram por ali por um bom tempo se beijando, fazendo novamente amor, até que precisaram voltar já que suas necessidades de se alimentarem não permitia ficar mais tempo por ali.
(***)
Miguel olha o álbum em que contém todas as fotos de sua filha quando bebê e a sequência de seu crescimento, porém detém na foto em que sua falecida esposa segurava Luna quando bebê.
Ele sente uma lagrima rolar em seu rosto se perguntando pela milésima vez o que realmente fez de errado para estar passando por tudo aquilo praticamente perdendo sua família. Primeiro a morte de Monica e agora, o desaparecimento de Luna a qual não sabia se ainda estaria viva ou morta. Em seus pensamentos ainda que fosse para aparecer morta, mesmo assim queria, pois pelo menos desejava enterrar a filha dignamente ao lado da mãe.
No entanto, não conseguia perder as esperanças de que seja como for Luna reapareceria. Por outro lado, seus pensamentos ainda continuavam em torno do que fez na vida para merecer tudo o que está vivendo.
No passado havia cometido vários erros, e um deles e ainda pior, foi ter um caso com a ex-namorada Beatriz que no tempo já estava casada com o seu melhor amigo André Balsano, pelo qual na juventude Beatriz havia rompido com ele para ficar com André. Na época Miguel havia ficado ressentido, mas depois deixou passar por que se deu conta de que não amava a garota como pensava e com tempo conheceu Monica pelo qual verdadeiramente se apaixonou.
Todavia, como toda relação com seus altos e baixos, Miguel em um momento de crise em sua relação com Monica acabou por cedendo aos encantos de Beatriz, e como as coisas pareciam diferente entre eles tudo ficou intenso... Ainda sim mesmo com o erro ele preferiu não ser imprudente abandonando uma relação estável com Monica e tão pouco arriscar a sua amizade com André... Por outro lado, de alguma forma ficou cego e não conseguia romper a relação torpe com Beatriz e com isso se afastou um pouco da amizade com André, evitando ir a sua casa, eventos que era convidado, sempre dizendo que estaria ocupado viajando para resolver algum problema em seus negócios, mas no fim a paixão absurda por Beatriz acabou quando percebeu que estava perdendo Monica mesmo estando de casamento marcado.
No fim, Miguel resolveu por um fim em seu caso com Beatriz que não aceitou tão fácil. A mulher declarou que não desistiria dele, e que abandonaria o marido e que Miguel também deveria fazer o mesmo com Monica... Como não queria perder a mulher que amava, Miguel acabou deixando a entender que realmente ficaria com Beatriz, mas somente para controla-la e não fazer algo que atrapalhasse o seu futuro casamento com Monica.
Quando chegou a noticia a ele sobre a morte de Beatriz e André sentiu como se a morte foi por conta dele... Ainda mais por saber que de acordo com a pericia e suposições dos investigadores, André havia matado Beatriz primeiro e depois se suicidou, tudo isso sendo feito na frente do filho deles de nove anos. Sendo assim, Miguel começou a cogitar que André poderia ter descoberto o caso da mulher com ele e por sua vez Beatriz e sua atitude impulsiva deva ter dito que o abandonaria, e não aceitando aquela humilhação resolveu acabar com a vida da mulher e a própria sem pensar no filho que deixou.
Miguel de certa maneira, mesmo nunca tendo a certeza de que certa forma tenha sido o culpado por tudo aquilo, até tentou se aproximar do filho do amigo para quem sabe ajuda-lo. Porem o menino foi morar em outro país com a tia e com isso nunca teve coragem de chegar perto do menino, pois soube que nunca chegaria quando fez no dia do enterro de Beatriz e André, e lá por mais que tentou ser solicito e educado, sentiu o peso da consciência mesmo não tendo certeza pesar ao ver que ali estava uma criança sem seus pais e por culpa dele.
Com o tempo, não viu mais Matteo, porém com o tempo o rapaz foi mostrando ser bem sucedido nas mídias por ter se tornado um dos mais jovens empresários. Fora isso, nunca houve contato entre eles ou encontro, até que se viram depois de anos por uma questão e coincidência por ele ter se tornado amigo de seu sócio Ricardo. Depois disso não o viu mais, já que sempre manteve residência em Buenos Aires ainda que mantivesse a empresa construtora de seu pai ali no México.
Com tudo, Miguel de alguma forma acreditava que tudo que está passando seria consequência por todas as suas escolhas erradas, pois não há outra coisa para que se pense. Sendo assim mesmo sem ter a certeza de que sua teoria seja correta prefere pensar que seja assim mesmo.
Miguel é desperto com o barulho do toque na porta do seu escritório.
— Pode entrar. – ele falou fechando o álbum.
Amanda entra no escritório com um olhar triste e cansando, pois mesmo sendo a empregada da casa ajudou o seu patrão a educar e criar a menina, sendo assim está triste por ela ter desaparecido.
— Vim anunciar que o jantar será servido senhor.
Miguel retorce sua boca em uma careta e responde.
— Obrigada Amanda... Mas não estou com fome.
— O senhor não pode ficar sem comer, tente pelo menos comer um pouco. – ela insistiu.
— Não tenho fome. E enquanto minha filha não aparecer eu não sei se terei forças para comer, e fazer outras coisas banais.
— Não pode fazer isso... Seja onde Luna estiver ela não quer que o senhor se acabe por ela... Pense positivo, que tem que se manter firme por ela... – Amanda se aproxima mais ate onde seu patrão está sentado. – Escute. Sei que não é interessante comer sozinho numa sala de jantar enorme. Mas como o senhor não é de cerimonias poderia jantar com Daniela, Ramiro e eu para que não se sentir só e quem sabe se anima um pouco para comer. Não faça isso pelo senhor, mas por Luna... Eu rezo todas as noites para que ela reapareça sã e salva, e tenho fé que será.
Miguel dá um sorriso mínimo, pois sabia que Amanda estava correta e não poderia se deixar cair assim como um fraco, precisa ser forte mesmo sendo difícil e acreditar que Luna iria aparecer. Então assentiu respondendo.
— Está bem, Amanda... Irei jantar com vocês. Assim não penso tanto em coisas ruins.
Satisfeita, Amanda voltou a falar.
— Isso senhor... Eu vou avisar para Daniela colocar mais um prato na mesa.
— Faça isso. – ele disse com um mínimo sorriso. — Vou guardar esse álbum e já estou indo.
Amanda assente satisfeita por tê-lo convencido e sai do escritório.
Miguel observa a empregada sair, mas antes olha novamente para o álbum.
(***)
Os corpos do casal moviam-se numa sincronia perfeita, os gemidos são a prova do prazer que estavam sentindo. Já se passava da meia noite e eles ainda continuavam a se amar... Em nenhum momento se declararam, e tão pouco estão dispostos a fazer, pois tudo o que os impediam era o fato como começou tudo e porque... No entanto estão ali fazendo amor pela terceira vez aquela noite, e não havia forma para descrever tamanha intensidade em seus desejos.
Matteo chupa os seios de Luna enquanto ela remexe o quadril em um vai e vem em conjunto com ele... Seus gemidos eram como som de flautas em seus ouvidos...
Ele amava toda vez que Luna gemia seu nome, e ainda mais a forma como se entregava a ele sem restrições, nem se quer as posições se oporia. Luna não sabia mais o que fazer, seus sentimentos por Matteo aumentavam cada vez mais como se fossem impossível ainda mais aumentar, talvez por ela lutar contra eles, mas de alguma forma nunca teve coragem para admitir a si mesma e em voz alta...
Os dias que se passaram com ele vivendo momentos intensos nos quais não queria nem mais se lembrava dos momentos ruins, na verdade de alguma maneira não só o perdoou como também havia se esquecido de como Matteo foi um monstro com ela, e que poderia ainda ser mascarado naquele novo eu que apresentava a ela quando faziam amor.
Seja como fosse não importava mais para ela naquele momento onde seu raciocínio não servia de nada para pensar com coerência, então somente se deixava a entregar para o que o moreno queria lhe proporcionar.
Matteo deixou os seios dela e voltou a descer até alcançar seu meio, ali passou a degustar novamente o broto inchado e agora vermelho pela sucção anterior. Luna amava a forma como ele a chupava e acabava rebolando para sentir ainda mais os movimentos da língua quente do homem por ali.
Ele introduz seus dedos na cavidade molhada e mexe em movimentos circulares e lentos fazendo com que gemesse ainda mais...
— Ohmmm, Ma-tt-eo... Ohmmm.
— Tão gostosa... Goze pra mim. — ele sussurra o pedido.
Luna já sabia que faria, ele não precisava pedir e em poucos movimentos ela goza para ele em sua boca... Matteo se mantém ali por mais alguns segundos até voltar a alcançar a boca da morena. Luna se deleita com o beijo sentindo o próprio gosto misturado com o sabor da boca do moreno.
Ele a penetra duramente com sua glande pulsante, e ela podia sentir cada polegada dele deslizar em seu interior molhado e sensível pelo gozo anterior, mas isso não a detém a continuar aquele momento até que ele também atingisse novamente o prazer.
Matteo passa a movimentar lentamente seu quadril em um vai e vem cadenciado enquanto beija com toda paixão os lábios de Luna que gemia por entre o beijo. Isso o excitou ainda mais fazendo com que aumentasse mais suas estocadas, e isso somente fez com que Luna gemesse ainda mais em aprovação.
Luna não sabia o que Matteo estava fazendo com seu corpo, pois nunca imaginou atingir vários orgasmos em uma mesma noite. De alguma forma ele sabia tocá-la e falar as palavras certas que lhe excitavam, e isso é o que bastava para não questionar mais esse detalhe.
Matteo não suportava mais, e deixou seu sêmen invadir o interior feminino. Luna o sentiu gozar e fazendo-a gozar também novamente.
Cansados e com seus corpos suados, se manteram na posição aos beijos. Até que Matteo se retira dela, mas ainda sim a mantém em seus braços lindamente ofegante e corada pelo prazer que acabara de ter. Luna possui os lábios entre abertos e seus olhos fechados, enquanto isso ele acaricia o seu rosto vendo que ela estava a dormir. Não a impediria, pois de alguma maneira ele já estava satisfeito, sempre estava satisfeito com a morena.
Se deleitando em tê-la ali em seus braços, Matteo daá um beijo casto nos lábios femininos, e se afasta uns centímetros, mas podendo sentir seu hálito e respiração...
— Matteo... – Luna sussurrou completamente sonolenta. – Eu te amo tanto...
Os olhos do moreno se abrem pelo que acabara de escutar. Não conseguiu responder, pois sentiu sua garganta travar e como Luna não abriu os olhos em tão pouco voltando a falar por ter pegado no sono, não teve como responder.
Ficou ali observando assustado a morena dormir, se perguntando como isso aconteceu? Ela o amava e de alguma maneira Matteo via que era verdade. Porém o rapaz estava certo que jamais poderia corresponder a esse amor, pois ele é uma peça defeituosa, com tudo o que fez na vida não era capaz de amar verdadeiramente ninguém, nem mesmo aquela garota que fez sua mulher e nitidamente o perdoou por tudo o que ele fez a ela.
Ainda assustado, Matteo se afasta delicadamente do corpo de Luna. Ele a cobre com um lençol e depois sai do quarto ainda nu na direção de sua suíte para ir tomar uma ducha. Debaixo da água fria, ele começou a pensar na declaração de Luna se perguntando novamente como isso havia acontecido.
Luna jamais poderia amá-lo. Mesmo que foi somente no primeiro mês que a levou para aquela ilha tenha a violentado de várias maneiras e depois tudo mudou entre eles, ainda sim Matteo não deixava de ser o monstro que a estuprou e a espancou. Além do mais, aquilo poderia não ser amor verdadeiro, poderia ser uma espécie de trauma que de alguma forma ela adquiriu apego ao seu algoz sequestrador, até porque Luna é ainda uma criança que não sabe o que é amor, e tem tendências a se iludir que um homem como ele possa amá-la também.
Matteo tem plena certeza que não a ama, sente um sentimento estranho que não lhe agrada por ela, mas só e não chegava perto de ser amor. E seja o que fosse iria passar. Assim é o que ele acreditava que seria.
No final de tudo, Matteo toma uma decisão. Já havia ido longe demais com sua vingança e que já estava na hora de acabar com aquilo.
Decidido, ele desliga o chuveiro e pega a toalha enrolando na cintura e sai de lá indo até o quarto. Caminha até a cabeceira da cama pegando o celular que usava para falar com Âmbar e desbloqueia o aparelho apertando o botão que faria a ligação direta para a pessoa que precisa falar. No segundo toque, foi atendido.
— Aconteceu alguma coisa, Matteo? – a voz de Âmbar soa do outro lado da linha em alerta.
A loira sabia que ele não ligaria àquela hora atoa. Sem emoção Matteo responde seriamente.
— Quero que esteja aqui hoje antes de entardecer. A brincadeira acabou. Vou liberar Luna de uma vez por todas...
O silêncio pairava no outro lado da linha, pois Âmbar ficou surpresa porque acreditava que ele ficaria mais um tempo mantendo a garota com ele. No entanto, pela urgência na voz de seu amigo, percebeu que havia algo de errado, mas só saberia quando chagasse lá. Então somente assentiu.
— Estarei ai como quiser. – ela disse tranquilamente por fim.
—Ótimo.
Foi tudo o que Matteo disse logo desligando o celular.
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