Doce Vingança
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Anos Depois...
Buenos Aires/ Argentina – AGORA.
Com os pensamentos distantes, ele observa a paisagem diante de seus olhos pela enorme sacada em frente ao escritório de sua mansão. Sempre acostumado a estar ali quando precisava somente ficar sozinho com seus pensamentos, isso significava que naquele exato momento decidia algo importante a qual ninguém poderia ajuda-lo em sua decisão. No entanto, não decidia nada, somente pensava como procedeu a sua vida desde a morte de seus pais até aquele momento.
Haviam se passado 18 anos desde que foi embora de Buenos Aires para viver com sua tia Sharon tempo depois da morte de seus pais. Passou os seus últimos dias de infância e quase pré-fim da adolescência se dedicando a seus estudos e entre outras coisas que o levariam a cursar em uma perfeita faculdade, alcançando seu objetivo um ano a menos da idade padrão encerrou seus ensinamentos no ensino médio ingressando em Ravard — EUA assim passando boa parte vivendo fora de seu país. Lá passou seus dias de universitário compenetrado em aprender a teoria fundamental para quando chegasse à hora de assumir os negócios que seu pai deixou... Sharon cuidou de tudo enquanto ele não poderia gerenciar a sua herança, e quando finalmente o fez foi subestimado por seus próprios empregados considerado como um moleque querendo brincar de ser adulto, mas Matteo sem ao menos brigar, ou discutir mostrou o quanto é capaz de realizar o trabalho no lugar de seu pai, e de sua tia que procurou manter tudo em ordem.
Mesmo ela estando a viver em outro país e somente voltando quando precisava ao México para verificar pessoalmente como estão às coisas na empresa imobiliária e construtoras de seu falecido irmão, ela conseguiu realizar todas as funções impecavelmente. Por conta disso, Sharon acabou nunca se casando e também não teve filhos. Matteo era o que teve mais próximo de um filho e como prometeu a si mesma que iria cuidar dele e de suas coisas até ele ser capaz de lidar com tudo sozinho nunca o abandonou e com isso, abdicando de sua própria vida. Isso jamais trouxe arrependimento a ela nem mesmo quando poucos anos depois que Matteo tomou posse de sua herança e ela veio a falecer por ser comedida de um câncer nos seios. Com sua morte e o fato de não ter outro parente a não ser o seu sobrinho como parente mais próximo, Matteo também herdara os bens da sua tia. A pequena fortuna não tinha a mesma proporção a do falecido pai, mas era as únicas coisas que o faziam continuar a morar ali e conservar a memoria da mulher que foi sua mãe e pai até os últimos dias de sua vida.
Matteo de maneira sadia, sempre se mostrou um homem justo, paciente a lidar com tudo em meio aos problemas e as pessoas... Algo bem incomum vindo de uma pessoa cujo passado trágico nunca apresentou trauma em relação ao fato. Na época, sua tia ficou bastante preocupada nos primeiros anos, pois esperava ver o seu sobrinho chorar pela falta dos pais ou acordar na madrugada gritando por ter sonhado com a cena que viu seus pais mortos... Ela o levou por um bom tempo a vários psicólogos achando que poderia haver algo de errado com ele, já que o menino em nenhum momento apresentou qualquer tipo de reação ou emoção. A mulher teve medo também, achando que Matteo tenha adquirido algum tipo de caráter sádico ou frio alheio à própria dor, mas com tempo foi percebendo que realmente não havia nada de errado com ele exatamente como os psicólogos disseram. Matteo nunca dizia algo diferente relacionado ao que viu no dia da morte dos pais, e sempre o que dizia era:
“Eu não sei o que aconteceu. Tinha ido pegar o meu jogo que estava em meu quarto e quando subia as escadas escutei os tiros e corri para ver o que era, e quando cheguei até o quarto deles vi a porta aberta e meus pais caídos ao chão. Eu só me aproximei porque achei que ainda estavam vivos...”.
Não havia como dizer que ele mentia, e de alguma forma a principio, Sharon estranhou esse comportamento do sobrinho, mas com o tempo foi percebendo que Matteo seja como for guardou para si todas suas magoas e tristezas se superando a cada dia que passava. Ele se superou como pessoa e hoje com 28 anos de idade, é o engenheiro/empresário bilionário mais jovem no ramo imobiliário, respeitado e invejado por aqueles que não têm a mesma visão para os negócios e administração de seu dinheiro como ele. Além do mais adorado por seus empregados por sempre lidar com todos de boa maneira e manipulando-os e moldando-os em seus interesses e no final tornando fieis aliados e defensores.
Não obstante, Matteo é um homem muito bonito que possui uma beleza extremamente atrativa e presença séria e ao mesmo tempo misteriosa, isso é o suficiente para que não se esforce para ter a mulher que deseja. No entanto, não é só a beleza atrativa que faz juízo a ele, como também levando as mulheres sob sua posse sexualmente a loucura quando estão em sua cama. Por outro lado, são pouco as que conhecem seus gostos peculiares e que partilham do mesmo anseio. Ainda sim mesmo tendo sorte com mulheres, Matteo apesar de sua idade nunca se sentiu inspirado a contrair matrimonio com alguém, pois sempre acreditou que esse tipo de relação intima não passa de uma fraqueza e por conta disso não se casou e tão pouco pensa em um dia fazer.
Resumidamente apesar do que viveu no passado, Matteo se tornou em um homem bastante respeitado, rico, bonito, cobiçado por varias mulheres, um homem perfeito para qualquer sexo que pudesse defini-lo. Porem, tudo não passava de uma casca a qual construiu para que ninguém duvidasse que algum dia fosse capaz de fazer coisas terríveis como pretende fazer ou que alguém suspeitasse de seus passos.
Jamais se esqueceu de sua promessa silenciosa ao pé dos caixões de seus pais e tão pouco da única pessoa que causou toda tragédia em sua família e responsável pelo o ódio e sede de vingança semeada dentro dele quando ainda criança... Por ele, tornou-se o que é hoje se sustentando ao desejo de vingança e ser como é verdadeiramente por dentro. Faltava pouco para ele começar sua tão sonhada vingança, mas para isso só lhe faltava uma coisa... Todo esses anos construiu uma aparência, comportamento e rotina para qual todos vissem como normal, graças por Matteo agir mantendo cada passo minimamente pensado e estudado para qualquer tipo de decisão.
—Perdoe incomodar o seu silencio. –uma voz feminina chega a seus ouvidos, mas Matteo não se dá o trabalho de encarar. A mulher parada a poucos metros distante o conhecia muito bem para não se sentir mal por está sendo ignorada e sim se mantendo em silencio para que ela continue a dizer o motivo para está ali. – O detetive Gutierrez está a sua espera.
Ao dizer a ultima frase, Matteo pistou seus olhos quebrando o seu silencio para dar atenção a sua assistente e braço direito, todavia responde minimamente sem dar ao trabalho de olhar para ela.
—Onde ele está?
—Ao lado, em seu escritório. — ela responde no mesmo tom frio que Matteo lhe dirigiu a palavra.
—Ótimo. – dando as costas para paisagem e indo direção à porta onde a mulher havia antecipado seus passos indo na mesma direção que Matteo.
Ao passar para o escritório, Matteo caminha até sua mesa não se dando ao trabalho de cumprimentar o detetive que se pôs de pé educadamente para receber o chefe. Assim que Matteo se sentou em sua cadeira acolchoada, o detetive fez o mesmo e foi nesse momento que Matteo se deu ao trabalho a olhá-lo para escutá-lo o que seria de seu interesse que trazido a ele.
—O que tem para mim? – perguntou sabendo que o detetive não estaria ali se não tivesse tudo o que havia lhe pedido.
Reynaldo Gutierrez é o melhor detetive particular pela qual foi contratado para realizar as investigações que Matteo o solicitou. Sem responder, Gutierrez coloca uma pasta contendo em seu interior tudo o que investigou nos últimos meses em cima da mesa de vidro empurrando minimamente ao alcance do seu chefe.
Matteo abre a pasta analisando tudo o conteúdo no interior, e em seguida retirando o arquivo contendo o resultado das investigações de Gutierrez. Reconhece que o detetive também não o decepcionou dessa vez embora tudo o que continha naquele dossiê não houvesse relevância para sua finalidade, porem tudo ali estava descrito detalhadamente. Folhando e lendo rapidamente algumas páginas, Matteo deteve o seu olhar em determinada pagina contendo fotos de uma bela jovem, cabelos castanhos escuros, pele alva, olhos verdes, sorriso e expressão doce, tão doce que lhe deu água na boca. Não entendia qual relevância teria saber sobre a garota das fotos e todo texto extenso relacionado à sua pessoa. Sem questionar esse detalhe naquele momento, ele olha para Reynaldo numa significada indicação para que contasse o resumo do conteúdo em suas mãos, sendo que não leria tudo naquele momento.
—Pelo que pode ver, não há muitas coisas sobre Miguel Valente. Resumindo é um homem cujo caráter honesto é sua melhor qualidade. Depois que ficou viúvo com poucos anos de casado, jamais voltou a se casar. Criou sua filha sozinho e sendo bem sucedido com isso, já que a garota não é como a maioria dos jovens de sua idade... Sendo assim, não há o que se falar em desonestidade na vida desse homem em seus negócios, nem um mínimo podre em sua vida.
Matteo bufou ao escutar que Miguel não havia nenhum podre sequer para usar como meio de sua destruição. Ainda mantendo seus olhos na foto da menina, passar a ler o que se resumia a ela.
Luna Valente, 16 anos, cursando o último ano do ensino médio no colégio Black South College, fluente em inglês,... Passa duas horas ou três perto do lago em um ponto distante de sua casa lendo livros ou escutando musica sem ninguém por perto lhe acompanhando ou vigiando, não tem namorado, possui bastantes amigos, e uma melhor amiga e confidente... Além da lista de todo o seu itinerário, e até o horário que costuma dormir, número de seu celular, e-mail, facebook, snapchat... Tudo sobre ela...
Bufou deixando o arquivo ainda aberto na mesma página que olhava, voltando a encarar o detetive.
—Então quer dizer que Miguel Valente é um poço de honestidade e não há nenhum podre sobre ele? Isso é má noticia porque não há o que se fazer se não existe nesse homem um ponto fraco. — Matteo falou com toda frieza e calma não gostando do resultado das investigações.
Reynaldo avalia as palavras de Matteo, sabendo que na realidade há algo que possa intitular como ponto fraco em Miguel Valente.
—Está enganado. – Rey rebate fazendo com que Matteo o encare tendo a sobrancelha esquerda erguida. – Existe um ponto fraco.
—E qual seria esse ponto fraco? – ele pergunta endireitando a sua posição na poltrona em que está sentado.
— A garota da foto. – aponta em direção da pagina do arquivo que está aberta a qual tem a foto de Luna. — Ela que é o ponto fraco de Miguel Valente.
Automaticamente Matteo voltou a encarar o arquivo aberto novamente olhando a foto da garota que Rey dizia. Agora ele entendia porque haviam mais paginas relacionadas aquela garota apesar de não conhece-la. Reynaldo já sabendo que seu chefe almejava um ponto fraco no alvo de suas investigações, não poupou tempo e descobrir tudo sobre a vida e dia a dia da garota.
—E quem é essa garota? – perguntou continuando a olhar a foto de Luna.
— Ela é a filha de Miguel... – Rey responde solicito, mesmo sabendo que tudo o que iria dizer estava descrito nas paginas do arquivo. — Segundo minhas investigações, desde que perdeu sua esposa Monica em um trágico acidente com o próprio veículo, a qual estava junto à filha com um pouco mais de um ano voltando de uma consulta medica, e que por sorte sendo a menina a única a sobreviver. Miguel adquiriu uma espécie de vinculo excessivo e superproteção à filha e sempre cuidou dela como se fosse o seu bem mais precioso... Seu amor de pai por ela é como se fosse o seu ar para sobreviver. Daria tudo o que tem ou até mesmo a própria vida se for para garantir a segurança da menina.
Matteo sorri satisfeito pelo que acaba de escutar, pois apesar de seu determinado desejo de vingança, sempre procurou manter alheio a tudo o que era relacionado à vida de seu inimigo. Pois em seus pensamentos era que quanto mais soubesse de sua vida, todo seu ódio por ele poderia fazê-lo perder a cabeça e colocar tudo por água abaixo por precipitação. Por estar morando em outro país e ainda que fosse de vez em quando monitorar seus negócios no México, isso ainda fazia com que ficasse alheio a certas notícias relacionadas ao conhecido de sua família, mesmo sua tia conhecendo Miguel em nenhum momento citou algo sobre ele em sua presença e sendo assim, facilitando mais as coisas.
—Com essa atitude do pai deve ser uma menina irritantemente mimada. – ele disse por fim deduzindo a personalidade da garota mesmo que a sua aparência na foto fosse contrario, além do mais, aparências enganam e ele é a prova viva disso.
Reynaldo nega.
—Não senhor, pelo contrário. Os dias que a segui, pude ser testemunha do quanto essa menina não passa de uma criatura bondosa, inocente... O tipo de garota que cativa qualquer pessoa com a sua doçura.
“DOCURA: derivado de DOCE.” – a palavra pronunciada que se repetia por várias vezes na mente de Matteo.
Continuando a olhar para a foto de Luna, ele sorri maliciosamente vendo o quanto valeu a pena esperar tanto tempo para realizar sua vingança contra Miguel Valente.
—Luna Valente... Servirá muito bem para meus planos. – ele murmura para si.
Dando um leve pigarrar, Ray chama atenção de Matteo para si voltando a falar.
—Bom senhor... Precisa de algo mais? – pergunta por fim recebendo o olhar tranquilo do chefe.
—Não. Isso já basta. Se precisar de mais algo, eu o chamo. Bom trabalho, Reynaldo. – com sua falsa atitude Matteo não poderia deixar de elogiar o trabalho do detetive... Não importava o quanto às pessoas parecessem tão inúteis e patéticas, somente fazia o que era necessário para que fossem pessoas leais para com ele. Mesmo quando se tratava de alguém que poderia deduzir seus planos malignos os tratavam bem, além do mais não desejava ser inimigo de ninguém. No entanto, para Rey nunca foi o tipo que se deixava ser enganado, mas preferia dançar conforme a musica, além do mais era bem pago para ser leal a Matteo então só se limitava em receber ordem e cumpri-las de maneira limpa.
—Obrigada. – Rey disse por fim.
Matteo assente e em seguida olha em direção a porta onde sua assistente e braço direito encontrava-se parada observando a reunião desde o começo em silencio.
— Âmbar, o acompanhe até a saída e de o restante de seu pagamento.
Rey olha para trás surpreso que a loira ainda estivesse ali, e o que não era de se estranhar sendo o contrário, já que ela sempre esteve nas reuniões dele com Matteo, mantendo-se sempre em silencio como se não tivesse ali.
—Sim senhor. — ela responde abrindo a porta e esperando Reynaldo passar por ela. No entanto, como de praxes em bons costumes, ele faz o sinal para que ela fosse primeiro. Assentindo, a loira saiu da sala sendo seguida pelo detetive fechando a porta atrás de si.
Ficando sozinho, Matteo começa a ler o arquivo com o relatório das investigações realizado sobre a vida de Miguel, agora lendo detalhadamente as páginas relacionadas à filha dele. À medida que lia cada palavra via o quanto se divertiria usando a garota para suas finalidades... Um sorriso cruel surge em seus lábios não precisando disfarçar para ninguém ali seus sentimentos e sua verdadeira face.
—Finalmente encontrou o que precisa. — Disse Âmbar sentando na mesma cadeira em que o detetive havia se sentado minutos atrás.
Matteo olha para loira não o incomodando por não tê-la visto voltar, e tão pouco se importando com a liberdade que ela tem com ele. Além do mais, a loira sempre foi mais que uma assistente, braço direito, uma serviçal para ele, ela sempre foi sua amiga, cumplice, irmã. Resumidamente, agora ela é a sua família. Como também, a única que sabe a verdade sobre ele e conhece o interior de sua casca.
Matteo sorri vitorioso olhando para ela.
—Sim, Rey trouxe uma peça de ouro para mim. – ele fecha o arquivo colocando novamente em cima da mesa como uma indicação de que aquele é seu ouro.
Âmbar olha seriamente para o objeto a mesa transparecendo sentimento contrario, mas não guarda para si.
—Eu não confio nesse detetive.
—Ele é leal. – Matteo rebate com a testa franzia mediante a implicância de Âmbar. – Nunca questionou minhas ordens e sempre apaga qualquer tipo de prova de qualquer coisa que leva até a mim.
—Você confia demais nele.
—Eu confio em você. – Matteo rebate com um sorriso irônico igualando o mesmo grau de periculosidade e ameaça vindo da loira comparado a Rey.
—Não me compare com ele. – ela diz entre dentes. — Sabe que jamais o trairia. O que sou hoje é tudo graças a você que foi o único a estendeu a mão e não virar as costas para mim.
Matteo fica em silencio, realmente não havia como iguala-la a Reynaldo e a mais ninguém.
—Okay. Desculpa.
—Desculpas aceitas. – a loira responde sem emoção.
—Bem... Você pode até não confiar nele, mas Reynaldo tem sido bem eficiente em todo o seu trabalho e isso não posso deixar de reconhecer. Além do mais não me preocupo com ameaças de sua parte, pois como já disse sei quando as pessoas são leais a mim e em gratidão não farei nada o contrario a ele. No entanto, se preferir deixarei por sua conta que fique de olho nele se acredita que em algum momento possa transmitir qualquer tipo de ameaça.
Âmbar respira fundo e responde.
—Está bem. Confiarei em seu julgamento até porque até o momento ele não fez nada que desagradasse. Mas ficarei sim de olho nele por precaução.
Matteo dá de ombros, pois não queria estender uma discussão sobre confiança a um empregado. Pois naquele momento tudo o que precisava a fazer era começar a pôr em pratica seus planos para a vingança.
—Bem, estou voltando para Cancun. E preciso que me ajude com os preparativos.
—Certamente. – a loira responde solicita e acrescenta mais algo. – Ah, antes que esqueça, recebeu um convite para um determinado evento.
—Não estou com cabeça para isso. – Matteo responde secamente. – Tenho que voltar o quanto antes para Cancun, porque preciso averiguar algumas coisas com a matriz da construtora e entre outros assuntos. – não seria uma mentira, pois ele apesar de ainda viver em Buenos Aires sempre viajava de volta a seu país para monitorar os seus negócios, se socializar com pessoas de seu interesse e entrou outras coisas. – E além do mais, preciso dar um jeito de me aproximar da filha de Miguel casualmente se é que me entende.
Âmbar sorri divertida pela ultima coisa que ele disse, pois conhecia Matteo o suficiente para saber que não iria dispensar uma boa oportunidade de brincar um pouco com a futura vitima antes de dar o bote.
— Então sugiro que vá a esse evento. Trata-se do aniversário de casamento de Ricardo Simonetti e que por acaso mantem residência em Cancun. Lembro que iniciou certo vinculo de amizade conveniente com ele por ser um dos sócio e amigo de Miguel Valente. E apesar de ter sempre evitado está em eventos que tenha convidado para não correr o risco de Miguel está, agora que seria a hora. Obviamente ele irá também e junto com sua filha e se não for poderá encontrar outra forma de se aproximar da garota. Tem tudo sobre ela nessa pasta e não será difícil chegar até ela.
Matteo pondera o que Âmbar acaba de sugerir. De fato será bem favorável para ele em ir a essa festa na intensão de encontrar com seu inimigo e sua filha por lá... Além do mais, as ocasiões que conviveu as vezes que foi ao México e esteve com Ricardo foi o suficiente para o homem criar por si só um vinculo com ele acreditando ser seu amigo. Mas essa amizade conveniente foi somente para tentar saber na época se Miguel tinha algum podre, no entanto não obteve resposta e assim sendo obrigado a deixar a função de encontrar a agulha no palheiro para Reynaldo. Por conta de almejar encontrar algum furo de seu inimigo não lembrava se Ricardo havia mencionada algo sobre Miguel ter uma filha, mesmo assim não importa mais esse detalhe, pois agora já sabe.
Matteo franziu a testa tendo um clic em sua memoria e pega novamente o arquivo abrindo na página em que fala tudo sobre Luna, e sorri ao confirmar o que havia visto e que Âmbar estaria certa em sua sugestão.
Melhor amiga/confidente: Carolina Simonetti, apelido Nina.
—Quando será essa comemoração?
—Nesse fim de semana. — Âmbar responde tranquilamente.
—Perfeito! Daqui a três dias. – ele disse encarando a loira seguindo em ordens. – Confirme minha presença a Ricardo a sua festa, reserve a minha passagem no primeiro voo de amanhã para Cancun e ligue para a minha residência, ordene que organizem tudo para a minha chegada.
—Perfeito. – ela assente levantando-se para ir cumprir imediatamente as ordens dele.
—Âmbar?- Matteo a chama assim que ela abre a porta para sair fazendo com que ela olhe para ele respondendo.
—Sim?
—Tome conta de tudo em meu lugar e fique atenta, pois quando chegar a hora, irei precisar de você.
—Pode deixar. – é tudo que a loira diz saindo da sala e fechando a porta logo em seguida.
Sozinho novamente Matteo encara novamente a foto de Luna e em sua mente ele já sabia o que fazer.
—Ah Luninha... Você nem imagina o que farei com você para que seu pai sofra que nem um cão sarnento... Graças a você, farei com que tudo seja uma doce vingança... Tão doce como você...
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