Notas iniciais
Olá leitaras (res), para que não me conhece sou LU_BlackSwan ( ou Lucilene como me chamo). Geralmente eu escrevo sobre a saga crepúsculo, jogos vorazes, TVD, mas agora resolvi embarca nessa categoria e já até postei uma fanfic Sou Luna, chamada : Simplesmente Assim, e caso queiram conto com vocês dando uma lida nela... Bem, a principio vão achar a história parecida com a Fanfic da Suzi Fanfics, mas não leve a mal, não é plágio. Estou postando essa fanfic com sua autorização e na verdade ela até me incentivou a escrever, por querer ver uma versão diferente da sua. Antes de tudo, não estou aqui para mostrar que sou melhor, mas para mostrar o meu trabalho e com apoio da minha distante amigo ( porque ela mora em outro estado do que vivo) E bem... É isso... Espero que gostem desse prólogo e qualquer duvida podem me perguntar que responderei. Bjs e boa leitura...

Por mais que o sol estivesse a pino além das arvores, o dia parecia nublado pela profunda tristeza. O padre dizia suas palavras de consolo e conforto para a família, amigos e conhecidos próximos ali para darem o ultimo adeus a André e Beatriz Balsano. No entanto, nada daquilo havia relevância para uma única pessoa... O menino olhava para os caixões de seus pais os quais em alguns minutos estariam sendo engolidos pela terra. Ele não chorava, na verdade não chorou nem quando viu toda a cena que desencadeou para estar ali diante de seus pais mortos dentro daquela caixa de madeira.

As pessoas, o olhavam com pena e dó porque o pobre menino está sozinho, mas sendo o único herdeiro de toda fortuna de seu pai e sua mãe, outros o olhavam e se perguntavam o que se passava com ele, porem chegando à conclusão de que ele estivesse ainda em estado de choque, mas não...

O menino Matteo não tinha trauma e tão pouco precisava de pena. Sua mente estava em outro lugar, mais especificamente nas lembranças amargas de quando esteve no lugar em que havia se escondido em silencio há um dia antes vendo as duas pessoas que amava discutir e perderem a vida.

Matteo corria com sua bola nas mãos na intenção de encontrar o seu pai e chama-lo para jogar com ele. Apesar de ser um homem bastante ocupado sempre arrumava um tempo para atenção ao filho. E estando em casa, não seria diferente... No entanto, o menino percebeu o engano assim que se aproximou do escritório do pai.

A porta estava aberta e mesmo assim continuou a se aproximar.

—Como você pode fazer isso comigo? Me traiu justo com o meu melhor amigo?

—E o que importa, André? Foi você que causou tudo isso... Te trai com ele varias vezes e não me arrependo... Sabe por quê? Porque ele me deu o que você nunca me deu... Prazer. Me fazendo gemer loucamente e ter os melhores orgasmos que eu poderia ter, me fazendo sentir alguém especial...

Um tapa.

Forte o bastante para ser escutado o som do estalar. Seu pai esbofeteou sua mãe estando visivelmente furioso. Matteo jamais havia visto seu pai assim e queria entender o porquê. Não querendo ser descoberto, então o menino procura um canto para onde poderia ficar observando e ouvido tudo. Por sua sorte os empregados nunca se aproximavam quando havia discursões dos patrões por não ser de sua conta, ah, sim, havia tido outras brigas, mas nada comparado como aquela.

—É isso? Vai me bater, então bate porque vou adorar ir à delegacia e te denunciar. -Ameaça.

Lambido em fúria, André não recua.

—Vá. Não irão da atenção a uma puta como você.

—Tem razão, sou uma puta. Uma puta infeliz que teve de encontrar amor e prazer nos braços de outro homem.

—Miguel não te ama. Só te usou... Vai se casar com Monica... Aceite que ele chutou seu traseiro sem pena.

—ELE ME AMA, SÓ ESTÁ CONFUSO... ELE NÃO ME DEIXOU... – a mulher berra histericamente.

—NÃO, NÃO ESTÁ... VAI SE CASAR DAQUI A UMA SEMANA E VOCÊ VAI SER TESTEMUNHA DO QUANTO TE ENGANOU.

—NÃO... CALA A BOCA. EU NÃO SEI POR QUE ESCOLHI VOCÊ, AGORA PODERIA ESTÁ FELIZ COM O MIGUEL... EU O ODEIO, TENHO NOJO DE VOCÊ.

—MAS NÃO TEM NOJO E ODIO QUANDO TEM DE GASTAR O MEU DINHEIRO.

—ELE É MEU TAMBÉM E TERÁ QUE ME DAR A METADE QUANDO DER O DIVORCIO.

—NÃO TERÁ DIVORCIO ALGUM. EU TE MATO ANTES DE FAZER.

—ENTÃO FAÇA SEU MISERAVEL, PORQUE ESTOU INDO EMBORA AGORA DESSACASA. E PODE FICAR COM AQUELE FEDELHO MIMADO DO SEU FILHO PORQUE VIVEREI MINHA VIDA SEM ESTORVO PARA ME ATRAPALHAR...

—ELE É SEU FILHO TAMBÉM, SUA DESGRAÇADA E VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM...

—TENTE ME IMPEDIR. – a mulher corre até a saída do escritório passando pela porta sem ao menos perceber o filho ali escondido.

Matteo não moveu um dedo se quer até ver seu pai correr atrás de sua mãe com uma arma na mão. O menino estava assustando e não sabia o que fazer, e ao invés de correr e chamar algum segurança para tentar ajudar a evitar alguma tragédia, ele saiu de seu esconderijo correndo em direção onde seus pais foram. Quando alcançou a sala, viu a sombra de André sumir no andar de cima, e foi atrás... Ao chegar ao andar de cima antes que entrasse no corredor que dá acesso aos quartos pode ouvir mais berros, e correu. No entanto, paralisou no mesmo segundo em que ouviu um tiro, mas voltou a correr até a porta do quarto de seus pais e chegando a tempo de ver a ultima coisa que jamais imaginou presenciar.

Outro tiro, e o corpo do homem a quem chamava de pai cair ao chão junto ao corpo ensanguentado de sua mãe. Ele havia matado a mulher que amou e em seguida apontou a arma para própria cabeça, tirando a sua vida.

Matteo não chorou, ele caminhou até os corpos de seus pais não se importando em pisar em seu sangue espalhado ao chão de linóleo. Olhando aquela cena diante de seus olhos, seu coração parecia ter parado de bater, não no sentido técnico, mas como se ali começasse a criar crostas de gelo pelo qual com o tempo engrossaria e seria impossível de retirá-lo.

Por uns segundos ele observou os corpos, mas não lhe afetou... Em sua mente ele refletia que seus pais brigaram terrivelmente por conta de uma pessoa. Um homem a qual seu pai chamava de amigo, e usou sua mãe a fazendo trair o homem com quem se casou a deixando completamente louca a ponto de querer abandonar sua casa, seu marido, seu próprio filho...

Miguel... Já havia o visto, mas não lembrava o seu rosto.

Mas sabia que um dia ele pagaria amargamente pelo que fez.

Mãos tocaram o corpo do menino o puxando para longe dos corpos de seus pais. Não sabia quem o levava, somente deixou ser levando, sem chorar, sem reclamar... Mas de alguma maneira caiu à ficha do menino, pois ele à medida que a imagem de seus pais se perdia com a distância seus olhos ficaram escuros perdendo a consciência.

A cerimonia do funeral havia acabado.

As pessoas vinham cumprimenta-lo dando os pêsames, mas o menino somente assentia e deixava que sua tia e agora sua guardiã, recebesse os cumprimentos. Cansado de tanta gente falando coisas que não prestava atenção, ele se aproximou dos caixões olhando bem de perto. Ele colocou a mão no caixão de seu pai mantendo seus olhos na coroa de flores... Ficou assim por um bom tempo até ter sua atenção tomada por uma voz suave, diferente das quais ouviu minutos atrás e que de alguma forma lhe interessou ouvir, mas sem olhar para seu dono.

—Não consigo acreditar que isso tenha acontecido com ele... – disse o homem. – Ele era um bom homem, e amava a família... Seu pai foi um grande amigo meu...

Matteo ao escutar a palavra “amigo” pela primeira vez teve interesse de olhar para alguém naquele dia, especificamente o homem ao seu lado.

De alguma forma o reconheceu ainda que não fosse absolutamente correto.

—Matteo? – Sharon , irmã de André e agora guardião de seu sobrinho, se aproxima do menino dando um sorriso triste em direção ao homem que fala com ele. –Olá, Miguel.

—Olá, Sharon. Perdoa-me ter chegado ao final...

—Não tem problema. Você veio, isso que importa. – lembrando-se do sobrinho, a loira olha em direção a ele se dirigindo carinhosamente. – Matteo, este é Miguel Valente, melhor amigo de seu pai.

Matteo assente sem demonstrar emoção encarando o homem a qual foi o causador da morte de seus pais. Estava certo ser ele, pois seu pai não tinha outro amigo com o mesmo nome.

Miguel sem imaginar do sentimento do menino, dirige a ele um sorriso mínimo dizendo:

—Acho que não se lembra de mim. Fui visitar seus pais pela ultima vez quando você tinha apenas cinco anos de idade. Depois, com todo trabalho e negócios não tive mais tempo em ir visita-los...

“Mas teve tempo de estragar a vida de duas pessoas”- pensou o menino.

Um silêncio de poucos segundos, e o menino Matteo não diz nada. No entanto, ele só estava gravando o rosto de Miguel, pois era o rosto a qual jamais queria se esquecer. Apesar da idade, ele é muito inteligente e entre outras qualidades de uma criança, porem com tudo um novo eu e sentimentos nasceram ao ver os corpos ensanguentados de seus pais ao chão.

—Então você foi o melhor amigo do meu pai. Muito prazer. – ele estende a mão fazendo com que Miguel sorrisse, e Sharon respirou em alivio por ver seu sobrinho reagir depois de ficar um dia e meio sem dizer nada e sem olhar nos olhos de ninguém que dirigisse uma palavra com ele.

—Sim... Fomos amigos, melhores amigos. E se quiser, podemos ser também. – Miguel disse gentilmente para o menino, mas não imaginando que a única coisa que o Matteo queria não era a sua amizade, nunca iria querer.

Matteo não diz nada somente assente.

—Er... Miguel posso falar com você um minuto? – Sharon pediu educadamente.

Ele assente concordando ao pedido da loira para em seguida se afasta do menino com sua tia até um ponto mais distante de onde estavam iniciando uma conversa discreta...

Mesmo em um tom baixo, o menino pode escutar sua tia dizer o quanto está preocupada com ele, pois havia testemunhado a morte dos pais... E que psicólogos junto a policia iriam interroga-lo para saber o que houve de verdade, já que os empregados da casa não ouviram o motivo da discussão e não se intrometeram já que o casal discutia com frequência, e só intervindo quando somente escutaram os tiros... Minutos depois, Sharon chama o menino para irem embora, mas antes ele volta até o caixão de seus pais fazendo uma promessa muda...

No conforto do carro mantem o silencio e seus olhos encontra novamente a figura de Miguel entrando em seu próprio veiculo...

Já estava decidido, Matteo um dia vingaria a morte de seus pais... Pois seja como for Miguel Valente é o único culpado pela perda de sua família... Como não há nada a se fazer naquele momento para isso iria esperar o momento certo para se fizer...

Sendo assim, a vingança, é a palavra que fez Matteo viver a cada dia intensamente, sendo o seu ar, a sua força, a base para vencer na vida e conquistar tudo o que tem e o suficiente que precisar para o dia ferir a pessoa que o feriu atingindo onde mais poderia lhe doer. Toda a dor reprimida que o menino viveu ano após anos não seria nada comparada com a dor que Miguel Valente sentiria quando Matteo atingisse o seu ponto fraco, aquilo que mais preza e ama em sua vida.

E quando finalmente chegar onde quer... Deleitar-se-á em sua Doce vingança.

Notas finais
Esse é o começo, para entender o que virá... Sei que já é obvio, mas bem... em sentido diferente. É isso pessoal, espero que gostem Bjs *--*