Doce Vingança
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Um mês depois...
Pesadelo no pensamento de cada pessoa é definido como algo ruim, que às vezes te atormenta por um determinado tempo ou aqueles que só te dão um susto na hora e depois passa, por ser somente um reflexo de seus temores ou resultado do filme de terror que assistiu antes de dormir.
Acontece que, apesar do pesadelo ser algo ruim, pelo menos ele não é real. No entanto isso não significa que o pesadelo não pode se tornar real sendo a pior coisa para acontecer.
Luna se pudesse escolher teria optado em ter suas noites de sono assombrados por pesadelos, do que viver o pesadelo real que está vivendo. Os dias e noites que tem vivido naquele lugar a qual não imaginava onde estar tem sido momentos torturante para ela. Não... Na verdade ainda era pior que tortura. Matteo tem sido muito pior do que seus pesadelos tenham alertado sobre ele, não obstante ele também não falava com ela, somente quando o irritava ou era desobediente enfatizando a razão para estar lhe castigando fisicamente e mentalmente.
Luna se sentia a beira da loucura, chegou até tentar se matar num momento em que Matteo a deixo por sua conta para tomar banho na banheira, e sem pensar muito ela mergulhou seu corpo todo na água para tentar se afogar. No entanto, Matteo não lhe deixou morrer, ele sorria divertido pelo sofrimento que estava lhe causando.
—Não terá graça se morrer agora cadelinha. Sua atitude só deixa o seu dono aqui infeliz. – ele disse para depois jogá-la novamente na banheira e fazê-la se afogar, mas Luna acaba se debatendo não querendo morrer daquele jeito com ele lhe afogando, com isso Matteo a levanta novamente dizendo cara a cara. – Tá vendo? Você não quer morrer.
Nesse dia Matteo conseguiu ainda ser mais cruel, e depois desse episodio de tentativa de suicídio fracassado, Luna não mais se banhou na banheira e sim no chuveiro sob vigilância de Matteo que sempre fazia questão de vê-la se banhar e ter certeza de que não faria outra burrice.
Como Luna não possuía mais força para lutar contra ele, somente o deixou usar seu corpo como queria sem ao menos ela mostrar emoção, sem lagrimas escorrendo de seus olhos ou gritos de dor enquanto ele coitava com toda violência seu anus ou até mesmo sua boca, Luna simplesmente parecia uma morta viva ou alguém em coma. No entanto, Matteo acabou se irritando também e nesse exato momento que em meios suas torturas ele lembrou que faltava uma parte a qual ainda não havia fodido.
—AHHHHH. – Luna berrou em meia dor o sentindo introduzir seu pênis de uma vez só em sua vagina enquanto mantinha sua posição de quatro acreditando que ele realizaria nela outro coito anal. Não que tenha doido mais quando ele introduziu em seu anus, mas o susto pela invasão a fez reagir e Matteo ficar satisfeito.
Luna já não mais sentia dor como antes, pois havia se acostumado. Porem não sabia mais o que fazer ou como fazê-lo desistir. Ao completar um mês que veio parar naquele lugar, Luna se deu conta de que não adiantaria fazer nada, porque Matteo continuaria lhe usar como bem entendesse e quanto mais dificultasse as coisas ele dificultaria para ela... Em meio a isso a única coisa que lhe conformava era saber que seu pai e todas as pessoas que lhe amam não havia desistindo dela, pois Matteo dias atrás havia posto uma TV led no seu quarto de tortura e lá pode ver varias reportagens que falavam sobre ela, entrevista com amigos, namorado, os empregados... Pessoas que temia por seu paradeiro, mas que infelizmente não sabem onde ela possa estar e tão pouco o que está passando. Não acreditando ter mais lagrimas para chorar, Luna ao ver a reportagem chorou descontroladamente para o bel prazer de Matteo, que fez questão repetir que ninguém lhe acharia, somente quando ele quisesse e até lá não seria por resgate, e sim por ele ter deixado seu cadáver na porta da casa do seu pai dentro de uma caixa de presente.
Luna já não mais suportava aquela situação, naquele momento ela começa a refletir o que poderia fazer para sessar a dor que está sentindo ou fazer Matteo parar de tortura-la. Claro que sabia que não adiantaria nada relutar, tentar se matar ou fingir de morta enquanto ele a violentava sexualmente, sendo assim tinha quem mudar algo...
“Não dificulte as coisas para si mesma” – Luna lembrou uma das coisas que Matteo disse a ela, quando tentava lutar para que ele não a tomasse uma das noites que haviam passado.
Na verdade, já não havia mais momentos certos para tortura, seja de manhã, á tarde, á noite, pela madrugada, acontecia toda hora que Matteo quisesse tê-la... Apesar de tudo, Luna não queria mais ser violentada, não que sentisse algum prazer ou quisesse que Matteo lhe tratasse com carinho, na realidade queria que ele não mais a tocasse, porem isso não seria possível.
Deitada na cama, Luna se levanta e mesmo ainda com as algemas em seus pulsos consegue se acomodar de maneira que ficasse sentada. Por necessidade havia se acostumado com a peça de metal e por sorte os machucados que ganhou com as algemas em seus pulsos já sumiam. Ela pega o controle da TV ligando em qualquer canal, queria refletir um pouco sobre o que decidir a fazer, e se Matteo aparecesse ali pelo menos não acharia que ela estivesse planejando alguma rebeldia e sim só passando o tempo vendo TV.
Mesmo que ela não tem a intenção de fazer qualquer rebeldia e sim achar uma maneira das coisas melhorarem não queria ele ali lhe torturando pelo que nem fez e nem mais pensa em fazer.
Luna zapeia os canais e para em um canal que se passa series e naquele momento estar passando episódios de uma serie muito famosa. Ela se detém naquele episodio e começou a assistir e esquecer por um momento a razão pelo qual ligou a TV. De alguma forma, mesmo que os episódios não estavam passando na ordem exata, ela conseguiu compreender certas coisas da história, e por fim sua mente começou a clarear.
De alguma forma Luna percebeu que se quisesse que Matteo não mais a estuprasse teria que corresponder a ele. Na mente da morena isso seria nojento, pois sentia nojo e ódio por tudo o que ele fazia, mas lembrou no dia em que Matteo avisou que se ela fizesse tudo direito e se comportasse a recompensaria, mas se não, lhe puniria. E quando ela teve um acesso de fúria pelo que ele fez, as coisas mudaram e Matteo tem sido terrível com ela, e segundo ele por culpa unicamente dela mesma.
Querendo ou não admitir, Luna sabe que realmente a culpa é dela por ele ter tido a reação que teve toda vez que tentava impedir dele transar moderadamente com ela. Mas por outro lado, tendo nojo ou ódio, teria que jogar esses sentimentos no lixo e seguir com as regras de Matteo... Ele não pedia muito, mas para Luna era o mesmo que fazer muito mais. Não só deixa-lo fazer sexo com ela de bom grado como também fingir partilhar do mesmo prazer. Seja como for, teria que mostrar para Matteo que ela estar finalmente sendo domada por ele, e sendo assim poderá pelo menos ter a esperança de ser solta daquelas correntes como recompensa e não apanhar mais...
Luna respira fundo decidida a fazer o que precisa... Para ela seria bem difícil fingir algo bom com quem lhe tortura, por outro lado teria que pensar no que ele fazia de bom para ela, como dá-la banho por gostar de mulheres limpas, depilar suas partes intima, leva as refeições diárias, deixar o quarto limpo para uso... Não sabia como Matteo fazia para manter o quarto limpo, comida fresca, e entre outras coisas que um homem sozinho numa casa com sua prisioneira não conseguiria fazer, ainda sim preferia deixar esse detalhe de lado e esperar para fazer o que precisa.
A porta se abre, e Luna olha em direção vendo Matteo entrar carregando uma bandeja com seu almoço. Franziu a testa por não ter se dado conta que poderia ser a hora do almoço, sem dizer nada somente o observou ele por a bandeja na mesa. Ela não sentia fome, mas pelo cheiro que vinha da comida que trouxe, sentiu o seu estomago roncar.
Em silencio, Matteo aproxima dela e retira a corrente presa às algemas. Prontamente Luna se levanta quando ele segura no espaço das algemas em seu pulso. Estranhamente Matteo evitava segurar em suas mãos como se ali fosse o limite para gentileza, fora que também ele não tentava beijá-la quando fazia sexo com ela. No entanto, Luna não se importava quanto a isso, pois essa não era o tipo de intimidade para haver beijo.
Luna senta na cadeira e Matteo empurra a bandeja na sua direção e depois se senta na cadeira do lado oposto. Luna olha para a bandeja e sua testa fica franzida por seus olhos encontrarem uma peça nada comum ali. Não que fosse anormal ter entre os talheres uma faca para cortar carne ou outra coisa que precise o uso. Mas a questão é que durante o tempo em que Matteo trouxe suas refeições, cada prato já haviam pedaços de carne cortada, torradas já lambuzadas com geleia ou manteiga, bolos cortados, tudo pronto para não ter de usar a faca, e tão pouco garfo. Nitidamente ele queria evitar a possibilidade dela usar tais objetos como arma de defesa ou para cometer alguma idiotice contra ela mesma... A principio se sentiu uma criança, mas com tempo não se importou.
Confusa, Luna olha para Matteo que a observa. Por um lado Luna cogitou que aquilo poderia ser um truque ou uma maneira dele usar para tortura-la, embora sempre ter usado suas próprias mãos para fazer e não objetos cortante, por outro lado não sabia se havia decidido mudar a maneira de seu sadismo, mas vindo dele tudo seria possível.
Luna engole a seco sem saber o que fazer.
—Vai ficar me encarando com essa cara ou vai comer logo? – ele perguntou impaciente.
Luna não sabia o que responder ou se seria certo pergunta-lo sobre a faca, e optou ficar calada e pegar a colher para comer ao invés de garfo que também é a outra novidade acrescentada no conjunto.
—Vai comer lasanha de colher? – Matteo perguntou vendo que ela optou pelo o objeto sem ponta. – Trouxe garfo e faca para usá-los e não ficar de enfeite... Além do mais, sabe que se aprontar sofrerá as consequências.
Luna não questiona, somente deixa a colher e pega desajeitada o garfo e a faca. Tremendo ela tenta cortar um pedaço e mesmo sem olhar para Matteo via quanto estar se divertindo vendo-a daquela forma sob efeito de sua ameaça.
“Deus! Como posso não fazer merda com ele estimulando ao contrario?” – ela se perguntou mentalmente.
Antes que chegasse a uma conclusão Matteo volta a falar em deboche.
—Parece que a deixei mal acostumada... — ele aponta a maneira desajeitada que ela corta o pedaço da lasanha e tenta por na boca. – Lamento, terá que se acostumar, porque já estou de saco cheio de bancar a babá cortando sua comida... Mas já está avisada, de agora em diante vai se virar com o que come e se aprontar, já sabe.
Ela assente meneando a cabeça e volta a comer em silencio sob os olhares de Matteo. Não sabia o que se passa em sua cabeça e obviamente não queria saber, além do mais seja o que for já sabe que não é nada bom.
—Sabe... — ele quebra o silencio. Luna olha para ele sem ainda terminar de comer.
Matte coloca suas mãos em cima da mesa numa posição como se daria inicio a uma espécie de reunião. Luna não diz nada, somente espera que ele continue a falar.
—Andei refletindo esses dias sobre uma coisa. Estou meio entediado com essa situação, e veja bem, tão pouco fico satisfeito em ter que deteriora essa carinha tão linda que você tem toda vez que quero fodê-la, e como esses últimos dias não tem resistido muito, decidi te dar uma chance.
—Uma chance? – Luna morde seu lábio inferior ao perceber que havia externado a sua duvida.
Sem transparecer emoção, Matteo responde.
—Sim, uma chance. Lembra quando disse que seu pai é o verdadeiro culpado por você está aqui? – Luna assente, embora ainda não saiba o que realmente seu pai fez para Matteo descontar sua toda raiva nela. — Bem. Pelo que ele fez não tem como dar o mesmo tipo de chance a ele, mas isso só poderá acontecer porque dependerá de você. Não vou mentir que meu plano sempre foi ficar um tempo com você fazendo de tudo e mais um pouco e no final te matar e entregar a seu pai. Mas pensando bem, isso não é muito justo com você, já que não é a culpada de fato, então te darei a chance de sair dessa com vida. Mas é claro que não será tão fácil.
Luna mesmo sabendo que não poderia confiar em Matteo sentiu uma gota de esperança, e se ela já estaria disposta em passar por cima de todo seu ódio e asco por ele, seja o que teria a propor ela faria para garantir que saia dali viva.
Sem continuar a dizer nada, Luna espera Matteo lhe contar que chance lhe dará.
—Vejo que ficou animada com que tenho a propor. –ele disse sorrindo triunfante. – Bem, tudo o que deve fazer é seguir minhas ordens... Nada de rebeldia na hora do sexo ou se fingir de morta, quero que faça tudinho do jeito que eu mandar sem choro ou reclamação. Entendeu?
—Sim. – Luna respondeu vendo que não seria nada diferente do que já faria sem ter condições.
Satisfeito pela forma compreensiva de Luna, Matteo continua a falar.
—Fazendo tudo direitinho, você terá a sua recompensa. – Luna volta a franzi a testa, pois não passava nada por sua cabeça o que seria essa recompensa. – Primeiro, por exemplo, eu posso te dar uma noite de folga sem sexo, outra posso tirar suas correntes, depois posso retirar totalmente suas algemas deixando se locomover livremente sem tentar fugir. O que seria inútil para que facilite sua fuga. – ele menciona a ultima frase com o mesmo sorriso triunfante, e Luna pode ver que seria verdade. – E também, incluo nessa recompensa te deixar sair do quarto, da casa para conhecer o local e tomar um pouco de sol não e cadelinha? Até os animais merecem isso...
Luna detesta como Matteo a chama lhe comparando a um animal, mas nada poderia fazer com relação a isso já que seria um começo ruim para pedi-lo que não lhe chamasse de cadela. Mordeu a língua contendo a intenção de responder a ele que seria então um zoofilo por trepar com uma cadela, mas deixou quieto porque se queria que as coisas mudassem era melhor deixa-lo fazer o que quer e está gostando.
—Então... O que acha dessa minha condição? – ele perguntou olhando em seus olhos.
Luna via que não seria de tão sacrifício fazer o que pediu a ela, até porque Matteo a recompensaria e se fosse por pelo menos para deixa-la sair, poderá averiguar se realmente não há uma forma de sair dali, encontrar um telefone ou computador para mandar uma mensagem.
“Não seja burra. Ele não deixará você sair sem ter a certeza de que você não tentará fugir ou pedir socorro”- seus pensamentos gritam em sua mente de maneira certa e logica.
Não tendo nada o que se pensar, Luna responde.
—Acho que isso é... Bom? –responde sem saber como definir.
—Bom? Serio? Isso é maravilhoso... – Matteo a corrige.
—Está certo. É maravilhoso sim. – ela concorda forçando um meio sorriso, e pala expressão de Matte o vê que ele gostou dela ter concordado.
—Veja só... Já está começando a fazer as coisas direito. Um sorriso meio forçado, mas um sorriso. É isso que prefiro ver do que sua carinha chorona e toda roxa.
Luna respira fundo mantendo sua expressão amena, mas ela queria pergunta-lo algo. No final ela já estava falando.
—Fazendo tudo como quer, você irá me deixar ir embora viva?- perguntou esperançosa por ele ter dado essa esperança, mas sentiu o seu coração se apertar ao ver o sorriso de Matteo diminuir como se deixa-la ir embora com vida fosse algo irreversível.
—Essa parte, eu não tenho certeza Luna... – ela fica surpresa por tê-la chamado pelo nome e não pelo apelido humilhante que sempre a chamou.
—Não? Mas você disse que...
—Eu disse, eu sei. -Ele a interrompe. — Mas isso não vai depender de mim. Vai depender de você...
—Co-como... — ela sussurra temendo que essa possibilidade nunca existira, mesmo que se comporte para evitar em continuar sendo estuprada e surrada.
—Luninha tente entender... Sei que não é burra. Passei dias da minha vida esperando o momento certo para que finalmente pudesse me vingar do seu pai, e quando chega essa hora e consigo concluir o meu plano, acha que posso arriscar em deixa-la sair viva e depois correr até a primeira delegacia e me denuncia? Claro que não seria fácil provar que seja eu o culpado, mas imagine o transtorno que isso irá causar... Por exemplo, a morte de pessoas queridas, entende? Tudo porque você foi desleal a mim abrindo o bico sem pensar nas consequências.
Luna reflete suas palavras vendo que Matteo tinha razão. Ela nunca poderia sair dali sem perder a chance de denunciá-lo para que apodrecesse na cadeia por tudo o que fez, mas lembrando da menção que ele usou ao se referir “morte de pessoas queridas” isso significando que poderia matar alguém que ela amasse para puni-la de tê-lo denunciado.
Sendo assim, está claro que Matteo tem sempre algo guardado e que realmente nada seria fácil para ela. Ou faria tudo o que ele mandasse e tendo a sorte de ser liberta viva e nunca contar a ninguém que ele é o culpado de tudo, caso contrario pessoas inocentes morreria... Luna naquele momento não sabia o que seria pior nas opções diante dela, porem preferiu seguir como já havia pensando e atender ao pedido de Matteo em troca de uma recompensa e esperar o que decidir sobre sua vida, sair dali viva e muda, viva tagarela e sozinha, ou morta.
Por fim, não havia outra alternativa então, ela somente fala voltando a comer.
—Farei o que me mandar, e decida por minha vida ou morte como queira.
Matteo ergue a sobrancelha pela resposta de Luna, não que tenha o desagradado, mas que foi de grande surpresa vê-la aceitar de bom grado já que está a semanas sendo desobediente.
Depois daquela conversa ambos ficaram em silencio. Depois que Luna terminou de comer e beber o seu suco e comer a fruta como sobremesa, Matteo a levou para escovar os dentes e outras necessidades. Por fim ela voltou para a cama e sendo presa novamente. Matteo a deixou sozinha com seus pensamentos.
Luna refletiu sobre a proposta de Matteo, e mesmo ele deixando claro como as coisas será ela não está feliz, ao contrario, porque isso não a leva a nada somente a um destino nada feliz.
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