Doce Vingança
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Miguel passa uma mão em seu rosto, já estava cansado de pistas falsas e esperanças desvanecidas. Passou um mês desde o desaparecimento de Luna e nem se quer uma pista de que tenha sido sequestrada ou estar morta... Nada... Nem ao menos seus apelos de pai em frente às câmeras de TV implorando que se alguém a visse ou tivesse uma pista avisassem a policia, mas nada, nem mesmo sob incentivo de pagar recompensa fez com que soubesse algo de sua filha.
Tino e Cato se entre olham por um segundo sem que Miguel perceba, não diziam nada significativo somente observava um pai desesperado que estava decidido a fazer tudo para recuperar a filha com vida. Sabiam que Miguel pagaria qualquer valor para ter a filha de volta, mas Matteo tinha mais a pagar por trabalharem ao seu lado, e também aqueles homens tinham sua lealdade em juramento por Matteo Balsano, fora que se fizessem algo estupido por cobiça ao dinheiro estaria sentenciando suas mortes ou ficarem podres na cadeia, então tudo o que só faziam eram tentar controlar Miguel e suas sandices por desespero.
—Não é possível, vocês devem ter deixado passar alguma coisa, uma pista... Eu vou contratar outros investigadores...
Tino e Cato não gostam do que escutam e dessa vez tentam se esforçarem ao máximo em seu teatro porque não poderiam correr o risco de Miguel colocar outras pessoas no meio embora não havia pista alguma que deixaram para levar onde Luna estar, ainda sim não poderiam abandonar tudo quando garantiram a Âmbar assistente pessoal de Matteo que cuidaria muito bem dessa parte.
—Senhor Valente...
—PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME PEÇAM CALMA. – Miguel interrompe Cato que tentava dizer algo coerente, ele se irrita com o homem, mas quem responde é Tino.
—Não vamos pedir calma senhor. Até porque calma não é o que vem mostrando em todo esse tempo.
Miguel franziu a tenta e olha fixamente para Tino.
—O que quer dizer com isso?
—Estou dizendo que o senhor com todo esse desespero estar trazendo alvoroço para as investigações.
—É minha filha desaparecida misteriosamente, o que querem que eu faça? – Miguel se defende aflito e revoltado.
—Que pare de ficar oferecendo dinheiro de um possível resgate. Por três vezes o senhor já perdeu dinheiro por não ter nos escutado.
—Eu não me importo com dinheiro com tanto que tenho minha filha de volta. – rebate.
—Dessa forma não terá. E ainda que tivesse quem garante que será viva? – dessa vez Tino pegou pesado, Miguel não conseguiu responder e seus olhos começaram a se encher de lagrimas.
Cato não se agrada muito e tenta intervir.
—Perdoe meu colega senhor Valente. Ele e eu só queremos que o senhor pense com coerência e nos ouça... Realmente tem feito coisas que só estão fazendo perder dinheiro e a gente perder tempo. As coisas não são assim, não pode sair pagando resgate sem saber se estão realmente com sua filha, está cheio de gente aproveitadora.
—Perdão pela forma que me expressei. – disse Tino dessa vez. — O que Cato disse é verdade. Não é porque não temos pista sobre Luna que não estamos fazendo nada. Estamos com o senhor, e se nos incumbiram para resolver esse caso até que se resolva faremos, mas para isso precisamos colaboração do senhor.
—Perdão é que... Não consigo pensar direito sem saber se minha filhinha está viva ou morta... — Miguel tenta se acalmar.
—Sabemos o quanto estar sendo difícil para o senhor... Um mês já se passou e nada sobre ela. Senhor Valente, não houve se quer dia que deixamos de expor ao senhor tudo sobre nossa investigação. Vimos juntos todos os vídeos que poderiam dizer se Luna saiu daquele lago acompanhada ou sozinha, circuito de imagens de carros passando pela estrada do outro lado... Histórico de ligações para o celular de sua filha, mensagens, e-mails e nada que desse um sinal de que ela possa ter sido sequestrada ou aliciada por algum tipo de tarado.
—Esse caso é o primeiro que estar bagunçando a mente de todos nós. Nunca trabalhamos com algo tão... Complicado. É como se sua filha tivesse sido abduzida. – Cato teatralmente explicou.
Miguel continuava acreditar que os detetives diante dele realmente estão preocupados e dando tudo de si para achar a sua filha. E que realmente estão certos dele estar atrapalhando tudo com suas atitudes desesperadamente imprudentes.
—Escute. – disse Tino. – Estamos realmente dando o máximo de nós, mas se não confia na gente ou quer colocar outros detetives em nosso lugar, tem todo o direito. Mas não creio que irão encontrar algo novo além do que já saiba.
Miguel nega agora mais calmo.
—Não será necessário... Não farei isso... Confio em vocês e peço que me perdoem pela forma que venho agindo. Prometo que agora irei fazer do jeito que disserem...
—Ótimo. — Cato fala com meio sorriso nos lábios. – O que está feito já está feito. Mas a partir de agora, qualquer ligação pedindo resgate nos deixem a par. Grampearemos seus telefones para que possamos monitorar se seja algo verdadeiro ou não. Além do mais não acho que tenha sido sequestro, porque geralmente os sequestradores já entram em contato logo pedindo resgate, e já fez um mês e não fizeram contato...
—Acha que possa ser outra coisa? O que? –Miguel pergunta.
Tino olha para Cato e depois volta a encarar Miguel respondendo no lugar do amigo.
—A verdade é que se tivéssemos encontrado alguma mensagem ou algo que ela tenha escrito no diário, poderia ser a coisa mais coerente. Não que seja impossível e possa ser que tenham abordado Luna de outra maneira. Talvez só observando ela e encontrando uma maneira de chegar e leva-la para bem longe.
—Não entendo... — Miguel murmurou.
—Tino está dizendo sobre trafico de mulheres. Isso é comum acontecer... Pegam mulheres, adolescentes e levam a outro país completamente drogadas e clandestinamente para que se prostituam. Geralmente esse grupo que pegam as garotas são bem óbvios em suas ações para identificar o que seja a razão do desaparecimento, mas se isso foi o que aconteceu com Luna , creio que realmente devam ter encontrado uma outra forma de fazer sem deixar rastro.
Miguel engole a seco. Não conseguia imaginar sua filha em algum prostibulo em outro país sendo abusada por homens asquerosos. Querendo ou não seja qual for o que aconteceu com sua Luna, sabia que não estava bem... E tudo o que lhe restava era confiar nos investigadores e pedir a Deus que aparece viva...
(***)
Matteo termina o seu banho refletindo em tudo o que havia feito para Luna e apesar do ódio por Miguel inflamar em seu sangue, não era o mesmo em que fazê-lo sofrer pessoalmente. Não que não sentia tesão em fazer sexo selvagem com uma garota nitidamente gostosa como a Luna, Matteo é um homem amante pela dominação sádica, mas a questão era que de alguma forma todo sabor agradável de sua vingança não tinha o mesmo sabor pela qual imaginou. Salgado e muitas vezes amargas... Mas nenhum momento doce...
Realmente não gostava de espancá-la quando na verdade sentia prazer em causar certo dano, mas imediatamente sendo correspondido... Com todas suas frustrações acabava por perdendo a cabeça e exagerando, mas não estava disposto em voltar atrás, pois se havia chegado ali iria até o fim... No entanto, resolveu mudar as coisas para ver se seu humor mudava... Decidiu jogar um pouco com Luna para ver se ela como todos motivada por um agrado ser mais maleável... No entanto, cumprir a ultima parte seria difícil... Não tinha segurança de que Luna poderia ficar de bico calado em troca de sair dali viva, mas ele gostava de manipular as coisas a seu favor e se Luna mesmo mostrando ser difícil ainda sim fazendo tudo o que ele quer, seria divertido para ele vendo-a fazer, além do mais estar claro que ela não quer apanhar e por conta disso concordou em fazer tudo o que ele deseja.
Voltando para o quarto, Matteo pega uma calça de tecido fino a colocando. Passaria aquela noite com Luna e se certificaria se ela realmente estiver disposta a fazer o que ele quer. Matteo caminha até o quarto de Luna que fica em frente ao seu, e rapidamente abri a porta. Havia um bom tempo que não mantinha trancada já que não haveria como ela sair e ninguém além dele para entrar.
Seus olhos encontram os dela e mantendo fixos ele tranca a porta atrás de si indo até a morena. Matteo se senta de frente a Luna e não a ver tremer ou até mesmo se encolher, ao contrario do que sempre fazia a garota se mantem a espera do que deveria fazer.
Luna respira fundo esperando Matteo dizer o que ele queria. Ficou confusa por ele encará-la estranho e demorar a falar, contudo o moreno se levanta segurando suas algemas mostrando que quer que ela fique de pé. Sem hesitar, Luna se levanta então Matteo começa a retirar seu vestido e depois a calcinha deixando completamente nua.
Ela não sabia e tão pouco entendia por que de repente começou a senti vontade de tocá-lo, que Matteo retirasse as algemas de seus pulsos para poder fazer melhor o que ele pedisse. Mas mordeu seu lábio para que seus pensamentos e desejos incoerentes não fossem esboçados.
Matteo não podia negar o quanto Luna é gostosa, seus seios são deliciosos que ele sempre quis chupá-los, mas dados os momentos que tiveram não pode desfrutar do corpo da garota sentindo o seu mel, por ela sempre ser difícil não deixando de bom grado ele fodê-la. Sem demora ele coloca sua boca em um dos seios dela, chupando demoradamente dando bastante atenção ao pequeno mamilo rosado.
Luna morde novamente seu lábio inferior na tentativa de conter um gemido, pois recusava a sentir prazer justamente com o homem que a sequestrou , estuprou e espancou. No entanto não conseguia negar a si mesma que ele possui uma língua gostosa e estava sabendo usa-la bem chupando seu seio.
Matteo chupa outro seio e sente o quanto Luna estar se contendo para não gemer... Mas se dependesse dele gemeria até mesmo o seu nome. Ele vai descendo seus lábios até o ventre liso e com suas mãos abre as pernas dela e ergue uma fazendo com que apoie na beirada da cama, nessa posição exposta ele mergulha sua língua na cavidade lisa e empapada pela excitação.
Nesse momento começa a sugar o clitóris de maneira cadenciada e dessa vez foi o suficiente para Luna acabar gemendo e deslizando seus dedos pelos cabelos do moreno.
—Uhmmm... – Luna gemeu, mas acaba mordendo seu lábio para não fazer novamente.
De certa forma ela não queria estar sentindo prazer, imaginou que seria algo frio e calculista, que Matteo a foderia como todas às vezes só que sem se irritar com ela resistindo e acabando sendo mais violento, mas não, ele vem todo sexualmente tocá-la e fazendo-a gemer. Ela o odeia com todas as forças e sente nojo, mas de alguma maneira todo esse sentimento ruim por Matteo se transformou em desejo e prazer naquele momento.
“Merda! Mas que língua gostosa...” – ela pensa tentando conter o gemido, mas acaba falhando.
Matteo adiciona dois dedos no interior apertado de Luna enquanto sua outra mão a segura para não cair e ajuda-la a movimentar o seu quadril.
Luna começou a sentir suas pernas fraquejarem e um formigamento subir por sua espinha...
—Uhm, Uhm... Ma-Mat-teo... — o nome dele sai em um sussurro falho entre os gemidos da morena, mas Matteo pode escutar e foi o que lhe excitou fazendo com que suas chupadas ficassem mais firmes.
Luna não sabia o que está acontecendo com ela, porque nunca havia sentido aquilo, aquela explosão de emoção onde seu corpo não tem controle a fazendo gemer. Outra fisgada lhe consome e quando se da conta, ela sente algo explodir em seu interior intimo e seus lábios somente proferir gemidos prazerosos.
Seu primeiro orgasmo, depois de um mês de dor e sofrimento.
Luna ofega de olhos fechados e seus lábios estão entreabertos sentindo os de Matteo subir por seu corpo. Acreditou que por um segundo a beijaria, mas não foi o que aconteceu. Colocou seus lábios em seu ouvido sussurrando algo que a principio foi incoerente a ela por ainda está entorpecida pelo seu primeiro orgasmo.
—Vire-se... – ele sussurra em ordem excitante.
Luna não teve como negar somente fez o que pediu. De costa para Matteo ele recosta seu membro ainda coberto pela calça no bumbum de Luna. Abaixa um pouco a calça retirando seu pênis duro deslizando automaticamente no sexo feminino. Com uma mão ele acaricia o seio dela e a outra mergulha seus dedos entre as dobras que cobrem seu clitóris inchado pela sucção de sua boca.
—Rebole no meu pau... — ele sussurrou mordendo levemente o lóbulo da orelha de Luna, que assente com gemidos.
Ela o faz do jeitinho que lhe pediu, rebolando lentamente sentindo todo o pulsar da glande grossa em seu interior. Matteo começou a gemer mostrando a aprovação pelo que ela fazia, e Luna percebe o quanto as coisas rolando daquela força é menos dolorosa do que testemunhou durante semanas com ele.
Matteo a inclina mais um pouco a deixando de quatro e começando a estocar. Ele pega os cabelos da morena fazendo um rabo em suas mãos e puxando o suficiente para dá-lo prazer. Luna sem ter o controle novamente de seu corpo acaba novamente rebolando enquanto Matteo estoca com mais intensidade em sua intimidade. E de repente começou a sentir um desejo absurdo por tê-lo fodendo em sua boca...
“Mas que porra está acontecendo comigo...?”- ela pensa em meia a incoerência de seus sentimentos.
Ficaram ali naquela posição por um bom tempo até que Matteo decide mudar novamente a deitando na cama e encaixando o seu quadril por entre as pernas, ele continua a não beijá-la, pois para ele era o mesmo a ter algo intimo ainda mais quando não há sentimento e sim, tesão.
Matteo começa a estocar e coloca as mãos de Luna por cima da cabeça e mantem ali para chupar novamente e seus seios.
—Esses peitos são uma delicia... Uhmmm... – ele sussurrou com um dos mamilos dela entre os dentes, mas sem machuca-lo e sim continuando suga-lo.
Luna mantem seus olhos fechados tentando imaginar que quem estaria ali lhe fodendo gostoso e chupando os seus seios fosse outra pessoa, mas não adiantava, ela sabia que é Matteo e ainda sim não podia controlar o prazer que ele estar lhe causando.
Ela não consegue mais controlar e acaba gozando novamente e Matteo faz o mesmo. Ainda sim Luna o sente continuar duro, e o mesmo desejo de senti-lo em sua boca, continua...
Ofegante com o rosto repousando entre os seios de Luna, Matteo começa clarear sua mente refletindo o que acabou de acontecer. Não que tenha sido diferente das outras vezes que tenha feito sexo, mas mesmo assim havia algo diferente que ele não sabia o que seria ou poderia definir. Luna se manteve na mesma posição tentando controlar sua respiração, mas não se incomoda dele ficar ali. Matteo parecia estar também se controlando e se fosse para ele não se ofender com ela e voltar lhe agredir, ficaria ali até ele resolver sair de dentro dela.
No entanto, sentindo ele ainda duro isso a fez querer mais. Mas procurou não pensar mais nesse desejo totalmente louco para ela que simplesmente ali com ele começou a sentir. Nada ali para Luna havia coerência, e sem se controlar ela acaba se remexendo e contraindo sua intimidade e meio que um gemido involuntário saiu de seus lábios.
Matteo percebe que Luna remexe levemente o seu quadril, mas isso o faz querer fodê-la novamente e em poucos segundos retirou seu membro somente o suficiente para mudar sua posição e coloca-la sentada de frente a ele e a encaixando novamente. Com suas mãos na cintura dela e as dela em volta de seu pescoço começam um ritmo excitante com ela se remexendo em um vai e vem. Luna enterra seu rosto entre o pescoço de Matteo e seus lábios roçaram na sua pele lisa
Ela sente o perfume da pele do moreno e não se controla passando levemente língua. Luna não sabia por que estava fazendo aquilo e de certa forma lhe excita. Matteo geme com ela tocando os lábios naquela região, uma das partes de seu corpo sensíveis ao toque...
Luna queria beijá-lo sentir o gosto da boca de Matteo na sua, mas ele não queria nunca queria... E ela não tinha coragem de fazer primeiro, afastou seu rosto dali e o deixou conduzir suas lentas cavalgadas. Matteo mantinha o ritmo dela de maneira firme e isso trouxe novamente a mesma onda de prazer que estar sentindo com ele.
Gemidos incoerentes e sons dos corpos suados se movendo cadenciadamente são as únicas coisas que quebram o silencio daquele quarto.
—Uhmmmm, eu... — Luna voltou sentir os mesmo sinais de que novamente chegaria ao seu limite, e Matteo aumenta o ritmo dos movimentos da garota e sente seu pênis novamente sendo banhado pelo mel em seu interior.
Sentiu o corpo da morena amolecer devido ao orgasmo e dessa vez ele sem desencaixar dela a deita novamente de dessa vez estocando ainda mais acelerado e atingindo ao seu limite.
Matteo deixa o seu corpo cair ao lado dela tentando recuperar o folego. Sem duvida ele sabia que havia algo diferente...
Luna não tinha forças para se ajeitar na cama e acabou deixando a consciência lhe dominar. Não sabia o que havia acontecido, mas de alguma maneira ter aquele momento com Matteo lhe trouxe uma boa noite de sonho, sem sonhos, ou pesadelos...
Fale com o autor