Doce Vingança
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Luna se assusta com a invasão em sua boca e acaba por trincar seus dentes e isso acaba deixando Matteo irritado e puxando mais os seus cabelos.
—Para o seu próprio bem cadelinha, não dificulte as coisas para si mesma. Abra essa boca e faça tudo como eu mandar, e se não fizer terei o prazer de quebrar todos os seus dentes. – ele sorri sadicamente concluindo sua ameaça.
Luna vê que ele cumpriria sua ameaça, então antes que ordene novamente ela abre a boca tremula pelo choro.
—Isso... Boa cadelinha... — ele sussurra acariciando o rosto de Luna com a outra mão. – Agora... Abra mais e respire...
Ela faz o que ele ordena deixando com que coloque a metade do seu pênis em sua boca.
—Que boca deliciosa para ser fodida... Uhmmm. Tão quente... — ele fala mostrando o quanto estava gostando de fazer aquilo.
Luna ao sentir Matteo colocar mais o pênis em sua boca acaba travando e automaticamente cravando seus dentes na glande grossa e pulsante. Irritado, Matteo empurra seu pênis mais fundo até chegar à garganta da garota e estoca fortemente três vezes, o quanto isso faz com que Luna tenha ânsia de vomito.
—Eu disse sua puta para fazer o que mandei. – ele disse irritantemente entre os dentes.
Luna entre choro e vontade de vomitar tenta a todo custo se afastar, mas não tinha força e nisso acaba por o sentir forçar em sua garganta e foi o que bastou para ela morder com toda força e Matteo retirar o pênis de sua boca.
Ela vomita descontroladamente, mesmo que só havia comido um pedaço de bolo e bebido um copo de suco pela manhã. Matteo completamente furioso e não se importando com ela a vomitar profere um soco tão forte em seu rosto, fazendo com que Luna caísse continuando a por para fora o resto da bílis misturada com o sangue que agora escorria pelo machucado causado pela agressão.
Ele levanta da cama irritado, mas não arrependido do que fez e passa a mão em seu rosto. Ao se controlar vendo agora Luna chorar como uma criança indefesa se aproxima dela dizendo:
—Está vendo? Veja o que me obrigou a fazer.
Luna em meio ao choro e náusea olha, para ele vendo sua expressão irritada mudar para algo semelhante a nojo de si mesmo e arrependimento simulado... Uma típica atitude de um psicopata, e isso lhe assusta ainda mais.
—Me-me desc. — ela tenta dizer, mas ele a interrompe bruscamente.
—Te desculpar? Não. Não vou te desculpar. Não adiantou nada em ser bonzinho em avisá-la para que me obedecesse. Vendo agora, acho que não fui bem claro quanto a isso. Pelo visto terei que ser mais duro para que entenda que quanto mais desobedecer irá mais será punida.
Ela não conseguia dizer nada, somente olhar para ele chorando e sentindo o gosto amargo da bílis em sua boca misturado com o seu sangue.
Matteo olha para ela com nojo e mais irritação.
—Veja essa nojeira... Isso que dá não obedecer. Como castigo para aprender, dormirá em seu próprio vomito. Aproveite e reflita no meio de sua própria nojeira se vale a pena desobedecer.
Sem deixar que Luna respondesse, Matteo veste sua calça novamente e sai do quarto deixando Luna em prantos.
O choro de Luna fica ainda mais descontrolado assim que escuta o som do clic da porta do quarto sendo trancada, ela não consegue chorar em silencio e deixa o seu corpo desabar na parte limpa da cama. Abraçando o travesseiro mais próximo desajeitadamente por conta das algemas em seus pulsos. Luna fica ali chorando numa posição fetal até finalmente caindo na realidade que o que acabara de acontecer foi só o começo do que será os dias que Matteo a manteria viva até que se cansasse de usá-la, tortura-la psicologicamente, estupra-la e finalmente ceifar a sua vida... E por mais que desejasse ter esperança de que seu pai lhe resgatasse, agora mais que antes tem duvida de que possa acontecer. Só o que ela deseja era que tudo não demorasse muito para acabar, pois não sabia até por quanto tempo suportaria.
(***)
Mansão Valente- agora...
A uma equipe de pericia e busca encerravam por ali as investigações, enquanto isso na casa de Luna os dois melhores investigadores conversavam com Miguel. Miguel após ter a confirmação de que Luna havia desaparecido e não estando com nenhum amigo ou namorado, ligou para um conhecido que trabalhava na delegacia. Mesmo que sendo de praxe esperar por vinte quatro horas de desaparecimento, seu amigo conseguiu burlar essa regra levando sua equipe e os dois melhores investigadores para tomar a frente das investigações do desaparecimento de Luna.
Como Miguel é um homem rico, os jornais e repórteres acampavam na frente de sua casa na intenção de obter informações sobre o desaparecimento de Luna Valente.
—Como não há como continuar as buscas próximo ao lago, amanhã reiniciaremos e traremos um mandado para colher as gravações das câmeras das residências mais próximas. Então poderemos ver se Luna saiu dali a pé ou acompanhada. – disse o detetive Cato.
Com os olhos vermelhos de ter chorado em desespero pelo desaparecimento da filha, Miguel não conseguia argumentar contra a decisão dele. Pois mesmo sabendo que não encontraram nada até antes do sol se pôr e boa parte do começo da noite, não havia mais nada a se fazer. No entanto para Miguel, ele se sentia perdido por não poder fazer nada, pensava muito por onde Luna poderia estar, e se alguém lhe pegou para fazer algum mal ou se ainda estava viva.
Não suportaria perder sua menina e de certa forma se sentindo culpado por tê-la deixado passar horas naquele lago, e agora tendo que aceitar os fatos de que não poderia fazer nada, sentia-se impotente.
—Sei que nessa hora é difícil de pedir calma, mas confie em nós. Vamos descobrir onde sua filha está. – Tino tenta consolar o homem, mas em seu interior sabia que Miguel voltaria a ver sua filha, certamente morta.
Miguel assente.
—Obrigada por estar me ajudando...
Dessa vez é Cato e Tino que assentem e se afastam. Saíram da casa após terem interrogado Miguel e os empregados da mansão sobre terem visto algo suspeito na menina antes de sair no fim da manhã para ir ao lago que fica a 15 minutos próximo de casa como sempre fazia. Sempre voltava normalmente após duas ou três horas, mas naquele dia foi diferente.
Os detetives desviam dos insistentes jornalistas e repórteres tentando obter informações, as quais não iriam dá-las e entram no carro. Diferente do veiculo que usaram pela manhã para sequestrar a filha de Miguel, já que este foi completamente transformado em churrasco num terreno abandonado como a ultima prova do crime sendo eliminada e virando pó.
Pela ironia do destino, Tino e Cato não era só free lanceres do crime. Possuiam uma vida de simulada honestidade combatendo o crime, e como não são o tipo de homens que se contentavam com seus mínimos salários de detetives, viram que seu talento em investigações eram nada comparado com seus talentos em apagar rastros, provas, testemunhas, e que isso lhe renderiam uma boa renda extra, não pestanejaram em continuarem trabalhando com tais ilegalidades sem serem descobertos.
Como policiais, conheciam cada manha usada pela policia no ramo das investigações e pericias, por conta disso são bem sucedidos em adulterar provas ou elimina-las e fazer tudo sem deixar rastros. Sendo assim, suas habilidades não passaram despercebidas até que um dia uma loira de olhos azuis com expressão de alguém nada acessível veio até eles, lhes oferecendo serviço em troca que fosse limpo... Por duas ou três vezes provaram que são perfeitos no que faziam, então finalmente a loira os levou até o verdadeiro chefe. Matteo Balsano se mostrou bem mais inacessível e perigoso que a loira, porem sempre se mostrando ser grato quando é bem servido.
Para Tino e Cato, não foi sacrifício ou relutante em oferecer plena lealdade ao homem, que sempre se mostrava bem disposto a pagar bem em troca de perfeitos serviços sujos. E dessa vez não foi diferente, e ainda que eles tendam de estar à frente a uma investigação do desaparecimento da mesma garota pelos quais sequestraram a mando de Matteo Balsano, não iria ser desleais com ele, na verdade seria outro serviço pelo qual não esperavam vir... Sendo assim teriam que avisá-lo sobre o que estava acontecendo, e sendo assim receber mais dinheiro para manterem sua lealdade a ele. Não que ambos estão fazendo isso para se beneficiarem numa forma indireta de ameaça, mas que sabiam que continuando leais a Matteo sempre seriam recompensados.
Em uma boa distância, Cato pega o seu celular discando um numero que só ele e Tino haviam memorizado para não deixar registrado em seus contatos de celular, enquanto o seu companheiro dirige.
No segundo toque a voz feminina soa do outro lado da linha.
—Digam o que querem.
Cato não se abala da maneira fria que a mulher fala com ele, e responde sem rodeios.
—Avisá-la que o pai da garota colocou a policia no meio. Por sorte, Tino e eu somos responsáveis em estar à frente das investigações.
—Perfeito. – a mulher diz. – Façam o que já sabem. Quando tudo acabar financeiramente serão bem gratificados.
—Não precisa pedir. Já estamos fazendo... Não queremos que nosso chefinho fique decepcionado.
—Ótimo. — é tudo o que a mulher fala, em seguida desligando.
Tino e Cato sabem o que fazer como também serem bem convincentes investigando de verdade para não correrem risco de serem substituídos por outros investigadores. Embora seja os melhores para serem substituídos, nunca se sabe quando um pai insatisfeito coloca outras pessoas no meio no desespero de encontrar o que mais ama. No entanto, seja como for caso chegue acontecer, até lá nada seria encontrado, nem se quer uma pista sobre o paradeiro de Luna.
(***)
Dia seguinte... 09h15min da manhã.
Mais calmo, Matteo volta até o quarto em que Luna está encarcerada. Ao passar pela porta tendo uma bandeja com o café da manhã para ela, se depara com a imagem precária da garota deitada feito um filhote indefeso afastada da própria sujeira. Não sentiu pena dela, somente voltou mais disposto a cuidar para que fique disposta para mais tarde tentarem novamente o que se fracassou na noite anterior.
Matteo deixa a bandeja em cima de uma mesa daquelas que se usa em quarto de hotéis para que os hospedes tomem seu café da manhã. Em seguida vai até o banheiro ligando a torneira para encher a banheira, quando a água morna alcança determinada altura ele coloca sais de banho nela e deixa encher mais um pouco. Satisfeito com a altura da água ele desliga a torneira e volta para o quarto.
Ele se aproxima da cama e se agacha na direção em que Luna mantem seu rosto. Apesar de estar coberto por algumas mechas de seus cabelos, ele os afasta vendo que seus olhos estão inchados por chorar bastante e o canto de sua boca está também inchado e arroxeado devido ao soco violento que ele deferiu quando a morena mordeu seu pênis.
Seu ódio foi imenso que acabou perdendo o controle. Matteo não era do tipo que gostava de espancar mulheres, e só batia quando estava no momento de sexo selvagem e de maneira concessiva. Ainda sim, ao fazer o que fez não sentia arrependimento até porque sua intenção era feri-la para atingir seu inimigo, então seja o que precisasse fazer de mal a ela ele faria.
Luna sentiu algo tocar em seu rosto e ao abrir seus olhos se afasta um pouco pelo susto. Seu desejo novamente era de chorar por ver que Matteo voltou e obviamente iria fazer algo ainda pior do que fez. Seu medo piora quando vê o seu sorriso solicito de bom dia.
—Espero que tenha tido bom sonhos, cadelinha... Ou, pesadelos, sendo melhor ainda. — ele disse cuspindo deboche.
Luna engole a seco, mas nada diz somente o encara com medo na espera pelo que ele faria. Matteo fica de pé adotando uma expressão avaliativa como se decidia o que fazer primeiro, e decido inclina levando suas mãos em direção em que Luna não esperou por fazer acabando se encolhendo por medo de que ele a machucasse.
Matteo franziu a testa deixando sua cabeça cair um pouco de lado com uma expressão falsamente avaliativa, e ao mesmo tempo decepcionado com a forma que Luna se afastou.
—Fique calma... Não pretendo te machucar. Pelo menos não agora. – disse voltando a sorrir maldosamente. – Mas... Vim tirar do seu castigo e espero que com essa lição aprenda a escutar o seu dono, porque quanto mais bancar a rebelde difícil ficará para você.
—Vai me soltar? – ela sussurra a pergunta na esperança dele soltá-la das algemas.
Ele faz uma careta negando.
—Não, não... Vou te levar para que se limpe e depois coma o café da manhã que trouxe para você. Quero que fique bem alimentada e não que passe fome. De nada me adiantaria uma cadelinha fraca e sem forças para suportar o que pretendo fazer com ela.
Luna o observa retirar a algema presa a corrente, mas mantendo-a em seu pulso. Sem forças para resistir, Luna o deixa levantá-la. Quando seus pés tocam ao chão seus olhos ficam escuros e sendo tomado pela tontura. Nesse momento ela não teve como evitar o contato com Matteo ao segurar nele e sendo amparada para não cair.
Ela sente a respiração dele em seu rosto, mas não se arriscou a olhá-lo... Não queria ver novamente sua expressão de uma falsa possível importância ou preocupação. Até porque Matteo não tem sentimento para se preocupar com ela.
Luna respira fundo para recuperar sua visão, pois já havia percebido que essa tontura é pela razão de estar um dia inteiro sem comer e para piorar vomitar o que não tinha para vomitar. E agora se levantando depois de ter passado uma noite terrível chorando e com terríveis pesadelos, não seria diferente ficar assim.
Sem esperar pelo que veio a seguir, Luna sente seu corpo sendo levantado. Matteo a pega no colo, pois não estava a fim de arrastá-la até o banheiro. Luna não tinha forças para relutar e tão pouco faria, o deixaria conduzi-la.
Não demora muito para ela sentir o seu corpo sendo posto dentro da água morna. Ela mantem seus olhos fechados, até que sente algo sendo jogado em sua frente. Nesse momento ela percebe que se trata de uma esponja que se usa para esfregar a pele sem machucar no banho. Recuperada a visão, Luna olha para Matteo que estava de braços cruzados na altura do peito recostado na bancada de mármore que adorna a pia, seu olhar é serio.
—O que? Tá achando que vou te dar banho? Se vira, e não demore. – ele diz bruscamente.
Luna morde o lábio inferior desejando dar uma resposta à altura, mas somente levanta seus pulsos mostrando a ele, e dizendo.
—Seria mais fácil e rápido se tirasse isso de mim. Não é todo dia que sou prisioneira de um maluco sádico. – dessa vez ela morde a língua por se dar conta de que falou demais.
Matteo não gosta muito da maneira desafiadora que ela o responde, porém tinha que admitir que Luna estava certa em um detalhe, porém não iria soltá-la e sendo assim ele mesmo teria que cuidar de sua limpeza.
Rolando os olhos, ele se aproxima novamente se sentando na beirada da banheira e pegando novamente a esponja. Sem olhar para Luna, Matteo começa a passar a esponja por seu corpo, não com brutalidade ou pressa, mas de maneira que querendo ou não ele desejou que fossem só suas mãos acariciando a pele da morena e suas dobras intimas, porém ele se contem porque teria muito mais para desfrutar dela como planejou.
Luna não diz nada, e se controla quando Matteo toca em sua intimidade. Mesmo se sentindo enojada por ele tocá-la, de alguma maneira ele sabia como toca-la fazendo quase gemer involuntariamente.
Matteo olha para o rosto de Luna vendo que ainda havia resquícios de sangue. Ele deixa a esponja para se levantar e caminha até uma das gavetas abaixo da pia pegando um pacote de gaze e um frasco de soro levando até a banheira. Luna observa ele retirar a gaze e molhá-la com soro e depois encosta no canto de sua boca onde exatamente havia socado na noite anterior quando ela sem querer mordeu seu pênis .
Com um olhar sério e concentrado, Matteo limpa a parte que ele mesmo havia machucado. Luna suportou ao toque por estar dolorido ainda pela pancada, até que ele afasta a gaze suja com um pouco de sangue deixando de lado. Seus dedos tocam em seu queixo delicadamente, e nesse momento estranhando a forma diferente que o homem a toca em seus lábios.
Luna nota o franzir de sua testa como se houvesse arrependimento no que fez com ela, mas assim que Matteo volta a olhar em seus olhos percebe que tudo não se passava de mais outra atitude simulada que faz parte de seu sadismo prazer.
—Espero que hoje seja bem diferente de ontem e não me obrigue deixar essa linda boquinha toda roxa.
Ela engole a seco.
Matteo volta a sorrir triunfante vendo que suas palavras surtiram efeito em Luna. Mas no mesmo instante que começou a rir ele para voltando a falar sério.
—Levanta. O banho acabou. – sabendo que ela não conseguiria levantar sozinha, Matteo pega nas mãos dela ainda algemadas a puxando bruscamente sem se importar o quando estava molhando todo o banheiro e a retira da banheira.
Luna pela primeira vez observa o lugar percebendo que não havia nada ali que pudesse ajuda-la a se livrar de Matteo. Bufou mentalmente por acreditar que ele poderia vacilar facilitando uma fuga dela.
Matteo a seca enrolando a toalha em volta do corpo e a levando até a pia colocando pasta de dente na escova e entregando a ela, dessa vez Luna é capaz de escovar seus próprios dentes sem precisar de ajuda.
Minutos depois de ela terminar de escovar os dentes, ele a leva de volta para o quarto novamente fazendo com que se sentasse na cadeira enfrente a mesa de vidro com uma enorme bandeja recheadas de coisas para um bom café da manhã.
—Coma tudo... E não desperdiçe. – Matteo disse duramente se afastando dela e indo em direção da cama.
Luna se sentiu como um porco sendo alimentado para o abate, mas como estava morrendo de fome não iria ficar com orgulho... Com as mãos ela pega uma torrada com geleia colocando na boca, mas geme ao abrir a boca por estar dolorida por conta do soco que levou. Mesmo assim ela forçou a continuar a comer.
Minutos depois tentando comer, Luna analisa as coisas que comia percebendo que nada ali tinha algo a se ser passado, ou seja, as torradas estavam lambuzadas com geleia, o bolo já cortado, a tigela com frutas cortadas e somente uma colher, suco e café com leite adoçado moderadamente. Ou seja, nenhuma faca ou garfo para ser utilizada. Ela percebe que Matteo está sendo bem cuidadoso para não deixar nada ao seu alcance que possa usar para agredi-lo, com esses pensamentos Luna observa o quarto vendo que nem ao menos havia um vaso com flores, abajur, tudo ali é sóbrio sem nenhum adorno com exceção da barra de ferro com corrente em cima da cabeceira da cama a qual Matteo prendia seus pulsos com as algemas...
Ela respira fundo terminando de mastigar as frutas vendo que seria difícil fugir dali. No entanto seus olhos vão ao encontro de Matteo, ele parecia distraído colocando lençóis limpos em cima da cama no lugar dos que estavam sujos pelo vômito e sangue.
Com tristeza, Luna se dá conta de que mais tarde ou até mesmo em poucas horas Matteo viria novamente para obriga-la a fazer sexo oral nele, e teria de fazer o que ele mandasse caso não quisesse levar outro soco ou coisa pior. Ela sente uma lagrima escorrer de seus olhos e rapidamente a seca antes que Matteo perceba.
Matteo ao terminar de retirar os lençóis sujos os deixando embolados no chão, ele olha em direção a Luna vendo que ela havia acabado de comer e tinha sua cabeça baixa. Rolou os olhos acreditando que começaria o chororô e que não estava com paciência para aturar. Então ele vai até ela pegando nas algemas e bruscamente forçando-a se levantar e ir em direção à cama. Forçando Luna se sentar pega novamente as correntes e prende novamente as algemas.
Na sequência, Matteo vai até uma cômoda e pega um vestido frente única curto e uma calcinha limpa e volta até a cama e joga a roupa diante da morena.
—Se vista. – ele diz dando as costas para ela.
Deixou claro com a sua atitude, que dessa vez não iria ajuda-la a se vestir como fez no banho. Não dando chance de Luna argumentar, ele pega os lençóis sujos e os leva para fora do quarto, mas rapidamente volta e pega a bandeja na mesa saindo dessa vez do quarto trancando a porta.
Luna olha para as peças se perguntando como as colocaria. Tendo recuperado o seu equilíbrio e disposição ela se levanta pegando a corrente e deslizando o metal pela barra até chegar ao limite da beirada, então dessa maneira conseguindo poder ficar de pé, então pega a calcinha com dificuldade. Demora quase meia hora para coloca-la, mas finalmente consegue e em seguida, como não poderia pôr o vestido por cima ficou contente de ser bem larguinho podendo pôr pelos pés. Na hora de dar o laço no pescoço teve dificuldade, mas no fim conseguiu. Desanimada por não ter como pentear seus cabelos, ela dá um jeito de pegá-los e fazer um coque mesmo ainda húmidos pelo banho...
Luna volta a se sentar e deita em seguida na cama. Começou a pensar em seu pai, como ele deveria estar naquele momento? Queria ter o otimismo de que sairia dali viva e denunciaria Matteo por tudo o que fez, mas ele não iria deixa-la a sair viva, não mesmo.
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