Doce Vingança
25 Capítulo 24
Notas iniciais
Luna está sentada num branco da praça próximo a praia. Observava a paisagem a sua volta vendo pessoas caminhando na calçada lado a lado ou levando seu cachorro para passear e outras andando de bicicleta ou patins na ciclovia. Queria está fazendo o mesmo, porem não havia ido ali para se divertir e sim porque havia combinado com Nina de se encontrarem naquele lugar por ser bem reservado e ninguém poderia ouvir a conversa delas.
Nina naquela manhã havia lhe procurado para dizer que queria falar com ela. Luna aceitou porque se fosse para fazerem as pazes faria, e até mesmo contaria a ela toda verdade sobre o seu sequestro de meses atrás.
—Oi. – Luna olhar para o lado vendo Nina se sentar no outro lado da mesa de pedra que havia ali naquela praça.
Ela dirige a sua amiga um sorriso mínimo.
—Oi... — respondeu.
Elas ficam se encarando sem saber o que dizer, até que Nina decide quebrar o silencio.
—Luna, eu te pedi para que nos encontrássemos aqui porque queria te pedir desculpa pela forma que lhe tratei ontem de manhã. Percebi o quanto fui egoísta e infantil em acusa-la daquelas coisas e não pensando em como pode está sendo difícil para você ter que lidar com tudo. Percebi que mesmo sendo melhores amigas isso não significa que temos que contar tudo uma para outra e que possamos ter segredos nos quais somente guardamos para nós. Então, onde quero chegar é que não precisa falar nada sobre o que aconteceu com você na época do seu desaparecimento, e se não contou deve ter um bom motivo e não tenho direito de obriga-la me contar. Me perdoa por favor por ter te magoado e sido grossa quando queria abrir mão do seu segredo pela nossa amizade e fazer as pazes...
Luna sorri para Nina e se levanta indo até o outro lado da mesa para dar um abraço na sua amiga.
—Me perdoa também por ter de alguma maneira te magoado também.
Ficam abraçadas por alguns segundos, mas se separam e dessa vez Luna se senta no banco de pedra ao lado de Nina ficando de frente para ela.
—Fico feliz por fazermos as pazes. – Luna disse sorrindo.
—Eu também. Além do mais não quero passar um ano na Itália com a minha melhor amiga estando brigada com ela.
Luna abriu os olhos e fica boquiaberta pelo que acaba de escutar.
—Nina você... Você vai para Itália também? Mas isso é maravilhoso... E sua mãe deixou? E o Gastón? Ele não vai ficar chateado porque não vai com ele? Tipo, vão ficar separados...
Nina nega sorrindo com tantas perguntas de Luna.
—Não... Ele também vai com agente. E quanto a minha mãe, ela não lidou muito com a noticia porque acredita que eu queria muito entrar na faculdade de direito e ser uma advogada como ela, mas com ajuda do meu pai e apoio do Gastón consegui faze-la entender que só quero dar uma pausa nessa rotina que tenho, quero curtir um pouco a liberdade, já que quando for para faculdade vou ter que ficar plantada de cara nos livros... Corro risco de perder até o namorado com isso.
—Você pensa como eu, e usei quase os mesmos argumentos para convencer o meu pai superprotetor. Mas... Então quer dizer que vamos juntas para a Itália? Não acredito!
—Pode acreditar. Hoje depois da aula e eu Gastón fomos falar com a senhorita Ríos e ela disse que ainda há tempo para entrarmos no grupo de intercambio anual, só que temos que correr para reunir tudo o que precisa para irmos. Umas coisas Gastón e eu faremos em casa para facilitar e entregar tudo assinado por nossos pais nos permitindo a ir. Como minha mãe é uma chata controladora vai nos ajudar...
Luna sorri animada, mas seu sorriso morre um pouco por ficar pensativa deixando Nina confusa.
—Luna o que foi? Porque essa cara? Algum problema?
Ela encara a melhor amiga, mas não iria mentir.
—Não aconteceu nada, só que... Preciso conversar uma coisa que está me sufocando.
Nina fica com seu corpo rijo suspeitando o que poderia ser.
—Luna, já disse que se for algo haver com seu desaparecimento não precisa me contar nada, e tão pouco que se sinta forçada...
—Não... Eu quero falar. Eu preciso te contar... — ela interrompeu a morena. – Esse tempo todo não consegui deixar de pensar, mas existi algo dentro do meu peito que está me sufocando, e não posso falar disso se não contar tudo do começo.
Nina percebe que Luna tinha que desabafar, então como sua amiga lhe escutaria e manteria o seu segredo.
—Está bem... Conte-me tudo o que está fazendo se sentir sufocada e precisando desabafar. Não vou interrompê-la e tão pouco contar a ninguém. Pode confiar em mim amiga...
Luna assente, e começa a contar tudo desde quando pegou o seu livro e celular para voltar pra casa e almoçar com seu pai e não conseguiu voltar. Nina cumpri com a sua palavra sem dizer nada, mas não consegue controlar as lágrimas de tristeza e emoção por tudo o que sua amiga passou nas mãos de Matteo por ele querer se vingar de Miguel, porem suas lágrimas sessam quando Luna começa a contar os momentos que ela teve com ele de plena paixão intensa até que Matteo a libertou. E principalmente o amor que sente por seu sequestrador e o que está lhe fazendo sofrer calada.
—No começo eu não queria aceitar esse sentimento, e até quis acreditar que fosse a tal da síndrome de Estocolmo, mas com o tempo percebi que não era nada disso e sim amor verdadeiro. Sei que deve me achar louca por amar um monstro, mas eu juro que não sei como pode acontecer e porque comigo nesses circunstancias... E por mais que quero esquece-lo não consigo, parece que esse amor foi tatuado em todo interior e exterior do meu corpo, mente e coração para que seja impossível de esquecer.
—Às vezes está sentindo assim porque experimentou o amor que ele ofereceu a você mostrando que nele exista um lado romântico e apaixonante pelo qual jamais imaginou que poderia ter e agora não tendo mais desse amor está se sentindo péssima, como também pela maneira que terminou entre vocês ainda há pendencias nessa sua história. – Nina falou compreensiva.
—É, pode ser assim... Mas eu não sei o que faço. — Luna confessou com pesar.
— Agora entendo porque você guardou segredo sobre tudo o que aconteceu. Eu até cogitei que se calou por que Matteo te ameaçou ou algo parecido.
—Ele até me ameaçou no começo, mas depois parou. Além do mais se eu quisesse abrir a boca já teria feito.
—Mas você acabou de contar que os detetives do caso eram seus lacaios encobrindo ele. Como iria conseguir falar a verdade se quisesse acusa-lo e fazer pagar por tudo o que fez a você?
Luna nega.
—Sempre há um jeito. Eu poderia ter dito a meu pai a verdade e contar ao delegado responsável também. Mas como não quis deixei que eles me ajudassem a manter silencio de tudo.
—Poxa Luna... Esse Matteo fez tudo muito bem planejado... Será que ele se aproximou do meu pai na intenção de em algum momento sabendo que somos amigas se aproximar de você?
—Bom, eu não sei. Sei que Matteo fez muitas coisas, mas caso sua teoria esteja certo, ele conseguiu. Conversamos um pouco no dia da festa do aniversario de casamento dos seus pais. No começo o achei estranho, porque de uma maneira diferente me senti atraída por ele... Matteo tem algo que seduz sem muito esforço.
—Sabe... Simón uma vez falou de suspeitar do Matteo. Na época eu até achei absurdo já que estava bem claro o quando ficou com ciúmes por ter visto você com Matteo tão próximo... Para desencargo até tentamos ver se achávamos alguma pista que indicasse que você falou com alguém que fosse o culpado do seu sumiço, mas não encontramos nada.
—Claro que nunca acharia porque Matteo fez tudo de maneira impecável para não ser descoberto... Ele queria que sua vingança atingisse o seu pai de maneira que o fizesse sofrer por não saber nada sobre meu paradeiro, já que descobriu que sou o único ponto fraco do meu pai.
—Nossa Luna, ele é bem sádico... Não entendo como ainda sim se apaixonou por ele. – não era uma critica, e sim uma maneira de mostrar que está confusa com tudo o que foi apresentando para ela.
—Eu também não, mas Matteo quando começou a me tratar melhor até deixei relevar. Só que quando me contou porque queria se vingar... Nina eu vi algo nele que não poderia mais odiá-lo porque apesar de ser um homem feito, rico, bonito e sucedido Matteo ainda era o menino que viu seus pais brigarem e morrerem diante de seus olhos... Tudo porque meu pai com suas escolhas erradas causou grande estrago em sua família mesmo não sendo sua intenção. Sendo assim eu passei a vê-lo com outros olhos e continuando a me tratar bem, e acabei me dando conta de que o sentimento que comecei a sentir dentro de mim, era amor.
Nina encara Luna vendo o quanto está sofrendo, queria ficar com ódio de Matteo por toda a monstruosidade que fez com sua amiga, mas a maneira que a morena descrevia as coisas e a forma como entendia tudo o que passou, no final Nina não pode contestar e tão pouco poderia dizer que Luna estivesse louca e o que sente por seu sequestrador não é amor. Além do mais, Nina não estava na mente de Luna para testemunhar o que foi que fez sua melhor amiga amar incondicionalmente Matteo. Sendo assim tudo o que lhe resta é dá-la o paio, ajuda-la a ser feliz e manter silêncio sobre este segredo.
—Luna... –Nina segura as mãos da morena olhando em seus olhos. – Não quero mais que sofra, agora que me contou o que aconteceu e que te aflige, é o mesmo que dividir sua dor e seu segredo... Aposto que está um pouco melhor por ter me contado, mas sei que não é o suficiente porque ainda existe um amor que não sabe se será correspondido. Mas saiba que estou aqui, e pode contar comigo minha amiga.
Luna sorri emocionada por Nina está sendo compreensiva e sincera com ela.
—Obrigada amiga...
Elas se abraçam...
(***)
Poucos meses depois... #Formatura #Aniversário de Luna...
—PARABÉNS FORMANDOS 2016! – A diretora Mora declarou para todos que estão ali na formatura.
Familiares e amigos aplaudem e os alunos formados jogam seus chapéus para o alto em comemoração. Luna vibrava com a emoção por está se formando e abraça sua amiga que mesmo sentada no banco atrás do dela não se importando está bagunçando toda a arrumação das cadeiras.
Todos se abraçam em comemoração por um bom tempo até que cada um foi receber os cumprimentos de seus familiares. Miguel, Amanda, Ramiro e Daniela estão presentes, pois além de Luna considerar os empregados sendo parte de sua família queria todos eles presentes na comemoração de sua formatura e também do seu aniversário.
Miguel havia reservado um espaço em um restaurante próximo à praia que receberia alguns amigos de sua filha e seus pais, assim não só comemorando a formatura da morena como também pelo seu aniversário.
—Parabéns minha filha. Estou orgulhoso de você. – Miguel disse abraçando Luna que recebe o carinho.
—Obrigada papai, obrigada a todos vocês por virem. – ela disse agora olhando Amanda, Daniela e Ramiro, que já haviam a cumprimentado.
—Gente, acho melhor irmos logo porque temos que ser os primeiro a chegar no restaurante e receber os seus amigos para comemorarmos . – disse Miguel vendo que Luna parecia relutar em ir porque queria falar com mais amigos...
Na verdade, Luna queria falar com Simón, pois ficou sabendo por Nina que ele não iria participar de sua festa e após a formatura irá viajar para a casa de seus avós que moram no Brasil e lá ficará por um tempo só voltando quando começasse as aulas na faculdade. Ainda que ele não fosse comemorar com ela queria se despedir dele...
—Tá, papai... Vai andando para o carro que preciso antes falar rapidinho com uma pessoa.
—Está bem... Não demore. – Miguel assentiu sorrindo e dando um beijo na testa da filha.
Luna sorri e vai até onde seu ex-namorado que está conversando com seus pais e seus tios. Assim que a morena se aproxima, Simón a olha dando um sorriso mínimo e ao mesmo tempo triste.
Tudo isso porque ele ainda não consegue esquecê-la... Apesar de ter aceitado o termino, ainda não havia superado a paixão que sente pela morena. Então decidiu que também faria uma viagem para conhecer novas pessoas aproveitando que seus avós paternos estão morando no Brasil, e como também nunca conheceu o país decidiu que essa seria a oportunidade perfeita.
—Ei. – ela falou logo abraçando o moreno. – Parabéns!
Simón sorri ainda mais abertamente gostando do carinho de sua amada, mesmo sabendo que só era uma ação de amizade.
—Parabéns também pra você e pelo seu aniversário. — ele falou se afastando, mas mantendo abraçados.
Luna adquiriu uma expressão triste por ele não poder ir comemorar o seu aniversário e fala.
—Uma pena você não poder ir... Tem certeza de que não dar nem para ficar um pouquinho na festa? Queria tanto que ficasse mais um pouco... – ela confessou com pesar.
Simón da um sorriso triste e nega.
—Desculpa, mas não tem como. Meu voou para o Brasil está marcado para a tarde e tenho que terminar as malas e ir para o aeroporto... Mas veja... – Simón pega algo no bolso de sua calça.
Ele entrega uma pequena caixinha do tipo que se coloca alguma joia simples. Luna sorri ao ver o conteúdo e pegando entre seus dedos. É uma pulseira de ouro branco com a frase escrita, “para sempre amigos”. Feliz com o presente abraçou novamente o rapaz.
—Obrigada Simón, é lindo.
—Quero que toda vez que usar essa pulseira lembre-se de nossa amizade acima de tudo. – ele falou vendo-a por o presente no pulso.
—Pode deixar que lembrarei com toda certeza.
Segundos depois Luna se despede de Simón e como Nina e seus pais já haviam ido para o carro e seu pai está lhe esperando, ela corre para frente da escola para encontrar com ele. Assim que chega até o carro se detém quando seus olhos alcançam uma figura caminhando por entre a multidão de pessoas que saiam da escola... Seu coração acelerou pela emoção mediante aquela visão.
Não tinha certeza se era mesmo quem pensava ser, e no momento em que ele iria virar o rosto para dar a confirmação que precisava um grupo de pessoas atrapalhou a sua visão entrando em sua frente, e quando pode ver com mais clareza ele já não estava mais lá... Não havia sinal algum que dizia que realmente seria ele.
Uma buzina toca despertando Luna de seu torpor.
—Vamos aniversariante?... Temos muito que comemorar. – Disse Miguel divertido olhando a filha pela janela do carro.
Ela pisca seus olhos forçando a sorri e assente.
—Vamos. – foi tudo o que Luna disse entrando no carro.
Luna olhava para os lados quando seu pai passou de carro na mesma direção em que acreditou ter visto Matteo caminhar de costa para ela. Mas nada viu somente as pessoas entrando em seus carros e indo embora.
—Algum problema minha filha? Está estranha desde que entrou no carro? Aconteceu alguma coisa? – Miguel pergunta vendo a filha um pouco tensa.
Luna o encara dando um sorriso para disfarçar sua tensão e responde.
—Não, está tudo bem... Só pensei ter visto uma pessoa conhecida, mas acho que me enganei.
Miguel dar de ombro acreditando na filha e continua manter a concentração em dirigir.
A pequena comemoração foi bem contagiante. Luna ganhou bastantes presentes por seu aniversário... Não esperava que seu pai houvesse na verdade alugado o restaurante inteiro mandando decorar de acordo como se ali não só tivesse ela se formando como também algo apropriado para comemorar também o dia de formatura. Passaram a tarde comemorando alegremente e no fim só ficaram os jovens, pois os adultos foram para casa...
As nove em ponto, Luna chega em casa completamente cansada carregando alguns presentes que recebeu mais tarde após seu pai ter levado a maioria. Estava feliz com o dia que passou, mesmo tendo o incidente que achou ter visto Matteo. Lembrando-se dele se perguntou como ele estaria agora e se ainda está namorando com a ruiva a qual o viu agarrado na foto da internet. Mas tratou logo de deixar de pensar naquilo porque não queria ficar infeliz quando teve um dia perfeito.
Então subiu para o seu quarto depois que se despediu de seu pai que disse que Amanda havia arrumado seus presentes em cima de sua cama para ela ver cada um com mais calma. Apesar de está cansada iria primeiro vê-los e guardar cada um com carinho. Assim que entrou em seu quarto ficou surpresa pela quantidade de presentes, mas ainda sim daria conta em guardar todos eles.
Luna olhou para cada um dos presentes achando tudo lindo... Depois guardou cada um, no entanto, se deteve em um presente pelo qual não havia reparado e tão pouco aberto para ver o que era e quem havia lhe dado. Foi o ultimo presente que guardou e de uma maneira estranha teve uma sensação a qual não pode identificar por ter em mãos aquele presente.
Sentou-se na beira da cama e abriu o pacote delicadamente... Mas assim que viu o que se tratava do presente, o seu coração pela segunda vez acelerou após vacilar uma batida e seus olhos se encheram de lágrimas.
Luna passa a mão na capa do livro lembrando que havia começado a lê-lo, mas não conseguiu terminar, pois havia deixado no lugar que pertence e com seu dono. É o mesmo livro que começou a ler pouco antes de deixar a ilha em que passou três meses exatos ao lado de Matteo vivendo dias ruins e maravilhosos com ele.
Movida pela emoção, Luna abre a capa vendo algo escrito na parte branca que todos os livros possuem.
“Parabéns pela formatura e feliz aniversário meu amor!... Espero que goste do meu presente e aprecie o final dessa história, que certamente tem um final ainda melhor que o nosso.”
M.B
Luna abraçou o livro deixando as lágrimas que tanto lutava para contê-las sair toda vez que pensava em seu amor por Matteo Balsano. Apesar de feliz por ele ter enviado aquele presente e que certamente ainda estaria de olho nela se sentiu triste por ele ter feito aquilo, pois isso só a deixou ainda mais triste do que já estava, porque não adiantava ele mandar algo e mostrar de certa maneira que sabe de sua vida, pois não mudaria nada o fato dele agir assim se nunca irá ficar com ela.
Não era justo, não mesmo...
(***)
Matteo observa a vista diante de seus olhos recostado na sacada em frente a seu quarto. Como não tinha intenção de ficar em Cancun por muito tempo, optou em se hospedar em um hotel com vista para o mar.
Apesar de seus olhos mirarem as estrelas e o mar, seus pensamentos estão concentrados em outra paisagem, mas especificamente nas lembranças de cedo quando viu sua morena de olhos verdes.
“Ela estava tão linda e radiante...” – pensou, mas não frustrado por acreditar que Luna estaria feliz por tê-lo esquecido, pois mesmo Matteo mantendo a distancia e oculto entre a multidão de familiares que estava presente na formatura, conseguiu notar que havia tristeza nos olhos verdes de sua amada ainda que sorrisse o tempo todo durante a cerimonia de sua formatura.
Só Deus sabe o quanto Balsano desejou ir até ela e toma-la em seus braços após pedir perdão por tudo o que fez sofrer, mas não, não teve coragem e tão pouco quis se expor. Preferia esperar mais um pouco para quando chegasse a hora certa de estar frente a frente com Luna sem levantar suspeitas. Sendo assim somente se limitou em observar o momento feliz de sua morena em um dia tão importante para ela como sua formatura.
Matteo sabia que este dia Luna também está completando dezessete anos e como já havia se arriscado em ir até sua escola ver sua formatura, optou em não ir também até onde seria comemorado o seu aniversário e somente se limitando em se encarregar de que seu presente para a morena chegassem em mãos e mostrando que ainda está lhe vigiando. A intenção de Balsano não era nada cruel, e sim queria mostra-la que ainda a observa, como também uma pequena previa de que logo e se dependesse dele tivesse seu final felizes juntos se amando intensamente tanto quanto se amaram na ilha.
—Não entendo porque veio para Cancun se não tinha nenhuma intenção de se aproximar da Luna... – disse Âmbar se aproximando de seu amigo.
A loira veio acompanha-lo na intenção de dar cobertura a Matteo acreditando que o moreno finalmente iria deixar de ser cabeça dura e procurar por Luna para que se entendessem, mas Âmbar pensou errado e quando recebeu a ligação do moreno para que lhe ajudasse a fazer com que o presente que daria a morena chegasse em mãos da mesma sem que ninguém soubesse que teria sido ele, entendeu que Matteo havia desistido de procurar a sua amada e mais uma vez se acovardando.
Matteo olha para sua amiga de rabo de olho sabendo que a loira está irritada com ele por não ter feito o que ela acreditou que iria fazer. Então, em sua defesa começou a dizer.
—Eu precisava vê-la de alguma maneira. Desculpa se fiz acreditar que iria procura-la antes de sua partida para a Itália. Eu até faria, mas achei melhor não fazer no momento...
—E porque não? Esse é o momento Matteo... Já perdeu muito tempo cometendo erros e idiotices, e agora que está tão perto dela, prefere continuar com enrolações?
Ele negou.
—Não seja afobada. Sabe muito bem que não é dessa maneira precipitada que lido com meus assuntos pessoais. Cogitei em me aproximar, mas preferi esperar mais um pouco... – ele termina de beber seu uísque e encara os olhos azuis da loira finalizando. – Reserve as passagens do primeiro voou de amanhã para Itália. Quero está lá o quanto antes...
Âmbar rolou os olhos, mas não contesta. Conhecendo Matteo sabia que de alguma maneira ele estava certo em se preservar mais um pouco antes de voltar a se aproximar de Luna. Sendo assim e sem dizer nada, ela vai atender as ordens de Balsano.
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