Doce Vingança

15 Capítulo 14


Notas iniciais
Boa leitura !

Matteo coloca uma dose de uísque em seu copo, havia acabado de chegar novamente à ilha. Como sempre tinha que manter a aparência de que seu dia a dia continuava normal, ao invés de estar isolado numa ilha com uma garota sequestrada a mando dele. Com ajuda de Âmbar ele conseguiu encontrar um sósia para aparecer em certos eventos em seu lugar, mas o tal sósia só sabia que teria que se passar por ele porque tinha muitos compromissos e não poderia deixar de aceitar certos convites, pois seria deselegante para a sua posição. No entanto não podendo arriscar, o sósia não viveria por muito tempo.

— Que bom que chegou. – disse Âmbar entrando no escritório.

Ele bebe um gole de sua bebida e senta na beirada da mesa observando à loira se sentar no sofá há poucos metros dele.

— Onde está Luna?- ele pergunta serio e voltando a beber outro gole de sua bebida.

Âmbar sorri divertida, mas responde.

— Está no quarto.

Matteo ergue a sobrancelha se detendo em beber outro gole do seu uísque.

— Por que está lá? Você não fez o que mandei?

— Tudo e muito além... Mas algumas horas depois que ficamos no jardim dos fundos, Luna decidiu subir e ficou o resto do dia em seu quarto, até mesmo quis almoçar lá mesmo.

— Credo. Será que essa garota adotou agora uma síndrome de apego ao cárcere? – ele falou incrédulo.

— Não sabia que isso existia. – Âmbar comenta divertida. – Mas não é nada disso...

— Então o que? – Matteo perguntou com desdém terminando de beber o seu uísque.

— Como o que? Não percebeu? Eu a testei Matteo. Sei que não me pediu, mas não resisti.

— O que você fez, Âmbar? – nesse momento Matteo ficou em alerta, e a loira rolou os olhos.

— Não me olha com essa cara, sei que você está para fazer o mesmo. Mas eu resolvi antecipar, e posso dizer que Luna está mais que aprovada.

— Como assim? – ele ficou confuso deixando a raiva amenizar.

—Depois que saímos do quarto a levei para tomar café, sabe que a cozinha tem tudo o que se precisa para usar numa fuga. Telefone, facas, a chave da lancha... Mas ela nem se quer olhou para nada, somente se concentrou no que comia. Depois a levei para fora e ficamos conversando um pouco e...

— Conversaram sobre o que? – ele a interrompe.

— Ah... Sei lá. Contei sobre minha história e como nos conhecemos. Só isso...

— E porque você fez isso? Você não conta nada nem para suas amantes. – ele questionou incrédulo.

— Para de drama, só contei a ela a parte triste e que você foi o meu salvador. Eu não ia contar, mas senti que isso poderia colaborar para que ela ficasse de bico calado. Mas isso só foi intuição feminina, e não falaremos mais sobre isso. O que dizia, é que depois de contar a minha história, Luna se levantou dizendo que iria voltar para o quarto. Eu até falei para ela ficar na sala de vídeos ou aqui em seu escritório.

— FICOU MALUCA? AQUI É O ULTIMO LUGAR QUE ELA POSSA ESTAR... — Matteo reclamou irritado por que ali havia seu notebook, telefone, tudo que poderia fazê-la entrar em contato com alguém de seu conhecimento.

Âmbar rolou os olhos, ignorando a irritação de Matteo.

— Ela não aceitou, disse que já tinha passado dos limites indo até o quintal mesmo eu garantindo a ela que você permitiu.

Matteo ameniza sua expressão surpreso com que a loira acaba de dizer.

— Sério?

— Sim. – a loira confirma sorridente e triunfante. – Parabéns pelo bom trabalho que fez. Parece que a Luninha foi domada por você.

Matteo bufa dizendo.

— Ela só quer convencer que não vai falar nada se eu a liberar viva.

— E não pretende fazer? – Âmbar cruzou suas pernas colocando a mão do joelho.

Ele ficou pensativo com a pergunta, mas responde.

— Não sei... Ainda é cedo para decidir.

— Bom. – Âmbar se levanta decidida em concluir a conversa para ir embora. – Faça como quiser, só digo que preste atenção no que te contei para tomar sua decisão definitiva. – ela se aproxima dando um beijo carinhoso no rosto dele, mas voltando a dizer olhando em seus olhos. – Já vou indo, o que precisar é só me chamar.

Matteo assentiu e Âmbar se afasta indo até a porta. Mas antes ela gira o seu corpo para falar novamente.

— Matteo? Curte bastante a Luninha porque é muito gostosa para desperdiçá-la. Não vou mentir que fiquei bem excitada olhando aquele corpinho enquanto ela tomava banho.

Matteo ia abrir a boca, mas a loira sorri levantando as mãos dizendo.

— Calma que eu não fiz nada, até porque segundo ela, ainda gosta de homens. – sem esperar por respostas, Âmbar sai do escritório deixando Matteo boquiaberto.

No fim ele sorri, pois já conhecia Âmbar para saber que ela não se intromete com as mulheres com quem ele se envolve, embora já tenham partilhado de uma brincadeira juntos, sem se tocarem intimamente, somente partilhando da mesma mulher. Só que Luna ele não estava disposto em compartilhar, pois ela é unicamente dele...

Nesses pensamentos, Matteo se dá conta de que não deveria estar pensando assim, não quando se trata da pessoa que está usando como alvo de sua vingança.

Já começando a anoitecer, ele sai do escritório trancando a porta após digitar o código de segurança que era a única coisa que destrancava aquela porta, subiu para o seu quarto na intenção de tomar um banho, mas quando estava prestes a entrar ele olha para a porta do quarto em que Luna está.

Matteo não sabia o que estava acontecendo com ele, pois desde o dia em que contou a Luna toda a verdade de sua vida e porque Miguel era o culpado por tudo, não havia entendido porque ela ao invés de gritar, berrar, chama-lo de louco na defesa que seu querido pai seja inocente, o beijou intensamente se entregando a ele sem reservas e pela primeira vez fizeram amor.

Ele nunca fez amor com ninguém, pois nunca soube o que é amor e amar uma mulher, mesmo não sendo no sentido amor físico quando rola sexo. Mas de alguma maneira, Luna despertou algo nele que não poderia aceitar, ainda mais depois de tudo o que fez com ela a usando como símbolo vivo de sua vingança.

Sem pensar muito, Matteo acabou entrando no quarto de Luna a vendo sentada lendo um livro embora a TV estivesse ligada.

Luna se espanta com a entrada de Matteo no quarto, em seus olhos pôde ver um sentimento estranho na qual ela não pôde definir. Temeu que ele ficasse zangado por vê-la sem as algemas, mas antes de poder cogitar ele foi até ela a puxando para um beijo.

Um beijo que ela jamais poderia imaginar receber dele. Se pudesse definir, diria que aquele beijo havia saudade, desejo, carinho e até mesmo amor... De alguma maneira correspondeu da mesma forma sem saber como estava conseguindo, mas não importou, somente o beijou sem medo do que sentia naquele momento.

Matteo queria parar de beijá-la, mas não conseguia... E tudo piorava por Luna corresponder na mesma intensidade do seu desejo por ela, como se sentisse o mesmo sentimento por ele. Não podia ser, Matteo não queria aceitar isso e bruscamente lhe afastou. Ao olhar no seu rosto não suportou em tê-la por perto tão linda, ofegante e corada, sinais de que estava excitada por ele.

Matteo se recusava a sentir, nunca poderia ser para ela tudo o que os seus sentimentos lhe proporcionavam, porque o que ele é jamais poderia mudar...

Luna não conseguia pensar direito, ela só queria continuar beijando, na verdade queria fazer amor com Matteo. E sem pensar ela o puxou dando um beijo e ao mesmo tempo proferindo um gemido refletindo o seu desejo por ele.

— Luna, não... – ele tentou se afastar.

— Eu quero... Faça amor agora comigo... Preciso de você... Uhmmm

Ele não pôde suportar, também a queria. Sem ter mais como resistir, Matteo começa a retirar suas roupas com ela o ajudando, mas depois Luna começou a retirar o seu vestido, sem ao menos deixarem de se beijarem. Completamente nus, Matteo a deita na cama já estando encaixando entre as pernas dela, não houve preliminares ele somente a penetrou de uma só vez a beijando intensamente...

— Uhmm... – ela gemeu e isso aumentou mais a excitação dele.

Luna movimenta o seu quadril mostrando o quando quer que ele ainda vá mais fundo... Matteo atende o seu pedido aumentando mais suas estocadas... Parecia que a cada gemido, a cada toque aumentava mais a intensidade de seus desejos.

Ambos tentavam negar ao que estavam sentindo, mas ainda sim não conseguiam suportar tamanho desejo um pelo outro, como se pólvora e fogo se juntassem e causassem uma imensa explosão e seja como for não conseguiam evitar ainda que soubessem que no fim alguém poderia sair ferido.

Os corpos continuaram a se moverem em sincronia, a camada de suor mostrava o quando estavam insaciável um pelo outro. Luna sentia seu corpo dar sinais de que seu limite chegaria, e em pouco tempo gozou intensamente desfrutando do gozo de Matteo que chegou a seu ápice também.

Ficaram ali mais um pouco, até que Matteo a levou para o banheiro. Enquanto a banheira enxia, continuaram a namorar, mas no fim Matteo a colocou em cima da bancada e encaixando seu membro novamente na intimidade da morena e fazendo amor outra vez com ela ali mesmo. Ambos chegaram ao limite novamente e desfrutaram juntos do banho...

(***)

— O que achou da Âmbar? – Matteo pergunta observando a expressão de Luna que prestava atenção na sua comida, enquanto ele cortava um pedaço do bife em seu prato.

— Não sei... Não a conheço para definir um ponto de vista sobre ela. – não mentiu, pois mesmo passando um tempo com a loira, não sabia se ela era o que aparentou ser.

— Espero que ela não tenha te assustado. – ele disse comendo o pedaço da carne.

Luna sorri. Um sorriso que ele amou ver, depois de tanta dor e choro que testemunhou sendo esboçado por ela.

— Enquanto não soube que ela era lésbica, me assustou bastante. – ela confessou divertida. – Mas ainda sim, eu não sei se devo temer ou não a ela...

— Você já sabe da história dela. Âmbar me contou que conversaram antes de ir.

Surpresa, por Âmbar ter mencionado esse detalhe, obviamente também falou a Matteo que ela não quis curtir o beneficio da liberdade que lhe concebeu.

— Ela sofreu como você. – Luna disse sem pensar e se arrependeu ao ver a expressão de Matteo, mas não era algo como se estivesse zangado.

— Pensa assim? Interessante. – ele comentou bebendo um pouco do vinho em sua taça.

Matteo de certa maneira ficou desconfortável por Luna de alguma forma entender a dor dele e também a de Âmbar...

Luna não se deixa abalar pela forma que ele tenta soar que ela está sendo tola pensando assim. E se arriscando em irritá-lo mesmo assim ela fala.

— Não penso. Eu vejo, eu sinto, e acredito ser assim. Você passou por uma dor terrível e guardou para si. Quando conheceu Âmbar mostrou a ela que poderia suprir esse ódio que ela tinha por tudo o que passou ao invés de retirar a sua vida... Juntos se ajudaram, se tornaram mais que empregada ou patrão, mandante e lacaio. Se tornaram uma família... Podem ter feito muitas coisas terríveis, mas não fizeram por querer e sim pelo desejo de vingança.

Matteo a encara, surpreso por não vê-la sentir ódio e sim compreensão. Cogitou que isso poderia ser uma artimanha dela para inverter a situação, mas de alguma forma algo dentro dele dizia que não... Que Luna realmente não mais o odiava.

Luna não volta a falar, e Matteo também...

Quando terminam o jantar, ela o ajuda arrumar as coisas... Ele a observa como Âmbar lhe aconselhou e pelo que viu Luna nem se quer olhava para as coisas que poderia usar para reagir ou fugir dali. Somente guardou as coisas e secou para depois subir para o seu quanto.

Matteo não acompanhou, a deixou entrar na suíte para fazer sua higiene. Ele fez o mesmo, mas no quarto dele...

Aquela noite decidiu não ir até ela... E para seu bem, decidiu não procura-la por dias... Mas sua decisão desvaneceu no momento em que a viu entrar em seu quarto.

— O que está fazendo aqui? – ele perguntou com a voz rouca e excitada, pois Luna usava uma camisola bem transparente mostrando seus seios e suas curvas.

Deitado, Matteo a observa ir até ele dizendo aos sussurros enquanto desliza o seu corpo sobre o dele.

— Quero passar essa noite com você... — ela o beija.

Ele corresponde passando a mão pelo corpo da morena que geme com o seu toque. Luna deixa a sua boca para deslizar em seu corpo, até que chegar a seu membro completamente duro. Ela o toma com a boca, da maneira que lhe ensinou, lentamente como se saboreasse o melhor doce e não queria que acabasse logo.

Matteo gemeu colocando as mãos entre os cabelos dela lhe guiando. Porém Luna ditou o seu ritmo, pois já sabia como ele gostava... E assim sucedeu as sucções de sua boca na glande grossa e pulsante, até que o sentiu gozar deliciosamente em sua garganta e engoliu sem mais o mesmo nojo que no começo sentia, e sim havia se acostumado com o sabor dele.

Ainda duro, Matteo a puxa para um beijo, mas logo inverte as posições. Dessa vez ele quem lhe proporciona o prazer, mergulhando sua língua nas dobras empapadas da morena... Luna gemeu loucamente rebolando perante a carícia intima.

— Uhhmmmm, Matteo... — ela gemeu o nome dele e isso fez com que ele intensificasse suas chupadas no broto inchado entre suas dobras.

— Tão deliciosa... Tão doce... Minha doce Luna... Uhmm... – ele sussurrou para si mesmo, mas Luna escutou, ainda sim sente o seu coração aquiescer.

Não podendo mais suportar, ela goza em sua boca e ele suga todo seu mel, para depois voltar a beija-la ao mesmo tempo voltando a encaixar seu pênis na intimidade apertada.

Eles novamente fazem amor, e seja como fosse ficava ainda mais difícil para ambos aceitarem o que sente... Não havia como tapar os olhos, pois o que viviam ali é muito errado. Para Luna, ela deveria odiá-lo, mas não... E Matteo, jamais poderia sentir algo como o que sente, ainda mais por ela, uma pessoa que nunca seria dele... Jamais.

Seja como fosse, continuaram a fazer amor, até que ambos chegaram a seus limites... Ficaram juntos ali aquela noite, namorando por várias vezes, até adormecerem um nos braços do outro.

Notas finais
Gostaram? Comentem porque tem mais um capítulo a frente. Bora ler *--*