Doce Trapaça

9 Capítulo Sete


Notas iniciais
Oii amores, perdão ter demorado. Nem vou me prolongar, viu? bora ler, eu falo com vocês lá embaixo.

POV JACOB

Eu podia sentir o álcool em alta no meu sistema, mas não me encontrava, de fato, bêbado. Por outro lado eu não resisti ao ver o Paul pensativo, observar a festa sem atenção enquanto rodava um copo com um drink vermelho e amarelo nas mãos.

Caminhei lentamente até lá.

––– Paul, você aqui sozinho? ––– indaguei já próximo a sua lateral. ––– Achei que estivesse com a Leah. ––– completei casual e... Sarcástico.

Paul fitou-me com seus olhos em fenda, escabreado. Notei-o me acompanhar conforme eu repousava na poltrona ao seu lado.

––– Pois é, estava sim, mas não aproveitei tanto quando você lá em cima. ––– contestou Paul em mesmo grau de ironia que eu havia usado anteriormente.

No seu rosto ele tinha um sorriso debochado e levou a bebida à boca acabando com ela. Contorci meus lábios em uma careta e não evitei provocar:

––– Eu me diverti muito sim, porém eu não tenho namorada, posso me divertir como eu quiser, onde eu quiser, e com quem eu quiser. ––– usei uma voz atrevida e fui enfatizando cada argumento usado, para enfurecê-lo.

Contemplei Paul se irritar profundamente com minhas palavras.

Ops! Ele realmente ficou puto.

––– Quer insinuar que eu estava traindo Renesmee? ––– indagou ameaçador.

Soltei um risinho e mirei a festa, jogando os ombros. Ele que entendesse o que quisesse.

Paul se levantou ficando de frente para mim, em uma altura maior, portanto me fitou com aversão de baixo para cima.

Aquele olhar subiu como fúria em meu cérebro. Levantei-me também.

Os olhos de Paul cintilavam de raiva, seu rosto suava, estava ruborizado, parecia querer avançar sobre mim com ferocidade.

Por que se irritar desse jeito por algo tão besta? Perguntei a mim mesmo.

Eu por outro lado o encarava desafiante, calmo, porém. Eu não iria brigar. Com um semblante no rosto mesmo sendo sereno eu mostrava que se caso ele quisesse brigar, eu não perderia.

Segurei-me conforme ele prosseguia devagar. Cruzei meus braços desenhando um sorriso insolente nos lábios notando uma raiva exorbitante acrescer em sua face.

––– Você nem pense em fazer esse tipo de insinuação, pois não sou um moleque como você. ––– afirmou Paul rude pegando a gola da minha camisa, fitando-me diretamente nos olhos.

––– Não faço insinuações, falo verdades! ––– exclamei sarcástico, pondo minhas mãos sobre as de Paul retirando-as com paciência da minha camisa.

Paul ficou vermelho.

––– Eu tenho uma ótima namorada Jacob, nunca faria isso a ela. ––– ele replicou entre dentes.

Soltei uma risada cética.

––– Já que ela é tão boa, cuidado para não perdê-la. ––– avisei dissimulando preocupação.

––– Jacob, você está me irritando com essa porra, falo logo o que você quer. ––– rosnou se aproximando ainda mais de mim. Eu não movi nem um centímetro.

Eu queria ver um deslize de Paul. Ele estava pegando a Leah, disso eu desconfiava e queria uma certeza.

Pela visão periférica eu notei Quil se aproximar.

––– Creio que é melhor você entrar Paul. ––– Quil aconselhou tranquilamente.

Mesmo com seus olhos de cólera sobre mim, Paul pareceu pensar.

––– É melhor mesmo, não vou me desgastar com esse aí. ––– afirmou me riscando com o olhar dos pés a cabeça com certa repulsa.

Rolei os olhos, entediado. Como se ele fosse melhor que eu! Babaca!

Com audácia, o fitei com o mesmo desprezo e lhe disse sem titubear:

––– Vai, bebê da mamãe. Quem sabe um dia você largue das saias dela, e vire um homem de verdade, e deixe de ser dissimulado, e aprenda a assumir seus atos.

Quando terminei, voltei a cruzar os braços esperando uma resposta do meu irmão.

––– Não vou ficar debatendo com você, irmãozinho. ––– disse Paul ameno, enfatizando o sarcasmo da ultima palavra.

Encarou-me com seus olhos estreitos e logo seu olhar estava bem aberto e centrado no meu. Nossos olhos possuíam o mesmo tom negro e intensidade. Ali naquele momento também carregavam a mesma fúria.

Uma fúria perdurada há muito tempo.

Paul proferiu com fervor em sua voz:

––– Sei o quanto é invejoso Jacob. Um fodido rebelde e inconsequente que não dá o menor orgulho aos nossos pais. ––– ao ouvir essas palavras não me mostrei envergonhado ou algo semelhante; coloquei-me mais ousado fazendo Paul prolongar seu discurso ridículo. ––– Eu tenho quem se orgulhe de mim, e alguém que me ame e me respeite.

Ele falava de Renesmee? Corno.

––– Você se incomoda por isso. ––– continuou ele. ––– E eu a respeito e não faço nada para dar motivos ao contrário. ––– terminou e me fitou com um sorriso vitorioso.

Como é ingênuo e se acha inteligente esse meu irmãozinho. Concluí ao refletir nas palavras dele.

––– Creio que sua namorada não iria ficar satisfeita em saber de seu comportamento dessa noite. ––– eu disse de maneira mordaz. ––– Confesse mano. Você está doido para foder com a Leah. ––– provoquei.

––– Você nem pense em dizer nada a Nessie, a Leah não chega nem aos pés dela. ––– Contestou Paul categórico.

Soltei uma risada cáustica.

––– Está fazendo belas comparações Paul ––– articulei irônico. ––– Cuidado para não exaltar demais sua namoradinha, ela pode te surpreender. ––– deixei um suspiro no final e outra vez Paul veio em minha direção.

––– De que merda você está falando? ––– e lá estava ele irritado de novo e com as mãos em minha camisa. ––– Responde caralho!

Meu irmão era tão fácil de irritar.

––– Paul fica calmo, o Jacob tá começando a ficar bêbado, só quer implicar com você, é melhor entrar. ––– Quil intrometeu-se outra vez.

Paul me soltou, porém ele esperava uma resposta.

––– Ela pode cansar de você, Paul. ––– comentei casual. ––– Ela pode descobrir que você anda pegando a Lee, cuidado. ––– fingi um tom de advertência.

––– Jake não perturba! ––– ralhou Quil.

––– Já saquei a sua, seu miserável. ––– meu irmão declarou raivoso e eu ergui as sobrancelhas demonstrando uma falsa curiosidade.

––– Fica longe da Renesmee. ––– avisou com seus olhos carregados de ódio e com as mãos fechadas em punho. ––– Estou te avisando Jacob, ela é minha. ––– cuspiu as palavras na minha cara e eu dei um sorriso de escárnio. ––– Como sempre você quer o que é meu, seu fodido filho da mãe, mas a Renesmee não. ––– assinalou irado.

––– Acredite Paul, eu nuca ia querer ser você e nem ter sua merda de vida. Está muito enganado Paul ––– foi minha vez de proferir minha raiva contra ele ––– Se você perder a Renesmee não será por minha causa. ––– finalizei lhe encarando friamente.

Eu me freei antes de abrir mais a boca, a face contrariada de Paul me satisfazia. Deixá-lo perturbado foi meu prazer naquela noite.

Sem postergar ele virou-se e foi com passos firmes em direção ao interior de casa, passando por uma das portas de cristais. Observei-o com um sorriso brejeiro nos lábios e olhei para Quil, que me olhava com reprovação.

––– Qual seu problema? Estava a fim de briga? ––– meu amigo resolveu encher meu saco.

Ignorei o Quil.

––– Sem dúvidas a Leah não chega aos pés da Nessie, e isso realmente o Paul nunca vai poder confirmar. ––– ao terminar minha conclusão sentei-me novamente na poltrona.

Quil sentou-se onde Paul esteve.

––– Jacob deixe o Paul em paz, você não ganha nada com isso porra. ––– ele continuava a me repreender.

––– Ah Quil eu estou estressado hoje, não fode minha paciência. ––– reclamei já emburrado.

––– Você tá é bêbado. ––– resmungou Quil.

Ali minha noite já havia chegado ao limite. Paul puto comigo, Quil me dando broncas... Renesmee me deixando na mão.

Apenas esperei os parabéns e ainda no começo da madrugada rumei para o meu quarto e simplesmente desabei.

****

Era o dia seguinte ao aniversário da minha mãe. Eu havia saído com uns amigos e quando retornei já era fim de tarde.

O céu estava claro e o sol ainda generoso, todavia o vento era fresco indicando a chegada de uma noite gélida.

Ao chegar a casa percebi que o carro dos Clearwater ainda estava lá, e a BMW de Paul também se encontrava na garagem. Bufei cansado.

Porém assim que entrei na sala principal, estarreci.

Leah e Renesmee conversavam animadamente no sofá.

–– Jake. –– Leah gritou animada jogando- se nos meus braços em seguida.

Ela não era pequena e muito menos leve. Acabei cambaleando um pouco por seu ato inesperado, mas logo a segurei firme.

–– Te procurei quando acordei e não te encontrei em casa, aonde foi? –– Leah inquiriu caminhando abraçada comigo até o sofá onde Renesmee permanecia.

Falando em minha cunhada, na sua face eu vi a descrença e escárnio –– mesmo que suavemente ––. Seus olhos se encontravam minimamente apertados e focados em mim, eu forcei um sorriso ladino de propósitos ao me sentar a seu lado ainda com Leah agarrada a mim.

–– Olá Renesmee. –– a cumprimentei simplesmente com um beijo na bochecha e me virei para Leah.

–– Fui ajudar um amigo a resolver uns problemas. –– respondi e pisquei para ela.

Eu não explicaria que o problema era mulher tendo duas como ouvintes.

–– Ah. –– ela suspirou compreensiva. –– Mas não tem importância. Logo sua cunhada chegou e ela é muito simpática. –– Leah contou dando um largo sorriso.

De imediato eu soube que Lee realmente havia gostado dela, além de amigável e carinhosa, Leah era muito verdadeira.

No entanto eu olhei para Renesmee e prendi o riso.

Minha cunhada tinha as comissuras dos lábios erguidas em um sorriso angelical e amistoso. Tão falso como seus sentimentos pelo Paul.

–– Que bom que se deram bem. –– me limitei a dizer.

–– Sim a Leah está sendo uma ótima companhia. –– Renesmee comentou sem mudar sua face.

–– E cadê o Paul? –– Perguntei casual.

Renesmee apressou-se em responder:

–– Com seu pai e o da Leah na sala de jogos.

–– Ótimo. –– me levantei ––, vou comer alguma coisa, estou cheio de fome. Creio que vocês já comeram né?

–– Sim. –– elas responderam juntas.

Em cerca de uma hora eu fazia um lanche na área da piscina –– com um short preto e camiseta branca ––, Renesmee permaneceu ao meu lado até Leah aparecer e as duas começaram a tagarelar.

Alheio a conversa delas resolvi tirar a camisa para aproveitar a água –– provavelmente morna –– e também usufruir o resquício de sol.

Após mergulhar e nadar um pouco, eu passei em frente a elas e fui direto para uma espreguiçadeira –– onde havia uma toalha estendida ––, porém eu senti os olhares sobre mim.

–– Leah nós já vamos. –– ouvi tia Sue dizer.

As duas se despediram de Nessie e depois foram até a mim. Eu dei um beijo em cada uma enquanto Renesmee estava de costas para mim. Logo Harry também apareceu e nos despedimos. Quando os três sumiram de nossa vista, me aproximei de Nessie e disse em seu ouvido:

–– Ela é doida para roubar seu namorado. –– Avisei divertido e voltei a me sentar na espreguiçadeira.

–– Eu reparei. –– Ela deu de ombros sentando-se ao meu lado.

–– Não te incomoda? Paul pode se render a ela. –– Brinquei e ela virou-se para mim furiosa.

–– Escuta aqui Jacob, pode parar. Paul me contou da palhaçada de ontem, você tá ficando louco? Briga mais sem cabimento. –– Renesmee ralhou.

Eu guardei meu sorriso e cruzei os braços sobre o peito. Não era pela repreensão, era o fato sem sentido e incompreensível que eu não tragava, de jeito algum.

–– Por que preza tanto esse namoro Renesmee? –– Sondei sério, fitando seus olhos.

Ela piscou por duas vezes e por fim contestou com indiferença.

–– Não lhe devo explicações e a importância do meu namoro com o Paul é um problema meu.

–– Hum, então há uma importância significativa para esse circo. –– afirmei com um sorriso vitorioso. –– Eu vou descobrir cunhada, vou descobrir. –– assegurei com ar enigmático deitando-me.

–– Você é tão insuportável Jacob. –– Rosnou para mim.

–– Mas sou gostoso, admita. –– eu alarguei meus lábios ainda com olhos fechados e o rosto virado para o céu alaranjado. –– Percebi como seus olhos queimaram em mim ainda pouco.

–– Não fui eu. –– defendeu-se prontamente. –– Foi a Leah quem não tirou os olhos da sua bunda, descarada. –– acrescentou.

Eu me ergui –– apoiando-me nos cotovelo ––, observei-a cruzar os braços fitando a piscina emburrada.

Gargalhei e me sentei novamente. Eu mantinha meus olhos céticos para Nessie.

–– Ciúmes? –– Inquiri debochado e ela riu virando-se para mim.

–– Ai ai Jake. Ser surtada e ciumenta não faz meu tipo e mais, eu sou bem segura. –– contestou empinando o nariz. –– Aquela lá não é páreo para mim. –– desdenhou.

Oh mulher arrogante.

Mas cassete ela tinha razão, entretanto eu também era orgulhoso.

–– Sinto te desapontar cunhadinha, mas a Leah sabe muito bem o que faz com as mãos e a boca, então não goze de tanta sorte. –– pisquei para ela e Renesmee me dizimou com o olhar, ou pelo menos era sua intenção.

–– Então ela é melhor que eu Black? –– especulou se aproximando com sua voz sensual que fazia meu pau latejar só por ouvir.

–– Ela sabe o que faz? –– Ela sussurrou no meu ouvido e colocou uma de suas mãos sobre meu membro.

Ela riu, pois ele já estava semiereto.

–– Renesmee... –– tentei alertá-la.

Nós nos encontrávamos em uma área ampla demais, qualquer um poderia nos ver.

–– Ela te deixa louco? –– seguiu, ignorando-me.

A safada lambeu minha orelha e eu fechei os olhos. Apreciei o calor de sua carne junto ao aroma afrodisíaco e feminino que me atingia.

Ela cheirava doce com um toque de jasmim. Caralho, eu já estava louco de tesão.

–– Ela rebola gostoso pra você? –– Nessie arrastou a língua quente pela pele do meu pescoço.

Ela falava de Leah, mas eu só via a ela. Com meus olhos cerrados era ela que me acariciava, ela rebolava. Eu comecei a montar cenas eróticas em minha cabeça sendo ela a protagonista.

–– Ela grita pra você? Faz você gemer? Faz você gozar? –– Dizia de forma cadenciada apertando meu pau com força.

Eu não pensava mais. Comecei a morder meus próprios lábios e gemer baixinho.

–– A Leah te enlouquece Jake? Faz você ter um orgasmo usando só as mãos? –– Perguntou subindo sua outra mão pelo meu abdômen enquanto descia a outra para o interior da minha bermuda.

–– Ela faz isso melhor que eu? –– perguntou me acariciando habilidosa á medida que chupava meu pescoço. –– Diz Jacob. –– Mandou. –– A Lee é melhor que eu? É mais gostosa?

Renesmee foi levando sua língua na direção do meu maxilar.

–– Diz pra mim quem te faz gozar gostoso, quem te deixa com o pau duro só por falar, diz pra mim Jake. –– ela miava chegando a meus lábios, prontamente dando uma mordida forte.

–– Hum, você Nessie... –– gemi.

–– Não ouvi, ela é melhor que eu? Beija melhor que eu? –– indagou e apertou meu pênis fazendo um vai e vem me tirando o total raciocínio.

–– Responde. Quem você prefere de quatro gemendo pra você? Eu ou ela?

Ela estava me enlouquecendo, eu ia gozar a qualquer momento.

–– Quem você quer Jake empinando pra você e rebolando no seu pau? Diz quem é melhor? –– Ela gemeu no meu ouvido e chupou o lóbulo da minha orelha.

Meu corpo estava trêmulo já.

–– Ness... –– eu gemia pelas carícias tanto de sua língua como de suas mãos.

E não tive tempo para reclamar.

Em um segundo Renesmee me acariciava, porém no outro sentava na espreguiçadeira ao lado. Quando abri os olhos e percebi o mundo a minha volta Paul já se aproximava.

Foi por pouco.

Como eu não estava a fim de interagir com ele, não me demorei a sair e deixei os dois lá embaixo do céu que já havia escurecido.

Depois de um jantar desconfortável, me refugiei em meu santuário: A suíte máster do cassino que eu administrava junto a Quil.

Eu estava puto demais.

Paul era um filho da mãe. Ele fazia questão de esfregar Renesmee na minha cara, abraçando-a e beijando-a toda hora, eu tinha vontade de vomitar e Renesmee parecia gostar de tudo aquilo.

Tinha horas que ela sorria tanto e retribuía com tanto agrado que fiquei na dúvida se ela realmente fingia.

****

A semana não decorreu tão ensolarada como eu gostaria. Todavia não foram os dias mais gelados do mês considerando que estávamos no começo de dezembro ainda, o vento frio que corria às vezes era agradável.

Eu dirigia de volta para casa, não passava muito das 18h, mas o céu já escurecia.

Passava em frente à Black Company –– um prédio envidraçado e com sua fachada em mármore –– ela preenchia um quarteirão por completo, era impossível ver todo o edifício de um só ângulo.

Contudo não havia sido o design da empresa que havia me chamado atenção. Foi a morena que atravessava a calçada rapidamente e sem demora ela adentrou o enorme prédio.

Meu coração deu um solavanco, mesmo sendo rápido e pouco nítido eu vi seu semblante maduro envolto por seus cabelos escuros.

Reconhecer alguém de perfil é difícil, alguém que você não vê há anos ainda pior. Mas eu não me esqueceria daquele jeito imaculado de se portar nem em um milhão de anos.

Com os cabelos esvoaçando e sacolas na mão a morena se foi. Vestia um macacão branco e vinho –– se eu bem me lembro, aquilo era uniforme de um dos nossos setores –– e se fosse ela, que diabos fazia metida naquela roupa?

Eu fiquei parado por um minuto no acostamento oposto a empresa, o fluxo de carros –– por um milagre –– não era intenso e eu não tardei em fazer um retorno –– irregular, confesso –– e entrar na garagem da Black Company.

Maltratei o elevador com meus dedos impacientes, a recepcionista não sabia me informar nada. Segundo ela muitos funcionários estavam passando àquela hora por ali, tendo em vista que já se aproximava o fim do expediente. Contudo, eu precisava conferir.

A cada andar que eu passava, vasculhava o local com meus olhos. Vi muitas pessoas com aquele macacão, algumas vestiam um macacão todo branco, outras usavam roupa social, e uma minoria tinha roupas esportes.

Perguntei sobre, porém a empresa era grande demais e sendo um visitante eu não poderia investigar alguns poucos setores.

Frustrado, reparei estar a um andar da presidência. Nos meus lábios nasceu um sorriso maroto.

Mas não era divertido.

Se alguém saberia me dizer se ela trabalhava mesmo aqui, esse alguém era o patife do meu irmão.

Adentrei a sala sem anúncio, a secretária de Paul não se encontrava –– como sempre ––. Já lá dentro coloquei as mãos nos quadris observando a cena à frente.

Uma mulher de postura corretamente reta, posta diante da janela. Trajava um vestido que acreditei ser cor de pêssego, um maldito vestido devo dizer. Apesar de ser muito elegante e esconder suas pernas até o joelho, moldava seu traseiro largo e não era qualquer traseiro era de Renesmee.

Quando fechei a porta atrás de mim ela virou-se com sua face ainda aturdida por algum pensamento que supus ter interrompido.

Assim que pus os olhos em seu rosto notei seu cabelo perfeitamente cativo em um rabo de cavalo, sorri abertamente por contemplá-la levando Renesmee a fazer o mesmo.

–– Que milagre você por aqui. –– Renesmee gracejou e eu sorri pondo as mãos em meus bolsos.

–– Às vezes é inevitável... –– deixei a frase morrer.

Por um instante eu havia esquecido porque tinha ido parar ali.

–– Porque não vem muito aqui? –– Renesmee indagou rodeando a grande mesa e apoiando-se na mesma de frente para mim.

–– Não me interesso por nada disso. –– respondi reflexivo rolando os olhos pela sala.

Ali continha um armário com chave, um organizador, uma estante com televisão, dois sofás e um pequeno bar. Eu não me via metido em uma sala dessas, não mesmo.

Inclusive o cassino era oficialmente administrado por Quil, –– até porque eu não tinha curso qualificado para tal função –– eu me mantinha resolvendo as burocracias e supervisionando. Não conseguia me manter sentado em uma sala por muito tempo, definitivamente.

–– Jake... –– ouvi a voz doce de Renesmee me chamar, mas eu estava olhando algumas fotos na estante.

Eu e Paul quando crianças. Era um retrato que existia naquela prateleira há anos, meu pai havia colocado lá, foi o primeiro dia em que me lembro de ter entrado naquela sala. Eu tinha apenas 7 e Paul 10.

As coisas eram diferentes. Pensei com a moldura em minhas mãos e outra vez minha atenção foi chamada.

–– Jacob... –– Nessie titubeou mais uma vez.

Voltei a foto no lugar assim como as mãos recoloquei nos meus bolsos.

Fiquei e um tanto preocupado, Renesmee era segura demais para oscilar assim.

–– Não se interessa de verdade pelos negócios da família? –– especulou cautelosa e juntei as sobrancelhas.

Que raio de pergunta era aquela?

–– Só pra saber. –– completou usando um tom despretensioso que para mim estava carregado de intenções ocultas.

–– Não, não me importo com nada que aconteça aqui. –– Respondi sem controlar o tom rude ou suavizar minha expressão tensa.

Renesmee pareceu confusa.

–– Porque é assim Jake? Isso é seu também. –– Argumentou séria e interessada.

Sondei-a.

Mãos juntas perante o corpo, olhos em mim, –– mas não sobre os meus –– seus dentes maltratavam os lábios.

Aquela garota estava nervosa e arriscaria dizer temerosa? Hesitante? Não era de sua característica. Levando em conta que Renesmee adorava brincar de identidade eu poderia dizer que havia ficado louca.

Por outro lado eu a conhecia de verdade ou pelo menos acreditava assim. Portanto não entendia o porquê daquele empenho todo em saber dos meus ideais para com a empresa.

–– Joga limpo Renesmee. O que quer? –– repliquei em tom ameno.

Minha testa permaneceu enrugada e meus olhos fincados na figura a minha frente. Fiquei alerta às suas expressões.

Ela suspirou e relaxou.

–– Nada só queria saber. –– respondeu e desviou seu olhar para o lado, fingindo observar o bar.

–– Desde quando se interessa por minha parte na empresa? –– meu tom era avaliativo como meus olhos.

Eu me aproximei, estudando-a minimamente e Nessie pareceu enrijecer mesmo sem me olhar, o que me vez acreditar que tinha achado a dica essencial para desvendar os segredos que enredava toda a situação.

–– É isso Renesmee? Está aqui pela empresa? –– perguntei atento já sabendo a resposta.

Renesmee me encarou um tanto alarmada e depressa suavizou a expressão.

–– O quê? –– falou baixo como se não houvesse entendido.

–– O que quer afinal? –– minha voz era delicada, mas não menos séria.

–– Nada Jake, foi só um pergunta, que coisa. –– Ela se afugentou de mim e voltou à janela.

Nessie abraçou os próprios braços. Eu segui atrás dela em minha postura de examinador. A seguir a ouvi dizer:

–– É que eu pensei... –– hesitou mais uma vez e cruzei os braços –– Nada. –– findou sem virar-se para mim.

Soltei os braços e caminhei até ela e aguardei que me fitasse. Renesmee o fez, todavia seus olhos estavam escuros e receosos. Ela sabia que eu sabia.

–– Está com o Paul pela empresa e quer saber qual a sua chance de conseguir o mesmo comigo, sabe que sou mais agradável que ele, então pensou se poderia ter duas as coisas ao mesmo tempo. –– deduzi presunçoso e divertido.

Os olhos dela se arregalaram ligeiramente e aumentei o sorriso prepotente. Era isso.

Renesmee queria parte nessa empresa.

–– Pobre Renesmee. –– me encostei-me à mesa de frente para ela que me encarava com um traço de temor em seu rosto altivo. –– Não arrancará um centavo dos Black comigo. –– avisei calmo cravando meus olhos maliciosos nela.

–– Quê? Como ousa Jacob? Não sou uma prostituta. –– rebateu irritadiça e eu ri.

–– Renesmee se eu fosse você não colocava assim. E se for verdade relaxa baby, não conto para o Paul que o que lhe atrai nele é a conta bancária e o status social. –– Zombei e Nessie afrontou-me descrente com seus olhos em fendas.

–– Se fosse o caso, eu poderia fazer o mesmo com você. –– ejetou as palavras impetuosas em cima de mim.

–– Ah não poderia. Sou a ovelha negra da família querida, não tenho os privilégios e muito menos os direitos do Paul por aqui –– a informei tranquilo e emendei ––, caso queira trocar de namorado já te digo que a peça em questão –– apontei para meu próprio corpo –– Não é tão valiosa assim, bom não financeiramente, entende?

Vi um lampejo de pavor passar em seu rosto, eu até diria surpresa também. Percebi Renesmee engolir a saliva forçadamente.

–– Porque tem uma parte menor na empresa que seu irmão? –– perguntou baixo.

–– Porque escolheu um Black?

–– Jacob eu acho que você está equivocado ao meu respeito. –– contrapôs visivelmente ofendida.

Eu apenas atravessei os braços sobre o peito. Era complicado de assimilar.

Renesmee vinha de uma família terrivelmente rica tanto quanto a minha. As empresas eram associadas, caramba. Porque ela precisava dar um golpe desses?

–– Diga-me Renesmee, realmente está atrás do dinheiro? –– meus olhos por uma fresta procurava um lapso.

Os poucos minutos que seguiram, foram marcantes. Eu vi Renesmee –– a senhora sagacidade –– vacilar. Foi breve o momento, em segundos a mulher retomou sua postura presunçosa e disse firmemente:

–– Se engana Black, eu não preciso do seu dinheiro.

–– Rá. –– forcei uma risada. –– Isso eu desconfio. Você não me engana Renesmee, não aguenta o Paul atoa. Eu te conheço o suficiente pra saber que se o Paul não tivesse algo que você quer, não ficaria com ele. –– assinalei e ela bufou atravessando a sala, eu fui atrás dela. –– Minha questão é: que porra é essa tão importante que te leva a fazer de tudo para não perder Paul. –– as palavras saíram da minha boca com força, eu não medi meu tom.

Nós já estávamos muito próximos, eu notei o corpo dela rígido e sua face descontente. Ela deveria estar querendo fugir naquele momento.

–– Vou perguntar mais uma vez, o que você quer? –– mantive a calma e os olhos penetrados nos dela.

Perguntei, mas já sabia a resposta pelo menos parte dela. Renesmee queria uma parte dessa empresa, isso explicaria tanto empenho para conquistar o Paul.

Poderia ser qualquer outro acionista. Então porque o majoritário? Poderia até ter sido eu. Dei um sorriso breve e maldoso.

Seria um pouco difícil Renesmee jogar comigo, certamente não me apaixonados por ela.

O que não entrava na minha massa encefálica era por que ela queria a maior parte da empresa.

A danada não afastou um segundo o olhar do meu, no entanto não disse nada, sua pose arrogante estava de volta. Seu olhar frio esperava outra cartada.

–– Porque o Paul? Poderia ser qualquer outro.

Ela jogou os ombros e empinou o nariz para mim.

–– Não importa o que eu diga, pois você não vai tirar essa ideia absurda da sua cabeça. –– argumentou indiferente.

–– Para de se fazer Renesmee, eu sei que você quer a empresa, mas por quê? –– insisti e Nessie estava pronta para me dar mais uma evasiva –– eu imagino –– quando Paul entrou naturalmente em sua sala.

****

Finalmente era natal.

Minha mãe não poupou dinheiro na festa de natal dos Black. Todos os amigos da família acostumaram-se a passarem o natal conosco e naquele ano não foi diferente.

Em nossa mansão as pessoas passaram a madrugada bebendo, dançando e se divertindo, inclusive Paul se divertia.

E tão rápido a madrugada passou, sendo assim eu –– como alguns convidados -–– acordei bem tarde. Paul não se encontrava na mansão e dificilmente estaria com Nessie também já que ela havia viajado para casa da família.

Renesmee ainda não havia falado comigo desde o episódio da sala do Paul. Eu decidi investigá-la devagar, pois Nessie era escorregadia demais.

O dia estava surpreendentemente ensolarado, a casa parecia um hotel pelo monte de gente que circulava por lá. Nosso jardim junto à piscina e à churrasqueira pareciam compor um clube, bem requintado, diga-se de passagem.

Na churrasqueira meu pai se manteve ocupado contando e ouvidos casos com seus amigos de longa data.

Em nossa piscina havia muito dos meus amigos, incluindo Quil e Leah. Quil não tinha pai ou mãe –– desde garoto –– o que o fez apegar-se muito a minha família. Quaisquer datas como essas era certo o cara estar junto a nós.

Após um longo tempo de conversa com alguns conhecidos e uma boa competição de natação com Quil acabei por deixá-lo na companhia das lindas garotas as quais meu amigo já havia conquistado e me sentei em uma cadeira onde a mesa estava desocupada, porém ao lado a mesa se encontrava lotada.

Minha mãe e as amigas tomavam suco enquanto fofocavam.

Reclinei-me sobre a cadeira confortável e deixei o sol esquentar deliciosamente minha pele. Meus olhos eu mantive fechados, somente aproveitando e relaxando. Meu short de táctel preto secava vagarosamente conforme eu aproveitava a brisa refrescante que acariciava meu corpo.

Eu ouvia de longe o burburinho das mulheres faladeiras ao lado. Quando uma ou outra dizia algo completamente engraçado em voz alta eu segurava a risada, contudo não me detive em dar atenção aos relatos.

Porém houve um momento em que não só emprestei bastante atenção as mais velhas como me diverti em grande proporção com os comentários ouvidos.

–– Poxa Sarah, porque a namorada do Paul não veio? –– quis saber tia Sue.

–– Ela viajou para a casa da família. –– mamãe respondeu de forma amável.

Abri os olhos minimamente, pois a conversa estava ficando interessante.

–– Sabe, eu tive muita sorte com a Nessie. –– disse Dona Sarah e através das minhas pálpebras eu vi o seu leve sorriso satisfatório. –– Ela é tão fina, educada... –– mamãe contava.

Ao ouvir minha mãe dizer isso, eu simplesmente arregalei os olhos e em seguida me recompus e voltei a fechar os olhos.

Em minha cabeça logo vieram lembranças completamente opostas às declarações de Dona Sarah.

Em uma madrugada quente de um sábado para o domingo –– me lembrei com deleite daquela cena -–– eu e Nessie já estávamos um pouco bêbados devido às altas doses e variedades de bebidas que consumimos em uma festa.

Dessa festa saímos com gargalhadas e tropeços. Fui deixar Renesmee em casa com bastante esforço e de forma totalmente displicente Nessie me carregou para seu apartamento através das escadas –– o elevador ainda não tinha sido concertado –– e assim que entrou arrancou minha camisa e me jogou no sofá subindo o próprio vestido preto em seguida para depois sentar-se em meu quadril.

Renesmee não estava sendo nenhum exemplo de finura.

–– Ela é uma ótima menina Sue. Além de linda é tão boazinha, ela é tão respeitadora...

Não me contive e virei para o lado e abri os olhos outra vez. Mesmo nenhuma das mulheres me vendo eu permaneci com meu sorriso debochado na face.

Nós estávamos em meu quarto, era madrugada e eu havia acabado de chegar. Nenhum empregado a vista e nem ninguém.

Subir com Renesmee pela casa escura foi mais fácil do que tirá-la de manhãzinha. Ele teve que fingir estar chegando.

Mas durante a madrugada foi maravilhoso.

Aquela delicia de mulher se encontrava nua, embaixo de mim. Eu desci a visão até seus arrebitados seios.

–– Eles são um sonho –– eu disse torpe admirando os movimentos rápidos de seu peito por causa da sua respiração custosa.

E levando minhas mãos aos seios apetitosos de Nessie fitei sua boca carnuda e convidativa e sem demora fui tomando-a com devassidão à proporção que minhas mãos cingiam fortemente os mamilos dela.

Mas Nessie se encontrava tão cheia de tesão... Ela me induziu a largar seus lábios, agarrando em meus cabelos.

–– Jacob se enfia em mim... –– ela gemeu ferozmente antes de morder com força meu lábio inferior.

–– Adoro te ver assim gostosa, doida por mim. –– murmurei em seu ouvido roçando a glande do meu pênis em sua entrada.

–– Jake me fode. –– ela arfou rebolando na cabecinha do meu membro. –– Anda. –– ela impelia os quadris contra o meu, suas pernas envolviam minha cintura e ela mordia os próprios lábios.

Com outra mão eu prendia seu mamilo esquerdo entre meu polegar e indicador, Renesmee estava a ponto de gritar, eu sabia.

Beijei-a rápido e violentamente.

–– Eu adoro quando você geme assim pra mim, como uma puta. –– eu penetrei apenas a cabeça e a vi jogar a cabeça para trás.

Seus seios ficaram expostos e oferecidos para mim.

Deslizei minhas mãos por sua barriga lisa e peguei seus seios nas mãos os massageando conforme eu maltratava o pescoço da minha cunhada com meus lábios.

Outra vez retirei meu membro dela, propositalmente para incitá-la.

–– Diz que é minha puta diz, ninguém te fode mais gostoso que eu. Diz pra mim Nessie, diz. –– Eu demandei rouco em seu ouvindo voltando a roçar meu falo na sua entrada encharcada.

Renesmee passeava com vigor suas mãos por meu corpo e apesar de sua pele ser tão macia eu me notava incendiar quando aquelas palmas seguravam meus músculos com afinco.

–– Eu sou qualquer coisa que você quiser Jake, sua puta, sua cadela, sua vadia, qualquer coisa. Só enfia esse pau gostoso em mim e me fode como só você faz. –– ela grunhiu com a voz falha no meu ouvido puxando meus cabelos e resvalando suas mãos até minha nuca onde ela arranhou.

–– Assim? –– falei com um sorriso travesso, escorregando com meu membro duro e latejante para seu interior quente e receptivo.

Ela gemeu alto, alto demais. Eu me esforcei para lembrá-la onde estávamos.

–– O quarto do Paul é aqui ao lado. –– brinquei rebolando lentamente e rijo a vendo se esforçar para manter os olhos abertos.

–– Eu não quero saber do Paul, caralho. –– resmungou remexendo a pélvis embaixo de mim me acompanhando.

Eu mordi os lábios e aferrei minhas mãos em suas penas em meu redor as levando até meu ombro.

–– Ness... –– a provoquei com um traço de reprovação em minha voz.

Renesmee gemia excitantemente alto, eu adorava, todavia eu gostava de provocá-la.

–– Cala a merda da boca Jake e me fode, só... –– ela perdeu a voz que me retrucava quando me enterrei rápido e duro nela.

–– JAKE. –– Ela berrou e eu me deleitei até o amanhecer com seus gemidos roucos e altos, seus arranhões e principalmente em seu rebolado que me deixava insano.

Eu suava ao me lembrar daquela cena.

Como a mamãe pode dizer que a Nessie respeita o Paul? Coitada.

Ah se ela soubesse que daquele corpinho eu conheço cada curva...

Eu acabei rindo sozinho de meus próprios pensamentos e não aguentei muito tempo e por fim mergulhei outra vez na piscina de água e gelada, perfeita para o calor do dia e do meu corpo.

Notas finais
É isso. Vocês devem estar com algumas duvidas, mas no próximo capitulo terá o POV Nessie e algumas coisas ficarão mais claras. =) Outra coisa amores, se leu...Comenta. Eu não gosto de ficar pedindo coments e tal, maaaas as vezes é preciso. Uma autora precisa receber criticas (construtivas) sejam positivas ou negativas. Desculpa quem tá comentando por ter que ler isso =) Até o próximo, beijoooos