Doce Trapaça

8 Capitulo Seis


Notas iniciais
Esse capítulo é importante ;) Mesmo que não pareça ele é um ponto de partida para muitos outros. Espero que apreciem. Boa leitura.

POV Jacob

Leah estava em minha cama, sentada e recostada na cabeceira com suas pernas esticadas. Mostrando-me sua sandália de salto e seu minivestido preto estendido até o meio de suas coxas e além de tudo um grande decote enfatizando seus grandes seios.

Ela era filha de Harry Clearwater e Sue Clearwater. Eles eram muito amigos dos meus pais, na verdade eles eram amigos da família Black inteira, nossas famílias eram velhas conhecidas. E por consequência criamos vínculos inexoráveis.

A morena dos cabelos compridos em minha cama era filha única e ––– presumindo eu ––– a mais jovem dos presentes em nossa casa. Desde ultima vez que a vi, em seu aniversário ––– creio ter sido o vigésimo -––– Leah ficou em débito comigo. Ao vê-la em minha cama entendi que talvez ela quisesse quitar a divida.

Leah era uma mulata muito bonita, de traços indígenas como Sue. Tinha lindos cabelos lisos naturais, eram escuros e realçava os seus olhos ameaçadores.

Eu era fascinado por seu corpo abundante quando mais jovem. Leah sempre foi muito desenvolvida, tê-la como amiga intima ajudou muito para uma sedução mútua.

Encontrá-la ali em minha cama foi bastante deleitoso e eu admitia isso sem pesar. Fitei-a demonstrando o desejo de sempre, carregando em minha boca meu sorriso maroto e divertido.

Aconcheguei-me vagarosamente da cama, e conforme eu chegava mais perto Leah sentava-se a beira da cama apoiando as mãos nos joelhos ligeiramente separados.

––– Parece que ganhei um presente de Natal ––– eu disse aproximando meus lábios aos dela, sem tirar meu sorriso do rosto.

––– Ainda não... –––– Leah contestou se levantando da cama e indo em direção à porta, fechando-a com chave.

––– Não sabia que viria para cá hoje. ––– comentei sentando–me na cama.

Franzi o cenho de repente.

Eu não havia pensado em Leah ou em qualquer outro convidado durante a semana inteira. Exceto uma, eu refleti.

Droga, eu já pensava naquela danada miúda outra vez. Eu estava louco para que ela viesse hoje, poderia sequestrá-la para biblioteca e...

––– Nem eu sabia, minha mãe me contou sobre a festa hoje à tarde... ––– Leah respondeu tirando-me dos meus devaneios. ––– Como é aniversario de sua mãe e provavelmente acabará muito tarde, meus pais resolveram ficar direto. ––– informou Leah sentando em meu colo pondo uma perna de cada lado.

Fixei-me em seu olhar feroz.

Leah sabia seduzir. Ela cheirava bem, era estonteante, sobretudo seus olhos ferinos excitava a qualquer homem que visse a torrente de desejos que eu avistava naquele momento.

Beija-a docemente nos lábios, um beijo calmo, porém havia muitos movimentos de língua nele.

––– Eu cheguei agora, preciso tomar um banho... ––– mencionei com uma voz rouca no ouvido de Leah.

––– Eu vou com você. ––– anunciou captando meu toque de sugestão.

A morena saiu do meu colo e se dirigiu a porta do banheiro, copiei seus passos.

Eu sabia muito bem que Leah passava longe de ser Santa, sempre que surgia uma oportunidade, nos pegávamos ou transávamos. Nossos pais não sabiam disso, claro.

Leah fazia muito mais do que seus pais pensavam. Ela aparentava uma menina quieta, tímida, e até certo momento era, tinha uma fama de namoradeira sim, no entanto nada escandaloso.

Era uma boa amiga e boa pessoa, quase não havia boatos significativos sobre ela no meio em que vivíamos, todavia eu e Paul sabíamos bem que Leah apesar de boa menina poderia ser um furacão de mulher quando quisesse.

Afinal não era só a mim que Leah se deixava levar. Paul já aproveitou bastante dos sentimentos nutridos por Leah em relação a ele, e eu desconfiava que ainda aproveitasse.

Nós aproveitamos muito bem o chuveiro. Estando ambos nus, nossos beijos eram vorazes enquanto a água morna caía sobre nossos corpos.

Minhas mãos corriam por todo o corpo molhado da morena. Ela mantinha sua mão deslizando desde minhas costas até minha bunda, onde apertava forte, me fazendo soltar um gemido baixo em seu ouvido e pressioná-la mais contra mim até que a prensei no piso frio da parede.

––– Oh Jake ––– ela gemeu alto.

Meu membro já se encontrava ereto. Nossos sexos se tocavam, e os miados de Leah em meu ouvido me deixavam torpe.

Leah se esfregava em mim à proporção que eu mordia o pescoço dela e o chupava com força. Logo com o auxilio de uma das minhas mãos comecei a esfregar meu membro no clitóris dela levando-a a gemer mais alto, pedindo por mais.

Desci meus lábios para seus seios. Eram apetitosos. Enquanto eu os mordiscava Leah puxava com um pouco de força meus cabelos.

Logo eu subi e apoiei minhas mãos na parede ao lado de sua cabeça, eu já estava excitado demais àquela altura, sendo assim repentinamente ergui suas pernas e a penetrei com força, com minha boca sedenta fui em direção a seus lábios para silenciá-la, pois Leah gemeu um pouco mais alto ao sentir meu pênis com vigor dentro de si.

Era uma rapidinha, a festa já rolava lá em baixo e também não tinha o porquê eu prolongar mais aquilo, eu só pensava em me aliviar toda aquela tensão acumulada desde muito antes de encontrar com Leah.

Eu socava com brusquidão a todo o momento, em resposta a morena só gemia apertando meus bíceps com força.

Passei a rebolar sustentando-a por suas nádegas redondas, eu ia ao fundo e me retirava a fazendo apreciar meu pau em seu centro com intensidade até quando Leah não aguentou mais e em uma das minhas estocadas ela gemeu terrivelmente alto e gozou, relaxando seu corpo nos meus braços.

No instante em que notei as paredes do interior de Leah se contrair ao redor do meu pênis, eu percebi o meu orgasmo próximo.

Meu corpo trepidava e queimava, era impossível conter meus próprios gemidos roucos, rapidamente retirei meu membro de dentro dela, e masturbei-me por poucos segundos até gozar em sua barriga.

Entre risos terminamos de tomar banho. Eu saí logo enquanto Leah lavava os cabelos relaxadamente. Eu ainda estava com meu corpo contraído e sensível, eu ainda precisava de sexo ––– por mais incrível que parecesse –––, meu corpo não havia relaxado totalmente, eu necessitava me saciar de alguma forma.

Leah já não era o suficiente para mim, pensei enquanto me vestia ––– jeans de lavagem escura e uma camisa social vermelha de mangas curtas –––.

Por mais fome que eu estivesse eu não me animava em pensar que tinha minha amiga nua no meu quarto. Bufei constatando tudo aquilo e prontamente a morena estava arrumada para descermos.

Como já havia subido há algum tempo ––– na desculpa de se aprontar para a festa ––– Leah desceu primeiramente e eu não esperei muito. Quando ela chegou à sala principal eu estava no topo da escada.

Estavam todos bem espalhados na sala. Papai conversava com alguns de seus amigos, mamãe se encontrava no meio de um circulo de amigas, e Paul também estava lá em baixo devidamente arrumado sentado no sofá ao lado de Quil.

Leah ao descer as escadas apenas focou Paul naquela sala. Ao alcançar sua lateral reparei como os seus olhos pregaram-se no visual do meu insuportável irmão. Ele trajava calça jeans escura e uma camisa creme de botões e mangas compridas, como os dois primeiro ficaram sem fechar se encontrava uma pequena parte de seu peitoral a vista e era ali que minha amiga mantinha a visão ambiciosa.

Eu sabia de toda obsessão de Leah por Paul, todavia eu nunca me acostumaria em ver uma mulher tão fatal como Leah perdidamente apaixonada por ele.

Por outro lado a morena sabia atentar. Observei seu caminhar lento enquanto jogava os quadris de um lado ao outro indo até Paul.

Por Quil estar lá, me apressei a chegar. Virei-me e vi como os olhos de Leah denotavam o almejo intenso dela, o vestido exaltava suas curvas, seu sorriso era ardiloso e eu apreciei o desconforto de Paul ao remexer-se desconfortável no sofá.

Por fim quando Leah chegou até nós, Paul levantou-se assim como Quil.

Após falar simpaticamente com Quil a morena cumprimentou meu irmão ––– completamente insinuante ––– ao pé do ouvido dele.

Quil me olhou cúmplice e soltei um risinho discreto.

––– Tudo ótimo e você, Leah? ––– disse Paul aparentemente zonzo, centrando seu olhar nos olhos dela.

Cogitei a hipótese de ser para não fitar seu corpo, contudo os olhos dela estavam tão densos que sinceramente não soube dizer o que seria pior.

––– Estou bem. ––– respondeu Leah com seu tom instigante esentou-se ao sofá cruzando as pernas vagarosamente, o fitando com astúcia e deixando-o meio aturdido ao reparar em suas majestosas pernas.

Afastei-me alguns passos e ri na companhia de Quil, bem discretamente. Imediatamente Paul ––– após titubear––– sentou-se ao lado dela.

––– Bem, vou deixar vocês à-vontade ––– disse Quil com um sorriso maroto se afastando mais e eu o segui entre risos.

Fomos até a varanda e devido as grandes portas de vidro ainda era possível observar a cena.

Leah jogou meio corpo em cima de Paul, deixando seus seios encostar-se à parte descoberta do peito dele. Ela sussurrava ao ouvido do meu irmão, percebi sua cara de sem jeito com aquilo.

Gargalhei, meu irmão provavelmente se encontrava em maus lençóis por ter uma mulher como Leah esfregando-se nele. Todos sabiam que ele era comprometido.

––– É uma descarada mesmo não é? Olha lá como dá mole para o Paul ––– comentou Quil.

––– Nem fala porra. Eu mal cheguei e ela já estava na minha cama... ––– contei também olhando os dois lá dentro.

Passou um garçom e cada um de nós pegou um destilado.

––– Caralho Jake, você comeu a Leah lá em cima? ––– perguntou Quil pasmo com sua boca aberta demonstrando sua surpresa, inexplicável a meu ver.

––– Você queria que eu fizesse o que? A Nessie me deixou na mão a tarde e para completar ela não estará aqui hoje, eu ia fazer o quê? Leah deitada na minha cama, se oferecendo, mesmo se eu não quisesse não recusaria. ––– me defendi levando minha bebida a boca.

Quil também experimentou da vodca antes de dizer:

––– Te entendo meu amigo, realmente a Leah é um pecado ––– ele mordendo seus lábios inferiores ––– Se eu não a aguento... ––– articulou Quil em um tom divertido voltando-se a mim.

––– Cara, nem me diga.

––– Só não entendo uma coisa, se ela gosta do Paul, porque fica correndo atrás de nós? ––– inquiriu Quil um pouco ambíguo com uma expressão pensativa.

––– Consolo, talvez. ––– sugeri e dei de ombros sorvendo do álcool.

––– Qual é Jake? ––– Quil deu-me um toque com seu ombro e o fitei desafiador. ––– Deve ser para provocá-lo, ela é um mulherão o maior objetivo dela deve ser esfregar na cara dele o que ele anda negando, há algum tempo. ––– o filosofo Quil explanou.

––– Não sei ––– refleti sobre as palavras do Quil –––, mulher ferida é a imagem do cão e olha ela lá. ––– apontei para Leah que passava suas mãos no peitoral de Paul ––– Ela dá muita moral a ele, não me parece chateada. ––– conclui.

––– Somos o consolo então? ––– questionou divertido.

Balancei os ombros rindo e bebendo mais um gole da bebida em minhas mãos.

––– E ele o desafio. ––– finalizei firme.

Logo eu e Quil fomos para o jardim, conversamos com alguns amigos e novamente éramos apenas Quil e eu sentados em uma mesa perto do Buffet.

––– Já tem alguém para colocar na loja? ––– indaguei.

Quil possuía uma loja de porte médio, vendia eletrônicos entre eles jogos e computadores. Recentemente a venda havia aumentado muito e Quil precisava de mais gente interessado e experiente nessa área para ajudar.

––– Pior que não. ––– bufou. ––– E você?

––– Eu no momento não conheço ninguém com perfil adequado. ––– lamentei.

––– Está difícil, Colin me apresentou a alguns caras, mas nenhum com as habilidades dele ou do Jared e eu preciso de alguém que realmente saiba de tecnologias e que possa prestar assistências aos clientes. ––– justificou.

Colin e Jared eram nossos amigos também e eram praticamente os “fazem tudo” da loja. Quil era dono, mas eu recebia como um administrador, meu amigo era bom com burocracia, mas não administração de dinheiro e comércio. Quanto aos produtos eram por conta de Colin, Jared e Henry, sendo o ultimo apenas vendedor.

––– O anuncio já está no jornal? ––– perguntei.

––– Está sim, mas acho pouco provável alguém aparecer nesta época de fim de ano. ––– respondeu.

––– Sempre tem alguém querendo grana nessa época Quil, vamos conseguir. ––– o animei.

––– Você tem razão.

Quando passou um garçom em nosso lado pegamos taças de champagne.

Eu acabara de virar a taça na boca quando meus olhos pousaram na figura de Paul sentado perto da piscina em uma poltrona decorativa.

––– Quil, eu sinto em te deixar sozinho. ––– disse com um sorriso travesso e levantei-me junto a minha taça.

––– Jake não arruma confusão, é aniversário da sua mãe. ––– advertiu-me

Sorri descarado. Não era minha intenção causa algo remotamente semelhante a uma confusão ali, contudo eu estava doido para curtir com a cara do Paul. Especialmente naquela noite.

POV Renesmee

Jacob. Humpf!

Jacob. Grrrr!

Black. Maldito Jacob Black.

As coisas estavam saindo do controle, eu percebia claramente. O infeliz não.

Culpa também desse meu corpo sem vergonha que não entendia o quanto o ordinário do Jacob precisava de corretivo. E não precisou de muito ––– menos do que eu gostaria ––– E estávamos lá, outra vez, como animais.

Ficava difícil realmente largá-lo depois que me beijava daquela forma ardilosa, com sua boca quente e sua língua vigorosa.

Renesmee, Renesmee precisa se controlar. Foi o que declarei para mim mesmo quando Jacob desceu por aquelas escadas, eu ainda podia sentir seus lábios e suas mãos em meu corpo causando estragos ––– mais precisamente causando ardor em meu baixo ventre ––– quando os meninos chegaram.

Eles haviam pedido que eu ajudasse com as numerosas sacolas.

Seth estava com elas, haviam se encontrado no caminho. Após dividirmos o peso entramos.

A primeira coisa que Claire fez foi colocar todas as sacolas em cima do sofá, e reparar na arrumação que eu estava fazendo na prateleira no fundo de nossa sala.

––– Nessie, você não disse que iria arrumar as coisas aqui na sala, enquanto a gente fazia compras? ––– perguntou Claire pondo as mãos no quadril sustentando uma pose autoritária. ––– A sala está quase do mesmo jeito. ––– reclamou me encarando.

Olhei para minha ––– inconveniente ––– amiga. Coloquei meus olhos em branco e continuei indo para a cozinha enquanto respondia demonstrando descaso:

––– Eu estava conversando, me distrai.

––– Com quem? Se essa hora os únicos que ficam em casa é Sr. Roberto do 1º Andar, e Dona Victoria aqui ao lado... ––– disse Candice verdadeiramente confusa me seguindo com suas sacolas a mão.

––– Eu falava com a Dona Victoria, ué... ––– contestei mantendo meu tom anterior observando o interior das sacolas sobre a mesa ––– postas por mim e Candice –––.

Dona Victoria era a simpática mãe de Rachel. Uma senhora muito adorável e com muita força para seus 68 anos de idade, apesar da coluna levemente encurvada e os cabelos acinzentados, aquela senhora tinha muita força para ajudar a filha.

––– Hum, sei...––– disse Baby em tom de brincadeira chegando até nós depositando as compras ao chão.

Não demorou e Claire se juntou a nós, e juntos arrumamos e guardamos as coisas.

Ao terminar fui até a sala e repousei meu traseiro no sofá e logo notei o lugar ao lado afundar. Era Claire.

––– Sabe Claire, não estava muito a fim de ir à casa do Paul não... – comentei um pouco desanimada enquanto com meus pés eu mexia em uma das caixas de enfeite colocadas sobre a mesinha de centro.

––– Por causa do Jake?

Claire era a única que sabia ––– totalmente ––– sobre o meu caso com Jacob, ocultando a aparte do meu plano, obvio.

––– Não – Respondi prontamente ––– Bom... Talvez ––– Refleti melhor, no entanto não era Jacob que me incomodava, definitivamente. ––– O problema todo Claire é que vai ser muito chato. ––– quase rosnei de consternação.

Claire gargalhou da minha cara, mas ignorei e prossegui minha indignação prévia.

––– O Paul virá cheio de melação, agarramento e tal, e aí depois o Jake, vai querer me arrastar para alguma porra de lugar e hoje não estou com muita paciência para ele.––– terminei e bufei.

Joguei minha cabeça no respaldo do sofá, tentando relaxar.

Eu podia ouvir os risinhos de Claire.

––– Já sei Nessie. ––– disse Claire animadamente.

––– O quê? ––– inquiri curiosa, apesar de não ter mexido um só membro do corpo.

––– Porque você não vai à empresa? Talvez ele ainda esteja lá, aí você dá uma desculpa e não aparece na casa dele hoje. ––– sugeriu erguendo suas sobrancelhas com ar de esperta.

Endireitei-me no sofá e com uma expressão seria ponderei. Poderia dar certo.

––– É pode ser uma opção...

––– Se quiser eu vou com você... ––– particularizou minha amiga com um sorriso simpático para mim.

––– Okay. ––– respondi um pouco contrariada, eu realmente não queria ver meu namorado hoje.

Seguida por Clarie fui ao quarto me arrumar.

Quando estávamos saindo ouvimos um burburinho vindo da cozinha. Então fui até lá conferir.

––– O que vocês estão tentando fazer? ––– perguntei estranhando Seth e Candy, ambos com suas mãos em uma vasilha que transbordava pó de farinha, uma massa nada atraente e alguns respingos de leite ao redor.

––– Eu queria ensinar a Candy a fazer um bolo, mas está difícil. ––– contestou Seth sorrindo.

Eu achei graça da briguinha deles.

––– Bom, eu vim avisar que irei à empresa do Paul com a Claire. ––– falei me despedindo com um beijo na bochecha de cada um ––– e como ficarão sozinhos em casa... ––– provoquei dando um duplo sentido a frase e um sorriso malicioso.

Candy e Seth estreitaram os olhos para mim, incomodados com a brincadeira. Claro, eu tinha que perturbá-los.

––– Como eu ia dizendo, vê se não vão se matar ––– gracejei e logo sai.

****

Deveria ser fim de expediente, pois a empresa estava praticamente vazia, no entanto Claire acabou se entretendo com um dos executivos que lhe cantava.

Deixei minha amiga flertar e subi ao ultimo andar sendo anunciada pela secretária.

Paul arrumava umas pastas sobre sua mesa quando entrei.

––– Hum, que perfume gostoso. ––– declarou virando-se para mim e me deixando um beijo molhado nos lábios.

Quando Paul me soltou congelei um sorriso amável em meus lábios.

––– Princesinha o que você faz aqui? ––– perguntou me abraçando.

––– Vim te ver, porque eu não poderei ir à sua casa ––– eu respondi com um olhar triste para ele.

––– Ah amor, minha mãe contava com isso para te apresentar a todos os amigos dela, ela fala muito bem de você para eles. ––– retrucou com sua voz suave acariciando meus braços.

Mantive um sorriso pesaroso em meus lábios e pensei. Mais um motivo para não aparecer, não estava com saco para bancar a madre Teresa hoje durante muito tempo.

––– Mas lá em casa ficou combinado de arrumarmos a casa para o Natal, sinto muito meu lindo, mas não podemos adiar outra vez. ––– articulei correspondendo a suas cariais percorrendo minhas mãos em seu dorso.

Então Paul sorriu afável e suspirou.

––– Sendo assim, não tem problema, já que veio até aqui matar saudades, fico feliz com isso. ––– Paul constatou compreensivo e bem meloso para meu gosto exibindo um sorriso manso.

Qual o problema dele? Estávamos juntos há dois dias.

––– Que bom meu amor. ––– disse com um largo sorriso e me cheguei para beijá-lo.

Mantive minhas mãos ao redor do pescoço de Paul, e ele com as suas em minha cintura. Um beijo suave e lento, para meu desespero.

Era tudo muito morno. Logo o telefone tocou.

––– Droga ––– resmungou Paul indo atender

––– Alô.

Pau manteve o rosto sério ouvindo o que lhe diziam. Ele até que ficava sexy com essa cara de malvado.

––– Mas vocês não podem resolver isso na segunda? ––– Paul tentou resistir

––– Ok, eu já estou indo ––– meu namorado finalizou pouco satisfeito com a chamada.

––– Houve um problema no laboratório, algo com as autorizações e o responsável químico já foi embora, verei o que posso fazer lá. ––– me informou com sua testa enrugada, seu tom era desgostoso. ––– Amor, eu não demoro. ––– acrescentou irritado me dando um selinho e retirando-se da sala.

––– Ótimo, ficar aqui sem fazer nada até ele voltar. ––– disse a mim mesmo ––– Saco!

Bufei impaciente e em seguida me sentei na beira da mesa de Paul, cruzando minhas pernas e acabei me distraindo com alguns papéis que estavam por ali.

Eu estava muito irritadiça naquele sábado, como se já não fosse suficiente, quem aparece?

O Adônis do meu cunhado.

*****

––– Nessie você e o Jake estão perdendo o controle ––– disse Claire dirigindo.

Ela havia pegado eu e Jake em um amasso antes do Paul retornar a sala.

––– Eu sei. ––– Bradei irritada. ––– Mas eu não consigo segurar caramba, você acha que é fácil? ––– retruquei estressada com o assunto.

––– Tudo bem eu sei, o Jake é bonitão, gostosão e tal... Mas na sala do Paul? ––– Claire falava com certa moralidade ––– Nessie se eu não chegasse o Paul pegaria vocês e o problema seria bem maior ––– ela me repreendia com certa preocupação nos olhares breves que me dava.

Abaixei a cabeça e retorci meus lábios, contrariada. Eu sabia que Claire estava certa, meus delírios com o Jacob estavam extrapolando os limites.

––– Não quero ser chata, e nem dizer pra você largar o Jacob, mesmo porque isso não adiantaria ––– prosseguiu ela em seu discurso.

Fitei-a sobressaltada e ela me deu um sorriso solidário.

––– Amiga porque invés de você enganar o Paul como vem fazendo, não fica de vez com o Jake?

Minha boca se abriu várias vezes.

Primeiro: a pergunta era direta e descabida.

Segundo: Nem tão descabida assim, visto que Claire não sabia de toda a historia.

Terceiro: Jacob nunca me levaria a sério e para cumprir meu objetivo eu precisava de um Black comendo na minha mão e eu tinha o Paul.

Puxei o ar com força e comecei a responder:

––– O Jake para mim é diversão, sexo, nada mais além, não vale a pena eu jogar todo o dinheiro para o alto por causa disso, mesmo porque depois de um tempo a gente vai cansar de tudo isso. ––– fui confiante em minhas palavras.

––– Tem certeza? ––– Claire inquiriu olhando-me cautelosa enquanto aguardávamos em baixo de um semáforo fechado.

––– Claro que eu tenho Claire. ––– reafirmei.

Um silêncio se formou no carro de Claire. Ela deu partida outra vez e por alguns minutos nada foi dito, até Claire resolver pronunciar:

––– Nessie posso perguntar uma coisa? ––– seu tom era sério.

Olhei para ela denotando em minha expressão: Já fez né?

Mas Claire revirou os olhou e me ignorou e esperou por uma resposta.

––– Claro amiga, fala. ––– lhe dei um sorriso suave.

Eu me encontrava em péssimo humor, estava insuportável, até.

––– O Jake é bom de cama? ––– Claire perguntou com a mesma seriedade de antes.

Virei-me totalmente para ela. Meus olhos estavam arregalados no primeiro segundo e depois uma gargalhada estrondosa se libertou de mim.

––– Claire que pergunta, obvio que sim. ––– falei divertida observando um sorriso travesso ser formado nos lábios de Claire.

––– Por que quer saber? Está a fim de experimentar? ––– questionei com um largo sorriso maldoso. ––– Eu deixo. ––– completei e lhe dei uma piscadela.

––– Não é isso Dona Renesmee ––– replicou ela com reprovação no olhar dirigido a mim. ––– É só curiosidade. ––– balançou levemente os ombros e fez uma pausa de segundos e prosseguiu ––– Porque de vista parece realmente ser. ––– concluiu e prontamente me acompanhou em uma risada alta e divertida.

––– Qualquer dia desses, eu chamo ele lá em casa e você prova. ––– anunciei casual.

Claire me encarou com seus olhos azuis alarmados e esbugalhados.

––– Renesmee, vamos encerrando esse assunto, porque hoje está impossível de falar serio com você. ––– revidou ligeiramente irritada comigo.

*****

Iria soar 22h00min no relógio de nossa sala. Com coisas arrumadas havia muitos enfeites espalhados, luzes e agora era só descansar... Ou não.

Afinal, era um sábado agitado. Renesmee Cullen precisava ir para a balada e conhecer gente nova. Homem novo. Principalmente um homem novo, eu pensei indo para a cozinha provar o tal bolo que Seth havia feito.

Quando entrei o clima estava estranho Seth e Candy muito próximos um do outro, a primeira impressão foi de ver a mão de o Baby descer do rosto de Candice para depois repousar sobre a mesa.

Apesar de ter percebido a atmosfera anormal, nada comentei a respeito.

––– Hum que cheiro bom. ––– comentei me aproximando da mesa.

––– Só podia ter sido o Seth, Candy não sabe cozinhar. ––– Claire pronunciou-se entrando na cozinha. ––– Deve estar maravilhoso. ––– afirmou já cortando um pedaço do bolo.

––– Claro né, só podia ter sido o meu Baby lindo para fazer um bolo tão gostoso como esse. ––– eu disse divertida pegando um pedaço para mim e dando em seguida um beijo estalado na bochecha de Seth.

––– Hum, desse jeito vou ficar mal acostumado ––– avisou Seth com um sorriso largo nos lábios.

––– Vocês desse jeito me fazem parecer um bocó que não sabe cozinhar... ––– reclamou.

––– Pode não ser bocó amiga, mas você não sabe fritar um bacon. ––– assegurou uma risonha Claire.

Candy bastante emburrada deu língua para nós três que rimos e nos deliciamos no bolo.

––– Bom, gente eu não sei você, mas eu vou me arrumar. ––– comuniquei.

––– Espera Nessie, vou com você.––– disse Candy me acompanhando.

––– E as gatinhas vão aonde? ––– Seth quis saber.

––– Em alguma boate. ––– respondi. ––– Você também vai Claire?

Ela pensou por dois segundos e nos seguiu.

Quando chegamos à sala encontramos Emily chegando do trabalho com sua aparência cansada. Seth foi até a namorada e a cumprimentou com um leve beijo. Nós falamos com ela também, entretanto o celular de Emily tocou a fazendo se distanciar d e todos.

O clima entre ela e Candy ainda estava razoável, por isso Candice já havia ido se arrumar no quarto.

As ligações de Emily também não ajudavam. Tudo indicava que ela tinha outro, todavia eu não poderia julgar.

Deixei o Baby com ela e o telefone na sala e fui me aprontar.

Fomos até a boate de sempre, dancei muito até suar e me senti suja o suficiente e decidi ir embora. No entanto não fiquei com ninguém. Não foi falta de cantada não, foi falta de tesão.

Foi isso mesmo. Ninguém parecia me despertar o suficiente, ser bom na sedução.

E de quem era culpa? Do cretino do Jacob!

Eu ainda proferia xingamentos a ele quando fui dormir, já pela manhã.

Por que a culpa era dele? Por que ele me cansava tanto e tanto, era gostoso demais, porém eu não aguentaria passar a noite fazendo sexo depois daquela tarde no sofá.

E, além disso, não havia ninguém tão atraente e excitante como Jake naquela droga de boate.

Que merda! Depois de conhecer o Jacob eu não tinha tanto fogo com ninguém.

Meu corpo só pedia pelo dele. Era impossível não me esquentar ao pensar nele. Talvez fosse esse meu mau humor, a falta de Jacob. A tarde não foi suficiente, isso era obvio.

Eu percebia o corpo queimar só por pensar nele e só pensando nele.

Ah, como o odeio por fazer isso comigo.

Minha independência, cadê?

Por que você existe Jacob Black?

Só para tirar minha paz, eu respondi minha rebelde pergunta antes de deixar o sono me levar.

E as 08h00min da manhã eu despertei com meu celular e a campainha tocando ao mesmo tempo.

Ainda sonolenta puxei os cabelos para fazer um nó com eles, não me troquei, eu já sabia quem era. Com um blusão e short miúdo fui até a porta atender meu namorado.

––– Bom dia, Paul. ––– disse não conseguindo segurar um bocejo.

––– Oi minha linda. ––– Paul respondeu logo me abraçando. ––– Desculpa vir essa hora e te acordar. ––– dizia sem me soltar até que olhou em minha face. ––– Mas eu precisava sair de casa. ––– concluiu e suspirou derrotado.

Reparei a face de Paul. Cansado, contrariado, não parecia ter dormido. Seus cabelos desarrumados e seu olhar sem brilho e caído.

Uma das partes mais difíceis de um namoro, talvez. Era a mais fácil para mim, eu não precisava fingir compaixão por Paul, tampouco preocupação por seus olhos sombrios. Eu até achava bonitinha a forma amável de ser do Paul.

Deixei-o entrar e nos sentamos no sofá.

––– O que houve amor? ––– perguntei o fitando.

Paul mirava a árvore montada do outro lado da sala.

––– Eu briguei com o Jacob ontem. ––– informou sem emoção em sua voz, mas ele demonstrava um cansaço em sua expressão.

––– Briga? Como? Vocês se... ––– eu estava assustada imaginando um show de horror no aniversário de Dona Sarah.

––– Não. Sem agressão física. ––– me cortou. ––– Mas eu não consigo mais viver com o Jacob. ––– soltou mais enfadado dessa vez. ––– Sei que minha mãe gosta da família toda na casa, e realmente para mim a mansão é ótima, porém topar com o Jacob não dá, ou ele sai ou eu. ––– assinalou fitando-me.

Havia uma magoa gritante ali. Compadeci-me dele. Jacob e Paul brigavam por tudo ––– isso eu já havia notado –––, mas eu sempre reparava uma ponta de esperança ––– de algo que não sei o que seria –––, contudo olhando Paul nos olhos percebi que a ponta agora eram farelos.

Nos meses em que estava com Paul não tinha ocorrido uma briga de fato entre os irmãos, porém constatei que aquela havia sido uma das piores, se não a pior.

––– Por que brigaram?

Paul deu um sorriso sem humor.

––– Indiretamente... ––– ele ponderou ––– a discussão começou com menção a você. ––– findou encarando-me sem melhorar a expressão carrancuda.

Engoli a seco. Que merda Jacob havia dito?

Eu gelei e disfarcei um sorriso, porém eu só imaginava a besteira que Jacob havia proferido contra mim.

Notas finais
E então? Gostaram da Leah? Sinto muito quem achou q fosse a Nessie, mas nem daria tempo ne rsrsrs Espero comentário, o que vocês acham que o Jacob falou??? beijos amores, até breve.