Doce Trapaça

7 Capitulo Cinco parte 2


POV Jacob

Renesmee fitou-me incrédula e soltou uma risada.

––– Candy e Claire estão subindo. Você pode descer pela escada, elas subirão pelo elevador ––– informou Nessie, calmamente.

––– Que ótimo vou descer as escadas assim. ––– fui sarcástico olhando para meu pau ainda ereto.

––– Querido, ninguém usa essa escada, para isso servem os elevadores. ––– disse Nessie tranquila com um sorriso irônico nos lábios. ––– Não se preocupe cunhadinho.

Soltei o ar com violência. Eu estava irritado com a petulância dela e porra! Aquilo só servia para me excitar mais. Entretanto eu não iria arriscar. Renesmee era comprometida ––– essa palavra era estranha para mim ––– e ninguém poderia me ver aqui, afinal o corno era meu irmão ––– outra palavra sem contexto a meu ver –––.

––– Okay, Nessie você venceu... ––– suspirei derrotado. ––– Mas não pense que isso ficará assim. ––– avisei vestindo-me sob o olhar provocante e divertido daquela diaba.

Renesmee vestiu-se rapidamente, abriu a porta e olhou para o corredor.

––– Jake pode vir.

Saí do apartamento, abotoando os dois últimos botões da camisa e cheguei por trás de Nessie que estava um pouco à frente da porta de costas e lhe dei um beijo em sua nuca.

––– Jake sem brincadeira, desce logo ––– advertiu-me virando-se à minha frente.

––– Okay, okay. Reze para que não haja ninguém lá. ––– Resmunguei.

––– Já falei que não terá ninguém naquela escada. ––– reafirmou Nessie confiante ––– E mesmo se encontrasse, ele até que não está tão duro assim. ––– comentou pondo de leve as mãos no meu membro.

––– Continue assim e eu vou foder você aqui mesmo no corredor sem me importar se alguém verá ou não. ––– Avisei sério e em tom gutural a fitando com intensidade.

Eu já estava excitado para caralho e ela ainda atentava!

A cachorra fingiu parar para pensar em possibilidades antes de tirar a mão da minha carne entumecida.

––– Está bem Jake, deixa dessa conversa e anda logo. ––– retrucou Nessie empurrando-me de perto dela, fazendo-me chegar perto da porta a qual levava à escada.

Antes de abrir a porta para descer segurei firme no quadril de Nessie, e me aproximei bem dos lábios dela até eles se encostarem aos meus. Nessie envolveu seus braços em minha cintura e abriu a boca, para que minha língua a invadisse.

Minhas mãos subiram nervosas para a cintura dela, o beijo era ardente e molhado, nós explorávamos a boca do outro com a língua, fazíamos movimentos ousados com elas.

Ora eu chupava a língua de Nessie, ora ela fazia isso com a minha. Renesmee mordeu de leve o meu lábio inferior, e eu lambia os lábios dela quando dava.

Novamente entramos na sintonia dos movimentos com ambas as línguas na boca do outro, a sua língua macia parecia um veludo a aquecer no verão, pois me incendiava como o inferno.

Cada parte do meu corpo queria se agarrar a ela. Principalmente o meu pau que estava doido para se enterrar outra vez naquela mulher.

Aos poucos eu fui diminuindo o ritmo do beijo, começando a movimentar a língua devagar até parar e lhe dar uns três selinhos demorados.

––– Jake, você já era para estar em casa ––– ralhou Nessie branda, mas contrariada.

––– Culpa sua, quem manda ser tão gostosa? ––– rebati com um sorriso maroto, lhe dando um selinho.

––– Jake, anda logo.... ––– disse Nessie impulsionando-me a descer as escadas.

Fui descendo as escadas percebendo meu pênis duro outra vez e torci para logo ele murchar. Ao descer um patamar ele já não estava tão visível, todavia eu ainda o sentia rígido.

Quando cheguei ao próximo degrau uma velhinha de mais ou menos uns 67 anos, subia. Com a coluna envergada, os cabelos acinzentados presos em um coque, um vestido preto largo que lhe cobria até o tornozelo, e em uma mão levava uma grande sacolas de compra e com a outra a senhora segurava uma pequena menina.

Deveria ter quatro ou cinco anos a pequena. Tinha os cabelos castanho, lisos presos em um rabo de cavalo, com uma fita rosa, ela era branquinha, muito linda por sinal, a menina apresentava uma expressão um pouco curiosa, mas cativante.

Contudo não era só a expressão da garotinha que me intrigava. O seu olhar também me deixou inquieto.

Era um olhar familiar, terno. A menina tinha uns olhos castanhos, quase da cor de seus cabelos e eles se mantinham arregalados, lembrando-me a face de alguém assustado.

Elas passaram por mim e eu deixei um "oi" tímido viajar até a Senhora que apenas sorriu amigável. E lá estava a sensação de familiaridade de novo.

Quando saíram da minha vista suspirei e voltei para meu caminho com aqueles rostos em minha cabeça.

––– O que houve filho? ––– mamãe perguntou preocupada a me ver subindo as escadas do salão principal.

––– Nada mãe, eu só quero descansar um pouco. ––– respondi esboçando um sorriso e acrescentei. ––– Para mais tarde.

Não esperei uma resposta e subi até meu quarto.

Simplesmente me joguei na cama ao centro após retirar os sapatos e a camisa. Fiquei com a barriga para cima e com meu corpo relaxado levei minhas mãos para baixo da cabeça.

Meus pensamentos estavam nublados com aquela menina. Ela tinha os olhos tão intrigantes, um jeito tão perturbador. Tão meiga. Eu jurava já ter visto em algum lugar.

Fui despertado de meus devaneios quando minha mãe com uma expressão muito preocupada me chamou:

––– Jake? ––– seu tom era cauteloso enquanto sentava-se a beira da minha cama e me observava.

––– Sim, mãe ––– sentei-me.

––– Aconteceu algo, Jake? ––– perguntou-me.

––– Não mamãe, só estou um pouco cansado, é só isso... ––– respondi com um sorriso afetuoso.

––– Eu só estranhei. Você dificilmente chega cedo da rua, e quando chega, está sempre alegre. ––– explicou. ––– Fiquei muito preocupada com meu caçula, parece preocupado. ––– falou suave dando leves tapinhas em minhas pernas esticadas ao seu lado.

Ajeitei-me de modo que pudesse encará-la melhor.

––– Obrigada, mas nada aconteceu. ––– assegurei e dei-lhe um beijo na testa.

Mamãe sorriu um pouco sem graça e não entendi na hora. Sua inquietação não poderia ser só uma preocupação curiosa por algum possível problema meu.

––– Aconteceu algo, mãe?

––– Sabe o que é filho... ––– começou com insegurança e me preocupei.

––– Mamãe pode falar. ––– sorri ––– Quer que faça algo? Não negarei nada, é seu aniversário, lembra? ––– falei carinhoso.

––– Bem ––– ela coçou a garganta e olhou as unhas das mãos sobre o colo. ––– eu gostaria que você fosse buscar o Paul lá na empresa, pois o Thomas foi levar seu pai em algum lugar e como ainda não chegou, imaginei se você poderia ir buscá-lo, o carro de seu irmão está na oficina caso não lembre. ––– mamãe declarou com eloquência e encarou-me pedinte.

Havia receio em seus olhos, entretanto. Talvez pensasse que eu faria um circo. Mas não iria.

Suspirei ao pensar em seu pedido. Todavia não me custaria muito ir até lá e bem, mamãe provavelmente quer todos da família em casa, sem atrasos e já passava das cinco e meia da tarde. Além disso, era Dona Sarah pedindo e eu a amava imensamente.

––– Pode deixar mamãe. ––– respondi sorrindo gentilmente ––– irei buscar o Paul. ––– finalizei me levantando.

––– Filho, se for te incomodar... ––– começou debilmente.

––– Mãe tudo bem, não é um caminho tão longo, podemos ficar calados por uns minutos. ––– proferi brincalhão dando um beijo em sua bochecha.

****

Eu estava distraidamente vagando naquele andar. Não ia muito ali, no entanto eu conhecia muito bem o caminho para a presidência.

A secretária não estava lá, estranho. Resolvi então bater, porém ninguém respondeu, portanto deduzi que a sala estava vazia.

A porta estava destrancada e quando entrei, meu coração acelerou. De susto.

Sentada na beira da mesa do Paul, estava ela. A diaba que vem nos meus pensamentos todas as noites e em diversas horas do dia.

Ela tinha as pernas cruzadas provocantemente, como se soubesse que eu entraria. Pude vê-la folhear ––– com desinteresse ––– algum documento que imaginei já estar sobre a mesa. Sua perna sobre a outra balançava lentamente chamando atenção para a saia justa e preta que ia até o meio de suas coxas.

Mesmo sendo comprida demais para Renesmee, ficava sexy em sua estrutura e meus olhos não saíam da parte de seu corpo que subia e descia de forma cadenciada enquanto sua dona (distraída) terminava de passear por páginas enumeradas.

––– Essas pernas eu conheço muito bem! ––– exclamei maliciosamente, sem desviar minha visão de onde estava.

Renesmee virou-se assustada e imediatamente pareceu estar mais tranquila e deu-me um sorriso enviesado e atraente fitando-me com seus olhos calorosos e maldosos.

––– Não acredito. Como você entrou aqui? ––– disse Nessie divertidamente incrédula.

––– E você pensando que não me veria tão cedo. ––– Retruquei fechando a porta sem trancá-la ostentando um sorriso sínico.

Renesmee me analisou de cima a baixo de forma descarada à medida que eu me aproximava dela. Sua expressão não era nada discreta, olhava-me com puro desejo e excitação.

Adicionei sagacidade em meus movimentos e sentei-me ao seu lado, correspondendo ao olhar impudico e ao sorriso travesso.

––– Sabia que você estava doida para me ver. ––– provoquei ao pé do ouvido dela, com uma voz mansa e sedutora.

Tranquilamente com uma das mãos toquei o seu rosto e a com outra mão sua cintura.

Imediatamente Nessie fechou os olhos e suspirou ligeiramente, logo subindo as pálpebras e pude ver seus orbes cor de chocolate. Havia fogo neles.

––– Eu vim aqui ver o Paul... ––– contestou-me com uma voz frouxa.

Soltei uma risada irônica.

––– Porque não foi lá em casa? ––– inquiri cruzando os braços sobre o peito. ––– Já sei, estava com medo de mim. ––– conclui com tom de escárnio, tentando-a e acariciando suas pernas, beijando-lhe o pescoço.

––– Não tenho medo de você... ––– reparei Nessie já rendida aos meus encantos.

Sorri triunfante, e a beijei gostosamente nos lábios. Percorri seu corpo com a mão que antes estava em seu rosto e sem demora a levei para seus seios. Com a outra mão acariciei devagar segurando fortemente as coxas torneadas dela.

Minha intenção era deixar Renesmee perdida em minhas caricias. Eu queria jogá-la naquela mesa e fodê-la até cansar.

Renesmee apenas descruzou as pernas, fazendo com que eu me colocasse entre elas facilitando os meus carinhos.

Ela tinha suas mãos no meu quadril, e às vezes as palmas escorregavam para as minhas nádegas onde ela apertava levemente, mas excitante.

Mordi com delicadeza seus lábios sentindo seu toque. Eu a beijava de forma amena, todavia o calor em meu corpo era intenso e Nessie descia e subia suas mãos em minhas costas, parecendo incomodada com minha blusa.

––– Não acredito no que vocês estão fazendo. ––– Ouvi uma voz abismada e feminina dizer.

Desanimado larguei de Renesmee e sai de sua frente.

––– Não estamos fazendo nada de mais. ––– disse Nessie a Claire com muita serenidade.

O que ela estava fazendo ali? E desde quando sabia de nós dois? Perguntei-me fazendo uma nota mental de questionar a Renesmee sobre isso depois.

––– Ah claro, queria ver se fosse o Paul que estivesse entrado aqui, se vocês iriam estar calmos assim. ––– rebateu Claire em tom de brincadeira.

E no segundo seguinte Paul entrou na sala.

––– Ué, pensei que você estivesse sozinha Nessie ––– declarou Paul um pouco ambíguo observando cada um em sua sala.

––– Jake o que faz aqui? ––– perguntou ele e mesmo controlando-se eu notei uma pitada de sua aversão quanto minha presença ali.

––– Mamãe pediu para que viesse te buscar, Thomas não tem hora de voltar, seu carro está na oficina e blá blá blá. ––– respondi mostrando pacificidade.

Paul fez cara de pouco caso, mas anuiu. Como ele era irritante.

––– Okay. ––– falou enquanto recolhia o paletó grafite que estava em sua cadeira. ––– Então amor você irá para casa né? ––– indagou dirigindo-se a Nessie e vestindo a peça em suas mãos.

––– Sim, eu e a Claire vamos porque lá em casa o povo já deve estar esperando, como expliquei amor, sempre arrumamos tudo juntos para as festividades. ––– Replicou Nessie com um sorriso meigo.

––– É tradição. ––– acrescentou Claire.

Logo Paul abraçou a namorada e deixou-lhe um beijo lento e meigo nos lábios. Dava para ver o quão molhado e afetuoso estava o carinho. Eu conhecia Renesmee o suficiente para saber que aquele era um beijo que ela detestava.

Sorri discretamente. No minuto seguinte somente restou eu e Paul na sala para em seguida irmos para casa, em silêncio é claro.

****

Chegamos à mansão sob o crepúsculo e já tinham bastantes amigos dos nossos pais no jardim ––– já devidamente arrumado –––.

Por educação, fomos até lá e cumprimentamos a todos. A decoração estava espetacular. Não sou nenhum perito no assunto, mas as lanternas japonesas cobrindo e iluminando nosso grande jardim estava esplendoroso.

As luzes da piscina ––– ao fundo ––– estava lindo de se ver, havia um belo banquete em frente. Mamãe nunca economizava em nossas festas.

Eu achei graça de toda ornamentação em vermelho e pérola, as mesas espalhadas em nossa propriedade sustentavam essas cores nas toalhas assim como a grande mesa do Buffet.

E sem mais delongas, assim como Paul eu entrei em casa e segui para meu quarto.

Cumprimentei alguns convidados mais íntimos que estavam espalhados por dentro de casa e quando entrei em meu santuário. Pulei de susto.

Era a segunda vez no mesmo dia que uma mulher de fato me surpreendia com sua presença.

Notas finais
E então??? Qual será a surpresa do Jake?