Doce Londres
25 Visita Aos Parker
Notas iniciais
A mãe abriu a boca, surpresa, e se levantou da cadeira.
- Filha... Você não pode fazer isso! — exclamou a mãe.
- Por que não? — perguntou Catherine arqueando uma sobrancelha.
- Sebastien? Poderia vir aqui, por favor? — chama a mãe de Catherine.
De repente, passos são escutados do andar de cima, que vão até uma escada — que fica em outro cômodo, mas que era muito bem visível da sala — e chegam até a sala, trazendo um homem de estatura mediana, com bigodes bem cuidados.
- O que está acontecendo, Laurence? — pergunta Sebastien, preocupado com a esposa, e vendo o quarteto na sala.
- Sua filha, Sebastien, sua filha quer se casar com Michael Green! — exclama a mãe correndo até os braços de seu marido, como se fossem imãs.
- Cate? É você mesmo? — pergunta o pai, arregalando os olhos e ignorando totalmente o que a mãe dissera sobre casamento.
- Sou eu sim, papai. — respondeu Catherine, com a voz doce.
- Venha aqui dar um abraço no seu velho pai! — exclamou Sebastien, abrindo seus braços enormes, possibilitando para a filha o abraçar.
Catherine se levantou do sofá e foi abraçar seu pai, que não vira faz um bom tempo. Vale admitir que ela sentia falta de abraçar seus pais.
Depois dos abraços, Catherine apresentou cada um de seus companheiros na investigação.
- Então, papai. Eu quero me casar com Stanley Green. — retomou Catherine.
Seu pai parecia que ia surtar.
- Mas... Filha, você não pode fazer isso! — exclama o pai.
- Por quê?
- Por que se você se casar com este rapaz, você e a Inglaterra inteira estarão em perigo! — respondeu o pai, cautelosamente.
- Por quê? — perguntou Catherine novamente.
- Por que você é uma descendente ao trono. — respondeu o pai, cabisbaixo.
- Nós sabíamos disso o tempo todo, Sr. Parker. — disse Michael, interpretando o seu papel de Sherlock Holmes. — Só queríamos saber o motivo de você ter escondido isso.
Holmes olhou para Michael como se estivesse o fuzilando com os olhos por ter feito uma pergunta desnecessária.
- Nós escondemos isso porque fomos obrigados. A nossa vida dependia do sigilo desse segredo. — respondeu o pai, olhando para a sua esposa, que estava aflita.
- Quem estava os obrigando a manter esse segredo? — perguntou novamente Michael.
- Meu irmão, Robert. Ele queria ser o único descendente ao trono, pois eu, o filho mais velho, havia rejeitado o trono, mas se eu tivesse filhos, o trono automaticamente ia para meus filhos e se meu irmão quisesse, o trono iria para ele. Obviamente ele aceitou, e ele iria ser coroado no próximo mês, deixando um mês para fazerem os preparativos para o coroamento. Na próxima semana, Laurence engravidou de Catherine, então, trono tinha que ser meu, para que quando Catherine tivesse idade suficiente, governasse a Inglaterra, e Elisa Denovam já tinha ganhado um filho de James Denovam, mas quem realmente sangue azul é Catherine, portanto, é como se Michael ficasse de último plano. Foi aí que Robert entrou em ação me obrigando a manter isso em segredo, ou então, todos nós morreríamos. O reinado coube ao Parlamento para decidir, e, contudo, a coroação de Robert estava arruinada. Tudo isso ficou entre eu, o Stanley Green e Robert.
- Catherine, quantos anos você tem? — perguntou Watson.
- Tenho vinte. — respondeu Catherine.
- A idade suficiente para poder governar a Inglaterra. Se Robert descobrir que vocês estão juntos, ele vai matar vocês dois antes que casem. Por que se vocês casarem, automaticamente, serão declarados reis da Inglaterra. E Robert Parker irá matar vocês. — complementou o pai.
- Ele não está sozinho nessa, eu tenho certeza. – disse Michael.
- E ele não está. Ele está com uma espécie de máfia que integra pessoas do mundo inteiro para não haver mais reinados no mundo. — respondeu Sebastien.
- Pode deixar Sr e Sra. Parker, nós impediremos seu irmão e essa máfia de fazer algo que prejudique a Inglaterra e esses dois. — disse Michael.
- Esperamos realmente que podemos confiar em vocês. — respondeu Sebastien.
- E então? Posso me casar com a filha de vocês? — perguntou Holmes, interpretando Michael Ludwhite.
- Sim. — responderam os pais.
Holmes e Catherine se abraçaram, muito forçadamente, e depois, se despediram dos pais aflitos de Catherine e foram para o coche de Michael.
- Agora a gente vai para a igreja, certo? — perguntou Michael, já dentro do coche.
- Sim. Na igreja de Londres. — respondeu Holmes.
- Michael? — chamou Watson chamando a atenção de todos. — Você é Michael Ludwhite ou Michael Green?
- Michael Green. Michael Ludwhite é só um nome fictício para que não descobrissem que eu era o descendente do trono e me matassem. — respondeu o rapaz.
Passou se cinco minutos e Watson soltou um sorriso. Um sorriso que provocou mais sorrisos e descontraiu um pouco a atmosfera tensa que estava naquele coche.
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