Doce Londres
30 Sequestro
Notas iniciais
- Green, você já fez a sua parte? — perguntou Holmes.
- Sim, a igreja está se preparando para o noivado. — respondeu Michael Green.
- Watson, e a munição? — perguntou Holmes, dessa vez, se dirigindo a John Watson.
- Obviamente, a munição não será necessária. — respondeu Watson, fazendo uma expressão de desaprovação.
- Claro que será necessária! Veja bem, Watson, a munição será nosso escudo e nossa arma ao mesmo tempo. Temos que nos defender.
- Mas você sabe que eu detesto machucar as pessoas desta forma!
- Watson, eu fiz uma pergunta.
Watson hesitou ao responder, ficando um momento em silêncio. Mas Holmes esperava ansiosamente pela resposta.
- Sim, já arrumei a nossa munição. — respondeu Watson, contragosto.
- Então, comecemos a brincadeira de meninas. — disse Holmes, se referindo á sua preparação.
- Gostaria que eu chamasse a senhora Hudson? — solicitou Green.
- Ela deve estar se arrumando, Green. — disse Watson.
- Não, ela não está se arrumando. Ela está lá na cozinha, preparando um café da manhã bem reforçado, com café e bolinhos recheados que parece ser para mim. — respondeu Holmes.
- Mas... Como você descobriu isso? — perguntou Green, arqueando uma sobrancelha.
- Dá para ouvir, bem fracamente, a voz dela cantarolando e um maravilhoso cheiro de bolinhos recheados e café. — respondeu Holmes, como se fosse óbvio.
- Eu podia jurar que esse cheiro vinha de alguma padaria. — comentou Green.
- Mas o que você está esperando? Vá chamar a senhora Hudson! — apressou Watson.
Michael Green, praticamente, correu para fora da sala em direção da cozinha.
Holmes foi em direção da janela desesperadamente.
- Aonde você vai? — perguntou Watson.
- Vou atrás da Inspetora. — respondeu Holmes firme.
- Para que?
- Dar a ela uma coisa importante. Robert Parker Com certeza deve ter aprontado alguma coisa.
- Ele deve ter descoberto o casamento. — comentou Watson.
- É. Exatamente.
- É só isso mesmo?
- Francamente, Watson. Você não confia em mim?
- Não como deveria. — Watson deu um sorriso torto.
Holmes olhou para os lados e pulou. Ele caiu no chão em pé, tentando aparentar estar normal, e começou a correr em direção para a casa da Inspetora Catherine.
~*~
- O que é isso, Cate? — perguntou Lydia — Olhe só para o estado das suas unhas do pé! Como você pode deixar de cuidar disso?
- Meu serviço é muito mais importante que minhas unhas do pé, que ficam escondidas dentro do meu sapato. — respondeu Catherine Parker.
- Aparecendo ou não, não deixarei estas unhas ficarem assim! Espere um segundo, vou pegar meus materiais para cuidar dessas unhas! — E então, Lydia saiu do quarto á procura de sua bolsa.
- Cate, seu banho está pronto. — informou Leah aparecendo no quarto.
- Obrigada. Vou entrar nele. — agradeceu Catherine.
- Não pense que terá privacidade em seu banho. Coloquei algumas ervas que deixam a água escura, além de hidratar muito a pele. — alertou Leah.
- Não faz diferença, eu só quero relaxar. — protestou Catherine.
- Tudo bem, vá até lá e entre na banheira. Vou começar a preparar a sua máscara de pepino. — disse Leah se retirando do quarto.
Catherine foi até o banheiro, fechou a porta, se despiu e entrou na banheira. Automaticamente, quando ela entrou em contato com a água, uma sensação de tranquilidade invadiu o seu corpo. Ela, por mais umas das raríssimas vezes que relaxava, finalmente, pode descansar um pouco. Ela até tinha fechado os olhos para poder se sentir mais relaxada e tranquila.
De repente, três batidas na porta tiram toda essa tranquilidade de Catherine. Além de obrigá-la a fechar os olhos.
- Entre. — disse Catherine.
A porta foi aberta e Natasha entrou com uma bandeja com biscoitos e um suco de maracujá.
- Te trouxe algo para comer. — disse Natasha deixando a refeição em uma espécie de criado-mudo e aproximando esse criado-mudo da banheira, onde Catherine estava.
- Obrigada. — respondeu Catherine, sentindo sua barriga roncar.
- Não há de que. — respondeu Natasha.
- Aqui estou eu. — disse Lydia, entrando no quarto, mas quando viu que a Inspetora não estava lá, foi para o banheiro — Pronta Cate? — perguntou.
- Acho que sim. — respondeu a Inspetora.
Lydia pegou um banquinho para se sentar, perto da onde estavam os pés da Inspetora e pegou um pé, debaixo da água.
Leah, de repente, chegou com uma pequena bacia com uma máscara de pepino mais duas rodelas deste. Ela passou a máscara no rosto de Catherine e as rodelas foram postas nos dois olhos, os tapando.
De repente, elas escutam um barulho.
- Vai lá ver o que é Natasha. — diz Leah.
Natasha desce as escadas e vai em direção da sala. E então, ela abre.
- Senhor Ludwhite, perdoe-me, mas você não pode ver Cate antes do casamento. — diz Natasha, ao ver Holmes.
- Eu sei que não posso Srta... ? — diz Holmes.
- Robinson.
- Srta. Robinson. Eu sei que não posso vê-la, mas gostaria que entregasse isso para ela.
Holmes a entrega uma bolsa aveludada.
- Uma bolsa? O que tem dentro desta bolsa? — perguntou Natasha.
- Por favor, não abra. É uma surpresa.
- É para Cate, certo?
- Certo.
- Então, adeus. — disse Natasha fechando a porta.
- Só mais uma coisa... — disse Holmes entrando no vão da porta. — Gostaria que não demorassem muito para chegar.
- Tudo bem, Sr. Ludwhite. Não demoraremos. Poderia ir embora agora?
- Certamente. — disse Holmes saindo do vão da porta e possibilitando para Natasha fechar a porta.
Natasha subiu as escadas e quando chegou ao destino, deixou a bolsa em cima da cama e foi até o banheiro.
- Quem era? — perguntou Leah, que estava retirando a máscara do rosto de Catherine.
- Era o pombinho. — respondeu Natasha.
- O que ele queria? — exaltou-se Catherine.
- Calma, calma! — exclamou Natasha. — Ele só queria te entregar uma bolsa.
- Tem certeza de que é ele? — perguntou Catherine, ainda exaltada.
- Claro que sim! Fica calma! — exclamou Natasha novamente.
Catherine acalmou-se e deixou Leah terminar de tirar a máscara.
- Por que você tirou a máscara agora? Digo, a máscara devia ficar mais tempo na pele. — perguntou Natasha.
- É porque temos mais coisas para fazer na pele dela. — respondeu Leah. — E as unhas, Lydia?
- Estou quase acabando as do pé. — respondeu Lydia.
- A água está ficando fria, Cate?
- Está começando a esfriar. — respondeu a própria.
- Quando esfriar me avise.
- Vamos para a parte principal agora? — perguntou Natasha.
- Exatamente. — respondeu Lydia e Leah.
~*~
- Você está ficando perfeito, Sr. Holmes. — disse a senhora Hudson, alisando o terno que ele usava. — Só não entendo a necessidade de ter fugido naquele momento.
- É um motivo pessoal. — respondeu Holmes.
- Creio que daqui a pouco seja a hora de estarmos na igreja.
- Sim, mas já estamos acabando, certo? — perguntou Holmes.
- Mas e seus pais, Sr. Holmes? — perguntou a Sra. Hudson. — Seus pais não deviam estar aqui?
- Senhora Hudson, você entenderá o motivo de termos feito tudo isso. — respondeu Holmes.
- É o que eu mais espero. Vocês são tão confusos quanto o Sr. Green. — comentou a senhora.
Watson pegou seu relógio de bolso e o abriu.
- Desculpe-me por perguntar, mas, a senhora já terminou, Sra. Hudson? — perguntou Watson.
- Estou quase, por quê? — respondeu.
- Já éramos para ter pegado o coche para a igreja. -responde Watson.
Holmes deu um suspiro impaciente.
- Vão arrumar um coche enquanto termino de preparar o Sr. Holmes. — disse a Sra. Hudson.
Watson e Green se entreolharam e depois, fizeram o que a senhora pediu.
~*~
- Você está ficando linda, Cate! — exclamou Lydia.
Cate corou.
- Só falta eu colocar essa tiara no seu coque e... — respondeu Natasha, colocando a tiara com o véu em cima do coque — Pronto! Você está pronta!
- E agora? — perguntou Catherine indo se olhar no espelho.
- Teremos que esperar seus pais chegarem. — respondeu Leah.
- Por quê? — perguntou Catherine.
- Eles terão que trazer alguma coisa velha e alguma coisa azul. — respondeu Lydia.
- Será que eles vão demorar muito? — perguntou Catherine para si mesma.
- Não sei. Talvez não. — respondeu Natasha.
- Até entendo por que está assim. Você quer entrar na igreja logo. Mas não se preocupe, tenho certeza que seus pais já estão chegando. — disse Lydia.
- Não quero entrar na igreja logo. É que... Vocês não entenderiam. — respondeu Catherine.
- Claro, nós não somos casadas! — exclamou Leah.
As três mulheres riram. Catherine revirou os olhos, entediada.
As mulheres só pararam de rir quando escutaram a porta da sala se abrir e fechar. Depois, desceram desesperadas para a sala, dizendo para a Inspetora ficar lá.
Quando elas chegaram à sala, seus passos ficaram mais hesitantes e não foi emitido nenhum som da sala.
- Quem esta aí? — perguntou Catherine.
- Espere um segundo! — gritou Lydia, mas Catherine confundiu com a voz da Natasha.
De repente, toda a excitação das meninas se fora. Elas estavam subindo as escadas em direção ao quarto de Catherine hesitantemente.
- O que aconteceu? — perguntou Catherine preocupada.
- Recebemos uma carta anônima dizendo que seus pais... Foram sequestrados. — respondeu Leah.
-
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