Notas iniciais
Esse capítulo ficou grande. Aproveitem.

- Green, você já fez a sua parte? — perguntou Holmes.

- Sim, a igreja está se preparando para o noivado. — respondeu Michael Green.

- Watson, e a munição? — perguntou Holmes, dessa vez, se dirigindo a John Watson.

- Obviamente, a munição não será necessária. — respondeu Watson, fazendo uma expressão de desaprovação.

- Claro que será necessária! Veja bem, Watson, a munição será nosso escudo e nossa arma ao mesmo tempo. Temos que nos defender.

- Mas você sabe que eu detesto machucar as pessoas desta forma!

- Watson, eu fiz uma pergunta.

Watson hesitou ao responder, ficando um momento em silêncio. Mas Holmes esperava ansiosamente pela resposta.

- Sim, já arrumei a nossa munição. — respondeu Watson, contragosto.

- Então, comecemos a brincadeira de meninas. — disse Holmes, se referindo á sua preparação.

- Gostaria que eu chamasse a senhora Hudson? — solicitou Green.

- Ela deve estar se arrumando, Green. — disse Watson.

- Não, ela não está se arrumando. Ela está lá na cozinha, preparando um café da manhã bem reforçado, com café e bolinhos recheados que parece ser para mim. — respondeu Holmes.

- Mas... Como você descobriu isso? — perguntou Green, arqueando uma sobrancelha.

- Dá para ouvir, bem fracamente, a voz dela cantarolando e um maravilhoso cheiro de bolinhos recheados e café. — respondeu Holmes, como se fosse óbvio.

- Eu podia jurar que esse cheiro vinha de alguma padaria. — comentou Green.

- Mas o que você está esperando? Vá chamar a senhora Hudson! — apressou Watson.

Michael Green, praticamente, correu para fora da sala em direção da cozinha.

Holmes foi em direção da janela desesperadamente.

- Aonde você vai? — perguntou Watson.

- Vou atrás da Inspetora. — respondeu Holmes firme.

- Para que?

- Dar a ela uma coisa importante. Robert Parker Com certeza deve ter aprontado alguma coisa.

- Ele deve ter descoberto o casamento. — comentou Watson.

- É. Exatamente.

- É só isso mesmo?

- Francamente, Watson. Você não confia em mim?

- Não como deveria. — Watson deu um sorriso torto.

Holmes olhou para os lados e pulou. Ele caiu no chão em pé, tentando aparentar estar normal, e começou a correr em direção para a casa da Inspetora Catherine.

~*~

- O que é isso, Cate? — perguntou Lydia — Olhe só para o estado das suas unhas do pé! Como você pode deixar de cuidar disso?

- Meu serviço é muito mais importante que minhas unhas do pé, que ficam escondidas dentro do meu sapato. — respondeu Catherine Parker.

- Aparecendo ou não, não deixarei estas unhas ficarem assim! Espere um segundo, vou pegar meus materiais para cuidar dessas unhas! — E então, Lydia saiu do quarto á procura de sua bolsa.

- Cate, seu banho está pronto. — informou Leah aparecendo no quarto.

- Obrigada. Vou entrar nele. — agradeceu Catherine.

- Não pense que terá privacidade em seu banho. Coloquei algumas ervas que deixam a água escura, além de hidratar muito a pele. — alertou Leah.

- Não faz diferença, eu só quero relaxar. — protestou Catherine.

- Tudo bem, vá até lá e entre na banheira. Vou começar a preparar a sua máscara de pepino. — disse Leah se retirando do quarto.

Catherine foi até o banheiro, fechou a porta, se despiu e entrou na banheira. Automaticamente, quando ela entrou em contato com a água, uma sensação de tranquilidade invadiu o seu corpo. Ela, por mais umas das raríssimas vezes que relaxava, finalmente, pode descansar um pouco. Ela até tinha fechado os olhos para poder se sentir mais relaxada e tranquila.

De repente, três batidas na porta tiram toda essa tranquilidade de Catherine. Além de obrigá-la a fechar os olhos.

- Entre. — disse Catherine.

A porta foi aberta e Natasha entrou com uma bandeja com biscoitos e um suco de maracujá.

- Te trouxe algo para comer. — disse Natasha deixando a refeição em uma espécie de criado-mudo e aproximando esse criado-mudo da banheira, onde Catherine estava.

- Obrigada. — respondeu Catherine, sentindo sua barriga roncar.

- Não há de que. — respondeu Natasha.

- Aqui estou eu. — disse Lydia, entrando no quarto, mas quando viu que a Inspetora não estava lá, foi para o banheiro — Pronta Cate? — perguntou.

- Acho que sim. — respondeu a Inspetora.

Lydia pegou um banquinho para se sentar, perto da onde estavam os pés da Inspetora e pegou um pé, debaixo da água.

Leah, de repente, chegou com uma pequena bacia com uma máscara de pepino mais duas rodelas deste. Ela passou a máscara no rosto de Catherine e as rodelas foram postas nos dois olhos, os tapando.

De repente, elas escutam um barulho.

- Vai lá ver o que é Natasha. — diz Leah.

Natasha desce as escadas e vai em direção da sala. E então, ela abre.

- Senhor Ludwhite, perdoe-me, mas você não pode ver Cate antes do casamento. — diz Natasha, ao ver Holmes.

- Eu sei que não posso Srta... ? — diz Holmes.

- Robinson.

- Srta. Robinson. Eu sei que não posso vê-la, mas gostaria que entregasse isso para ela.

Holmes a entrega uma bolsa aveludada.

- Uma bolsa? O que tem dentro desta bolsa? — perguntou Natasha.

- Por favor, não abra. É uma surpresa.

- É para Cate, certo?

- Certo.

- Então, adeus. — disse Natasha fechando a porta.

- Só mais uma coisa... — disse Holmes entrando no vão da porta. — Gostaria que não demorassem muito para chegar.

- Tudo bem, Sr. Ludwhite. Não demoraremos. Poderia ir embora agora?

- Certamente. — disse Holmes saindo do vão da porta e possibilitando para Natasha fechar a porta.

Natasha subiu as escadas e quando chegou ao destino, deixou a bolsa em cima da cama e foi até o banheiro.

- Quem era? — perguntou Leah, que estava retirando a máscara do rosto de Catherine.

- Era o pombinho. — respondeu Natasha.

- O que ele queria? — exaltou-se Catherine.

- Calma, calma! — exclamou Natasha. — Ele só queria te entregar uma bolsa.

- Tem certeza de que é ele? — perguntou Catherine, ainda exaltada.

- Claro que sim! Fica calma! — exclamou Natasha novamente.

Catherine acalmou-se e deixou Leah terminar de tirar a máscara.

- Por que você tirou a máscara agora? Digo, a máscara devia ficar mais tempo na pele. — perguntou Natasha.

- É porque temos mais coisas para fazer na pele dela. — respondeu Leah. — E as unhas, Lydia?

- Estou quase acabando as do pé. — respondeu Lydia.

- A água está ficando fria, Cate?

- Está começando a esfriar. — respondeu a própria.

- Quando esfriar me avise.

- Vamos para a parte principal agora? — perguntou Natasha.

- Exatamente. — respondeu Lydia e Leah.

~*~

- Você está ficando perfeito, Sr. Holmes. — disse a senhora Hudson, alisando o terno que ele usava. — Só não entendo a necessidade de ter fugido naquele momento.

- É um motivo pessoal. — respondeu Holmes.

- Creio que daqui a pouco seja a hora de estarmos na igreja.

- Sim, mas já estamos acabando, certo? — perguntou Holmes.

- Mas e seus pais, Sr. Holmes? — perguntou a Sra. Hudson. — Seus pais não deviam estar aqui?

- Senhora Hudson, você entenderá o motivo de termos feito tudo isso. — respondeu Holmes.

- É o que eu mais espero. Vocês são tão confusos quanto o Sr. Green. — comentou a senhora.

Watson pegou seu relógio de bolso e o abriu.

- Desculpe-me por perguntar, mas, a senhora já terminou, Sra. Hudson? — perguntou Watson.

- Estou quase, por quê? — respondeu.

- Já éramos para ter pegado o coche para a igreja. -responde Watson.

Holmes deu um suspiro impaciente.

- Vão arrumar um coche enquanto termino de preparar o Sr. Holmes. — disse a Sra. Hudson.

Watson e Green se entreolharam e depois, fizeram o que a senhora pediu.

~*~

- Você está ficando linda, Cate! — exclamou Lydia.

Cate corou.

- Só falta eu colocar essa tiara no seu coque e... — respondeu Natasha, colocando a tiara com o véu em cima do coque — Pronto! Você está pronta!

- E agora? — perguntou Catherine indo se olhar no espelho.

- Teremos que esperar seus pais chegarem. — respondeu Leah.

- Por quê? — perguntou Catherine.

- Eles terão que trazer alguma coisa velha e alguma coisa azul. — respondeu Lydia.

- Será que eles vão demorar muito? — perguntou Catherine para si mesma.

- Não sei. Talvez não. — respondeu Natasha.

- Até entendo por que está assim. Você quer entrar na igreja logo. Mas não se preocupe, tenho certeza que seus pais já estão chegando. — disse Lydia.

- Não quero entrar na igreja logo. É que... Vocês não entenderiam. — respondeu Catherine.

- Claro, nós não somos casadas! — exclamou Leah.

As três mulheres riram. Catherine revirou os olhos, entediada.

As mulheres só pararam de rir quando escutaram a porta da sala se abrir e fechar. Depois, desceram desesperadas para a sala, dizendo para a Inspetora ficar lá.

Quando elas chegaram à sala, seus passos ficaram mais hesitantes e não foi emitido nenhum som da sala.

- Quem esta aí? — perguntou Catherine.

- Espere um segundo! — gritou Lydia, mas Catherine confundiu com a voz da Natasha.

De repente, toda a excitação das meninas se fora. Elas estavam subindo as escadas em direção ao quarto de Catherine hesitantemente.

- O que aconteceu? — perguntou Catherine preocupada.

- Recebemos uma carta anônima dizendo que seus pais... Foram sequestrados. — respondeu Leah.

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