Doce Londres

13 Mais Um Assassinato - parte 2


Notas iniciais
Deu até canseira de escrever o cap, aproveitem!

– Senhor Holmes e Senhorita Parker! Sentem-se, temos assuntos para tratar... — convidou o homem.

Catherine e Holmes se entreolharam antes de finalmente se sentarem.

– Espero que todos nós possamos usufruir bem desta noite. Pois é a minha última. — pediu o homem.

– Comecemos então... Por um acaso, você seria Stanley Green? — começou Holmes.

– Não, sou o filho dele, Alexandre Green. — respondeu o homem.

– Poderia nos dizer se seu pai tem alguma relação com o caso? — perguntou Holmes, novamente.

– Não. Meu pai, meio que fugiu (ou algo do tipo) de Londres duas semanas antes da morte de James Denovam. Eu ultimamente ando me perguntando o motivo da fuga dele.

– Eu sei bem porque ele fugiu... — comentou Holmes olhando para Catherine.

– Mas seu pai conhecia James Denovam? — perguntou Catherine.

– Bem, meu pai trabalhava no parlamento. Aposentou-se antes de "fugir".

– Então... Tudo foi muito bem planejado... — comentou Catherine olhando para a porta, onde viu Watson.

Holmes olhou para a porta também e depois olhou para Catherine, em um olhar de súplica.

– Não faça nada precipitado, Inspetora. — pediu Holmes.

– Não farei. — disse Catherine. — Com licença, irei ao toalete.

Ela se levantou e foi até a porta, sendo seguida apenas pelos olhares de Holmes e de seus admiradores. Contudo, logo chegou até a porta e começou a empurrar John Watson para fora.

– O que você está fazendo, Inspetora Parker?! — exclamou Watson.

– Estamos fazendo uma investigação com outra pessoa, Watson. Por favor, você tem que voltar para a mansão Denovam! — exclamou Catherine Parker ainda o empurrando.

– Mas vim aqui para lhes dar uma pista, ou seja lá o que for!

– Gostaria que nos disesse isso mais tarde. — disse Catherine parando de empurrar Watson, vendo que eles já estavam um pouco distante da porta do restaurante, onde estava ocorrendo o baile.

– Só quero que você me afirme que vocês voltarão seguros para a mansão Denovam...

– Por que a pergunta, Watson? Você sabe que ocorrerá tudo bem!

– Quando chegarem à mansão eu lhes explico, estamos sendo vigiados. Principalmente você e Sherlock Holmes.

Quando Watson disse aquilo, Catherine deu um suspiro. Watson percebendo que a Inspetora estava tensa colocou sua mão no ombro de Catherine e disse:

– Volte ao baile e arranque todas as informações possíveis dele.

– Obrigada, Watson. — agradeceu Catherine.

Watson retirou sua mão do ombro de Catherine e ambos se despediram e tomaram seus rumos. Catherine voltou ao restaurante um pouco aflita. Quando chegou perto da mesa, Holmes percebeu sua aflição e se levantou antes que Catherine se sentasse.

– Gostaria de dançar comigo, Inspetora Parker? — quando Holmes perguntou entendendo uma mão para Catherine, uma música agitada, porém bonita, começou a tocar.

Catherine olhou para Alexandre.

– Não se preocupe comigo, procurarei por um par logo. — disse Alexandre sorridente.

Catherine se viu mais encurralada ainda. Ela tinha que ficar ali, naquele restaurante sem sair dali sozinha sem ser vigiada. Agora, ela se sentira encurralada por ter que aceitar o convite de Holmes para dançar, para esclarecer algumas coisas e para fazê-la se sentir mais confusa ainda. Ela não sabia se odiava ou se estava se familiarizando com Holmes.

– Bem... Então vamos, Holmes. — respondeu Catherine colocando a mão em cima da mão estendida de Holmes o guiando para o centro do restaurante, onde havia mais casais dançando.

No meio, Holmes colocou as mãos na cintura de Catherine hesitantemente e Catherine colocou suas mãos em torno do pescoço de Holmes hesitantemente também. Depois disso, começam a dançar suavemente, mesmo que o ritmo da musica seja agitado.

– Posso lhe perguntar se está tudo bem? — começou Holmes.

– Estou me sentindo encurralada. Watson me disse que estamos sendo vigiados. -respondeu Catherine abaixando a cabeça.

– É só isso?

– É sim. — respondeu Catherine.

– Enfim, o que você acha? Quero ouvir suas conclusões.

– Acho que Stanley Green realmente tem algo haver com o caso. E sobre a fuga dele é bem óbvia. Ele fugiu para que ninguém desconfiasse que ele fosse o responsável pelo assassinato de James Denovam.

– Exatamente. Mas eu estou desconfiando que Elisa Denovam tenha algo haver com isso.

– Também acho.

Os casais, de pouco em pouco, foram saindo da concentração no meio do restaurante e, de repente, só sobrou Holmes e a Inspetora.

Holmes e Catherine perceberam e começaram a se olhar. A mudança de música interrompeu a troca de olhares dos dois.

– Ér... Acho melhor continuarmos. Deixe que eu faça as perguntas. — disse Catherine retirando as mãos em torno do pescoço de Holmes, e Holmes também tirou as mãos da cintura de Catherine.

– Tudo bem, eu vou ao toalete. — disse Holmes.

E então, Catherine foi até a mesa e Holmes foi até o toalete.

– Que bom que retornou Srta. Parker! — exclamou Alexandre enquanto Catherine se sentava.

– Posso retornar a perguntar? — perguntou a Inspetora.

– Claro.

– Você tem alguma foto de seu pai?

– Creio que eu tenha. Vou procurar. — disse enfiando a mão dentro de seu paletó. — Enquanto isso pode continuar fazendo suas perguntas.

– Você ou seu pai conhecia Elisa Denovam?

– Sim, nós conhecíamos. Eu a vi uma vez ou outra, mas nunca falei com ela. Quem tinha maior contato e intimidade com ela era meu pai.

As portas, momentaneamente, se abrem bruscamente, e quatro homens, vestido totalmente de preto entram armados. Holmes, quando vê isso, corre até a mesa e começa a a abraçar Catherine na defensiva, mas esta recusa o abraço.

– Pare com isso, Sherlock Holmes! — sussurrava Catherine.

– Só por cima do meu cadáver! — respondia Holmes, também sussurrando.

Alexandre cutucou o braço de Catherine e a deu a foto. Holmes também olhou para Alexandre.

– Adeus, meus amigos. Foi um prazer conhecê-los. — disse Alexandre antes de ir até a porta.

– Não! Sr. Green! — chamava Catherine.

Por mais que Catherine o chamava, Alexandre a ignorava. Catherine começou a correr atrás de Alexandre, mas Holmes a impediu pelo braço e a puxou para si.

– Aprenda a lidar com o drama! — disse Holmes.

– Eu não posso deixá-lo morrer! — exclamou Catherine.

– Ou são duas vidas ou todas as vidas da Inglaterra!

Catherine calou-se e Holmes a abraçou por trás enquanto o restaurante inteiro em silêncio olhava para Alexandre indo embora. Holmes e Catherine, agora tinham que interpretar o papel de "marido e mulher".

Antes de Alexandre passar pela porta, alguém entra na frente dele.


Notas finais
Agora o "circo tá fechando" auhauah' :):)