Doce Londres
14 Finalmente
Notas iniciais
Antes de Alexandre passar pela porta, alguém entra na frente dele.
– Você é Alexandre Green? — perguntou o homem.
– Sim. — respondeu Alexandre.
O homem olhou para os homens armados ao seu redor, como um sinal, e se afastou de Alexandre. Os homens miraram suas pistolas para Alexandre e atiraram ali mesmo. Esse foi o fim de Alexandre Green.
Depois de assassinarem o Sr. Green, os homens foram embora fechando a porta como se fosse uma rajada de vento.
Catherine passou a mão pelo seu cabelo nervosa e se se sentou à mesa.
– Não acredito que deixei isso acontecer... — murmurava nervosa.
Holmes se sentou do lado dela e nada disse para Catherine naquele instante. Apenas chamou um garçom.
– Qual é o seu problema, Sr. Holmes? — exclamou Catherine se levantando da cadeira, irritada. — Um homem acaba de ser assassinado por culpa nossa e você ainda quer comer após a morte do homem como se nada houvesse acontecido?
– Não é culpa nossa. Não fomos nós que causamos a morte de James Denovam. — respondeu Holmes, pouco se comovendo.
– Mas a morte de Alexandre Green poderia se evitada se nós agíssemos!
– Não podíamos agir naquele momento! Pense bem, e se fosse a Inglaterra inteira? Pelo menos, é um homem!
– Você é incrivelmente frio, Holmes. Parabéns! — após dizer isso, Catherine começou a andar em direção á porta do restaurante, onde alguns garçons estavam tirando o corpo de Alexandre Green, mas nada disso impediu que Catherine saísse do restaurante á procura de um coche.
Andou vários metros e virou várias esquinas atrás de um coche. Encontrou um dando sopa em frente de uma casa. Achou aquilo bem suspeito, mas ela preferiu ignorar.
– Está livre, não é? — perguntou Catherine ao cocheiro, que fez um gesto com a mão positivamente.
– Posso entrar? — o cocheiro fez outro gesto positivo.
– Gostaria que me levasse a Rua White e me deixasse na esquina, por favor. — disse Catherine entrando no coche.
Quando finalmente se sentou, cruzou os braços e começou a olhar ao seu redor, quando conseguiu ver os braços de alguém, sentado na escuridão do coche. Catherine começou a encará-lo.
– Você é previsível, Inspetora Parker. — disse Holmes se sentando em um lugar com claridade, fazendo com que Catherine pudesse reconhecê-lo.
Catherine nada respondeu apenas se aproximou da janelinha do coche, com o intuito de fugir.
– Nem pense em fugir. — disse Holmes se sentando ao lado de Catherine.
– O que você quer? — perguntou a Inspetora, seca.
– O que eu quero? — perguntou Holmes. — Eu quero a Inglaterra segura. E você?
– Eu quero que você morra. — respondeu Catherine rangendo os dentes. — Eu detesto você, Sherlock Holmes. Não é desde hoje, é desde que eu nasci. Eu te odeio, eu simplesmente te odeio e odeio o fato de ter que resolver esse caso com você. — disse Catherine olhando para Holmes. — E eu não tenho uma razão para te odiar, e sim milhares. Se afaste de mim!
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