Doce Londres
11 Conciliação
Notas iniciais
E então, eles entraram no apartamento da Baker Street.
Catherine se sentou em uma poltrona de frente para Holmes e Holmes a mesma coisa;
- Bem, comecemos a concluir. Srta. Parker poderia dizer os fatos? — começou Holmes colocando fogo em seu cachimbo.
- Hum... No nosso primeiro dia de investigação, fomos abordados por um desconhecido que conseguiu fugir. Depois, na mansão Denovam, uma carta destinada a nós fora encontrada depois da ameaça da empregada. — disse Catherine revirando os olhos.
- O que você consegue deduzir de tudo isso? — perguntou Holmes.
- Por que está fazendo essas perguntas para mim se sabe que eu sei respondê-las?
- Por que você é uma detetive da Scotland Yard, e eu quero testar sua competência. E, além de ser uma detetive mulher, é obvio.
- Já chega, é demais para mim! — exclamou Catherine se levantando da poltrona.
- Aonde vais? — perguntou Holmes.
- Aonde eu vou não importa. Conclua esse caso você mesmo. — respondeu Catherine indo em direção da porta.
- Mas a Inglaterra está em nossas mãos!
- Está nasuamão. — corrigiu Catherine.
Dizendo isso, Catherine saiu do apartamento de Holmes. Ele já se gabara demais para ela, além de tudo, Catherine o detesta. A Inspetora saiu da Baker Street trincando os dentes.
Da Baker Street, fora diretamente para sua casa. Essa caminhada durou, aproximadamente, uma hora e trinta minutos.
Quando ela entrou na casa, pode sentir o cheiro de um perfume diferente, um perfume masculino.
- Seja bem vinda á sua casa, Catherine Parker. — disse o homem, que estava sentado bem atrás de Catherine.
- O que você está fazendo aqui? — perguntou Catherine não alterando suas emoções.
- Vim fazer um trato. — respondeu o homem. — Lembra da noite passada, quando eu segurei seus pulsos? — perguntou dando voltas em torno de Catherine, que ficou estática ouvindo cada palavra.
- Lembro perfeitamente. E pelo o que parece você estava aqui faz alguns minutos, no máximo trinta.
- Exatamente. E você parece que está irritada com alguém.
- Isso não é importante agora.
- Não? E por acaso, o que lhe seria importante nesse momento?
Catherine nada respondeu.
- Era o que eu temia. — respondeu. — Escute, é importante que você vá a Manchester. É importante que você resolva esse caso.
- É Sherlock Holmes quem está resolvendo, e não eu. — respondeu Catherine se sentando.
O homem se aproximou de Catherine e se sentou do lado dela.
- São vocês dois. — corrigiu o homem. — Por favor, Catherine, não seja difícil...
- Espere um momento... Quem é você?
A frase “Por favor, Catherine, não seja difícil...” lhe era familiar.
- Robert Parker.
Catherine deu um sorriso e abraçou seu tio.
- Como você me dá um susto desses, titio? Sabia que eu não te vejo faz doze anos? — diz Catherine após o abraço.
- Eu vim aqui para te dar forças, meu bem. Eu sei que você detesta Sherlock Holmes.
- Posso lhe perguntar uma coisa... Quem eram aquelas pessoas que se juntaram a você ontem?
- Uns amigos.
Apesar de ele ter hesitado para responder, a Inspetora percebeu que era verdade.
- Querida, não mude de assunto, por favor. — pediu o tio. — Eu sei que trabalhar com ele é horrível, mas não desista. A Inglaterra inteira está em suas mãos.
- Mas ele consegue me tirar do sério. Ele parece que tem um dom de me irritar.
O tio suspirou e deu um sorriso.
- Fico contente por isso. Isso vai dar uma coisa boa. — respondeu Robert sorridente.
- Isso não é uma coisa boa, tio. — respondeu a Inspetora colocando as mãos na cintura.
Instantaneamente, a porta é aberta bruscamente e alguém pula em cima de Catherine.
— Inspetora Parker? Você está bem? — pergunta Holmes.
Catherine, automaticamente, se levanta e Holmes também.
- Eu estou bem sim, obrigada. — responde.
- Vim aqui lhe dizer uma coisa... Você não pode desistir do caso! — exclamou Holmes colocando as mãos nos ombros de Catherine.
- Eu pensei bem e não vou desistir do caso. — respondeu Catherine tirando as mãos de Holmes de seus ombros.
- Excelente! Pois recebi uma carta dizendo que devemos ir para Manchester amanhã. Veio até duas passagens de primeira classe inclusas!
Catherine olhou para Robert, que sorriu.
- Vou ir embora. Adeus meus caros! — disse Robert Parker saindo.
- Foi só isso que você descobriu? – perguntou Catherine.
- Não, na carta também diz que Elisa Denovam esconde algo de nós.
- Devemos investigar o quarto dela.
- Exatamente. E depois, usar uma técnica.
- Vamos para a mansão Denovam então?
- Vamos.
Até aí, parece que Holmes e Parker estão começando a fazer as pazes.
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