Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Aqui vai mais um capítulo dessa fanfic que eu tanto amo e espero que vocês gostem! Boa leitura!

— Está muito ocupado? — Thalia indagou se apoiando nas costas do sofá, aonde Nico estava sentado mexendo em seu notebook.

— Não, por quê? — desgrudou seus olhos negros da tela aonde estava aberto no YouTube, olhando-a nos olhos.

— Eu quero fazer uma tatuagem e queria que você fosse junto — explicou o motivo, sorrindo travessa.

— Por quê? — questionou, se levantando, deixando seu computador de lado.

— Porque eu quero fazer algo que simbolize o Dylan e como pai dele, acho que seria legal você estar presente nesse momento — a Grace endireitou a postura, já estava pronta para sair, afinal iria com ou sem ele.

— Claro, vou me trocar e já vou — o Di Ângelo sorriu simpático.

Ele sentiu o alivio com tal coisa, mesmo sabendo que Thalia não via o pequeno membro da família como um peso a carregar, saber que ela faria algo para simbolizar a existência dele era simplesmente incrível. Não demorou muito ambos estavam prontos e foram ao estúdio, passando na casa da Bianca, que já havia sido comunicada, deixando o sobrinho sobre os cuidados da tia.

— O que vai fazer? — perguntou enquanto adentrava o estúdio ao lado dela.

— Estou em dúvida, mas estou querendo fazer algo em aquarela — respondeu, olhando o local e sorrindo ao ver a tatuadora já conhecida por si.

— Oi, amore! — Íris cumprimentou a Grace com dois beijos na bochecha e se afastou. — E você deve ser o pai... Nic...?

— Nico Di Ângelo — respondeu, se apresentando e esticando a mão para cumprimenta-la.

— Íris Bogen — sorriu, apertando a mão dele. — Eu fiz os dois desenhos das ideias que você me mandou, eu pessoalmente tenho meu preferido e te conhecendo você vai escolhe-lo também.

A tatuadora indicou o caminho para o segundo andar do estúdio, pegando os dois esboços para mostrar a sua cliente. Ambos se sentaram em um sofá de couro, enquanto Íris ocupou uma cadeira de rodinhas preta.

— Aqui — esticou os papeis a ela.

Os dois desenhos eram magníficos, o primeiro era o pezinho de Dylan em aquarela, com os números da data de nascimento e chegada dele, junto com suas inicias, o outro e escolhido, era um óculos preto simples, igual ao que ele usava, com uma explosão aquarela azul atrás que formava um coração.

— Esse, com certeza — esticou o desenho a tatuadora que sorriu.

— Eu te conheço tão bem, né? — comentou, se levantando. — Vou preparar o estêncil, podem ficar à vontade.

— Você tem muitas tatuagens? — Nico indagou, ele já tinha visto algumas quando ela usava biquíni, mas não tinha realmente parado para repara-las.

— Algumas, eu tenho um unicórnio na canela, que simboliza o meio artístico e a fantasia, eu tenho uma flecha decorada no vale dos seios só porque eu gosto, eu tenho um gato no pulso, obviamente significa a Destiny, eu tenho uma frase na costela que é if you wish, you can...— ela fez uma pausa, se lembrando das outras tatuagens — eu tenho esse aviãozinho de papel com tracinho no braço, para lembrar que para eu ser livre e conquistar o que eu quero eu tenho que superar alguns medos e eu tenho medo de altura, então... e a maior, que mesmo assim é pequena, eu tenho uma lua crescente, com um gato preto e uma árvore nesse osso do quadril.

Nico assentiu, ele sempre quis fazer uma tatuagem, mas nunca fez pelo simples motivo dele não achar nada que valesse a pena tatuar, mas pensando bem, agora ele tinha algo, ou melhor, alguém que ele valia a pena.

— Você se incomodaria se tivéssemos tatuagens iguais? — indagou depois de um tempo refletindo.

— Não, na verdade eu te trouxe aqui pensando nisso, mas não te forçaria a fazer uma tatuagem, nem colocaria isso na sua cabeça — sorriu travessa explicando sua verdadeira intensão por detrás daquilo.

O Di Ângelo abriu a boca em uma surpresa exagerada, negando em reprovação.

— Manipuladora — acusou com um tom brincalhão e claramente exagerado, arrancando uma risada gostosa da Grace.

— Vou avisar que você vai se tatuar — ela se levantou, indo até onde a dona do estúdio estava, para ver se tinha hora para ele também.

— Você vai logo depois dela — Íris sorriu para Nico que assentiu, vendo a Grace sentar na maca, tendo seu braço preparado. — Não vai pedir para ele segurar sua mão não, Lia? Jason sempre vem aqui e fica segurando, mas como ele claramente não vai aparecer, pensei que recorreria ao pai do seu filho.

— Não, eu to bem — mentiu, começando a ficar mais branca com o nervosismo, sentindo a vaselina ser passada no local em que a tatuagem se encontraria.

Os olhos azuis elétricos se fecharam em nervosismo, até que ela sentiu sua mão ser segurada com delicadeza, levantando o olhar para encarar o de Nico, que tinha um sorriso amigável e reconfortante no rosto, mas que nada disse. Nem ela.

O barulho agudo da máquina de Íris se juntou a todos os outros, fazendo com que a Grace apertasse a mão do moreno, sentindo a agulha começar a perfurar e rasgar sua pele em um trabalho nada gentil, mesmo sabendo que a tatuadora tinha uma mão leve em comparação a outros.

Inconscientemente, Nico começou a afagar as costas da mão da menina, tentando acalma-la, enquanto olhava o trabalho da Bogen, que tinha calma e precisão no que fazia, claramente ela tinha talento.

— Calminha, Lia, o óculos tá quase pronto — avisou, sorrindo suavemente para Nico, que retribuiu com calma, levantando o olhar.

Thalia tinha novamente fechado os olhos, suas bochechas estavam vermelhas e ela mordia o lábio inferior e ela estava muito tentadora daquela forma, sua respiração as vezes ficava ofegante devido a dor, mas ela tentava ao máximo possível manter a calma, mas aquilo começou a se tornar uma tortura, mais para Nico do que para ela.

Imagens e sons começaram a se passar na mente do Di Ângelo, com cenas que ele não deveria imaginar, mas ele conseguia muito perfeitamente, principalmente depois do episódio do beijo, que podemos deixar claro que ele teve que aflorar essa imaginação para conseguir se recompor, além de claro, naquela noite, ter sonhado com ela.

Um gemido de dor escapou do lábio dela, apertando mais a mão dele. O homem desviou o olhar, focando na tatuagem, principalmente no sangue que Íris limpava, para evitar maus maiores com ele se lembrando de seu sonho.

— Calma, respira, já estamos quase lá — avisou, entrando na parte colorida da tatuagem.

— Difícil respirar com você rasgando minha pele — rebateu, abrindo os olhos novamente e encarando Nico, que sustentou o olhar.

Sibilou um agradecimento para ele, que assentiu em resposta a deixando fechar os olhos novamente, vendo-a tentar respirar normalmente.

Não demorou muito tempo, apesar de que para Thalia, aquilo tinha sido uma eternidade, logo ela estava com uma linda tatuagem no seu pulso, na parte lateral.

Já Nico arriscou em algo um pouco maior, já que queria em uma área diferente da dela, escolhendo a parte interna do braço, na parte superior do antebraço.

— É sua primeira tatuagem? — questionou, enquanto colocava o desenho na pele pálida do garoto.

— É sim — ele começava a sentir o nervosismo o dominar, ter visto a mãe de seu filho se tatuar primeiro não tinha ajudado muito.

— Deveria ter te tatuado antes — comentou, sorrindo travessa — eu tenho a mão leve, mas a senhorita Grace ali é muito medrosa, mesmo vindo aqui frequentemente.

Thalia riu, mostrando a língua em resposta, junto de um revirar de olhos. Ela se sentou aonde antes o Di Ângelo estava sentado, segurando a mão dele, mesmo o moreno não tendo pedido.

— Tente não ficar nervoso, não dói tanto assim, ela é dramática.

Dito isso a tatuagem começou a ser feita, fazendo-o arregalar os olhos com a sensação e apertar a mão da garota, o que se tornou complicado, pois ele tinha que ter cuidado para não machuca-la usando força demais. Depois de um tempo ele se acostumou com o que sentia, ficando mais relaxado, até claro as cores entrarem, aí ficou foda novamente, mas depois tudo melhorou.

— Não acredito que temos tatuagens iguais — Nico comentou, andando lado a lado com ela no estacionamento.

Para a surpresa de ambos, a tatuagem tinha demorado mais do que eles pensavam e já estava escuro.

— Sim, agora parecemos mais ainda um casal — Thalia comentou, levando as mãos ao bolso, sentindo o frio a incomodar.

— Acha que parecemos um casal?

A Grace levantou o olhar do chão para ele, que tinha um misto de surpresa e curiosidade no rosto.

— Temos um filho juntos Nico, não acha que todos pensam que somos um casal, além claro de morarmos no mesmo apartamento e tal — explicou seu ponto de vista, achando graça da cara de decepcionado que ele fez.

A Grace revirou os olhos e procurou seu celular, suspirando pesado.

— Esqueci meu celular no estúdio, vai pegar o carro e me busca lá na frente — pediu, esticando a bolsa e a chave para ele.

— Tá bom — concordou, continuando seu caminho enquanto ela corria para fazer o que disse que faria.

Ele suspirou pesado, apertando o passo, afinal estava frio e ele estava sem casaco, pois tinha deixado no carro. A Grace simplesmente não tinha palavras para descreve-la, gostava de a ver se descontraindo com ele. Assim que encostou no carro para destrava-lo um grito fino cortou o ar, fazendo com que o coração de Nico disparasse.

Logo ele se virou e voltou correndo na direção que Thalia tinha ido, afinal mesmo com o grito mais estridente, ainda era ela, reconhecia em qualquer lugar. Mesmo não sendo tão longe assim, parecia que ele estava correndo uma distância interminável, seu coração batia acelerado, por fim chegou aonde ela estava encontrando-a jogada no chão e viu ao longe dois caras correndo.

— Você tá bem? — questionou, se abaixando ao lado dela, vendo que ela tinha um machucado na cabeça.

Ela assentiu, deixando que algumas lágrimas escorressem em seu rosto, seu casaco tinha se rasgado e a ela segurava o tornozelo, seu celular estava jogado no chão rachado. As pessoas no estúdio começaram a sair para ver o que estava acontecendo.

Di Ângelo abraçou-a sentindo o corpo dela tremer contra o seu. Íris correu em direção a eles.

— Leva ela lá pra dentro, eu vou chamar a polícia — ela comunicou, vendo Nico assentir.

O moreno a pegou no colo, ouvindo um gemido de dor sair pelos lábios da garota, que se encolheu ali. Um outro tatuador ajudou com as coisas da garota enquanto sua chefe fazia a denúncia da tentativa de roubo e falando que havia uma pessoa ferida.

Nico colocou Thalia com cuidado sentada em um sofá, tirando o sapato dela, constatando que o pé dela estava inchado.

— Eles já estão vindo — Íris entregou um copo d’água com açúcar para a menina, que sorriu agradecida, bebendo.

Aos poucos o nervosismo ia diminuído e ela se recuperava, seus olhos estavam vermelhos e seu rosto um pouco inchado, mas depois de Nico se juntar a ela a abraçando no sofá ela começou a se sentir mais segura.

— Eles falaram que isso era para alertar meu irmão, para ele aprender a ficar longe do que não o pertence — cochichou para o Di Ângelo, que arregalou os olhos — eles... eles falaram que da próxima vez eu não voltaria pra ele.

Nico a abraçou mais forte, sentindo que ela voltava a tremer e seus olhos se inundavam novamente. O Di Ângelo começou a ninar a garota, começando a dizer que iria ficar tudo bem, repetidas vezes, tentando a tranquiliza-la.

Após a polícia chegar e a garota deu seu depoimento, contando o que tinha acontecido, ela foi levada ao hospital na ambulância, Nico foi com ela, enquanto Íris ia com o carro dela logo atrás.

❤❤❤

— Como ela está? — Jason parou na porta do quarto, vendo sua irmã dormir tranquilamente.

— Melhor, está descansando, ela não se machucou gravemente — Nico respondeu, se aproximando do garoto — já falou com a polícia?

— Já — o tom triste tomou conta da sua voz.

— O que acha? Quem você acha que foi? — indagou baixo, com medo da Grace acordar e ouvir.

— O noivo da Reyna, ela não me contou que estava com alguém, então estávamos ficando, então ela ficou noiva e terminamos tudo — contou a história, suspirando. — Eu já falei isso pra polícia, espero que seja ele, pois pelo menos eu tenho uma direção de onde está vindo o perigo.

Nico assentiu compreensivo, sem saber o que falar.

— Cadê o Dylan? — Jay questionou sentindo seu coração apertar temeroso por seu pequeno sobrinho.

— Está na casa da minha irmã, deixamos ele lá antes de sairmos, passou o dia inteiro com ela — tranquilizou, vendo-o se sentir aliviado.

O Grace nunca se perdoaria se algo acontecesse com seu pequeno, a culpa já o dominava ao ver sua irmã desacordada em uma cama de hospital.

— Jason, ela está só dormindo — Nico afagou o braço do loiro, tentando consola-lo, sentia o nervoso e a culpa o dominar.

Mas era compreensivo, o Di Ângelo havia se culpado por deixa-la ir sozinha até o estúdio, tá que a distância que eles estavam dele não era nada considerável perigoso, mas mesmo assim quando viu o estado em que ela se encontrava, caída no chão, machucada, em choque e com medo, ele se culpou, seu corpo inteiro fervia e ele teve que se manter calmo por ela, Thalia não precisava dele surtando.

Os dois entraram no quarto e ali ficaram, esperando que ela melhorasse.

Notas finais
- O que acharam? Comentem para eu saber! — Esse mês está saindo uma fic por dia aqui no meu perfil, então se você não deu uma olhada vá dar, tem Thalico, Lianca, Poseitena e até uma Original, então o que está esperando? — Links importantes para vocês não perderem nada: Youtube:https://www.youtube.com/channel/UC4mUN1cGsKrRfcDTwvsDEFg Grupo facebook:https://www.facebook.com/groups/semideusadorockfanfic/ Instagram:https://www.instagram.com/inspiracao_nerd/ Beijos e até!