Do We Have A Baby?
14 Ela vai me enlouquecer
Notas iniciais
— Eu consigo andar, Nico — Thalia repreendeu ao ser carregada do carro até seu apartamento no colo, enquanto Bianca, Leo e Jason iam logo atrás, carregando Dylan.
— O médico disse que você não pode forçar o pé — lembrou das ordens.
— Ele disse que eu não posso forçar o pé, não que eu não posso andar — rebateu, emburrada, vendo Jason abrir a porta da casa.
O Di Ângelo revirou os olhos, sabia que nada ela poderia fazer para rebater a vontade dele de a carregar por aí, então apenas adentrou a sala e a colocou sentada no sofá, colocando cuidadosamente uma almofada debaixo da perna direita dela, que agora estava com uma bota ortopédica.
— Obrigada por ficar aqui para ajudar a cuidar do nosso pequeno Dylan — Nico agradeceu a irmã, que tinha se disponibilizado a passar as noites necessárias ali para ajudar a cuidar do garoto.
— Imagina, é mais do que minha obrigação — Bia respondeu, recebendo um beijo do marido na bochecha.
— Tem certeza que não quer que eu venha também? — indagou.
Leo tinha trabalho para fazer, mas ele tinha se disponibilizado para depois do emprego ir ali para dar uma ajudinha para o pessoal, mas Bianca achava desnecessário.
— Tenho, eu e Nico podemos cuidar bem do Dylan — afirmou, colocando o bebê no colo da mãe que estava com saudades de seu pequeno.
— Eu senti tanto sua falta — sussurrou para a criança que riu, sendo abraçado e beijado pela mãe, dessa vez não usava nenhum batom para marcar o rostinho dele.
— Maninha, eu vou falar com o pai hoje, qualquer coisa eu te digo, tá bom? — Jay perguntou, beijando a testa da irmã, que assentiu de leve, sorrindo triste.
— Dá tchau pro tio Jason e pro tio Leo — Thalia incentivou o bebê, pegando uma de suas mãozinhas o fazendo acenar. — Tchaaaaaaaaaaaauuuuu.
— Tcha — o bebê soltou a fazendo arregalar os olhos, assim como todos presentes.
— Ai meu deus, você falou! Ele falou! — a Grace o apertou, beijando inúmeras vezes, enquanto todos se aproximavam.
— Tão pequenino e já falando assim, tagarela — Leo brincou, tocando o dedo indicador no nariz delicado que o menino possuía.
Em resposta, Dylan tentou pegar o dedo do tio e levar a boca, arrancando risadas em geral do pessoal que ali se encontrava.
— Ele é tão fofo — Bianca usou uma voz estranha, se controlando para não apertar o sobrinho.
— Fala com o papai — Nico se abaixou também, babando no filho.
Dylan riu, pulando no colo de Thalia, achando graça daquilo tudo que acontecia. O Di Ângelo sorriu, depositando um beijo no topo da cabeça do pequeno se levantando. Aos poucos as pessoas começaram a ir embora, ficando apenas os irmãos e a Grace com o seu filho no colo.
— Nico — Bianca chamou baixo, entrando na cozinha, vendo-o cozinhar algo para eles comerem.
— Oi? — indagou, levantando brevemente o olhar para ela
— Como está sendo você e a Thalia? É tão estranho como eu imagino? — perguntou, se sentando, ainda se sentia culpada por forçar eles a viverem de tal modo.
— Não, na verdade até que nos damos bem juntos, é claro que depois do jantar em família e aquele beijo inesperado teve um momento tenso aqui, mas depois que conversamos eu voltei a pensar racionalmente e tudo voltou ao normal — o mais novo respondeu, focando na comida.
É claro que ele deixou de fora o fato de Thalia não se sentir tão confortável assim com ele ali, mesmo estando em sua própria casa ele não era cego e percebia que a menina não se sentia à vontade.
Bia assentiu, sorrindo leve e pegando seu celular, começando a mexer em qualquer coisa para distrair sua mente.
❤❤❤
— Obrigado por ir — Nico agradeceu a Bianca que riu revirando os olhos.
— Imagina, já já estou de volta — respondeu, pegando a chave do carro e saindo para comprar mais fraudas para nosso querido Dylan, que aos poucos pegava no sono.
Thalia tinha ido para seu quarto, por insistência convenceu o Di Ângelo a deixa-la fazer sozinha. Então os dois italianos estavam basicamente sozinhos cuidando do pequeno membro da família; claro, que, se eles pedissem, ela ajudaria, mas obviamente Nico não pediria.
O moreno caminhou até o quarto maravilhoso de Dylan, colocando-o em seu berço e ligando a babá eletrônica, deixando a porta aberta para mesmo assim poder ouvir caso ele chorasse, depois disso foi ao seu quarto pensando em um banho bem demorado.
— Nico — uma voz chamou, fazendo-o parar e bater de leve na porta do quarto de Thalia.
— Chamou? — perguntou, não a encontrando no quarto.
— Chamei — ela respondeu de dentro do banheiro. — Me ajuda a sair da banheira.
O Di Ângelo riu, pois sabia que ela não podia molhar a bota e caminhou até o banheiro, abrindo a porta. O que ele não esperava era que ela estivesse nua. Tá que, claro, ela não tomaria banho de roupa, mas por algum motivo não ponderou a ideia.
Em um movimento rápido ele se virou de costas para ela, fechando os olhos, mas a visão já estava em sua mente. Ela com o cabelo preso em um coque frouxo em uma banheira bacia de frente para a janela e uma linda visão de New York, seu corpo molhado perfeito, seus seios duros e volumosos, delicados, assim como sua cintura fina, uma das pernas elevadas para fora da banheira de água transparente, que para o azar, ou sorte, de Nico, possibilitava uma visão mais ampla da parte interna da perna da garota, junto com sua intimidade.
— Vai me dizer que nunca viu nenhuma mulher nua? — questionou pasmada, mas com um sorriso sacana no rosto.
— É claro que já, Thalia, mas não você — respondeu, tendo que forçar a voz que falhou na primeira vez que tentou o dizer.
Ver aquela cena o fazia ter mais clareza nos detalhes de pensamentos que ele não queria ter, não pelo menos com ela ali.
— Poupe-me, Nico, me ajuda a sair daqui logo — resmungou, vendo-o se virar e tentar não focar nos seios dela, que era uma das partes que estava para fora da água.
O Di Ângelo respirou fundo, se abaixando e passando um braço por debaixo dos joelhos dela e outro por suas costas, levantando-a com cuidado, enquanto ela levava suas mãos delicadas ao pescoço dele para se segurarem.
Com todo o foco de mundo a colocou em uma cadeira que estava no banheiro e tinha um roupão negro estrategicamente colocado ali, então assim que se viu livre, ela o vestiu o fechando, sorrindo para Nico.
— Não foi tão difícil assim, né? — brincou ela, mas tinha sido. — Obrigada!
— Nada! — respondeu rápido, saindo do banheiro, deixando que ela se cuidasse sozinha.
O moreno fez um percurso rápido até o banheiro do seu quarto, separando uma roupa qualquer e entrando debaixo de uma ducha gelada, sentindo-a com força batendo contra a sua pele, mas a cena da Grace nua estava fixa em sua mente.
Um conjunto de lembranças e momentos começaram a se misturar de uma forma que ele não conseguia imaginar, e os sons e a sensação dela gemendo no pé de seu ouvido, seu corpo no dela, tão perfeito, tão delicado, tão inexplorado por ele. Nico negou com força, abrindo os olhos e encostando a cabeça contra o box de vidro.
— Ela vai me fazer enlouquecer — concluiu em um tom baixo para si mesmo.
Fechou seus olhos negros concentrando-se em respirar fundo, voltando por completo para debaixo da água e terminando seu banho, algumas vezes tendo que parar para se acalmar.
Se arrumou e caminhou até o quarto do Dylan, parando na porta ao ver a morena sentada ali em uma cadeira de balanço ao lado do berço do pequeno, ainda tinha seu cabelo preso em um coque, o que dava mais visão a seu pescoço e colo, ela estava vestindo algo simples, mas que no estado que Nico se encontrava ele agradeceria dela colocar mais pano. Podia ver com detalhes o tecido fino, já que a casa tinha aquecedor ela não precisava se cobrir tanto, e graças a isso ele também podia ver os seios dela marcado pela falta de sutiã, algo que ele se forçou a desviar o olhar.
— Oi, não tinha te notado aí — Thalia comentou, arrancando Nico como um tapa de seus pensamentos, fazendo-o agradecer mentalmente por ela ter feito isso.
— Eu sei — respondeu suavemente, sorrindo. — Quer comer alguma coisa?
— Não, eu to bem — ela sorriu de volta, agradecendo silenciosamente.
O Di Ângelo assentiu e se retirou, fazendo com que o sorriso de Thalia aumentasse um pouco, ela gostava de ver o jeito nesse estilo mais bobão e desesperado, mesmo que não admitisse, ela achava engraçado como ele bugava com pequenos gestos dela, como a escolha dela usar aquela roupa sem sutiã. Ele tentava ao máximo respeita-la e focar em Dylan, não no crush notável que ele tinha em sua pessoa, e em partes ela gostava disso, afinal apesar dele gostar dela e querer ter algo com ela, ele tinha prioridades.
A porta do quarto abriu um pouco mais revelando Nico novamente com um sorriso travesso no rosto.
— Oi? — perguntou e ele aumentou mais ainda o sorriso.
— Como se faz brigadeiro? — indagou, vendo-a rir e se levantar, usando o berço de apoio. — Vamos trabalhar com praticidade.
Dito isso, caminhou até ela a pegando no colo, arrancando uma risada gostosa da Grace, que dessa vez não se incomodou tanto de ter o contato físico com ele, era engraçado que a cada dia que se passava ela se sentia mais à vontade para tê-lo.
O Di Ângelo a deixou sentada em uma das cadeiras da bancada que ele já havia posto na parte interna da cozinha.
— Diga e eu vou fazendo — ela riu e assentiu.
— Panela — pediu e ele obedeceu — duas colheres de margarina — feito — uma lata de leite condensado e quatro colheres de achocolatado, coloque no fogo e mexe com vontade.
Ele assentiu, começando a fazer o que ela disse, às vezes dando uma reboladinha que a fazia rir e revirar os olhos.
— Quando você mexer e desgrudar do fundo da panela é que tá no pronto.
Não demorou muito para que Nico estivesse derramando o doce em um prato que ele já tinha separado, deixando de canto para esfriar. Ele se virou, esticando a colher que ele havia usado para mexer para a garota, que abriu a boca e deixou que ele a mimasse um pouco, aprovando de imediato o gosto do doce, mesmo quente, em sua boca.
— Vou acabar me acostumando com você me carregando para tudo que lado, me dando comida na boca — Thals comentou, ponderando a ideia.
— Eu te desacostumo rapidinho — rebateu dando de ombros, forçando-se a não deixar que o sorriso de quem iria aprontar surgisse em seus lábios.
A Grace franziu o cenho confusa, com medo de perguntar como ele faria aquilo, mas por fim a curiosidade ganhou e ela questionou, fazendo com que um sorriso travesso brotasse no rosto do menino. Em um movimento rápido Lia estava no ombro do pai de seu filho, gritando, enquanto ele pulava animadamente pela casa, tendo o devido cuidado com a perna machucada dela.
Nico adentrou o quarto dela, que era consideravelmente maior do que o dele, a jogando na cama de casal. Anotado mais uma cena que ele não precisava ter visto. Um gemido saiu da boca da garota, que entreabriu os lábios, respirando fundo; seus cabelos se espalharam pela cama, soltando-se do coque que antes o prendia, o peito dela subia e descia em uma velocidade exagerada.
— Entendi — respondeu ofegante e meio rouca — acho que acordei o Dylan.
Nico riu, revirando os olhos e se prontificando a checar para ver se seu pequeno tinha acordado, mas não tinha, ele ainda dormia tranquilamente, sendo vigiado por Destiny, mas a gata parecia quase dormir. O roteirista parou no lado do berço, analisando seu pequeno e sorrindo com o quão maravilhoso ele era.
— Eu sei que eu nunca te disse isso, mas mesmo você tendo chego de repente, sem aviso e sem eu querer, você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida e pensando bem, eu podia não saber que eu te queria, mas não sei agora o que eu faria sem você — declarou baixinho para não acordar o bebê, que nem ao menos se mexeu.
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