Do We Have A Baby?

15 Encomendar mamães e contrabando de cookies


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Eu fiquei tão feliz com os comentários do último capítulo e resolvi postar logo esse aqui, então espero que gostem e boa leitura!

Thalia mexia no seu computador, sua perna estrategicamente posicionada em uma almofada na mesa de centro da sala, e ela digitava um e-mail para uma das empresas que deveria a fotografar naquele mês para avisar o que havia ocorrido e que ela não estaria em condições para uma sessão de foto sexy de natal.

Natal, era inacreditável que o tempo tinha passado voando, a família de Nico ainda estava em New York e Hazel e o namorado dela iriam vir passar o dia com o irmão para ajudar na decoração do apartamento novo, logo, Thalia, tinha que entrar na mentira de ser esposa do Di Ângelo mais uma vez.

Jason abriu a porta de supetão, fazendo com que Thalia e Nico, que estava dando comida a Dylan na sala de jantar olhassem assustados.

— O que houve menino? — Lia indagou, endireitando-se no sofá.

— É hoje que a família do Nico vem aqui, né? — questionou o loiro, respirando fundo para tentar normaliza-la da corrida.

— É sim, por quê? — dessa vez foi Nico que se pronunciou.

— Mackie soube que você se machucou e convenceu o pai em não ser deixada com uma babá hoje e vir pra cá — Jay explicou, fazendo os olhos azuis elétricos da irmã se arregalarem.

— Eu não posso passar de esposa do Nico com minha irmã aqui, isso cairia nos ouvidos do meu pai em menos de um dia — Thalia explicou, vendo o Di Ângelo começar a ficar nervoso.

— Precisamos de uma história — o menino se manifestou, eles já haviam feito todo um teatro no jantar que eles deram, não podiam acabar com a mentira agora.

— Sim, mas qual? — Lia tentou pensar, mas ela não conseguia raciocinar direito.

— E se a Thalia ficasse no quarto, dando a desculpa de ter que repousar por conta da perna, a Mackie ficaria lá com ela e você Nico teria que manter sua irmã e o namorado o mais longe possível das duas — Jason sugeriu e devido à falta de tempo, aquela era a melhor opção.

Thalia arrumou suas coisas e foi para o quarto, ficando lá, sentindo sua barriga fervilhar em pensar que ela e Nico poderiam ser pegos na sua mentira. Um tempo depois a campainha tocou e quem foi atender, obviamente foi o Di Ângelo.

— Nico, cadê minha filha? — Zeus apertou a mão do moreno, que sorriu amigável.

— No quarto, repousando, por que não vai lá Mackie? — questionou para a pequena que estava parada na frente do pai.

O sorriso da menina se alargou e ela correu para dentro do apartamento, tentando descobrir por si só qual era o quarto da irmã, o que ela não demorou em o fazer.

— Umas seis horas eu venho busca-la, tudo bem? — Zeus questionou, vendo Nico assentir.

— Claro, sem problemas.

— Como a Thalia está? Ela normalmente não me responde — o pai da Grace questionou, preocupado com a filha, mas revirando os olhos com a cabeça dura da garota.

— Bem melhor, ela não se machucou gravemente, só a perna dela que tá puxando muito, mas ela tá bem melhor — sorriu simpático, vendo o diretor de cinema sorrir e se despedir, saindo do apartamento.

— Lia! — Mackie entrou no quarto, correndo até a irmã a abraçando.

— Oi, amor, como está? — a Grace mais velha questionou, puxando a pequena para o colo, tendo os devidos cuidados com sua perna.

— Oi passei direto na escola, mas to com saudades da minha mamãe, ela me ligou ontem da França por Skype, ela disse que tá com saudades, mas não sabe quando vai poder voltar para me ver, ela disse que não sabe se vai poder vir no natal — Mackie respondeu, deixando que algumas lágrimas escapassem dos seus olhos.

— Ai meu amor, não chora, sei que sua mãe vai fazer o possível para vir aqui no Natal — tentou confortar a criança, beijando o topo da cabeça dela. — Ela te ama, mas ela tem que trabalhar.

— Ela podia trabalhar em New York, ou podia me levar pra França com ela — a pequena fez um biquinho, arrancando uma risada da irmã.

— Nem tudo é como nós queremos.

— Lia, você sente falta da sua mamãe? — Mackie perguntou, fazendo a mais nova suspirar.

Ela lembrava vagamente da sua mãe, era muito nova quando a atriz morreu em um desastre em uma gravação.

— Todos os dias, eu imagino como teria sido minha vida se ela não tivesse ido pro céu — respondeu a criança, que assentiu triste.

— Você nunca pensou em pedir uma mamãe para as cegonhas? — a pequena questionou, fazendo a mais velha rir.

— Eles não entregam mamães Mackie, eles entregam filhos, bebês — explicou, sorrindo, achando graça da pergunta.

— Eles deveriam entregar mamães, afinal elas vão pro céu também, que é de onde vem os bebês e o papai disse que tem muita gente sem mamães por aí, seria bom para essas pessoas, não acha? — ela perguntou mexendo na barra da saia rosa que usava.

— Acho sim, Mackie.

A campainha tocou novamente, fazendo com que a pequena levantasse a cabeça e olhasse sua irmã curiosa.

— Quem é? — indagou, confusa.

— A irmã do Nico e o namorado dela, eles vão ajudar ele a decorar a casa para o natal já que eu não posso sair daqui — explicou, fazendo a pequena parar e ponderar sobre.

— Eu fico aqui com você — ela declarou, abraçando a cintura da irmã, que retribuiu o abraço.

— Nico! — Hazel abraçou o irmão mais velho, que sorriu amigável, e apertou a mão do Frank enquanto era esmagado.

O Zhang voltou e trouxe uma árvore com ajuda do Leo para dentro de casa.

— Eu imaginei que você não teria uma, então compramos — Leo explicou, batendo as mãos na calça jeans. — Cadê minha esposa?

— Virou a pessoa que faz minhas compras, tá no mercado — Nico respondeu, achando graça da cara de decepcionado que o Valdez fez.

Então assim começou a decoração da casa para o natal, Hazel e Frank tentaram ir no quarto falar com a Thalia, mas Nico os convenceu que era melhor deixa-la sozinha e com a Levesque tinha um certo medo da morena de olhos elétricos, ela não insistiu muito.

Hazel se jogou no sofá, ofegante e cansada, nunca pensou que arrumar um apartamento seria tão trabalhoso, eles limparam a casa inteira, além de pendurar as decorações, montar a árvore e todas as coisas que eles precisariam. Bianca chegou no meio da arrumação, mas não se prontificou na ajuda, então agora ela estava na cozinha com Dylan no colo enquanto Nico preparava uma limonada para eles.

— Ele tá crescendo rápido, né? — Bia comentou, tinha tentado por o macacão do Little Stitle no pequeno, mas descobriu que não cabia mais.

Como consequência, ele usava uma calça de moletom branca com desenhos de dinossauros e uma blusa amarela dos Minions. Mas antes que eles continuassem a conversa, a porta do quarto abriu com brutalidade e a Mackie saiu correndo, fazendo uma Thalia tentar correr atrás.

A mais nova parou, recebendo os olhares de todos presentes e correndo até a irmã, se escondendo atrás dela.

— Nico, me ajuda com essa garota — Thalia pediu desesperada, sentindo a perna doer por ter forçado.

O Di Ângelo sorriu sem graça para a irmã que estava largada no chão e caminhou até ela.

— O que foi, Mackie? — ele se abaixou para ficar da altura dela.

— Eu quero cookies, mas a Thalia não quer me dá — explicou a situação, fazendo o menino rir.

— Por que não volta pro quarto com sua irmã e eu levo algo para vocês comerem? — questionou, mandando uma piscadela para a garota que sorriu e assentiu, voltando pro quarto.

Nico se levantou e viu a expressão de dor na cara da Grace o que o fez ficar incomodado.

— Forçou a perna? — perguntou ele, a pegando no colo sem antes ela responder.

— Eu tentei impedir que ela saísse correndo e minha perna bateu no chão — murmurou baixo, para apenas ele ouvir, tentando não pensar na dor que sentia.

— Eles são fofos — Hazel comentou, analisando de fora a situação.

Bianca teve que concordar, assim como Leo, para o casal observado aquilo não era nada demais, mas de fora, vê-lo com tanto cuidado com ela, pegando-a no colo, a Grace se encolhendo ao contato, se aconchegando nos braços do Di Ângelo.

— Eles parecem até um casal — Leo comentou baixo apenas para a sua esposa ouvir, que assentiu.

— A limonada está pronta pessoal, vamos, estou com um bebê no colo, não vou servir ninguém.

Nico voltou para a cozinha, preparando um sanduiche pra Thalia e colocando um pacote de cookie “escondido” no seu bolso de trás, além de dois copos de Coca-Cola.

— Quem é aquela? — Hazel perguntou, olhando o irmão passar requeijão no sanduiche.

— A irmã mais nova da Thalia, ela veio passar o dia aqui com a irmã por conta da perna dela — explicou resumidamente, colocando tudo em uma bandeja e indo até o quarto novamente.

A pequena olhou atentamente o moreno colocar a bandeja em cima das pernas da Grace e dar a volta da cama, ficando o mais longe possível da mais velha, fazendo um gesto “discreto” para a criança. Mackie foi “discretamente” até aonde ele estava para a realização do contrabando de cookies.

Mackenzie sorriu abrindo o pacote e olhou para a irmã mais velha que levava o sanduiche a boca fingindo não ter visto nada do que aconteceu, só que com a olhada, Thalia encarou o pacote de cookie na mão da mais nova e fingiu indignação, então Nico para demonstrar proteção mandou a mais nova se esconder no banheiro e segurou Lia pelos braços.

Assim que a porta do banheiro se fechou, Nico tirou o peso da bandeja da perna dela, que apesar de não estar machucando ia dificultar mais ainda a movimentação dela e soltou-a.

— Ela é muito inteligente — o Di Ângelo comentou, olhando Thalia se arrumar na cama.

— Ela é sim — respondeu, sorrindo de leve.

— O que houve? — a voz dela estava fraca e não era dor, ele sabia disso.

— Ela perguntou da minha mãe —respondeu triste, dando de ombros. — Eu era um ano mais nova do que ela quando minha mãe faleceu, ela me perguntou se eu sinto falta dela.

Nico suspirou e a puxou com delicadeza pelo braço, o que ela não recusou, envolvendo-a em um abraço, no qual ela se afundou ali, respirando fundo, tentando não chorar, pois sabia que se o fizesse e Mackie visse, não conseguiria mentir para a garota e ela se sentiria culpada.

O perfume do Di Ângelo se aprofundou em seu nariz, e de alguma maneira, e por algum motivo desconhecido aquilo a tranquilizou, uma sensação de segurança a dominou, fazendo apenas que ela se aconchegasse ali, ouvindo o coração dele bater calmo e ritmado, seu peito subindo e descendo contra seu rosto, seus braços em sua volta. Se viu agarrando a blusa dele, seus olhos se fecharam e assim ficaram até que toda a angustia do pesar que a morte da sua mãe trazia fosse embora.

A modelo por fim se afastou, levantando o olhar e encarando a imensidão negra que consistia os olhos de Nico, sorrindo amigável e agradecida.

— Obrigada — murmurou tão fraco que ele quase não ouviu.

Assentiu em resposta, sorrindo, deixando um beijo demorado no topo de sua cabeça, inalando o perfume dela uma última vez antes de se afastar e ficar em uma distância normal dela, que novamente se arrumou na cama e decidiu comer seu sanduiche.

Mackie abriu a porte hesitante, sua roupa exibia uma quantidade considerável de farelo, fazendo Thalia revirar os olhos.

— Que feio, senhorita, eu já dei bronca no Nico, tenho que te passar sermão também? — indagou, vendo-a negar e caminha até a irmã, esticando um único cookie a ela, que fez uma carinha de descrente.

Por fim, cedeu e pegou o biscoito, partindo no meio e entregando metade ao seu colega de apartamento, que aceitou de bom grado. Nico esperou até que a Grace tivesse acabado de comer para levar as coisas de volta a cozinha, deixando as duas sozinhas novamente.

Mackenzie sentou ao lado da irmã, cruzando as pernas em posição de índio, olhando-a com seus olhos verdes atentamente.

— Lia... você e o Nico tem um filho juntos — ela constatou, fazendo a mais velha assentir. — Vocês são iguais a mamãe e o papai?

— Não, eu e o Nico somos apenas amigos, porque a situação nossa e do Dylan é mais complicada do que a da sua mãe e do pai — respondeu, passando a mão pelos cabelos castanhos da garota.

— Então vocês não se amam? — ela olhou com tristeza para a menina.

— Como amigos, sim — mentiu, ela não sentia que amava o Nico, nem mesmo como amigos, mas se respondesse curta e grossa que não, sabia que ela ficaria mal e em partes ela tinha ganhado um grade afeto pelo Di Ângelo, então podia falar tal coisa.

— Mas vocês são mamães e papais — choramingou.

— Vem cá — pediu, abrindo os braços.

Mackenzie sentou no colo da irmã, olhando-a nos olhos.

— Eu e o Nico ganhamos o Dylan de presente, nós dois o amamos muito e é isso que é importante, mesmo que eu e ele não tenhamos nada mais do que amizade, nem sempre papais e mamães ficam juntos, ás vezes, o amor acaba, mas nunca por nossos pequenos — ela explicou, depositando um beijo no cabelo da garota no final da frase.

— É por isso que o papai tem tantas esposas antes da mamãe? — ela indagou, olhando curiosa.

— Sim, ele amou todas elas, mas é um amor diferente do que ele tem por você, por mim e por Jason, ele ama a sua mãe também.

— Então um dia o amor do papai e da mamãe pode acabar? — ela questionou, fazendo Thalia suspirar.

— Sim, Mackie, um dia isso pode acontecer, mas isso não vai mudar nada como eles vão agir com você, se isso acontecer eles vão continuar te amando, é só olhar eu e o Nico com o Dylan, você mesmo pensou que éramos iguais ao pai e a Hera, não achou?

Ela assentiu, refletindo. Uma batida na porta fez com que elas despertassem cada uma de seus pensamentos.

— Entra — pediu, logo a porta foi aberta e Hazel adentrou com Frank o quarto.

— Estamos indo, só queríamos nos despedir — a Levesque explicou, caminhando até a cama e dando dois beijos, uma em cada bochecha da Grace e passou de leve a mão no cabelo da Mackie.

Logo Frank fez a mesma coisa e os dois saíram do quarto. Depois disso o tempo passou voando, Thalia colocou um desenho animado e ficou assistindo até a hora em que Zeus chegou para buscar a mais nova.

— A decoração ficou ótima — Thalia comentou, pegando seu filho e o esmagando em um abraço.

— Sim, ficou, eles fizeram um ótimo trabalho — Nico concordou, apontando para Leo, já que os outros dois ajudantes não estavam ali.

— Cansativo, mas valeu a pena — o Valdez concordou, suspirando e passando o braço envolto do ombro da esposa.

— O que vamos fazer no natal? — Bia questionou, apoiando o peso no corpo do marido.

— Eu normalmente passo com Jason, nós fazemos frango frito e fazemos maratona de filmes clássicos de natal — Thalia disse, se mexendo com cuidado, já que estava sendo sustentada pelo sofá e com seu filho no colo.

— Mas também é o primeiro natal do nosso pequeno — Nico comentou, passando a mão pelo cabelo do bebê que começava a ficar cansado e indicar que dormiria a qualquer momento.

— O pai só vai embora na virada do ano, então ele vai querer fazer algo — Bia se lembrou, apoiando mais ainda o peso em Leo, que ficou com medo de deixa-la cair.

— Podíamos fazer uma ceia, eu e Nico cozinhamos, sua família se reúne aqui, o Jason também vem, afinal ele sabe da mentira de vocês dois, então... — Leo sugeriu.

— É a melhor opção que temos, não é? — Thalia questionou, olhando Nico que assentiu, suspirando.

Notas finais
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