Do We Have A Baby?
4 Reunião de bebês
Notas iniciais
Nico acabou por ter que pegar um taxi, não tinha cadeirinha em seu carro e não ousaria dirigir com um Dylan elétrico em seu colo sem sinto de segurança. Não demorou a chegar na casa que o grupo se reuniria, Thalia tinha ficado encarregada de comprar um lanchinho para levar. Assim que saiu, viu a Grace o esperando com duas sacolas de compras em mão, com o telefone no ouvido.
— Tá bom, obrigada, a gente se fala depois então – ela desligou quando viu Nico se aproximando com seu filho. – Oi amor, senti saudades – se dirigiu a criança, beijando a pontinha do nariz dele, que riu e tentou olhar a marquinha do batom preto que havia ficado. – Estava falando com meu irmão, contei a ele o que aconteceu e ele disse que vai procurar um apartamento para a gente, tentar resolver o máximo possível para não ficarmos tão enrolados.
— Que bom, não acho seguro ele ficar dormindo na sua poltrona – Nico comentou limpando o nariz do filho, enquanto ia em direção a porta.
A casa era simples, mas grande, um quintal na parte da frente, não tão grande, era uma típica casa americana de três andares de classe média alta. Thalia tocou a campainha, arrumando as sacolas na mão.
— O que comprou? – Nico questionou, olhando a menina.
— Antes de ir para o trabalho encomendei uns cupcakes de chocolate e de baunilha, foi o que minha criatividade me permitiu. – respondeu antes da porta ser aberta.
Uma loira de olhos azuis acinzentados, na faixa de seus vinte e quatro anos abriu a porta sorridente.
— Oi, devem ser Thalia, Nico e Dylan – a mulher cumprimentou olhando os três. – Ethan falou que vocês viriam, vamos, já íamos começar – ela deu espaço para que eles passassem – Sou Annabeth Chase, a propósito.
— Prazer em conhece-la – a Grace sorriu simpática, entregando as sacolas a ela, que sorriu assentindo.
A sala tinha todos os móveis afastados, algumas cadeiras em círculo, como se fosse realmente um clube de ajuda, um cercadinho relativamente grande estava no canto da sala, com todos os bebês ali.
— Oi, podem colocar o bebê ali, tenho certeza que ele vai se dar bem com os outros – um homem moreno de olhos verdes-mar sorriu, vendo o casal entrar meio deslocado.
Nico assentiu sem jeito, levando o menino até a cerquinha, colocando ele ali.
— Bom, vamos começar já que todos estão aqui – a professora disse indicando que os que acabaram de chegar se sentasse. – Vamos começar hoje com apresentações, afinal temos novatos aqui. – um sorriso convidativo apareceu em seu rosto. – Meu nome é Piper McLean, eu trabalho como voluntária para tentar ensinar o que eu sei para os outros em relação a crianças, sou a mais velha de seis meninas, e tive que cuidar de todas quando pequena, também faço faculdade de medicina com intensão de ser pediatra, tenho vinte e cinco anos e não tenho filhos. Anne, por que não dá continuidade?
A referida sorriu, sentando-se na cadeira que estava antes da porta entrar, ao lado de seu marido.
— Claro, bom sou Annabeth Chase, sou casada com Percy a mais o menos dois anos, e tenho gêmeas, Elizabeth e Dianne, as duas foram entregues para nós a dois meses pelas cegonhas, achamos que seria mais fácil cuidar de bebês, principalmente por Percy ter um irmão mais novo que nós ajudamos a cuidar dele muitas vezes, mas percebemos que estávamos completamente errados. Eu sou jornalista e estou cursando o último ano de redação, que resolvi fazer para ter uma nova gama de ensinamentos.
— Eu sou Perseu Jackson, mas por favor, Percy, como a Anne disse, somos casados a dois anos, achamos então que seria uma boa ter filhos, mas como a Annabeth é muito mais ocupada do que eu, ela não poderia passar por todas as coisas que a gravidez traz consigo, por isso achamos que o serviço de entrega de cegonhas seria uma boa ideia – explicou o moreno que havia mandado Nico por Dylan no cercadinho. – Eu sou voluntário no aquário central, ajudo a cuidar dos animais feridos, trabalho na empresa do meu pai, como vice-presidente e lá nós cuidamos de cruzeiros de luxo e viagens.
Ao lado de Percy, Ethan sorriu pronto para se apresentar como pai, não como eles o conheciam na maioria das vezes.
— Eu sou Ethan Nakamura, trabalho como porteiro para bancar a minha segunda faculdade, a primeira foi de fisioterapia, cheguei a trabalhar um tempo na área, mas larguei, comecei a cursar psicologia, sou pai solteiro, também pelo serviço de entrega das cegonhas, tenho meu filho a um mês – o homem disse, sendo resumido, afinal Nico e Thalia o conheciam.
Mais algumas pessoas se apresentaram, até que chegou a hora do grupo de novatos.
— Bom, eu sou Thalia Grace, modelo e fotografa, e um bebê me foi entregue dizendo que eu era a mãe, não pretendia ter um filho, nunca troquei uma frauda na vida antes de ontem, muito menos falei com Nico, o pai do Dylan, antes de ontem – ela sorriu, fazendo sinal de joinha com sua história, que deixou todos confusos.
— Sou Nico Di Ângelo, trabalho com publicidade, atualmente sou contratado pela Nike e pelo Google, trabalho normalmente em casa, e nunca pensei em ter um filho, até que minha irmã bugou o serviço de entrega das cegonhas e me entregaram o Dylan dizendo que ele era meu filho com minha vizinha que só via no elevador – o moreno explicou o resto da história, imitando o gesto de Thalia com o joinha.
— Nossa, com certeza vocês vão precisar de ajuda – Piper comentou sorrindo sem disfarçar a surpresa. – Vamos a aula então.
Enquanto os pais tentavam aprender a melhor maneira de cuidar de seus filhos, as crianças se conheciam do seu modo no cercadinho no canto da sala. Dylan estava sentado olhando as gêmeas, Dianne, tinha o cabelo tão dourado que quase brilhava, cacheado, preso em um coque cheio no topo de sua cabeça, seus olhos verde-mar e seu sorrisinho travesso, indicavam que ela aprontaria, o que ela fez logo em seguida, pegando da mão de Tom, o asiático, o brinquedo que ele usava e entregando a sua irmã, Elizabeth, era tinha o cabelo loiro quase branco, liso, preso em marias-chiquinhas tortas devido a ela ser bem ativa em sua cabeça, ela tentava desvendar o que era aquele brinquedo que sua irmã tinha lhe dado.
Thomas engatinhou até Dylan curioso com o novo amigo, que o olhou entortando o rostinho. Tom ficou alguns segundos encarando o nariz do Di Ângelo, que ainda estava meio sujo do batom da mãe, cansado e incomodado, bateu a mãozinha no nariz dele, o assustando, na tentativa de limpar.
O pequenino que levou um tapa, começou a chorar, o que assustou Thalia que estava em uma concentração de todo o seu ser em tentar descobrir como usar frauda de tecido.
— Eu vou – Nico alertou, vendo que era Dylan que chorava.
Mas, antes que ele chegasse no cercadinho, viu Dianne, parar na frente do amiguinho e entregar a ele um brinquedo, que foi o suficiente para ele parar de chorar e se pegar o bonequinho que ela havia lhe dado. Thomas olhou a amiguinha de cabelos dourados e riu animado, batendo palminhas, enquanto Elizabeth se aproximava.
— Precisamos urgente comprar brinquedos para ele – o Di Ângelo comentou, voltando ao lado de Thalia que riu levantando o olhar.
— Que bom que ele está se dando bem com outras crianças – Thalia falou olhando Nico, que avaliava o progresso dela com a frauda.
— Acho que tem algo errado – o moreno pegou o boneco virando de cabeça para baixo fazendo a frauda cair do chão.
— É, talvez – Grace assentiu, virando a cabeça de lado, o que fez Nico rir. – O que foi?
— O Dylan vira a cabeça de lado quando ele tá confuso, assim como sua gata, eles viram a cabeça de lado – explicou, fazendo a menina rir, parando para pensar, notando que era verdade.
— A mania tem que vir de algum lugar – Thalia sorriu travessa com a afirmação.
— Tem razão – Ele riu, revirando os olhos, colocando o boneco de volta na mesa.
— Nico, por que não vai ajudar o Percy e o Ethan a pegarem as coisas para montar a mesa? – Annabeth sugeriu parando ao lado da Grace.
— Claro – assentiu indo até a cozinha, aonde os meninos estariam.
— Olha, é só fazer assim – Annabeth sorriu mostrando como era para fazer com a frauda de tecido.
— Obrigada! – agradeceu sem conseguir não ficar surpresa com a facilidade que a loira tinha.
— Sem problemas, mas, então, de onde vem o nome Dylan? – questionou Anne curiosa.
— De um ator que eu gosto, e as suas? Elizabeth e Dianne? Né?
— Sim, o Percy não sabe, mas é de um anime que eu vejo, ou melhor, via, já que a Netflix não colabora e lança a nova temporada – Anne contou rindo, fazendo Thalia rir também. – Você vai se virar bem, você está indo bem melhor do que muitas quando começaram e considerando que você não esperava e nem queria um filho, está tudo ótimo.
— Mesmo sendo tudo tão inesperado, estranho, eu me preocupo com ele, é meio sem sentido, porque eu o conheço a menos de um dia, ele simplesmente chegou sem aviso prévio, sem nem ao menos eu conhecer o pai...- Thalia desabafou, respirando fundo. – Tenho medo de fazer alguma besteira, ou sei lá, não saber cuidar dele.
— Isso não é bobo, ele é seu filho, mesmo que tenha sido uma surpresa para você, você o ama e só quer ser uma boa mãe – Anne disse colocando a mão no ombro da nova amiga compreensiva.
— Mas e se eu não conseguir ser? – indagou a Grace, tentando não chorar, mas ela sentia que estava à beira disso.
— A partir do momento que você se preocupa, já está sendo uma boa mãe – Annabeth a consolou sorrindo. – Está aqui, disposta a aprender e além do mais nós nos viramos e aprendemos as coisas sozinhas, com ou sem aula.
Thalia assentiu, respirando fundo, sorrindo.
— Vou dar uma olhada no Dylan– Thals alertou se afastando da garota, que não a impediu.
A morena caminhou até o cercadinho, passando a mão no cabelo do filho que brincava com as crianças que estavam ali dentro, resolvendo não o tirar, já que ele aparentava estar bem.
Enquanto isso na cozinha, Nico colocava os cupcakes em uma bandeja de vidro para poder arrumar na mesa, assim como Ethan colocava os salgadinhos, em outra e Percy pegava os copos e bebidas.
— Mas, então, Nico, como vai a ideia de ser pai? – Ethan questionou, já que vira a surpresa do homem.
— Está indo, tem horas que eu acho que é uma grande piada, mas a cada minuto que passa isso parece mais real – Di Ângelo admitiu.
— E Dylan, o nome veio de onde? – questionou Percy, parando ao lado do cara que deu de ombros.
— Thalia que escolheu, acho que de um ator de uma série que ela assiste – Nico explicou, ele havia gostado do nome, por isso não implicou com a escolha.
— Os meus vieram de um anime que a Anne assiste, mas ela acha que eu não sei disso – Jackson comentou rindo, dando de ombros. – Se você não está nas mesmas condições do Ethan, são elas que escolhem.
— Faz sentido – Nico disse dando de ombros – Eu me sinto meio culpado por ter feito isso com ela, sabe, ela não queria um filho e foi graças a minha família que ela ganhou um de brinde.
— Nico, olha ela.– Percy pediu apontando para a menina, que tinha se sentado no chão ao lado do cercadinho, acariciando a cabeça do filho com cuidado e preocupação. – Ela não vê como se tivesse ganhado um peso de um estranho, acredite, ela poderia ter dito que não ia cuidar e mandado você se virar, mas ela não fez isso, ela ama ele, mesmo não tendo planejado ter um filho.
Di Ângelo sorriu suave vendo a cena.
— Não tem como não amar, ele é lindo, fofinho e muito inteligente – o homem admitiu meio bobo. – Espero que eu consiga cuidar dele direito.
— Você vai, o primeiro passo você já deu, que é se importar, o resto você aprende – o Jackson falou sorrindo.
Ele entendia como era, lembrava de ter acordado no dia que suas filhas chegaram e não ter encontrado sua mulher ao seu lado, depois de procurar achou no quarto das gêmeas, ela sentada no chão, olhando as duas meninas, com lágrimas nos olhos e um sorriso bobo no rosto, um sorriso apaixonado, era inevitável não amar aquelas crianças.
— Meninos, está tudo pronto? – Piper perguntou aparecendo na cozinha.
— Sim, já estamos levando – Ethan que se pronunciou se levantando para levar as coisas.
Mesa posta, eles foram comer, Thalia pegou Dylan, assim como todas as outras crianças foram pegas, para que eles comessem também.
Dianne se pendurou na mesa, ficando em pé no colo do Percy, que manteve as mãos na cintura da pequena, que enfiou a mãozinha no cupcake no prato do pai, que tinha o glace azul, levando a comida na boca, sujando todo o rostinho.
Já Elizabeth, estava sentada comportada tentando comer com a colher o bolinho azul, também toda suja, mas ela queria imitar a mãe que usava talheres, estando sentada no colo dela.
Dylan olhou para Thalia, esticando o rostinho para trás, já que ele estava de costas para ela estando em seu colo.
Nico cortou um cupcake em vários pedaços pequenos, entregando um ao bebê, que virou a cabecinha, olhando para o lado vendo Ethan dá um cupcake a Thomas que tentava morder ele inteiro com sua pequena boquinha, então esticou sua mão, pegando o pedaço e se pendurando na mesa, chamando a atenção de Tom, que estava ao seu lado e recebeu um cupcake na boca de Dylan, olhando confuso.
Thalia riu, fazendo o filho sentar e pegando um pedacinho do prato do Nico.
— É para você comer filho, o pai do Tom tá dando a comida para ele – tentou novamente dar o pedaço ao filho, mas dessa vez ele esticou o pedaço para por na boca do pai, que riu e pegou o pedaço com a boca.
— Muito bom – Nico falou a verdade, realmente estava bom. – Por que não prova? – questionou levando um pedaço até a boquinha do filho, tendo sucesso ao o faze-lo comer.
Dylan se pendurou na mesa, pegando mais um pedaço do prato do pai e esticando para Thalia comer, que sorriu e provou o cupcake.
Dianne viu Dylan distribuindo os pedaços do cupcake, refletindo sobre isso, pegando mais um pedaço do cupcake com sua mão, tentando dar na boca do pai, que não esperava por isso e acabou sendo sujo de cupcake.
— Oi amor, o papai tá sem fome – Percy disse tentando não rir, mas a pequenina ria, pulando no colo do pai.
— Acho que já está tarde, melhor finalizarmos por aqui a reunião – Piper falou olhando todos na mesa.
— Sim – Ethan concordou limpando o rostinho todo sujo do filho.
— Nico e Thalia, espero que possam se reunir a nós semana que vem, a reunião está marcada na casa do Ethan, passaremos o endereço no grupo e qualquer coisa podem chamar.
— Obrigada! – Grace disse sorrindo, dando mais um pedaço do bolinho ao filho.
— Vamos nos encontrar semana que vem sim – Nico concluiu se levantando.
Todos se despediram e foram para seus devidos caminhos. Afinal o dia tinha sido cheio, tanto para os pais quanto para os filhos.
Fale com o autor