Do We Have A Baby?
8 Avisa pra Hazel que ela é tia
Notas iniciais
Nico olhava Connor fazendo a carne na engenhoca que ele havia levado para a sua casa, afirmando que ficava muito bom. Thalia não havia implicado nenhum pouco de cuidar de Dylan sozinha por algum tempo, mas claro que o pai da criança havia dito que a qualquer momento ela podia ir lá pedir ajuda, sem falar que tinha prometido levar alguns petiscos para ela quando ficasse pronto.
— Mas vocês já têm data para a mudança? – Luke questionou entregando mais uma bebida ao garoto.
— Não, o apartamento já é nosso, mas queremos arrumar tudo lá primeiro antes de levarmos nosso filho para lá, não queremos que ele sofra com cheiro de tinta, poeira e barulho – Nico respondeu, até porque se o pequeno sofresse com tal coisa, eles sofreriam também devido ao estresse.
— E como vocês vão fazer? Sabe com os seus apartamentos atuais? – foi a vez de Travis indagar enquanto ligava a música.
— Bianca e Leo vão se mudar para o meu.
— Depois da confusão com o bebê e as cegonhas, decidimos que talvez não estamos prontos para ter um filho e vamos esperar mais um pouco para isso, então não precisamos de uma casa tão grande como a que moramos – Valdez explicou o porquê do casal se mudar para a casa atual do cunhado, transferindo o contrato para eles, para Nico não ter que arcar com multas.
— E a Thalia tá arrumando alguém para o dela – Nico complementou dando de ombros.
— Vocês já estão basicamente morando juntos, qual é a pior parte? – Chris perguntou, queria saber como estava sendo a vida do garoto com a mulher mais desejada do prédio.
Nico parou para analisar, Thalia tentava sempre ser gentil e educada com ele, tinha a plena noção que a Grace não era muito fã de companhia, mas por conta do Dylan ela estava se esforçando bastante.
— Sei lá, ela parece estar realmente tentando fazer isso funcionar, não me vem nada a cabeça – deu de ombros, recebendo um olhar travesso de Connor.
O moreno revirou seus olhos negros, suspirando lentamente, pensando em algo que a menina fazia que lhe incomodasse.
— Acho que quando ela pede para a gata dela fazer as coisas, acho estranho que ela coloque tanta responsabilidade em cima de um animal de estimação – falou por fim, lembrando das várias vezes que ela deixou Dylan sobre os cuidados do bicho, como se ela fosse uma pessoa que caso o menino fosse aprontar algo pudesse impedir. – Também não gosto do fato da gata ter um lugar na mesa, acho meio estranho.
— Muito estranho – Valdez concordou, lembrava de ver o bicho comendo na mesa quando foi ajudar a montar o berço da criança.
— Ela é uma pessoa estranha – Luke comentou, lembrava de várias esquisitices que a morena fazia, na verdade pelo que ele via atualmente, ela estava bem melhor e mais normal do que quando eles eram amigos.
— Eu me sinto mal, porque eu percebo que ela não fica confortável comigo ali, mas tenta fingir que não se importa por conta do Dylan, e não posso me afastar e acabar com isso, e também não posso fazer nada para que eu me mantenha perto e ainda por cima consiga faze-la se sentir confortável – desabafou, estava sentindo isso a dias.
A Grace estava fingindo bem, na verdade, muito bem, mas por anos ele viu como ela agia perante a ele: frases curtas, nunca o olhava por mais de dois segundos, sempre a uma distância de pelo menos trinta centímetros; agora, ela tentava de maneira mais natural possível forçar-se a aproximação, mas ele via que ela fingia gostar daquilo.
Ele deixou que seus pensamentos flutuassem até ela. De alguma forma, ele não achava mais tão estranho ter um filho com sua vizinha que nunca havia trocado mais palavras do que comprimentos rápidos, que sempre admirou aquela pele branca, que tinha sempre a impressão de ser bem cuidada e macia, seus olhos elétricos grandes, que sempre pareciam oscilar enquanto ela falava e mudava as expressões, quase como se raios corressem por ali.
Seus lábios cheios, que sempre tinham um sorriso de lado e normalmente estavam preenchidos por um batom de cor exótica que ela insistia em deixar marquinhas em Dylan, principalmente no pequeno e delicado nariz, que o fazia lembrar do dela, que era tão perfeito que poderia se assemelhar ao de uma boneca.
E aquele corpo, detalhados em curvas perfeitas, que ela sabia exatamente quando e onde exibir de uma forma que só ela poderia saber e ficaria bem, deixando as vezes apenas traços de suas tatuagens amostras, que davam um ar mais desejável a ela, tão ousada e simplista ao mesmo tempo, pois ela fazia de um jeito que quase parecia inconciente, como se ela não quisesse provocar ninguém com seus pequenos detalhes. Seus cabelos as vezes com cachos perfeitos, claramente naturais, que caiam sobre seu ombro o cobrindo de forma delicada, as vezes liso, que a deixava com uma cara mais séria, até talvez mais ameaçadora, porém de qualquer forma linda.
Connor bateu palma na frente do rosto do Di Ângelo, o fazendo dar um pequeno pulo com o susto ao ser empurrado para fora de seus pensamentos de forma brusca.
— O que foi? – perguntou tentando voltar ao normal, ignorando a risada dos seus amigos.
— Tá pronto – Connor disse apontando para a bandeja de carne.
— Hum... – Nico fez pouco caso, experimentando um pedaço da tão famosa carne. – Até que ficou bom.
Após comer um pouco, Nico pegou um pote separando um pouco para Thalia, caminhando até o apartamento do lado.
— Grace...- chamou adentrando o apartamento, logo a vendo na cozinha, cozinhando algo.
Dylan estava com a gata no colo sentado no sofá vendo televisão.
— Oi — disse continuando a mexer o que quer que fosse que cheirava muito bem na panela.
— O que é isso? – perguntou pondo o pote na bancada olhando ela cozinhar.
— Brigadeiro, um dos caras que eu fiquei quis cozinhar pra mim, ele aprendeu com uma ex que aprendeu com uma amiga – explicou rapidamente vendo de canto de olho a cara estranha que ele fez com o nome.
— Ah, tá! Trouxe carne – Nico falou pegando um pedaço da vasilha e levando até Dylan. – Quer filho? – entregou para o menino a carne.
Dylan colocou metade do pedaço na boca, usando as duas mãozinhas para segurar a parte que ficou fora chupando a carne já que ele não tinha dentinho para mastigar. Nico sorriu beijando a testa do garoto deixando ele se divertir e tentar comer a carne.
— Não se esqueça que seis e meia temos que sair daqui para a casa do meu pai – Thalia lembrou o Di Ângelo, pegando um pedaço de carne com um garfo e levando a boca.
— Não vou esquecer, se quiser que eu leve ele pro meu apartamento para você se arrumar eu levo – Nico se ofereceu e ela negou.
— Não precisa, vai lá curtir, seis e vinte aqui para me ajudar a arrumar as coisas para levar o Dylan, comprei aquela cadeirinha e já instalei no meu carro, tem uma para o seu na casa nova, mas não sei como se coloca ele nela – comentou tirando a panela no forno e passando o doce para um prato que estava separado ao lado.
— Não vai comer? – perguntou apontando para o doce que o estava deixando bastante curioso.
— Tem que deixar esfriar para criar uma casquinha – explicou raspando a panela e levando a colher a boca.
— Então não seria melhor por na geladeira? – Nico indagou, desviando o olhar da cena, que de algum jeito mexeu com ele, principalmente com os lábios carnudos da garota se sujando com chocolate, vendo-a limpar com a língua.
— Eu não quero gelado, quero a temperatura ambiente, pode se por na geladeira sim, mas eu pessoalmente prefiro deixando ao ar livre, mesmo que demore mais – deu seu ponto de vista, esticando uma colher para dar na boca de Nico, que ele abriu aceitando.
— Nossa isso é bom – disse arregalando os olhos.
— Sim, quando voltarmos vamos comer, por incrível que pareça nos jantares da minha família o que menos fazemos é comer – Nico riu de leve e assentiu.
❤❤❤
Thalia estava de quatro no banco da frente, com a bunda virada para o para-brisa do carro, com uma perna em cada banco tentando afivelar aquele mundo de cintos que tinha na cadeirinha, enquanto Dylan parecia querer correr uma maratona, já que pulava freneticamente no banco. Já Nico estava sentado no banco traseiro com o manual na mão que estava em chinês, o que não era muito útil.
— Tive uma ideia – Nico pegou o celular, ligando para sua irmã Hazel.
— Oi, Nico, por que me acordaste? – perguntou com voz de sono.
— Mana, tu ainda namora o Frank? – questionou vendo Thalia parar o que fazia e o encarar confusa com o que o menino fazia.
— Que tipo de pergunta é essa Nico? – a menina indagou incrédula, chamando a atenção do namorado que jogava vídeo game enquanto ela cochilava um pouco.
— Namora ou não namora? – insistiu, fazendo a adolescente revirar os olhos.
— Namoro por quê?
— Ele tá aí? – questionou torcendo para que estivesse.
— Tá sim, quer falar com ele? – a menina questionou surpresa com o assunto, Nico quase nunca ligava, eles se falavam mais por mensagem e agora que ligava queria falar com seu namorado?
— Quero, agradecido – Nico respondeu, recebendo um revirar de olhos, mesmo que ele não tivesse vendo.
— Fala Nico – Frank disse pegando o celular estranhando, era amigo do Nico quando começou a namorar a irmã mais nova dele, desde então o menino mal olhava na cara dele.
— Aleluia, me ajuda, eu to com um manual em chinês e preciso urgente da sua pessoa –explicou o motivo, fazendo o garoto assentir.
— Lê ai – Zhang falou o fazendo revirar os olhos.
— Eu não sei ler chinês Frank, se soubesse não precisaria da sua ajuda, é um bando de riscos aleatórios, como vou saber o que tá escrito? – Nico se exaltou fazendo o menino rir.
— Manda foto para a sua irmã então que eu traduzo – disse, ouvindo um tá bom como resposta.
O menino traduziu o que Nico queria, enquanto ele tentava reproduzir com perfeição as ordens enquanto ouvia as instruções.
— Pronto, conseguiu? – Zhang questionou.
— Muito obrigado cara, estou muito aliviado, esse manual podia ter vindo com umas imagenzinhas.
— Tá, só uma pergunta, por que quer saber como afivelar uma cadeira de bebê para carro? – O chinês perguntou curioso chamando a atenção dele.
— Ah verdade, vocês não sabem, avisa pra Hazel que ela é tia agora, filho fala oi para o namorado da sua tia – Nico entregou o telefone para o bebê que olhou curioso.
Após alguns segundos avaliando, ele riu começando a mexer freneticamente com o celular para cima e para baixo.
— Um oi muito alegre – Thalia comentou pegando o eletrônico da mão da criança antes que ele tacasse no chão.
— Você tem um filho, Nico?! – o Zhang perguntou pasmo, depois de ouvir tais palavras.
— COMO É QUE É? – Hazel pulou da cama, pegando o celular. – Que que você anda fazendo por aí Di Ângelo?
— Calma Levesque, é complicado, mas eu tenho que desligar, estamos atrasados para o jantar com a família da mãe do Dylan, depois nos falamos – Nico desligou, sem mais explicações.
— Maldade – Thalia comentou, ocupando o banco do motorista direito, vendo Nico bater à porta de trás, a fechando, já que ficaria ali com o filho.
— É verdade, estamos atrasados, já é sete e dez – apontou para o painel do rádio que exibia a hora.
— Meu Deus... que se foda, sempre chego atrasada mesmo – ela deu de ombros dando a partida saindo do estacionamento do prédio.
Dylan tentava puxar insistentemente o cinto de segurança da cadeirinha para longe, como se o estivesse incomodando, quando viu que não conseguiria se livrar daquilo sozinho, começou a chorar, tentando chamar atenção de seus pais.
— Calma garotão, já estamos quase lá – Nico disse para o filho, vendo se o cinto estava muito apertado para ele, mas depois de avaliar ele concluiu que o menino apenas não tinha gostado da sensação.
A Grace olhou pelo retrovisor, vendo Nico pegar em sua bolsa a chupeta do garoto, entregando ao pequeno que pareceu se interessar pelo objeto, deixando que o pai o colocasse na sua boca.
— Não é que funciona – Di Ângelo comentou, vendo o filho relaxar e tentar se ajeitar na cadeira, puxando um pouco o cinto para que não o incomodasse.
Thalia virou a esquina, fazendo que o moreno prestasse atenção aonde estavam. Era claramente a parte rica de Nova York, os prédios tinham sido substituídos por mansões uma maior que a outra, que eram bem impressionantes.
A menina virou para entrar em uma garagem, logo eles estavam descendo do carro.
— Me dá ele – ela pediu o bebê a Nico, que entregou-lhe, saindo do veículo logo depois. – Por favor Nico, haja naturalmente ok?
— Claro, não sou retardado Thalia – o menino respondeu fechando o carro, revirando os olhos negros fazendo pouco, pegando a bolça dela.
— Ótimo – dito, a mulher abriu a porta da mansão, logo vendo sua irmãzinha correndo escadaria a baixo.
— Tha...- Mackenzie se interrompeu olhando o bebê no colo da irmã. – Quem é esse?
— Mackie, esse é o Dylan, seu sobrinho – a Grace mais velha falou se abaixando usando Nico como apoio, já que estava de salto alto e com um bebê no colo. – O mais novo membro da família Grace.
A menina avaliou o bebê no colo da irmã, de cima a baixo, o que não demorou muito, já que ele era bem pequeno. O garotinho de olhos azuis virou-se para ela, olhando a menina desconhecida.
— Esse deve ser o famoso Dylan – Zeus apareceu na sala, vendo o menino no colo da filha mais velha.
— Sim, pai – Thalia disse se levantando, vendo o pai esticando os braços em permissão para pega-lo no colo. – E você deve ser Nico Di Ângelo? – Ele se virou para o homem atrás da filha que ela usava de apoio.
—Eu mesmo, senhor – tentou ser o mais polido possivel, apertando a mão esticada do homem.
— Pode me chamar de Zeus – o diretor de cinema falou sorrindo amigavel. – Mackie, não ouvi você se apresentar ao nosso visitante – repreendeu o mais velho, olhando a pequena que ainda parecia perdida.
— Mackenzie Earl Grace, filha mais nova de Zeus Grace e filha única de Hera Earl – a garotinha esticou a mão para Nico.
Nico ficou surpreso, não sabia que a atriz Hera Earl tinha um filho com o diretor de cinema Zeus Grace, mas como um ótimo ator que descobriu que era naquele jantar, sorriu e apertou a mão da menina.
— Nico Di Ângelo, filho do meio de Maria e Hades Di Ângelo – respondeu que nem ela havia feito, a fazendo sorrir.
— Cadê o Jay? – Thalia indagou, indicando que era para eles saírem da porta.
—Disse que ia se atrasar hoje, parece que ele está resolvendo algo – Zeus respondeu levando os convidados a sala, aonde eles se reuniram.
— Deixa eu adivinhar, com Reyna? – questionou a mais velha.
— Provavelmente, eles terminaram a tanto tempo, mas ele não larga do pé da menina.
— Isso porque ele não gostou de ninguém depois nem antes dela – defendeu o irmão.
Reyna tinha sido o primeiro amor do seu irmão mais novo, mesmo depois deles noivarem e o relacionamento em conjunto não ter dado certo, eles continuavam se vendo, Jason nunca gostou de ninguém depois dela, se ficou com duas garotas depois do termino foi muito, ele sempre voltava para ela, mas nunca dava certo.
— Mas como anda a mudança? – o diretor resolveu mudar de assunto, não queria fofocar da vida amorosa do filho que nem estava presente com um estranho na sala.
— Se tudo der certo, semana que vem estamos nos mudando – Lia respondeu o pai que estava mais concentrado no neto do que tudo.
— E Hera, onde está? – Thalia notou a falta da madrasta.
— Foi para França hoje à tarde, houve um imprevisto no novo filme que ela está fazendo e tiveram que começar as gravações mais cedo.
— Então está sozinho com a Mackie? – perguntou não gostando da ideia.
— Sim.
— Mackie, por que não pega o álbum de fotos da família para mostrarmos a Nico? – pediu, sabia que a irmã adorava isso.
Logo, sem nada falar a menina estava correndo escadaria acima para buscar o álbum de foto.
— É só um aviso pai, a Mackie não precisa ver o que eu e Jason víamos – ela repreendeu o homem, deixando Nico confuso.
— Eu parei com isso filha, pare de me tratar como uma criança, principalmente na frente de alguém de fora – resmungou e ela revirou os olhos.
— Nico agora vai fazer parte dessa família, e não estou te tratando como uma criança, mas quero que cuide de uma direito.
Em resumo, Zeus escapulia muitas vezes nos casamentos, na verdade até por tal motivo vivia trocando de namoradas e esposas, Thalia muitas vezes tentava evitar que Jason visse o pai traindo a esposa atual dele, mas nem sempre conseguia. Não queria que a mais nova passasse por isso.
A porta da sala se abriu, revelando o loiro com cara emburrada.
— Oi gente – ele cumprimentou triste.
— O que houve, Jay? – questionou a mais velha.
— Reyna está noiva – explicou triste.
Mas aquilo era apenas uma gota do problema, ela estava noiva, mas recentemente o loiro tinha ficado com ela, e Jason odiava pegar mulher comprometida, principalmente pelos exemplos que ele teve na infância do pai e isso significava que ele tinha feito.
— Aqui – Mackie se jogou no sofá, entre Nico e Thalia, abrindo o álbum de fotos.
— Está na hora do jantar querida, guarde isso, depois você mostra – Zeus falou se levantando, indicando que todos se levantassem também.
— Mas a Lia sempre vai embora depois da comida – resmungou fazendo um biquinho triste recebendo um olhar severo do pai. – Tudo bem...
❤❤❤
A Grace deitou no sofá cama de Nico, entregando ao garoto uma colher, para eles dividirem o brigadeiro, já que Dylan dormia em seu berço tranquilamente.
— A sua irmã não foi com a cara do nosso filho – o menino comentou comendo o doce que ele tinha aprovado com toda certeza.
— Ela apenas está com ciúmes dele, ela é o bebezinho da família, agora tem alguém que ela deve considerar uma competição.
— Sua irmã já pensa assim com seis anos de idade? – perguntou surpreso, sentindo um arrepio subir por seu braço ao sentir a pele gélida dela roçar ali.
— É assim que os Grace são ensinados a pensar – ela disse usando a colher como se fosse alguém dando ordens. – Você tem que ser o melhor, você tem que se dar bem na vida, você tem que fazer isso, você tem que ser assim e todo um blá blá blá – respirou fundo, pegando mais uma colherada. – Hera alivia muito as coisas para ela, não deixa meu pai colocar tanto isso na cabecinha da Mackie, mas ainda assim ele consegue.
— Seu pai é casado com Hera? – questionou curioso.
— Sim, a sete anos mais o menos, mas eles nunca assumiram em público, até porque quando eles começaram a sair meu pai estava em outro casamento, que ele se divorciou para se casar com a atriz – explicou – esse é o relacionamento mais duradouro dele, seria o da minha mãe se ela não tivesse falecido na gravação de um filme.
O Di Ângelo tinha escutado algo do tipo na faculdade, Zeus Grace havia perdido sua primeira esposa em um acidente de carro em uma gravação, o dublê tinha se machucado e a mulher insistiu para fazer ela mesma, já que queria voltar para casa por conta dos filhos, mas o freio não funcionou e o carro acabou caindo de quase dez metros de altura, ela morreu na hora.
— Ela estava bêbada – a menina comentou, fazendo Nico se virar confuso para ela. – Fizeram parecer que o freio não funcionou para a imagem dela não ficar corrompida, mas ela sempre bebia antes de ir gravar, era o jeito dela de conseguir entrar no papel, então na hora da curva ela não conseguiu e o carro caiu, meu pai só nos contou isso quando estávamos grandes o suficiente para saber disso.
Nico continuou em silêncio, e Thalia agradeceu por isso, era a primeira vez que ela contava a verdadeira história para alguém.
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