Do Negro Ao Laranja

9 Dia 9 - True Love, de Coldplay


Notas iniciais
MIL PERDÕES por estar demorando tanto pra responder aos seus reviews, gente! Tenho que ficar mais tempo na escola porque as provas bimestrais começam na próxima semana e é uma correria postar todos os capítulos a tempo! Esse aqui quase que não consigo! Mas acho que até quinta estarão todos respondidos, viu? MIL PERDÕES MESMO Obrigada aos que comentaram no último capítulo Ayelet E Hensel Menininha Inocente AllenAM Agradeço também aos que adicionaram a história aos acompanhamentos. Espero que gostem, @M_Blue_Rose

Por um segundo, eu estava no controle

Eu tinha isso, embora eu tenha perdido

E o tempo todo, o fogo lá embaixo aumentava

.

— Você vai dormir aqui?! Como assim?! — Hinata observou os lábios de Kageyama se contorcerem em uma carranca, o que imediatamente fez com que se ofendesse.

— Sim, ué... Você me trouxe aqui e já são quase 11... E-Eu achei que era pra eu dormir aqui... — Hinata semicerrou os olhos e os direcionou para baixo, apertou as mãos na bermuda até os nódulos dos dedos embranquecerem. Seus ombros se encolhiam de tal fora que teria sido um milagre se Kageyama não tivesse notado, de tão intimidado.

— Não, claro que não! — o ruivinho não viu os olhos esbugalhados do moreno, nem suas írises dilatadas, as costas tensas ou o suor que começava a se acumular na ponta do cabelo. Sentia-se rejeitado demais para prestar atenção em qualquer coisa.

Num segundo, estava feliz, numa certeza de segurança e controle de suas emoções que com apenas algumas palavras Kageyama conseguira roubar dele.

E eu desejo que você pudesse me contar

O que realmente está acontecendo aí embaixo

Eu perdi você agora, você me deixou ir

Mas pela última vez

Desejou que, mesmo que Kageyama não quisesse que ele ficasse, mentisse.

Mentisse, só.

Podia até ser por educação, por pena... Qualquer coisa que mantivesse sua cômoda cegueira.

Por um segundo ousou erguer a mirada e se defrontar com ele. Os beiços apertavam-se numa linha quase inexistente e observava um lugar além de si, com um fogo inquieto nos olhos que não soube reconhecer. Não soube como, mas pode se pronunciar numa entonação que seu emocional não permitia — Você quer que eu vá sozinho para minha casa nas montanhas a esse horário...?

.

Diga que você me ama

Se não me ama, então minta

Minta para mim

.

A frase do menor pegou-o em cheio. Ia realmente fazer aquela desfeita com Hinata? Justo Hinata?

Quer dizer... Ele a faria porque era Hinata.

Ele estaria dormindo num futon para hóspedes, porém... Se suas peles se tocassem mais uma vez, se escutasse seus movimentos durante o sono mais uma vez... Seu ressonar tão próximo a si, seu cheiro, seus murmúrios, seus batimentos cardíacos, seu corpo sob os lençóis!

Não!

Definitivamente não.

Não podia exigir tanto assim de seu autocontrole. Hinata estaria perdido consigo ao seu lado. “Segurança” simplesmente deixaria de existir.

E se o pequeno sequer ousasse colocar o pijama na sua frente e não no banheiro... Arrepiou-se só de pensar, tentando controlar os hormônios.

Com o coração não mão, murmurou — O ponto de ônibus é perto...

.

Lembre-se, era uma vez

Quando eu era seu, e você era cega

O fogo brilhava em seus olhos

E nos meus

.

Terminada a sentença, arrependeu-se imediatamente de tê-la feito. Os orbes do ruivinho implorava, para que tivesse retirado o que dissera, puro abandono estampado nos olhos e nos lábios caídos. “Minta para mim”, parecia que diziam.

O levantador imaginou que era uma interpretação estranha, contudo era isso que pensava todo esse tempo.

Minta para mim.

Finja que se importa.

Minta para mim.

Diga que não se importa com a minha presença

Minta para mim.

Minta

Minta, Kageyama...!

Forçou-se a voltar à realidade a qual vivia. Desejar que Kageyama mentisse não o induziria a fazê-lo.

Diante do silencia que se instalara, engoliu o soluço de choro e se levantou. Num momento depois estaria descendo as escadas.

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Então diga que você me ama

Diga que você me ama

Se você não me ama, minta, minta para mim

Só diga que você me ama

Se você não me ama, minta, minta para mim

Se você não me ama, minta, minta para mim

.

Colocou os tênis e amarrou-os, levantou-se e abriu a porta. Olhou para trás e não viu o outro. Havia ficado no quarto... Nem se mexera.

Suspirou. Engoliu o choro mais uma vez. Era aquilo mesmo que seria seu tão esperado... Amor verdadeiro?

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E chame isso de verdadeiro

Chame isso de amor verdadeiro

Chame isso de verdadeiro

Chame isso de amor verdadeiro

Notas finais
EU SEI, EU SEEEEI. O KAGEYAMA FOI MUITO PUTÃO E DESGRAÇADO! DÁ ATÉ VONTADE DE MATAR, NÉ?! Mas acho que vocês entenderam suas razões né... Ele está com os sentimentos E HORMÔNIOS à flor da pele e não consegue ser racional na hora de agir... (embora ele SEJA o "tão racional e perfeito rei da quadra!" kkkkkkkkkkk) Se puderem, por favor, comentem @M_Blue_Rose