Do Negro Ao Laranja
30 Dia 30 - Whole Lotta Love, de Led Zeppelin
Notas iniciais
Você precisa se acalmar
Garota, eu não estou brincando
Eu vou mandar, sim
Você de volta à escola
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Lá no fundo
Querida, você precisa disso
Eu vou te dar o meu amor
Eu vou te dar o meu amor
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Nossa, como estava calor naquele dia! Tobio Kageyama e Shoyo Hinata encontravam-se deitados sobre uma sombra da cobertura da Escola Karasuno, tentando refrescar-se por ela e cessar, pelo menos um pouco, as enormes gostas de suor que teimavam em descer por seus poros.
Os terceiranistas raramente iam à tal cobertura – preocupados demais em entrar em suas universidades visadas –, e apenas não haviam outros estudantes lá com eles porque eram os “senpais” segundanistas do time de vôlei, que haviam se tornado célebres ao vencerem não apenas os Intercolegiais do primeiro semestre, como também a Torneio de Primavera na segunda metade do ano interior.
Eram veteranos de respeitados agora, e poucos queriam incomodar o prodigioso casal de jogadores responsável pelas vitórias mais recentes da escola.
O ruivo gemeu pelo Sol incomodando seus olhos, por tal, cobriu-os com o braço e lembrou arrastadamente — Kageyama... Temos que voltar à escola...
— Nós estamos na escola, idiota.
— Escola, aula... Tudo a mesma chatice. — fez menção de levantar-se, não encontrando forças o suficiente para fazê-lo. — Vamos, o sinal já vai bater.
— E alguma vez você se importou com o horário de aulas?
Recebeu como resposta um revirar de olhos — Vamos, tô falando sério. Tá calor aqui.
— Você nem se levantou ainda, calma... — não fez questão de se mover nem de abrir as pálpebras para observar o menor. Aquilo não era característico de Hinata, e sabia que às vezes lhe dava na louca de falar alguns caprichos. Ele estava certo, sim – por mais incrível que parecesse –, porém não tinha disposição para ouvir a voz da razão.
— Depois eu que sou o irresponsável, senhor capitão do time de vôlei!
O moreno grunhiu em desgosto pela nova alcunha e virou-se de lado em direção ao pequeno — De novo com isso! Eu ainda estou aprendendo, você sabe — fez um muxoxo, falsamente de mal humor, na verdade.
O outro riu um pouco e imitou-o, virando-se e encontrando seus olhos. Uma centelha da risada manteve-se em seus lábios — Eu também.
— Aprendendo? O quê?
Shoyo demorou-se a responder, o sorriso bobo e debochado não morria em seus lábios, assim como os olhares não se desviavam. Sua pulsação, como sempre, acelerou-se um pouco com a situação, e se não tivesse tão ocupado ouvindo as próprias batidas, teria percebido as bochechas alheias corarem-se um pouco. — Sei lá. — e riu novamente, um pouco mais abafado.
Os olhos fecharam e abriram rapidamente devido à contração de músculos, e por um breve momento, jurou que pode ver um bocado do amor dele por si em suas írises. Riu também.
O sinal tocou e Hinata levantou-se sem delongas, passando por cima de Kageyama e abrindo a porta do telhado em direção à escada para o corredor. — Vamos, Kageyama! Soube que a Yachi-san comprou bolas novas para o ginásio, e quanto mais rápido terminarmos esse período, mais rápido vamos desembalá-las! —
Ahá! Então esse era o motivo por sua pressa! Sabia que ele não se preocupava realmente com as aulas! – pelo menos, não o quanto pudesse.
O barulho da porta de alumínio batendo fez-se ouvir e, com isso, Tobio soube que o outro já havia ido na sua frente sem sequer esperá-lo. Decidiu fazer o mesmo e dirigir-se à sua classe, embora com menos pressa.
A porta foi aberta novamente, descendo as escadas pé ante pé, um sorriso evidenciando seu bom humor.
Eram bons tempos – os quais ele apreciava, como qualquer um.
Ele não precisava de motivos para sorrir.
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Quero um bocado de amor (4x)
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Você está aprendendo
Vou fazê-la aprender
Todos os bons tempos
Garota, garota, você deve sentir saudades
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Lá no fundo
Querida, você precisa disso
Eu vou te dar meu amor
Eu vou te dar meu amor
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— Daichi-senpai, Suga-senpai, Asahi-senpai! É tão bom vê-los novamente! Como estão indo suas universidades? — Hinata gritou e imediatamente retirou-se da quadra, parecendo não se importar que a prática de vôlei mais ou menos do horário do almoço havia sido interrompida pela inesperada visita dos ex-terceiranistas do time de vôlei da Escola Karasuno.
— Ei, Hinata-kun! Como está indo? — Suga foi o primeiro a pronunciar-se, apressando os passos para se encontrar mais brevemente com o kouhai – questão de meros segundos, na verdade. — E aí, como estão indo com os calouros! Alguns promissores?
— No começo do ano entraram mais do que o treinador Ukai havia imaginado! Há alguns inesperadamente bons, melhores do que eu era quando cheguei! — riu — Tem um novo bloqueador que quando defende a bola, e ela bate no chão adversário faz tipo “Paang!”, é demais, você precisa ver! — Suga riu, admirando-se com o fato de que Hinata era sempre Hinata, calouro ou veterano. Sua personalidade extrovertida e acolhedora sempre faria com que os novos membros se sentissem à vontade, acalmando-os – sensação que, por exemplo, Kageyama não poderia passar. Pensou no quanto aqueles dois se completavam, um supria do que o outro carecia. — Ah, falando nisso... — chegou-lhe mais perto ao ouvido, diminuindo também a voz — Como estão você e Kageyama... Tipo.... Você sabe.
Hinata riu pelo tom hesitante. Apenas há pouco tempo seu relacionamento com o maior havia saído dos “trending topics” das fofocas da escola. As opiniões sobre ele estiveram se divergindo bastante: enquanto alguns babavam em apoio, outros abusavam de críticas e brincadeirinhas de maus gosto – com o tempo, ambos aprenderam a não se importar nada com isso. Haveriam momentâneos maus tempos de críticas, mas não é como se fossem estragar tudo (diferentemente do que alguns pensavam).
Ele fitou de soslaio o levantador conversar com Daichi e Asahi, quase no outro extremo do ginásio. Ele voltou a focar-se nem Sugawara, sorrindo enormemente e fazendo um sinal positivo com o dedo polegar.
Ele sabia que não precisava falar mais nada que isso.
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Quero um bocado de amor (4x)
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Você tem se acalmado
Garota, eu estou babando
Todos os bons tempos
Garota, eu os estraguei
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Lá no fundo
Eu vou te dar o meu amor
Eu vou te dar
Cada centímetro do meu amor, vou te dar o meu amor
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Kageyama jurava que nunca havia corrido tanto na vida. Corria toda a extensão do prédio principal da escola até o ginásio de vôlei, aflito para contar as boas novas à Hinata.
Olheiros!
Mais e mais olheiros!
A porta de metal do ginásio, quando foi aberta, retumbou sonoramente, chamando imediatamente a atenção de todas as pessoas lá presentes — Hinata! Onde está Hinata?! — O chamado saiu de sua posição na quadra imediatamente e acercou-se do maior, curioso — Hinata, o Takeda-sensei acabou de me chamar à sala dos professores, com um telefonema querendo falar com o capitão do time de vôlei... Era mais um olheiro... E da Universidade V*.
Hinata vasculhou em sua mente informações sobre a tal universidade, finalmente entendendo o porquê do alarme do moreno — Não acredito... — seu rosto de iluminou e agarrou o braço maior fortemente — Você não pode tá falando sério, Kageyama! — nem metade de sua felicidade podia ser expressa em seus berros — É a melhor universidade profissionalizante de vôlei do Japão! — agarrou o outro braço, enquanto seus colegas e superiores batiam palmas aos dois.
Tsukishima riu um pouco da reação do ruivo, enquanto cada vez mais chacoalhava Kageyama pela alegria – ele não parecia se importar, embora. Debochou em voz alta — Sei que você tá feliz, Hinata-kun, mas você e seu amante poderiam dar tanto amor um ao outro em outra situação, né? — Todos notaram que a frase perante a atitude de Shoyo era exagerada, e exatamente por isso foi engraçada.
Ele retrucou-o com um muxoxo, além de mostrar-lhe a língua, sendo que segundo depois de tê-lo feito já o havia esquecido, voltando à euforia da notícia.
— Não se ache tanto, Tsukishima, porque falaram de você também! — Kageyama apressou-se a aclarar, querendo “abaixar a bola” dele – até porque com essa informação ficaria tão eufórico quanto Hinata, pelo menos interiormente. Ainda não se davam inteiramente bem, mas a relação entre os dois melhorara enormemente.
Em meio à confusão de parabenizações – agora, direcionadas ao loiro bloqueador também – e conversas paralelas, o corvo ruivo cruzou com o olhar do levantador por uma fração de segundos.
Sabiam que pensavam a mesma coisa.
Carreira profissional... Será?
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Quero um bocado de amor (4x)
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No fundo
Garota, você precisa de amor
Mexa pra mim, garota
Eu serei seu amante
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Fique calma, garota (4x)
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