Do Negro Ao Laranja
31 Dia 30 e Algumas Horas - You'll Be In My Heart
Notas iniciais
E de repente, tudo decorreu em câmera lenta para Kageyama. Era como se entendesse a situação em si, mas não a processava.
Entendia o porquê do sinal do último set ter tocado. Possuía um timbre único, um prolongamento único, um significado único. Parecia o primeiro sinal que ouvira em sua vida.
Entendia que vários de seus colegas de equipe abraçavam-no até não conseguir respirar ar puro. Embora suas vozes e lágrimas estivessem distantes, o barulho de seus passos pareciam ter um padrão ritmado já estipulado, cujo atrito dos tênis no chão encerado irritava-lhe os ouvidos.
Entendia que a torcida em volta de si urrava tanto que seus ouvidos doíam. Vozes femininas, masculinas. Braços estendidos balançando freneticamente para cima, em comemoração pura.
Entendia que estava suado como se tivesse corrido duas maratonas, o calor emanava de seu corpo sufocando-o em si mesmo, tanto quanto seus joelhos fraquejavam e puxavam-no ao chão.
E a única coisa na qual ele conseguia pensar agora era em Hinata.
Procurou o rapaz pela multidão que o cercava, não encontrando-o entre ela nem em além dela e, um milésimo de segundo antes de se desesperar, notou que um peso morto roçava-se contra si, tão no centro da rodinha feita por seus companheiros quanto si próprio.
Tornou o rosto e descobriu que era o ruivinho lá, a seu lado, a estatura pequena quase não chegando mais a seu ombro. Com o passar dos anos, havia crescido mais que o menor: enquanto chegava quase a um 1,90 m, o outro quase chegava a 1,65 m. Para compensar a altura, Hinata aprimorara ainda mais seus pulos e técnicas, o que o transformou numa importante personalidade no cenário do vôlei mundial.
E lá estavam eles.
O primeiro time a levar o Japão ao pódio mais alto da Liga Mundial de Vôlei.
E agora, o primeiro a vencer a medalha de ouro na Copa Do Mundo do Voleibol.
E o que isso significava? Significava que iriam às próximas Olimpíadas!
Eles e seu time haviam mudado a história do vôlei japonês.
Hinata estava num estado catatônico de felicidade. Mostrava um olhar sofrido e tampava a boca com a mão, no intento de segurar o pranto. Enterneceu-se perante a visão. Pegou a mão de seu rosto e a segurou bem forte, perguntando por linguagem labial — O que aconteceu? — Sabia o que havia acontecido, mas não resistira falar aquilo.
Sem esperar que ele respondesse, abraçou-o em completa euforia, o lamento “Kageyama!” quase não sendo ouvido pelo ruído da multidão. Antes que pudesse ser envolvido completamente, Hinata já havia começado a chorar baixinho, originando a mesma vontade em si.
Era engraçado que, mesmo sabendo que as lágrimas derramavam-se por felicidade e não havia nada de errado com elas, o instinto incitava-o a fazê-las parar, a protegê-lo de tudo a seu redor. Abraçando-o mais forte, encostou os lábios ao pé de seu ouvido — Não chore. — riu um pouco, um misto de sentimentos embolando-se em seu estômago.
Ouviu a risada de seus companheiros quando os joelhos de Shoyo fraquejaram minimamente e ele logo se recompôs, e uniu-se a eles. Nunca haviam escondido a natureza de sua relação e felizmente, os outros apenas pareciam se importar se jogavam bem ou não. Curiosamente, isso tudo ainda havia servido de propaganda para o time deles e para o crescimento do reconhecimento de ambos no mundo esportivo.
“Dupla de ases do time japonês de vôlei que levaria o país às competições mais visadas”.
O laço entre eles, mesmo se quisessem jamais poderia ser quebrado.
.
Vamos, pare de chorar
Vai ficar tudo bem
Apenas pegue minha mão
Segure forte
.
Eu te protegerei
De tudo ao seu redor
Eu estarei aqui
Não chore
.
Para alguém tão pequeno
Você parece tão forte
Meus braços te abraçarão
Manterão você segura e aquecida
Este laço entre nós
Não pode ser quebrado
Estarei aqui
Não chore
.
Sentiu vibrações contra seu peito, e descobriu que Hinata havia se juntado às risadas. Os gritos da multidão já estavam quase cessando, assim como a comemoração de seus companheiros, que embora não tirassem a euforia dos gestos, suas gargantas já se cansavam, sendo que o capitão quase se distanciando para falar com o treinador
A reação histérica de seu amante atrasou-se, e surpreendentemente, ao cerras os punhos dos braços flexionados, esticar a cabeça e berrar “Ganhamos!”, o ânimo dos colegas pareceram se reanimar, e toda a gritaria e recomeçou.
Kageyama riu, apenas olhando a influência de espírito que o meio de rede tinha sobre o time. Lembrava-se que era essa característica sua que os fazia virar o jogo quando estavam prestes a perder. Para alguém tão pequeno, Hinata era forte demais!
O orgulho e a paixão explodiram em seu peito, um ardor estranho se alastrou por todo seu corpo. Puxou Hinata pelo braço, e pela primeira vez, beijou-o imediatamente após o término do jogo, em plena rede internacional.
Para todos verem.
Políticos.
Sub celebridades.
Anônimos.
Anônimos homofóbicos.
Comentaristas esportivos...
Todos, cedo ou tarde, saberiam que um casal de voleibolistas japoneses haviam se beijado em público internacionalmente.
No momento – meros segundos – não pensavam no que faziam. Mas após feito o ato, tomariam conta da coragem inconsciente que levaria duas pessoas a fazerem isso. Num futuro breve, seriam alvo de críticas em vários jornais e outros sites mundiais, assim como de apoio e divertimento.
Mesma forma como encarariam toda a situação.
Haviam sido indiscretos? Diferentes demais? – ou talvez o problema fosse que eram iguais demais... – se é que o entendiam.
Os lábios se separaram, o que inicialmente eram vaias havia sido sufocado por uma nova onda de urros de incentivo e apoio – quem diria que uma torcida japonesa poderia ser tão tolerante assim?
Kageyama e Hinata observaram a torcida panoramicamente, enquanto uma mão pousava no ombro de cada um. Viraram-se concomitantemente, para ver quem o havia feito, e lá estava seu capitão, rindo como louco, divertindo-se com a situação. — Mas vocês são coisa do outro mundo, mesmo!
Detrás do homem rindo, o ruivo percebeu por coincidência um de seus amigos cochichando a outro: “Mas esses dois tão no coração um do outro mesmo”.
.
Porque você estará em meu coração
Sim, você estará em meu coração
Deste dia em diante
Agora e para sempre mais
.
Você estará em meu coração
Não importa o que eles dizem
Você estará aqui em meu coração, sempre
.
Por que eles não conseguem entender
A maneira como nos sentimos?
Eles simplesmente não confiam
Naquilo que não conseguem explicar
Eu sei que somos diferentes mas,
Fundo, dentro de nós
Não somos tão diferentes assim
.
A festa de comemoração era grande e cansativa. Permeada de personalidades que, de uma forma ou de outra, haviam contribuído para a vitória do time japonês na Copa Mundial de Vôlei Masculino. Para a felicidade de Tobio Kageyama e Shoyo Hinata, lhes havia sido permitido convidar um número estipulado de entes queridos. E quem haviam convidado? Seus antigos amigos de equipe, óbvio?
Lhes entristecia que Tsukishima e Noya-san – que também entraram no ramo profissional – não haviam podido participar das competições consigo. Tsukishima porque sofrera uma lesão no joelho e estava em processo de recuperação, e Noya-san... pelo mesmo motivo, com a diferença de que não se sabia se era ou não reparável.
Havia sido há alguns meses a tragédia. O baixinho corria de bicicleta e pela má direção de um maldito ignorante, desviou-se para não ser atropelado e bateu o ombro contra um muro de concreto, fraturando-o seriamente. Desde ali já se sabia que ele estava fora da Copa, mas há uns meses atrás tiveram a confirmação que os tendões que haviam sido danificados levariam tempo indeterminado para se curarem.
Oito meses?
Dois anos?
Para sempre?
A questão era que o problema era sério, e admirava às pessoas que Nishinoya mantivesse uma posição tão otimista. Falava como se completaria a recuperação e a fisioterapia tão rápido que até poderia estar acompanhando-os nas olimpíadas, em alguns poucos anos. Ele era o melhor líbero, contudo seu substituto era quase tão bom quanto, e no final, o prejuízo do time inteiro não fora tão grande.
O fato era: Noya, embora com o braço imobilizado, encontrava-se com eles agora na festa, junto de Suga, Daichi, Asahi e Ennoshita, que haviam deixado o vôlei para seguir outras carreiras e atualmente apenas jogavam pela diversão.
O grupo estivera conversando a noite inteira. Lembravam dos velhos tempos, das adversidades e felicidades pelas quais passaram, no quanto as coisas haviam mudado, e no quanto haveriam de fazê-lo ainda. Nem o ruivo nem o moreno notaram, mas seus amigos só falavam de si como uma pessoa só, como se se precisassem e não fizessem nada um sem o outro – talvez tivesse se tornado normal com os anos
Como se houvesse sido obra do destino uni-los por um bem maior, e que sem o outro, estariam incompletos.
O que era engraçado, porque já haviam passado ao estágio de serem vistos como uma unidade, e não como duas pessoas diferentes. “Hinata” necessariamente vinha acompanhado de “Kageyama” e vice-versa. Tanto, que não era um ou outro o “ás” do vôlei japonês, e sim “a dupla” a união das habilidades do melhor meio de rede com as do melhor levantador. Isso dava mais estabilidade ainda para o relacionamento de ambos, reforçava a ideia às pessoas de que um guardava o ombro do outro, o que, consequentemente, levava poucos a tentarem desequilibrá-los de alguma forma – o que era comum, num campo laboral tão competitivo.
— Mas afinal, cadê o Tsukishima? — Daichi perguntou.
— Ele tá no hotel. Era pra ele vir, mesmo com o joelho imobilizado, mas o Yamaguchi ligou dizendo que ele não iria mais. Então ambos ficaram lá.
Asahi-san coçou a têmpora, desconcertado — Ele ainda está irritado por não ter podido participar?
— Aposto! — interrompeu Noya — Ele não é positivo como eu, o que acho uma burrice! Mesmo chateado, deveria vir pra festa pra beber até cair e esquecer todos os meus problemas! Que é mais ou menos como vou tá às duas da manhã!
O grupo caiu na gargalhada. A última vez que haviam visto Nishinoya bêbado foi no reencontro de ex-alunos da Escola Karasuno. Ele fizera coisas tão engraçadas que um dos colegas filmou e postou o vídeo no Nico Nico Douga, cujos views não haviam sido poucos.
.
E você estará em meu coração
Sim, você estará em meu coração
Deste dia em diante
Agora e para sempre mais.
.
Não dê ouvidos a eles
Porque, o que eles sabem?
Nós precisamos um do outro
Ter um ao outro, abraçar
Eles verão com o tempo
Eu sei
.
Quando o destino te chama
Você precisa ser forte
Eu posso não estar com você
Mas você terá que segurar
Eles verão com o tempo
Eu sei
Nós mostraremos a eles juntos
.
Passavam já das duas da manhã. Esgotados, os áses estrelas da noite retiraram-se mais cedo da comemoração, embora não pudessem voltar ao Hotel em que estavam hospedados pela massiva quantidade de reportes que havia em sua porta, perguntando-lhes não só sobre as partidas, mas também do beijo escandaloso.
Havia parado numa cafeteria 24 horas para descansar e aproveitar a tranquilidade do lugar, tomar um café.
— Shoyo, vou ao banheiro. — Kageyama, avisou-o, usando o primeiro nome. Claro que, com tantos anos de intimidade, eventualmente deixariam de se chamarem pelos nomes de família para os nomes próprios tomarem lugar. Já era perfeitamente natural para ambos.
Hinata respondeu com um “ok” e, tendo o maior partido, passou a examinar o lugar, notando tardiamente que uma compleição desconhecida aproximando-se de si e sentando no lugar antes era ocupado por Kageyama — Oi! Lembra-se de mim?
Focou-se nela. Magra, bonita, baixa, bem maquiada, japonesa. Era... Era! — A garçonete! O-o que você está fazendo aqui?
Ela riu e colocou as mãos uma de cada lado das bochechas, fingindo surpresa – ou não. — Você realmente se lembra de mim, não posso acreditar! Olha, vou ser sincera, quando vi dois meninos brigando no ponto do ônibus pela primeira vez, nunca imaginaria que eles se tornariam os mais importantes voleibolistas do Japão! Nem que namorariam! — riu mais, gesticulando graciosamente.
— Ponto do ônibus... O que você quer dizer?
— Sua briga com Kageyama, eu era a menina encapuzada do seu lado — Deus! Ele nem se lembrava havia uma figura encapuzada ao seu lado naquele dia! Na verdade, se ela não comentasse, nunca lembraria daquela sua briga com Kageyama! — Ah, não faça essa cara. Sei que não podia imaginar que a mesma garçonete que te deu conselhos, de prendeu no banheiro era a mesma pessoa que os conheceu por acaso quando nem namorava com o moreno gatão lá, mas vai, nada é impossível!
Hinata balbuciava, sem saber o que dizer. O que esperar de tudo aquilo? — P-por que você está aqui?
— Me mantive atenta a todas as notícias sobre vocês por aí. Fui ver seu último jogo. Que beijo, hein! E que coragem também. — o maldito sorriso não saia do rosto delicado e, por algum motivo, o rapaz estava se irritando com isso.
Ela estendeu-lhe um cartão, e leu o escrito lá: Fuyuki Sasaki. — Fuyuki Sasaki, esse é seu nome, garçonete? — Ela assentiu, e permaneceu em silêncio até ter o cartão pego de sua mão. Ele leu mais do conteúdo nele — Psicóloga... Você é psicóloga? Mas espere! Esse endereço é dos Estados Unidos!
— Sim! Terminei minha faculdade de psicologia lá por um programa especial de intercâmbio, e acabei ficando por lá mesmo. — ela esperou ele retrucar, o que não foi feito, um silêncio curto instalou-se sobre eles até que ela se pronunciasse novamente. — Sabe... Você deveria me agradecer.
— O quê?! Por quê?!
— Porque eu te ajudei. Sei que em um momento ou outro, influenciei nas suas decisões quanto à Kageyama... Vai dizer que não? — ele não disse, com um muxoxo de mau grado, murmurou um “Ah, foda-se, obrigado então”, e enquanto ela tagarelava, passou a dar-lhe indiretas para que se mandasse. Ok, ela queria reencontrá-los de novo! Mas ele não, oras! E a troco de quê, aliás? — Mas sabe... Eu deveria agradecê-los também. — continuou, vendo a indagação na face do rapaz — Vocês foram o primeiro casal que juntei, e isso foi o estopim para muitas coisas que aconteceram na minha vida*, e a ajuda para muitos casais de meninos que nunca teriam se tornado reais se não fossem pelos meus empurrões... Comecei com ações e conselhos pequenos, com vocês, e hoje... Me especializei no assunto. Sou referência de estudos sobre homossexualidade nos Estados Unidos.
— Ah... De nada, eu ach- Ei, espere! Você usou a mim e a Kageyama como cobaias?
— Não use esse termo! É tão feio! — fez-se de ofendida — Eu vi em vocês a oportunidade perfeita para testar as teorias que queria desenvolver. Pense pelo lado bom, eu não os teria escolhido se achasse que vocês fossem um casal para a adolescência!
O clima no raciocínio de Hinata mudou, que foi transferido ao do diálogo também. A conversa tomava um rumo muito... estranho. — O que quer... dizer com isso?
Ela debruçou-se sobre a mesa, aproximando-se — Estou dizendo... Que vocês foram o primeiro casal que conheci que realmente estavam no coração um do outro. — Hinata teve a lembrança de ter ouvido isso uma vez antes naquele dia, embora não conseguisse se lembrar. Além do mais, a mulher ainda não fazia sentido para si.
Mais breves segundos de silêncio. Fuyuki repentinamente mudou de assunto – ou não, era difícil ler aquela mulher — Hinata-kun... Você sabe por que vocês venceram as competições de hoje? Treinamento, melhoramento, auto sacrifício, trabalho duro? Não! Isso qualquer um pode fazer — pausou, continuou — Determinação, otimismo, honestidade, união. Você realmente acha que esse time teria vencido sem vocês? Não! Porque você e Kageyama, o fato de pertencerem tanto um ao outro, de confiarem tanto um no outro uniu seus colegas, tranquilizou-os, transformou-os num grupo de amigos, e não num time propriamente dito... Porque, como eu disse, seus corações estão um no outro.
Ele franziu o cenho: mas o que diabos aquela mulher falava?! Para si, parecia apenas abobrinhas melosas. No que sua relação com Kageyama influenciava em seus colegas de time? — Não estou te entendendo...
Ela bateu a palma da mão na testa, gemendo. — Ah... Isso vai parecer meloso, mas... Hinata-kun, sabe por que vocês vão pra olimpíada? Porque você e Kageyama tanto confiam um no outro, e sendo os ases, o time acaba confiando em vocês dois também!
Ah! Agora entendia! Palavras simples sempre eram mais tangíveis! Parecia-lhe um pouco fantasioso demais para si... Mas fazia um sentido sim. Então, seguir disso, ela declarou-lhe algo, mais simples ainda, que, agora sim, acertou-o fundo na mente — Vocês irão às próximas Olimpíadas... Porque se amam.
A natureza do fato fê-lo refletir, à medida que a euforia e epifania de seu significado preenchiam-no por completo.
Tudo em sua vida... dera certo... Por causa de Kageyama?
Tudo na vida de Kageyama... dera certo... Por causa de si?
Até agora?
Tanto, tanto tempo?
— Ei, Shoyo, aproveitei e trouxe algumas comi-... Ei, quem é essa? — interrompeu-se ao ver a suspeita desconhecida falando com Hinata. Quem diabos era aquela estranha?
O ruivinho resolveu ignorá-lo por um segundo, logo tudo lhe seria explicado. Por algum motivo, agora acreditava em tudo que ela dissera, que ela, quando os conheceu, tomou a decisão certa. Mas tão estratosfericamente certo... Ela sabia muito! Era esse o famoso sexto sentido das mulheres? Ou era próprio dela? Finalmente, pronunciou a pergunta que apenas agora lhe viera à mente, para a qual não precisava realmente de uma resposta. Contudo, queria ouvi-la da boca daquela mulher estranha.
Antes da pergunta ser indagada, Fuyuki já sabia sobre o que seria, mesmo com a sua subjetividade com a qual seria concluída.
— E vai durar?
Fuyuki Sasaki arqueou o pescoço, riu longa e melodiosamente, logo então apoiando o queixo na mão, com um semblante sagaz e sabido. Um verdadeiro oráculo mitológico.
— Pra sempre.
.
Porque você estará em meu coração
Acredite em mim, você estará em meu coração
Deste dia em diante
Agora e para sempre mais.
.
Oh, você estará em meu coração
(Você estará aqui em meu coração)
Não importa o que dizem
(Eu estarei com você)
Você estará em meu coração, sempre
(Eu estarei aqui, Sempre...)
Sempre
.
Eu estarei com você
Eu estarei aqui para você sempre
Sempre e sempre.
Só olhe sob seu ombro (3x)
Eu estarei aqui, sempre
.

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