Do Negro Ao Laranja

20 Dia 20 - Wrecking Ball, de Miley Cirus


Notas iniciais
Obrigada aos que comentaram no capítulo passado: Fangiirl JoyceLima Naoko Menininha Inocente kake55 Lucychan Ayelet E Hensel . Ok... Comecei esse capítulo às 5 da tarde e escrevi quase sem parar até agora, com pequenas pausas de mais ou menos 10 minutos. Não sei o que aconteceu, mas demorei demais para fazê-lo. Na boa... Sei que ficou grande, mas credo, como eu demorei, hein! E... Perdoem o lemon comprido demais. Acho importante focar tanto na "ação" dos personagens quanto seus sentimentos e pensamentos nesse momento tão importante (que pra mim, é um dos mais importantes pra qualquer casal). Então... Tem muita introspecção no meio também. . Espero que gostem, @M_Blue_Rose

Kageyama, de repente, sentiu um vazio em seus braços, e só um milésimo de segundo depois vou descobrir que Hinata havia afastado-se de si, migrando para o outro lado do banheiro, mais molhado ainda.

Encabulado e ababelado, tentava em vão esconder a semiereção entre as pernas, fechando-as e pondo-lhes a mão em cima, o pranto ameaçava vir, o que ele sempre segurava com um soluço. A pele molhada que, nos braços de Kageyama não se faziam perceber, agora gelava sua pele lívida e trêmula. Fechou os olhos, sentindo-se humilhado.

Por tão, não percebeu o maior aproximando-se e abaixando-se para erguê-lo mais uma vez pelos braços, afim de colocá-lo na borda da banheira. No momento que empertigou a vista, só havia nela, por um segundo, a visão da branca toalha a envolve-lo. Ela não parou por aí, as mãos do maior já esfregavam-na suavemente por todo seu corpo, secando-o.

O choque impediu-o de se pronunciar, todavia quando foi alçado sobre seu colo tal qual uma criança e ouviu — Vamos colocar o pijama lá no quarto — resistiu.

Tobio Kageyama não ia tocá-lo um segundo mais.

— Não! Eu não quero, eu não vou! Me solta, Kageyama, me solta — chacoalhou-se sobre os braços que o sustentavam, o dono deles perdia o equilíbrio também. Mais uma vez, caíram no azulejo, Kageyama suportando todo o peso da queda de ambos.

— Ai! — ouviu o gemido de dor, e com isso, o ruivinho percebeu seu erro. Não teve tempo para pedir perdão, porque o levantador já havia mudado as posições e prendido-o entre si e o chão, coercivamente. — Hinata! Pare de ser criança! Você vai colocar o pijama, ou tava achando outra coisa?

Prestou ainda mais atenção na pressão dos dedos de Kageyama sobre seus pulsos contra o chão, e na silhueta de seu corpo sobre o seu. Seu pênis endureceu-se um mais, e suprimiu a vontade de abrir as pernas, exibindo-se excitado. Tornou a cabeça ao lado e espremeu os olhos e lábios — Não me olhe...

— Hãn? Por que- Ah... — era verdade! Com toda a confusão, esquecera-se que o pequeno encontrava-se semiduro. Embora tivesse que tranquiliza-lo, a gana de rir ameaçou seus músculos faciais — Escuta... Nós já fizemos algo do... estilo quando você esteve aqui pela última vez, ok...? Não há porque em se constranger agora.

Maldito! Falava isso quando tentara ataca-lo tantas vezes e até pressionara a perna em... em “si”! Hipócrita! — Mas-! Mas não me toque. Eu levanto sozinho. —revirou os olhos e assentiu, porém saiu de cima dele sem pestanejar. Shoyo tentava várias vezes sentar-se, mas a fraqueza do corpo de da alma impediam-no de alguma forma. Kageyama revirou os olhos novamente, não suportando a lerdeza. Pegou-o no colo novamente, ignorando suas objeções, atravessou os poucos passos entre o banheiro e a cama do quarto, jogando-o lá sem polidez. O pijama pendia de seu ombro.

— Não! Pare! O que- — foi interrompido por uma mão cobrindo sua boca, defrontando-se com os frios e negros olhos do maior.

— Minha mãe está dormindo e você vai acordá-la. Fica quieto, entendeu? — não percebeu o próprio olhar submisso, mas assentiu. Engoliu um gemido mais uma vez. Não acreditava que excitava-se com cada ato dele, mesmo sem terceiras intenções.

Deixou-se ser vestido. Quando voltou a mirá-lo, ele já estava na porta do quarto, alegando que ia secar o banheiro. Sozinho, encarou o teto, procurando se controlar. Não conseguia parar de se remexer. Friccionava uma perna na outra, sem o contato direto pelo tecido dos shorts. Rodava os pulsos sem parar, assim como abria e fechava as mãos de tendões estendidos.

Droga! Por que havia ficado tão excitado?!

Ele era jovem, mas não era incontrolável. Sua ereção não se esvanecia de maneira alguma e infelizmente, perdera a chance de se masturbar até o fim há alguns minutos atrás.

Estava sem saída.

Chafurdou no local menos utilizado de sua mente, querendo lembrar-se de sua mais recente matéria de matemática. Quem sabe aquilo não funcionava?

— Pronto. — a palavra não esperada sobressaltou-o. Não encontrou incentivo o bastante para mudar a posição e mirar Kageyama, arriscando-se a mudar-se a uma posição que agravasse seu estado... necessitado. — E então... Você quer dormir no futon ou...?

É-se sabido já o que ele queria falar, no entanto a palavra ‘futon’ deixou seus lábios prontamente.

Pouco tempo depois, já estava tudo aprontado para que ele se retirasse da cama do maior e descesse à sua provisória. Deus...! Como era difícil mover-se! Qualquer movimento fazia seu membro roçar contra o tecido macio da roupa, visto que Kageyama não havia se dado ao trabalho de colocar-lhe uma cueca.

— O que foi?

— Na-Nada. Já estou saindo. — tentou mais uma vez; não conseguia fazê-lo sem aumentar sua excitação.

— Hinata, eu realmente acho que- — levantou a mão para auxiliá-lo, sendo rechaçado com um tapa.

— Não me toque! Eu... eu consigo sozinho, oras. — o carmim de seu rosto que nunca se esvanecera exacerbou-se.

Kageyama arqueou uma sobrancelha e estreitou os olhos, examinando-o. A resposta apareceu-lhe na parte inferior do menino. Ainda estava excitado!

— Ei... Hinata, por que... ainda está assim? — Shoyo encarou-o mortalmente, queria xingá-lo, embora tenha se contido. “Porque eu te amo” não era uma opção de resposta.

— I-Isso não tem nada a ver com você, ok...? Daqui a pouco já vai passar.

O moreno recordou-se do momento em que o encontrara quase caindo no banheiro, quando percebeu do estado inferior dele. Sim! Naquele então estava assim! Será que... — Hinata... Será que você tava se... tocando no banho e eu não o deixei terminar?

Arregalou os orbes para então comprimi-los — Claro que não, maldição! — abriu-os, espantando-se com a proximidade que Tobio havia posto entre seus rostos. O máximo possível se chegar ao toque.

Suas pupilas dilataram-se enquanto lambia os beiços. As mãos espalmadas no colchão acercando-se, assim como o tronco, assim como os ombros, assim como o quadril, assim como as pernas... Não!

Seu semblante tornava-se mais predatório a cada centímetro entre eles minado.

Sabia bem o que tentaria.

Ah, não.

Ah, não!

Procurou apartar-se, entretanto sua mão direita agilmente capturou seu maxilar, enquanto semicerrava os negros olhos e entreabria a boca. Lambeu os beiços mais uma vez. O ruivo sentiu o hálito morno contra seus lábios e inconscientemente semicerrou os orbes também. Um gemido audível de expectativa fugiu-lhe pela garganta.

Estava completamente duro agora.

Kageyama, não faça isso comigo.

Por favor, não faça isso comigo.

Só restava implorar em sua imaginação.

Um toque completo concretizado e seria seu fim.

O levantador roçou-se aos lábios trépidos, aludindo ao iminente beijo. Deleitou-se ao ver que dessa vez Hinata não resistia.

Sem aviso, colou as bocas, as respirações, os âmagos. Ouviu outro gemido por parte do garoto menor.

Esse mesmo garoto não percebeu uma lágrima de emoção descendo sobre a bochecha esquerda, embora soubesse: aquele era o momento de sua redenção.

Sabia que aquilo ocorreria, sabia!

Por isso tentara com tão afinco evitar aquilo.

Estivera arranhando seu coração ansioso e acorrentando-o para perde-lo apenas para um beijo... Tudo em vão.

Lembrou-se dos inúmeros períodos de reflexão que tivera até então. Uns de hesitação, outros de progressão.

Tinha certeza que aquilo ocorreria. Por um toque, seu instinto elegeu progressão.

E agora, era esse mesmo instinto que reinava suas ações – já havia caído sob o feitiço do beijo de Kageyama.

A partir daí, nunca mais poderia negar seu amor.

.

Nós arranhamos, acorrentamos nossos corações em vão

Pulamos, sem perguntar o porquê

Nós nos beijamos, eu caio no seu feitiço

Um amor que ninguém poderia negar

.

Ciente de que acabara de cruzar a fronteira entre o que devia e o que não devia fazer, rondou os braços ao redor do pescoço do levantador, puxando seu cabelo com uma mão.

Sua boca abrira-se integralmente para recebe-lo, e as línguas chocavam-se com tanto afinco que saliva escorria pelo queixo de ambos. Aquilo recordava-o do dedo dele dentro de sua boca, fazendo exatamente o mesmo que sua língua agora.

Ela explorava-o ininterrupta e violentamente, não deixando espaço para inspirações mais profundas ou até para engolir saliva. Nenhum dos dois sabia beijar “experientemente” mas a libido era tanta que o instinto tomava essa função.

Perdera a conta de quanto tempo permaneceram assim, conhecendo-se entre ofegos e gemidos. Hinata só voltou ao tempo físico e concreto quando sentiu, contra a sua própria ereção, a de Tobio, que há pouco estacara-se entre suas pernas – como, não havia notado.

A fricção foi tornando-se cada vez menos suficiente, e no intuito de ampliá-la, bateu o ruivinho contra a parede e ergueu cada uma de suas pernas apoiadas sobre seus ombros, abrindo ainda mais suas pernas.

E nem haviam começado a tirar as roupas ainda.

Hinata ia inquiri-lo, no entanto ele pressionou mais ainda as virilhas e um gemido foi inevitável. Kageyama finalmente permitiu-lhe um pouco de respiração, embora não o livrasse integralmente, lambendo seus lábios acessíveis.

— Kage.. Kage- O quê?! — arqueou-se contra o gesso gelado ao sentir o toque de uma mão gelada sob a camiseta, subindo lentamente, com um dedo roçando, a um mamilo rosado. Assustou-se quando uma unha provocou seu direito, maldosa. O levantador suscitou-o assim diversas vezes, para cima e para baixo, até pegá-lo entre o indicador e o dedão e puxá-lo — Aahn! Para!

— Não. — rouquidão e profundidade possuíam seu timbre. Desceu os lábios por seu maxilar e seu pescoço, detendo-se na clavícula, mordendo tão forte como podia sem arrancar sangue.

— Ah! — gemeu, não podendo reconhecer se era de prazer ou de dor. — Machucou, idiota!

— Hm. — respondeu desinteressado, entretido em lamber o local maltratado. A saliva, em contato com o ar, gelava sua pele, e quanto mais o outro repetia o ato, descendo a extensão de seu tronco, mais estremecia. Parou no umbigo e mordeu sua borda, o ruivinho novamente engasgou a voz.

Toda a autoridade e regência que o levantador tinha na quadra, ele demonstrava também na cama. Por algum motivo, isso vez de Hinata mais duro ainda – se era possível.

Sua perna esquerda já havia pendido de seu ombro, sobrando apenas a direita. Era mirado de baixo para cima, com írises felinas, o que fê-lo sentir-se mais submisso.

Sob o tecido dos shorts, seu pênis já se intumescia, molhando-o. O maior acariciou-o com o nariz, originando mais pré-sémen. — Não! Kageyama... Você não vai-... Realmente não- Ah! — mais e mais mordidas eram marcadas em sua pele, dessa vez, na coxa direita e através da roupa. Suas bolas contraíram-se.

Sobre os shorts ainda, seu pênis era lambido e eventualmente mordido, Kageyama hora ou outra pressionava aa glande entre os lábios. O pano estava tão empapado que quase não havia separação entre um e outro. O ruivinho olhou para cima e mordeu o lábio, incapaz de formular uma frase coerente.

— Ka...

Não notou quando o empecilho foi-lhe retirado pelas pernas, nem quando foi puxado por elas e deitado completamente no colchão, aberto e completamente exposto. O moreno baixou lentamente a cabeça em direção a sua virilha, perfurando seu olhar com o próprio. Com receio, Shoyo impediu-o pelo cabelo — Não, Kageyama! Para, sério. Eu estou com medo.

Kageyama parou, ainda encarando-o, e suspirou. Levou-se para frente, dando-lhe um beijo na ponta do nariz — Sou eu, Hinata.

A declaração, de uma forma incógnita, penetrou seu cerne, acalmando-o.

“Se você não disser algo, ele vai desistir de você”. Pela segunda vez na noite, a garçonete mirrada voltou a sua mente.

Droga... Aquilo devia ser sinal de alguma coisa.

Poderia parar com as carícias agora e fingir que nunca haviam acontecido, ou parar de viver a vida sob uma mentira e vive-la fugindo.

Os instintos, mais uma vez, dominaram seu raciocínio. Escolheu a segunda opção – a progressão.

Sempre quereria Kageyama. Não conseguiria se afastar dele por vontade própria.

E mais.

Era Kageyama!

Não era ele seu maior amigo e rival?

Era Kageyama.

Kageyama...

.

Nunca diga que fui eu que me afastei

Eu sempre vou querer você

Não posso viver uma mentira, fugindo pela minha vida

Eu sempre vou querer você

.

Seus lábios pressionaram-se contra sua glande encharcada, sorvendo lá um pouco do líquido. Hinata não suportou e gemeu alto, flexionando os artelhos*. O maior lambia-o da base à ponta, cruelmente.

O ruivinho não sabia o que fazer consigo mesmo. Queria fugir, ao passo que queria ficar. Sentia-se a ponto de gozar e a sucção mal havia começado.

Colocou a cabeça entre os dentes e apertou-a muito delicadamente. Uma lágrima prazerosa desceu de seu olho. O garoto-isca arqueou as costas e debateu as pernas ao lado de Tobio, sem nem conseguir engolir a própria saliva. — Kage- Kageyama! Para! Eu vou-...

Gritou, esperando pela liberação... Que nunca veio. O maior havia apertado a base de tão forma que impedia seu orgasmo. Ergue-se um pouco e fitou-o tal qual um mártir na inquisição, o conhecido sorriso predatório permeava sua expressão.

Deitou novamente. Nunca sentia algo parecido... Nem de perto. Aquilo era uma tortura e um paraíso ao mesmo tempo. E tais sensações estavam completamente sob o controle de Kageyama.

Queria mais.

Mais!

— Kageyama... Eu... Eu quero... — mirou-o mais uma vez, esperando que ele entendesse o que queria dizer.

Ele fez menção de continuar a chupá-lo, ou seja, não havia compreendido.

— Não... Você não entendeu... Eu também... Eu também quero te dar... Também quero fazer você se... Se sentir bem. — baixou o olhar, envergonhado da própria declaração. Seu pênis lentamente foi libertado, ao que o mais velho apoiou-se para trás com as duas mãos espalmadas, a calça do pijama já retirada, apenas com a cueca boxer vestida.

Sob o olhar inquiridor dele, Hinata tirou a blusa e engatinhou perto dele. Sentia-se testado e queria muito passar. Sentou-se sobre ele, uma perna de cada lado; seu membro nu contra o dele coberto. Observou-o pender a cabeça para o lado e suspirar. Timidamente, lambeu seus lábios, e um beijo mais vagaroso que o anterior iniciou-se.

As pontas das línguas tocavam-se debilmente. Era um contato tão carinhoso que, se a situação fosse outra, estaria isento de conotação sexual. Consistia numa dança lenta, cuja exploração de cavidades era minuciosa e necessária. Hinata estava tão submergido nela que nem percebeu que começara a rebolar sobre o pênis vestido do maior.

Puxou as melenas negras com ambas as mãos à medida que tentava acelerar o movimento dos quadris sem fazer o mesmo com o ósculo. Seu intento só mostrou-se frutífero quando Tobio chupou-lhe a língua, e os ofegos pelo rebolado eram tão constantes que às vezes se engasgavam com eles.

O ruivinho, em algum lugar de sua mente nublada, sentiu seu pênis melado contra a boxer preta, seu fluido e o dele mesclados. Teve gana de... Teve gana de prova-lo, e antes de desnudá-lo completamente, já havia sido compreendido no que queria.

Sim... A gana era grande. Salivou a própria curiosidade

Kageyama o estava demolindo-o em pequenas partes e derretendo-as, tornando-o ganancioso e mimado. Aquilo o destruiria algum dia.

.

Eu cheguei como uma bola demolidora

Nunca me apaixonei dessa maneira

Tudo que eu queria era romper suas barreiras

Tudo que você fez foi me deixar em pedaços

Sim você, você me destruiu

.

Aproximou-se do membro avantajado – Deus, aquilo era bem maior que o seu –, intrigado pelo cheiro almíscar e salgado. A glande era avermelhada como a sua, e pré-semen borbulhava dela. Percorreu com o dedo cada veia saltada, depois fazendo o mesmo com a ponta da língua. Kageyama pendeu a cabeça para trás e suspirou, as pálpebras descidas.

Hinata provou o gosto uma, duas, três vezes, decidindo que gostava. Tinha um sabor nunca experimentado, um misto de amargor salgado e um adocicado no final. Lambeu a glande novamente, esfregando a língua no céu da boca.

Lubrificava toda sua extensão com a língua, para então começar chupando apenas a ponta. Um pouco mais, e foi tornando-se mais audacioso, tomando mais de seu tamanho dentro da boca.

Aos poucos, foi aprendendo mais sobre como fazê-lo, Kageyama ditava seu ritmo segurando-o pelo cabelo. Apreciava aquela característica dominadora no momento, e surpreendia-se por ser mais submisso de que sabia.

Não sabia se era sua boca a pequena demais, ou o pênis do outro acima da média, porque não conseguia tomá-lo por completo. Gostava da sensação de sua boca sendo invadida, a fricção contra os cantos dela e de ser impedido de engolir a própria saliva. Sentia-se... à mercê. Como no dia em que fora encurralado no corredor da escola.

Ele era o cordeiro.

Kageyama era o lobo.

Com a diferença de que a presa punha seu predador sobre um pedestal do qual dificilmente sairia.

Toda vez que tentava aprofundar mais seu pênis em sua garganta, a força da mão do maior sobre suas mechas o impedia. Mas ele queria... Queria!

Forçou a cabeça para frente com um pouco mais de força, alcançando seu intento. Seu nariz repousava entre os poucos pelos pubianos, enquanto tentava cessar os reflexos de vômito ao qual o tamanho de Kageyama o impelia. Seus lábios estendiam-se tanto que ardia.

Não que ele estivesse reclamando.

Kageyama franziu o cenho e por pouco não gozou. Hinata o engolia inteiro! Admirou a expressão sofredora e submissa direcionada apenas a si, e enquanto deleitava-se com a ocasional deglutição de sua garganta próxima de seus pênis. Percebeu que lágrimas de emoção desciam-lhe pelo queixo, tornando seus orbes dardejantes, concomitantemente aos gemidos que seu tamanho faziam-no engolir.

A ideia epifânica de que aquilo pertencia apenas a si assolou-lhe o peito, enchendo-o de carinho.

Sim!

Aquela boca era sua.

Aquele corpo era seu.

E quanto a mente e o coração...?

Não resistiu à tentação de tirar um pouco de sua extensão da cavidade, e empurrá-la novamente, controlando o pelo cabelo mais ainda.

— Aghf! — Hinata engasgou-se com o ato súbito, gemendo após.

O ruivinho fitou-o de baixo para cima, tentando deglutir um pouco da saliva que lhe escapava pela boca. Kageyama repetiu o movimento, vez após vezes, tento sua a ajuda, cujas lágrimas eram imparáveis.

Em pouco tempo, ambos seriam cinzas, tal a maneira que se sentia queimando em chamas, e o maior não ajudava, pelo contrário, excitava-o mais ainda.

Controlando-o.

Manipulando-o.

Manuseando-o.

Submetendo-o.

.

Dominando-o.

A necessidade de dar atenção a seu pênis negligenciado foi irresistível, levando uma mão a ele.

— Não se toque. Quando eu disser, apenas.

Arregalou os olhos e a vontade de gozar atacou-o, mas conteu-se. Era o mesmo tom autoritário com o qual falava consigo na quadra...

Merda. Os treinos nunca mais seriam os mesmos.

.

Eu coloquei você em um pedestal

E agora, você não está descendo

Mudou lentamente, você me deixou queimar

E agora somos cinzas no chão

Nunca diga que fui que me afastei

Eu sempre vou querer você

Não posso viver uma mentira, fugindo pela minha vida

Eu sempre vou querer você

.

Tobio impediu o menor de se tocar. Se o fizesse, ele gozaria em breve, e com isso, gozaria também. Aquilo já havia se prolongado demais.

Hinata estava sobre suas pernas e na horizontal, o joelho tocando o abdome. Esticou-se um pouco sobre ele correu o a unha do indicador sobre sua coluna vertebral, da nuca ao fim dela, arrepiando-o e fazendo com que arrebitasse a bunda inconsciente e momentaneamente.

Outro gemido.

Retirou sua boca de seu pênis, usando as melenas laranja como alavanca para puxá-lo e beijá-lo violentamente, mordendo ocasionalmente os lábios inchados e intumescidos.

O terceiro tipo de ósculo que experimentavam naquela noite.

Provou o próprio gosto na cavidade do menino, sorvendo sua saliva excessiva hora ou outra.

Afagava suas costas de baixo a cima, deliciando-se com a tez macia e livre de máculas. Aventurou-se a acariciar uma nádega redonda, em movimentos circulares. Hinata contraiu-as ao toque, não exatamente rechaçando-o. Desceu a outra mão a outra banda, apertando, massageando, separando-as, arranhando-as.

As nádegas de Hinata eram uma fantasia que há muito assombrava-o.

— Kage... Yama! — Kageyama ignorou-o, alçando-o pela bunda sobre seus joelhos dobrados, as pernas uma de cada lado de seu quadril.

Não cessou o beijo nem por um segundo.

Friccionou os membros mais uma vez, encaminhando o dedo sorrateiramente para a pequena entrada ainda não lubrificada. O menor sobressaltou-se com o toque, interrompendo o beijo milimetricamente, enquanto tentava afastar-se pela vergonha.

— Kageyama... — apertou-lhe os ombros — Nós... Realmente vamos fazer isso? — Shoyo era naturalmente impulsivo, mas era inevitável a ocasional hesitação e dúvida.

— Só se você quiser... Você quer que eu pare? — fitou-o olho no olho. Negro contra marrom-caramelo. As írises eram dilatadas pela libido, o brilho delas era fogoso, porém permanecia ainda a lucidez de seus próprios sentimentos.

— Não... Acho que... Não, não quero — abraçou seu pescoço — Só... Não me machuque, ok?

Selou a promessa com um beijo no nariz — Claro que não.

Hinata corou perante o gesto carinhoso, escondendo a face na curva de seu pescoço. Sentiu a movimentação dele: esticando-se para pegar algo, logo ouvindo o barulho de uma tampa de abrindo e um lacre sendo removido.

Kageyama havia mesmo comprado um lubrificante com antecedência?!

Rá!

Esfregou mais o rosto contra sua pele, abraçando seu quadril com as pernas brancas.

Aquele sentimento realmente o estava demolindo em pedaços. Nunca havia se apaixonado daquela maneira – na verdade, nunca havia se apaixonado, mas isso não tirava a profundidade de suas emoções.

Kageyama, com gestos e palavras, estava rompendo todas e quaisquer barreiras que pudessem haver entre ele e seus sentimentos. Oras... Não era ele que há pouco tempo atrás recusava-se a deixá-lo tocar em si?

Agora... Agora sentia-se queimando e caindo no limbo do prazer e da confiança.

Queria tanto entregar-se que a única palavra da qual se recordava ao perceber que seus velhos medos voltavam-lhe a mente era “foda-se”.

Que mandasse tudo às favas!

A garçonete.

O casal brigando.

Seus amigos de time.

Seus colegas de classe.

.

Eu cheguei como uma bola demolidora

Nunca me apaixonei dessa maneira

Tudo que eu queria era romper suas barreiras

Tudo que você fez foi me deixar em pedaços

Eu cheguei como uma bola demolidora

Sim, eu só fechei meus olhos e balancei

Me deixou queimando e eu caí

Tudo que você fez foi me deixar em pedaços

Sim você, você me destruiu

.

O levantador pressionou a bisnaga sobre a mão e uma quantidade generosa de lubrificante derramou-se sobre ela. Espalhou a substância na entrada à mercê de Hinata, cujos músculos se contraíram no toque gelado.

Unhas curtas arranharam suas costas, contudo não parou. Acariciou as pregas com o dedo médio, rondando-as, esfregando-as, de início, sem ameaçar violá-las. A fricção que fazia tinha pressão e insuficiente. O ruivo encontrou-se aproveitando-a e querendo mais.

— Hinata... Fique de joelhos com as mãos no colchão, por favor. Assim vai doer menos...

— Mas é vergonhoso... — Kageyama abafou o riso, achando o argumento engraçado.

— Sério? Depois de tudo o que fizemos até agora?

Emburrou a expressão e fez um bico, porém encontrou lógica na fala do moreno. Virou-se na cama e fez a posição demandada. Uma mão grande acariciou sua nádega enquanto outra as afastava. Suas bolas e seu ânus se contraíram.

O maior repetiu os movimentos de antes, dessa vez, ameaçando entrar. Primeiro uma falange, depois a segunda, a terceira. O dedo indicador inteiro. Ouviu apenas um suspiro. Começou a movê-lo dentro das paredes macias.

Se regozijava com a textura tenra e escorregadia da cavidade quente. Era completamente lisa e apertava-o tanto... Aprofundou o máximo possível, girando-o constantemente para alargar um pouco.

Um ofego — Você tá bem?

— S-Sim... Não é tão ruim.

Instigado pela boa notícia, adicionou outro dígito, tentando alarga-lo mais ainda. Separava ambos os dedos em movimentos tesoura, querendo aprofundar-se mais também. Hinata gemeu e rebolou levemente o quadril, sem querer.

— O-Opa... — tinha certeza que ele havia corado.

Tobio sorriu e roçou o nariz carinhosamente em uma banda, fazendo-o estremecer. Rodou os dedos de novo e o outro mais uma vez rebolou. Ele estava gostando!

Repetiu o processo diversas vezes, até que ele estivesse gemendo e impulsionando-se contra seu dedo.

— Kageyama... Tá bom já...

— Tá nada. — Adicionou outro dígito, amando ver as reações do menino. Colocou ainda mais lubrificante, e os três dedos escorregaram com uma facilidade surpreendente.

Penetrava-o cada vez mais fundo e forte. Ele próprio já não aguentaria mais. — Ka... Kageyama... Sério... Ah... Sé- Hm.... Sério! Eu já não aguento ma-Aghn! — estacou e jogou o pescoço para cima, gritando alto.

Ah... Então lá era a próstata.

Sorriu um pouco maldoso, e toda vez que o penetrava, pressionava o lugar que descobrira ser a próstata. Hinata debatia-se como louco e agia como se estivesse numa tortura. Á cada investida, um gemido — Ahgg! Ah.. Ah... Para! Kage-Kage... Para.. Nã- — Apertou novamente a base do pênis do menino para impedi-lo de gozar.

Gritou de frustração.

As lágrimas haviam voltado a seus olhos, e nesse momento decidiu que ele próprio já não aguentava mais.

Se não travaria uma guerra consigo mesmo.

.

Nunca quis começar uma guerra

Só queria que me deixasse entrar

E ao invés de usar força

Acho que devia tê-lo deixado vencer

Nunca tive a intenção de começar uma guerra

Só queria que você me deixasse entrar

Acho que devia tê-lo deixado vencer

Nunca diga que fui eu que me afastei

Eu sempre vou querer você

.

Abriu sua entrada um pouco com os dedos, fazendo menção do que faria. Penetrou-o lenta e cuidadosamente, não quereria nunca que ele se machucasse.

Hinata ofegou com os dentes rangendo. — Tá doendo...

— Desculpa. Daqui a pouco vai passar. É que você é tão apertado — finalmente toda sua extensão lhe havia entrado. Achava que não caberia.

O ruivo gemeu pelo palavreado objetivo, e notou que Kageyama o havia preparado também que sua ereção não se havia ido.

Quando sentiu que agora poderia suportar, rebolou para indicar-lhe isso. O maior começou o movimento de vai-e-vem bem vagaroso, mas consistente, sem nunca fraquejar.

— Sério, Hinata... Você... Quase não dá pra se mover aqui dentro.

Shoyo soltou o que seria um misto de riso e prazer, aos poucos, a dor incômoda se esvaía.

Kageyama notou a mudança de sensações, e agilizou um pouco os quadris. Segurou-o pela cintura e cada segundo acelerava mais.

O barulho de pele contra pele permeava o quarto. Gemidos cada vez mais altos faziam-se ouvir, assim como o rangido da cama.

O moreno alcançou o pênis do pequeno e masturbou-o, melando sua mão com pré-semen. O outro engasgou, completamente inconsciente de que rebolava tanto quanto Kageyama o penetrava, apertando-lhe as paredes internas sobre o membro — Kageyama...! Ma-... Mais fundo! Mais rápido! Por favor, por favor!

Kageyama fez questão de obedecê-lo, puxando-o pelo ombro mudando de posição: ele estava agora sobre seu colo. Sentou-o fortemente sobre seu pênis — Aagghh! — as lágrimas corriam-lhe mais e perdera a capacidade de engolir a saliva.

Cavalgava sobre ele tanto quanto podia, com a ajuda do maior com o seu quadril. Aquela posição o fazia mais profundo e atingia sua próstata em cheio.

Aquilo era... insuportável!

Nossa...

Nossa!

As paredes internas pulsavam ininterruptamente, Hinata já não aguentava mais, depositava toda sua incoerência nas costas de Kageyama em forma de vergões — Kageyama... Eu quero gozar? Eu posso? Posso?

— Ainda... Não — falou num tom grave. O pedido em forma de ordem fê-lo se segurar. Kageyama, com fosse possível, tentou ir mais forte, mais profundo, segurando o cabelo de Hinata e beijando-o.

O beijo era intercalado e nunca chegou a ser real, tal as investidas.

O levantador percebeu que estava perto do orgasmo, e inseriu um dedo na entrada do garoto, friccionando com seus pênis e as paredes internas. — Ahh! Não! Não!

Hinata mordeu os lábios tentando se controlar, e só deixou-se libertar quando ouviu — Pode gozar agora.

Num grito alto e sublime, alcançou o orgasmo. As gotas peroladas de sêmen derramando sobre os dois. Logo, Kageyama acompanhou-o, gozando dentro dele.

Um último beijo foi compartilhado, antes de caírem na cama, um sobre o outro.

As respirações, eventualmente, se estabilizaram. O maior demorou um pouco ao perceber que a de Hinata estava estável demais...

Ele havia dormido!

Como sempre...

Pensou que deveria limpar a ele e a si mesmo, mas estava tão cansado...

Aconchegou Hinata entre seus braços, tentando não se incomodar com o melado que estava. O garoto inconscientemente abraçou-o e aproximou-se mais.

Ficou a ouvir o som das batidas dos corações de ambos, quase em sincronia.

Era um som do qual gostava, com o qual se sentiu calmo.

Pouco a pouco, o cansaço veio. E dormiu com o cheiro do cabelo de Hinata bem abaixo de seu nariz.

Nunca pensou que poderia se apaixonar dessa maneira.

.

Eu cheguei como uma bola demolidora

Nunca me apaixonei dessa maneira

Tudo que eu queria era romper suas barreiras

Tudo que você fez foi me partir em pedaços

Eu cheguei como uma bola demolidora

Sim, eu só fechei meus olhos e balancei

Me deixou queimando e eu caí

Tudo que você fez foi me partir em pedaços

Sim, você, você me destruiu

Sim, você, você me destruiu

Notas finais
*artelhos: dedos dos pés . E aí? Curtiram? Espero que não tenham achado que ficou OOC demais... Geralmente meus lemons não são assim, mas por algum motivo... Acho que os fiz carinhosos demais do que seriam na realidade. Senti essa necessidade, talvez. . Adoraria que vocês comentassem nesse capítulo em especial. Obrigada por lerem até aqui, @M_Blue_Rose . ps: desculpem minha imaginação fértil por ter achado que Hinata tem cara de boqueteiro... Sério HUSHAUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAH