Do Negro Ao Laranja

12 Dia 12 - Like a Virgin, de Madonna


Notas iniciais
Gente, "Do Negro Ao Laranja" JÁ ULTRAPASSOU em visualizações minha original yaoi, Garotos Feios! NÃO ACREDITOO! KKKKKKKKK Mentira, era questão de tempo até isso acontecer. XP Obrigada aos que comentaram no capítulo passado: Lucychan Menininha Inocente Bakemono Ayelet e Hensel Yukiloves E à boku-tachi, que comentou nos capítulos 1 e 2 Demorou? SIM, DEMOROU MAIS QUE O NORMAL! Mas esse foi o capítulo mais longo até agora, e acho que só o do lemon vai ultrapassá-lo... DESCULPEM POR TER ESCRITO ALGO TÃO FETICHISTA. NÃO É CULPA MINHA SE COMBINA COM ELES. Ah, e perdão se ficou muito comprido. Sabem como é, né... Logo logo vão ver que fiquei inspirada em excesso... Na verdade, escrevi muita coisa que nem pretendia. Talvez tenha colocado lime demais... Espero que gostem, @M_Blue_Rose

— Você p-pode tomar banho se quiser! Há toalhas limpas penduradas, vou arranjar um pi-pijama meu pra você também! — Kageyama estava tenso e mexia seus membros roboticamente enquanto abria a porta do banheiro pra Hinata.

Intimamente, ambos se arrependiam de terem aceitado – no caso de Hinata – e oferecido – no de Kageyama – a estadia do ruivo durante a noite.

Adolescentes que se gostavam dormindo lado a lado? Realmente, não era uma ideia das mais inteligentes.

O hóspede agradeceu, tão corado quanto, e adentrou o banheiro timidamente. Desconhecia que, do lado de fora, o moreno recostava-se na porta, os ouvidos colados nela, tentando ouvir um mínimo de roçar de roupas, de torneira aberta.

Se a porta fosse aberta nesse segundo, estaria numa confusão, com certeza.

Perdido. Para falar com franqueza.

Se bem que Hinata conseguia ser bem parvo...

Irônico pensar que era aquele parvo o único que o salvara quando estava perdido. Quando estava sem rumo no vôlei.

Como que Daichi falara uma vez? Ah, sim “O oni e sua clave”.

O Rei da Quadra e sua... Herm... Sua.... Rainha?

.

Consegui sair dessa confusão

De alguma forma, consegui

Não sabia o quanto estava perdida

Até encontrá-lo

.

— Então... Boa noite, Hinata.

— Boa... Noite. — a resposta de Hinata era tão vacilante quanto a sua própria fora.

As luzes foram apagadas e o breu instalou-se completamente. Kageyama, já na cama, ouviu o roçar dos lençóis quando Hinata fez o mesmo e deitou-se.

Silêncio.

Permaneceu estático, querendo até parar o coração acelerado, tentando ouvir qualquer movimento que o menor fizesse no futon. Uma perna se levantando, um braço se mexendo, o cabelo se desarrumando. Qual seria a posição de Hinata?

Um suspiro alto.

Significava que Hinata já estava relaxando e quase dormindo.

Cinco minutos se passaram,

Ouviu o ruído do ruivinho agitando-se. Uma. Duas vezes. Sabia que ele era de se mexer durante o sono.

Vinte minutos.

Outro suspiro. Shoyo fazia sons vez ou outra.

E estava lá. Ao seu lado.

Sob seu teto.

Seus lençóis.

Seu pijama.

Sua cueca.

Lambeu os beiços.

O coração cada vez mais se acelerava.

Vinte e cinco minutos.

Outro suspiro. Respiração estabilizada. Kageyama tentava se mexer, mas os nervos impediam-no.

Lentamente – muito lentamente – ergueu a mão caladamente sob as cobertas. Tentou ajeitou o pênis sob o pano.

Ficara duro.

Como um virgem maldito – que ele era.

Trinta minutos.

O desejo que tentava controlar por uma sofrida meia hora acabara de vencê-lo.

Puta que pariu!

Puta que pariu!

E agora, o que faria?

Era aquilo que Hinata o fazia sentir.

“Novinho” em folha.

Como um jovem, um virgem maldito.

Na flor da idade.

Trinta e cinco minutos.

.

Estava vencida, incompleta

Fui enganada, estava triste e deprimida

Mas você me fez sentir

É, você me fez sentir

Novinha em folha

.

Antes que controlasse seus atos, já sentava-se na cama com os pés no chão. Não podia continuar assim. Ou se... masturbava ali mesmo, ou corria ao banheiro.

Pôs-se de pé. Espere! E se trombasse em Hinata sem querer? Ajoelhou-se lentamente, foi apalpando o chão para reconhecer a localização do garoto-isca. Quando encostou na borda do futon, expirou brandamente.

Hinata remexeu-se novamente, havia virado de lado em direção a si. As mãos subiram um pouco sobre o futon, e roçagou em sua mão estendida.

Outro suspiro.

Mais desespero.

Como um virgem tocado pela primeira vez.

Pode sentir a pulsação de seu coração na ponta do dedo, que tocava Hinata. Imaginou que podia sentir o dele também.

Próximos demais.

.

Como uma virgem

Tocada pela primeira vez

Como uma virgem

Quando seu coração bate

Próximo do meu

.

Apertou os olhos, amaldiçoando-se pro ceder aos próprios anseios, mas sem hesitar nenhuma fez, foi passando a ponta do indicador graciosamente sobre a pele alheia.

Macia demais.

Passou do antebraço ao braço, ao tecido de sua camiseta, ao ombro coberto, desceu à cintura, ao quadril. Descoberto.

Pele novamente. Um dedo já não era mais o suficiente, e adicionou o do meio ao indicador. Acariciava gentilmente a região, às vezes usando os nódulos dos dedos, as unhas.

Deus. Como era bom. Macio demais. Completamente lisa. Queria tanto lambê-la.

Controlou-se. A excitação cada vez mais apertava-lhe na roupa proporcionalmente ao seu receio que diminuía. Mais ousado rapidamente.

Subiu novamente os dedos e se deteve na clavícula. Demorou-se lá mais um pouco, apreciando também as fundas saboneteiras. Escalou o pescoço, inconsciente dos nervosos movimentos de deglutição. Roçou a unha por toda a extensão do lado direito do maxilar.

Abeirou-se – finalmente! – no canto da boca pequena. E semiaberta.

Sim. Semiaberta. Completamente indefesa. Esperando pelo ataque de seus lábios, seu hálito, sua mordida. Sua língua.

Mas contentou-se em circundá-la com um dedo, ciente de que se o beijasse agora, acordaria.

O fez repetidamente, parar parecia muito pouco atraente agora. Nem notava que a boca abria-se mais aos poucos. Quando chocou a unha sem querer com os dentes inferiores e o dormente não acordou, a coragem aumentou.

Não resistiu inserir lentamente o dígito na cavidade úmida, cuidadosamente. Apreciou o primeiro contato com a língua.

Ah, a língua! Era morna e molhada, pequena, e gostava do contato um pouco áspero que tinha contra sua pele. Permaneceu lá mais um momento, deliciando-se, indo para trás e para frente, da ponta a quase o fundo do músculo – tomando cuidado para não aprofundar-se demais. Afinal, se o fizesse Hinata podia acordar.

.

Vou lhe dar todo meu amor, rapaz

Meu medo está sumindo rapidamente

Andei guardando tudo isso para você

Pois apenas o amor dura.

.

Moveu o dedo curioso para o lado, experimentando os dentes superiores, a gengiva, o interior da bochecha, o céu da boca. Demorava-se tanto lá que se surpreendia pelo outro não despertar.

Percebeu que a frequência de deglutição diminuíra, e que a baba concentrava-se na boca a até transbordar pelo canto. Colheu-a um pouco com o dedo, e com ela lubrificou toda a extensão de seus lábios – para quê, não sabia, todavia fazia apenas o que lhe dava vontade, não havia espaço para a racionalidade.

Imaginou se eles haviam se tornado mais rosados e entumecidos. Mais convidativos ainda para um beijo. Aventurava-se agora pela região sublingual, deleitando-se com o acumulo de saliva lá. Era muito mais escorregadio.

Fazia movimentos circulares lá, lentamente. Pela primeira vez, não impedia sua imaginação de correr solta.

Ali estava Hinata, completamente à sua mercê.

Sua desproteção e inconsciência havia há muito derretido seu medo de ser descoberto. Afundara-o ao fundo de sua mente.

.

Você é ótimo, e é meu

Me faz forte, sim, me faz ousada

Oh, seu amor derreteu

Sim, seu amor derreteu

O que estava frio e com medo

.

Devaneava como um virgem inexperiente. Explorava aquela boca como se explorasse a genitália do menor. Imaginava-se roçando seus pelos pubianos, sua virilha, seu períneo... Seu.. Seu... ânus.

As pernas completamente abertas.

Levou a mão automaticamente ao baixo-ventre, adentrando a própria roupa. Quando ia retirar o dedo da cavidade para ajudar a si mesmo melhor...

A língua voluntariamente pôs-se a mexer e o movimento de deglutição da garganta unida a ela impediram-no de afastar-se. Dentes pequenos mordiam-no levemente, dificultando mais ainda seu escape.

Hinata... Hinata acordara.

Ou já estava acordado há um tempo?

E se ele nunca tivesse dormido?!

Desesperado, Kageyama tentava retirar-se da cavidade do menino. Um mísero insucesso. Ele chupava-o mais forte ainda a cada tentativa. E apenas quando desistiu... Acalmou-se.

Porque Hinata fazia exatamente o mesmo que si.

Cedeu um pouco a tensão do pulso, e como resposta, o outro afrouxou o aperto dos dentes. Com mais liberdade para mover-se, rodeava o dígito com o músculo rapidamente, voltando a succioná-lo logo em seguida.

Completamente despudorado.

Kageyama não tinha nem tempo de constranger-se com toda a situação. A maneira como agia. A maneira como Hinata agia. Estavam tão submergidos nos próprios sentimentos e torpores que racionalidade não era uma opção.

Naquele momento, ambos não tinham nada mais a esconder.

As batidas do coração próximas uma à outra, em sincronia.

Como virgens.

Pertencentes um ao outro.

.

Como uma virgem

Tocada pela primeira vez

Como uma virgem

Com a batida do seu coração

Próximo do meu

Oooh, oooh, oooh

.

Sentia na ponta do dedo a garganta do pequeno. Não sabia porque, mas isso o havia deixado mais louco ainda. Torceu o pulso um pouco e com os outros dedos segurou o maxilar delicado, manipulando-o completamente. Penetrou mais profundamente na garganta, e Hinata engasgou um suspiro.

Kageyama se segurou para não gemer.

A saliva era pressionada para fora a cada investida, e sua excitação era tal que, de repente, nada daquilo era o bastante. Mordeu violentamente o lábio inferior tentando controlar a própria agressividade de seus movimentos, tentando também, adicionar mais um dedo à soma.

Hinata recebeu-o de bom grado, vez ou outra acariciando a fresta entre ambos os dígitos. O levantador sentia-se demais. Integralmente alheio ao absurdo da relação. Tampouco parecia se importar o outro.

Na verdade, vasculhando o cerne de sua mente, sentia-se num filme pornô amador, daqueles que se fazia com o próprio parceiro. Teve gana de inovar nos movimentos e, sem pudor em satisfazê-la, viu-se aprisionando a língua do ruivinho entre os dedos, massageando-a e puxando-a para fora da boca.

Nada conseguia ver, dependia apenas do tato e do olfato, no entanto pode perceber Shoyo abrindo-se mais ainda, erguendo a cabeça enquanto esparramava-se mais na cama. Kageyama teve uma fantasia de como se encontrava agora e, diante da entrega do outro, não resistiu em tocar a si mesmo.

Seu pênis já estava entumecido, inchado e vermelho. Percorreu toda sua extensão com a mão esquerda, enquanto a mais hábil brincava com Hinata. Esse, por sua vez, abandonara seus dois dedos para lamber a todos, intermitentemente. Alternava entre um ou outro, mudava os pares. Era fácil fazê-lo quando havia saliva o bastante para escorrer de seu queixo e cair no futon.

Kageyama percebeu que estivera em negligência por tanto tempo que poucos segundos mais duraria sem gozar. Apertou a base do próprio membro, para puxar até a cabeça, e assim sucessivamente.

Enquanto o fazia, ambas as mãos meladas, teve a confirmação de que Hinata também se tocava. Pois suspirava baixinho – assim como ele – e a cada segundo puxava seus dedos mais fortemente. Seu tesão, como se fosse possível, elevou-se mais ainda – ao pensar que apenas seus dedos fizeram o menor se sentir assim.

Ciente de que a magia logo acabaria para ambos, e que logo o constrangimento e o arrependimento tomariam seu lugar de volta, tentou retirar os dedos. Hinata mordeu-o na mesma hora, tão forte que chegou a machucar; um gemido estrangulado escapou-lhe dos lados, e naquele momento sabia: havia gozado.

E sua tentativa de dar-lhe um último beijo havia sido frustrada.

Deu a si mesmo uma estocada final, atingindo também o orgasmo. Revirou os olhos e mordeu o beiço.

.

Você é ótimo, e é meu

Serei sua até o fim dos tempos

Pois você me fez sentir

Sim, você me fez sentir

Que não tenho nada a esconder

.

Kageyama, retirou os dedos da cavidade de Hinata, ambos arfantes. Por pouco mais de um minuto, mantiveram-se lá, próximos, aprazendo-se com os ofegos um do outro. Apenas saíram daquilo quando o moreno percebeu que a respiração de Hinata estabilizara-se.

— Hi... Hinata — sussurrou. Nenhuma resposta.

Maldito!

Havia dormido!

Enfrentou um misto de decepção, alívio e vontade de rir, tudo simultaneamente.

Aquilo era tão a cara de Hinata...

.

Como uma virgem

Tocada pela primeira vez

Como uma virgem

Com a batida do seu coração

Próximo do meu

.

A decepção e tristeza, por fim, reinaram, e o moreno lembrou-se de que, provavelmente, amanhã tudo seria... “esquecido”.

Teve vontade de esgueirar-se na cama com o pequeno, abraça-lo, ouvir seu coração bater, e dizer a ele que o amava – e receber uma reposta recíproca, óbvio.

Sentir-se-ia tão bem...

Mas não.

Ambos continuavam amigos.

Tímidos.

E virgens.

Virgens inexperientes.

Virgens tocando-se pela primeira vez.

.

Como uma virgem, ooh, ooh

Como uma virgem

Me sinto tão bem aqui dentro

Quando você me abraça, e o seu coração bate, e você me ama

.

Brandamente, aproximou a cabeça no peito de Hinata, almejando ouvir seu coração. Achou o compasso bonito, e mais uma vez viu-se tentando a ficar lá a noite inteira.

Sem nem cogitar a ideia, arranjou um pano para limpar a ambos como podia e, aos trancos e barrancos, deu um jeito de trocar a rouba de baixo de Hinata – sua, na verdade. Por um milagre, os shorts que lhe emprestara não havia se melecado.

A tarefa foi árdua e tentadora. Não conseguia ver um palmo a sua frente, e tocá-lo tão intimamente – e num pequeno intervalo de tempo – mexia consigo.

Suspirou, lamentando pela enésima vez o amanhã que chegaria.

Passariam de amantes esporádicos a virgens amigos de time.

Será que aquilo se repetiria?

.

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Notas finais
SIM. Eu realmente escrevi uma cena sexualizada só com uma boca e uma mão. ME JULGUEM! Acho que nem pode ser chamada de "metáfora da penetração sexual em si" PORQUE O NEGÓCIO TAVA TÃO EXPLÍCITO QUE SE ALGUÉM NÃO NOTASSE é porque não quis! NESSE CAPÍTULO PEÇO A TODOS QUE COMENTEM, QUERO MUITO SABER O QUE ACHARAM (se viajei demais e blábláblá), @M_Blue_Rose ps: qualquer erro, me avisem, por favor. Escrevi tão rápido e revisei tão rápido que provavelmente deixei passar muita coisa.